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Não é fácil, eu sei, mas, amiga, faz parte. Encontramo-nos domingo à hora de costume.
Olha, o que eu preparei para este episódio?
Diz-me, mana.
Já que estamos aqui no início do ano, eu pensei pesquisar quais são as maiores trends de wellness, estilo de vida saudável, fitness para 2026.
Então, muito interessante.
Não é? Tem aqui 10 trends, que eu vou contar cada questão, e nós vamos debater aqui, bater bolas sobre isso.
Se fazem ou não sentido. Ótimo.
Exatamente.
Vou te dizer que eu tenho estado a ver também algumas tendências. Acabei por fazer algumas compras de coisas que ainda não experimentei.
Agora.
Ainda vai ser novas.
Já estão aqui.
Sim. Mas antes de entrarmos nessa lista, eu queria te perguntar: como é a tua rotina hoje em dia? É uma coisa que tu acabas por partilhar muito e que eu adoro ver. Começas logo de manhã a treinar, supermotivada. E que hábitos é que neste momento na tua vida são inegociáveis?
Já sabes que o treino para mim é mesmo inegociável na minha vida. Não digo que funcione para toda a gente, mas acho que é a minha base. E é a minha base porque eu sei que eu não vou estar dependente das minhas emoções. Ou seja, estando bem ou estando mal, eu sei que eu vou ter aquele compromisso comigo própria. Isso dá-me uma força para o resto do dia, que é, se eu sei que amanhã eu consigo, às 5:00 da manhã, acordar, levantar, ir a pé para o ginásio, treinar, porque nem sempre apetece. Eu, por acaso, neste momento gosto muito de treinar, mas há dias que não me apetece. Depois, mesmo pela pior altura, se estás com frio, se estás para beber, deitaste tarde, enfim, há 1001 razões para tu não quereres ir. E quando tu consegues assumir esse compromisso contigo própria e dizer: "Não, independentemente de tudo, eu vou conseguir ir", eu acho que a seguir tu sais de lá com uma força muito diferente para o resto do dia.
Tu sentes que consegues trabalhar melhor nos dias em que vais treinar?
Sem dúvida.
Tu corres todos os dias às 5:00 da manhã?
Não são todos os dias. Entre as 5:00 e 6:00 da manhã é a média.
Imagina que não consegues num dia treinar de manhã, treinas ao fim do dia?
Ao fim do dia nunca. Nunca, porque depois fico muito desperta e isso faz com que a minha recuperação depois não seja melhor. Não resulta para mim treinar ao final do dia e eu acho que cada pessoa também tem que ser capaz de ver o que é que resulta. Não é porque eu vou às 5:00 da manhã que é melhor ou pior do que a pessoa que vai às 10:00 ou ao final da tarde. Eu acho que tu tens que ver aquilo que resulta para ti. Para mim tem que ser de manhã, se eu não conseguir ir logo de manhã, se calhar vou fazer algo mais ao final da manhã, mas nunca ao final do dia. Mas sim, eu adoro esta rotina de acordar todos os dias à mesma hora, fazer a mesma coisa, porque eu sei que me faz bem. É essa a conclusão que eu cheguei ao longo dos anos.
Mas tu sempre treinaste ou foi recente?
Nada, eu acho que eu não era uma pessoa muito saudável. Neste momento eu tenho 33 anos, se calhar eu comecei a treinar com 25, 26, muito a iniciar, ou seja, quando eu conheci o meu marido, há 10 anos, foi quando eu estava a começar a treinar. As primeiras vezes que eu fui ao ginásio. Portanto, eu era uma pessoa que na universidade não fazia nada. Quando eu era adolescente, houve ali uma fase que eu era árbitra de futebol.
Eu não consigo imaginar.
Não, nada. Mas lá em casa havia muito este fascínio pelo futebol e pelo Porto. As minhas melhores memórias de infância são a ir ao Estádio das Antas com os meus avós, com a família. Enfim, nós vivíamos muito aquilo e acho que foi por isso que eu quis entrar na arbitragem, porque eu não era boa em nenhum desporto, não era boa em nada, mas era boa a correr e gostava de futebol. Então, foi ali um bom match. Mas tirando essa experiência, eu nunca fiz nada de desporto, era uma pessoa zero desportiva.
O que te deu a vontade de ir para o ginásio?
Não houve nada que me desse vontade do ginásio, foi mesmo um "wake-up call" de "preciso de mexer aqui o meu corpo" e na altura lembro-me que na primeira avaliação que todos os ginásios fazem, a pessoa olhou para mim e disse assim: "Pois realmente, não é que seja gorda, mas tem aqui uma percentagem de gordura um bocadinho elevada."
É aquilo que chamam de falsa magra, não é?
Exatamente. E eu na altura pensei: "Ok, isto não está bem." Mas pronto, não foi isso. Eu acho que depois o que mais motiva é mesmo o impacto que tem no meu bem-estar. É tão alto que me fez continuar sempre, porque eu não sou uma pessoa superatlética, com imenso jeito para desporto, nada disso, mesmo.
Vi que agora estás a meter no iron, está bem.
Estou a experimentar. Sim, eu quero fazer isso mais pelo desafio, porque quando tu já treinas todos os dias, parece que depois queres alguma coisa, um estímulo diferente. E eu sei que tu gostas muito de corridas também. Eu não sei se eu seria a pessoa para fazer meia maratona. Correr tanto tempo para mim já não.
Qual foi a maior distância que tu fizeste?
Se calhar fiz 15. 15 km, nunca cheguei aos 20. Eu faço facilmente 10, 15 sozinha. Nunca corri em grupo, nem em provas, até porque eu gosto muito desse momento para mim. Quando vou correr, gosto de ter só esse momento para mim, é o que funciona. Mas o iron eu estou a colocar esse desafio de ir em maio. Não sei como.
Sabia que ias mesmo.
Olha, eu acho que vou. Eu convenci uma amiga a fazer comigo e pronto.
Vais desafiar, é sair da zona de conforto, experimentar. E já fazes ginásio há tantos anos, não vai ser assim tão diferente para ti. Eu espero que não, porque também tens a base da corrida. Normalmente, quem tem mais dificuldade é quem não tem a corrida.
Sim, eu espero que não, mas acho que vai dar certo. O meu irmão também fez agora, a minha afilhada, no Natal, quando fui ao Porto, fui fazer treinos de HYROX com eles e fiquei superentusiasmada. E no futuro também gostava de ir fazer provas com eles. Acho que é mais uma forma de construíres memórias diferentes em família e isso também me motiva.
E para além do desporto, o que é que faz parte dos teus hábitos que são bem negociados neste momento?
Acordar sempre à mesma hora, essa constância da hora de dormir e acordar é muito importante para mim. Eu não imaginava isso e descobri, através do Whoop, que o meu corpo recupera muito melhor e eu estou muito mais produtiva, realmente quando eu consigo ir dormir àquela hora e acordar àquela hora. Esse é um dos meus maiores compromissos. Depois vou treinar, chegar a casa, tomar o meu pequeno-almoço, a hidratação e acho que são estes os hábitos. Eu acho que não há nenhum hábito que mude drasticamente a tua vida, mas eu acho que é-
A combinação de pequenos hábitos.
Exatamente, é a combinação de todos os pequenos rituais que tu sabes que te vão manter uma pessoa mais focada e com o mindset mais positivo. Normalmente, os meus hábitos estão muito à volta disto, tanto que eu à noite tento desligar-me completamente de redes sociais, de estímulos. Ontem à noite eu estava a tentar adormecer e o meu marido estava a dizer: "Já viste o que alguém colocou no story?" "Amor, eu não quero saber."
É a hora.
Eu a esta hora quero concentrar-me mais em mim, naquilo que eu quero ser. E de manhã também é a mesma coisa. Eu posso às vezes estar a gravar o meu treino, mas é esse o momento em que eu estou a pensar na pessoa em que eu quero ser e no meu mindset. Acho que isso é o mais importante.
E estavas a falar da consistência de horários e de treinos, ser tão importante para ti, como é que tu lidas com lanças de rotina, de coisas que tu não consegues controlar ou ter jantares até mais tarde, com essas exceções?
Acho que tens que aprender a dizer não, mas é difícil. Acho que aí, depois é toda a parte social da tua vida. E tu tens sempre que fazer escolhas. Na vida não é tudo perfeito. Se tu quiseres manter relações com várias pessoas e estar sempre presente, se calhar não vais conseguir manter esses horários. Então é preciso fazer escolhas. O que eu tento fazer é durante a semana ser muito consistente com os meus horários e se calhar há um, dois dias em que eu abro exceção ou tento que se vou marcar alguma coisa com o Alan, com um amigo, vai ter que ser um jantar mais cedo.
Sim, mas às vezes não é possível. Principalmente em Portugal, estamos habituados a marcar um jantar às 21h30.
Isso já não acontece. E eu acho que felizmente eu também estou rodeada por pessoas que também estão um bocadinho no mesmo mindset. Também muitas amigas têm família, têm filhos, então as rotinas delas já são diferentes. Tanto que costumam sempre dizer-me que eu ainda não tenho filhos, mas já tenho a rotina perfeita para quem tem filhos, tenho tudo adaptado. Eu gosto mesmo de jantar muito cedo, 19h. Este sábado à noite fui jantar com o meu marido, marcamos às 19h.
Estavas eu restaurante?
Não, por acaso não estavas. Eu estava.
Vocês estão de noite.
Ele disse-me assim: "Isto de ir às 19h, não vai haver ambiente nenhum no restaurante, amor." Mas depois chegamos lá e realmente já estava cheio. Mas é isso, tens que assumir aqui um bocadinho.
Sim, eu acho que as pessoas à tua volta também têm muito impacto nisso.
Sim, mas acho que também já perceberam que isso é importante para mim e também sinto que toda a gente está no mesmo compromisso e isso facilita muito. Acho que as pessoas à tua volta também têm um impacto muito grande. Acho que tu tens que ser fiel a ti mesma e não é porque tu estás rodeada de pessoas que têm outro tipo de rotinas, tu deves fugir da tua. Acho que é muito importante perceberes aquilo que resulta para ti, mas é uma grande ajuda quando tu tens amigos e família, toda a gente pensa-
Sim, para não sentir que estás sempre a falhar ou sempre aí quando é corrente.
Sim, exatamente.
Vamos então passar às tendências para este ano. Um resumo daquilo que se vê para o ano 2026 em termos de wellness é que não é um ano de performance extrema ou estética, é mais de sedalidade, personalização, integração mente e corpo e hábitos que duram. O ponto número um, vamos entrar primeiro em desporto, em treinos, é aquilo que já existia no ano passado e que continua para este ano, que são os treinos híbridos, uma combinação de força, cardio e mobilidade, o que eu acho justificar muito esta trend do HYROX também.
Sim, eu estava a ver no outro dia que agora há uma série de outras modalidades que são treinos híbridos e que também estão em prova, não se chamam HYROX, mas que aplica. Isso acho que não vi. Há várias, são pequenas provas, têm outros nomes e têm outros exercícios que não só o HYROX, mas o princípio é o mesmo.
O HYROX surge do CrossFit, mas é um CrossFit com cardio, porque o CrossFit não tem essa vertente. Eu vi que tu falavas no teu Instagram que para este ano o teu objetivo é focar em treino de força. Tu corrias muito, agora já não corres tanto e definiste que queres fazer o cardio.
Eu nunca corri muito, mas acho que o treino de força é muito importante para mim, porque o que eu quero ganhar é mais massa muscular E acho que isso é importante para todas as pessoas. Ou seja, em termos de longevidade, quanto maior músculo tiveres, melhor. Maior porcentagem de músculo. E é sempre esse o meu objetivo. E o que eu estava a fazer que se calhar não ajudava muito? Eu despessava muito em corridas, em aulas, etc. E agora tenho que perceber, e também treinando acompanhada, que pelo menos três, quatro treinos de força são inoticiáveis.
Sim, eu estou a fazer isso e também faz parte do meu plano para este ano o treino de força ser um dos grandes focos, mas ao mesmo tempo eu também sou essa pessoa que adora ir às aulas todas diferentes. Às vezes ir em estúdio.
É espetacular. Eu adoro entrar na rotinazinha certinha.
Mas olha, repara, eu estava a ver os meus resultados quando eu estive um mês fora e eu estive sempre a treinar, mas obviamente não fazia tanto treino de força quanto estive em Bali.
Exatamente, quando estive em Bali. E eu estava sempre a fazer, experimentei todos os estúdios que eu via, tinha uma lista gigante.
Sim, adorei ver.
Corri tudo. E o que é que aconteceu? Também estava de férias, mas enfim, a minha rotina manteve-se, todos os dias eu treinava. E eu perdi massa muscular durante esse período.
Estavas a fazer mais treinos tipo HIIT.
Exatamente. Sim, exatamente.
Mas acho que cada um dá visão nisso. É isso, depende do objetivo. Se o teu objetivo for ganhar massa muscular, ok.
Claro.
Mas se o teu objetivo for só te mexeres e divertires, se calhar os treinos livres faz mais sentido.
Claro.
De grupo, teres a comunidade.
Sim, eu acho que quem está a começar é sempre bom, eu acho que essas aulas são uma grande motivação. E eu também gosto disso, porque imagina, se tu olhares para toda a tua semana, se eu for todos os dias ao ginásio, obviamente chega um dia que tu já estás cansada de ir para o mesmo sítio fazer a mesma coisa sozinha, e eu também sinto um bocadinho essa falta. E quando eu te digo isso do HIIT, da comunidade, é ter outra pessoa ao meu lado que também esteja no mesmo objetivo.
Sim, e não é só a comunidade, ou seja, não é só a parceira que vai fazer contigo o HIIT, é também a comunidade, porque muitas vezes estes treinos são em grupo.
Claro. E acho isso super interessante. Imaginem, eu vou todos os dias ao ginásio e eu não tenho comunidade no ginásio. Não sei, se calhar sou antipática.
Porque não acho que quem vai ao ginásio vai muito de conversa.
Estou a correr os meus pontos, estou a fazer as minhas coisinhas. E imagina, não conheço ninguém. Eu digo olá a muita gente, atenção, porque são as pessoas que vai mais ou menos os dias, então vou dizendo olá. Mas olha, tirando se calhar uma ou duas pessoas que vêm ter comigo e olham para mim e dizem: "Essa menina dos chocolates." Pronto, começam a falar comigo nesse sentido, não conheço ninguém.
Porque também vais nisso. Acho que as pessoas não estão no mesmo objetivo teu.
Verdade.
Acho que é também ajeitar em baixo do teu cabeça.
Esqueci-me disso. É verdade.
Se calhar final do dia põe os ginásios cheios, já consigo convidar.
Sim, acho que as pessoas também vão àquela hora, vão muito naquela mentalidade. "Tenho aqui esta uma hora para me dedicar a isto e vamos..."
Olha, já que estás a falar treinos de uma hora, uma tendência para este ano, que eu não sabia, são micro-workouts. Sessões de cinco a 15 minutos, que se chamam snack-sized workouts.
Ok.
Para quem tem um dia a dia muito ocupado. Ou seja, se calhar é mais numa ótica de fazer um videozinho ali do YouTube, só para te mexeres um bocadinho. O que achas sobre isto?
Acho ótimo. Acho importante. Ou seja, eu acho que tu deves sempre incluir um bocadinho de movimento na tua vida, o máximo possível. E às vezes é mais fácil descomplicar. Ou seja, queres iniciar, ter uma vida mais saudável. Para que colocar logo não sei quantos treinos e rotinas complicadas, se eu conseguir todos os dias, lá está, é um bocadinho aquele fail ao zero. O hábito composto. Todos os dias eu vou afirmar a mim própria que eu consigo colocar o meu corpo em movimento todos os dias 15 minutos. Isso vai ser mais efetivo do que se calhar só fazeres um treino por semana.
Sim, estamos aqui a falar do ginásio, de corrida, etc. Mas começar só por fazer umas caminhadas já é melhor do que não fazer nada.
Claro. E eu tento fazer isso no sentido de, se calhar, na hora de almoço, em vez de ir de carro para algum lado, eu vou a pé. Eu adoro fazer tudo a pé. Eu tento ir para o escritório a pé, voltar a pé, ir para o ginásio a pé, ir ao supermercado a pé. Porque é isso, às vezes não são as grandes coisas, são as pequenas coisas que nós podemos ir fazendo no nosso dia a dia. E isso é muito importante nós lembrarmos.
Se calhar te vais desculpar só porque não tens uma hora e meia para ir ao ginásio.
Não tenho uma hora e meia, mas se calhar tenho 15 minutos, se calhar posso ir ao supermercado a pé em vez de ir de carro.
Sim, também acho que era essa a trend.
Sim.
Olha, e já falaste também há pouco da Whoop, portanto o grande trend da CP este ano é wearables e inteligência artificial para monitorização contínua dos treinos, objetivos mais alinhados e planos de treino também inteligentes. Antes de entrarmos na Whoop, o que tu achas de usar o ChatGPT para criar planos de nutrição e treino?
É assim, eu olho sempre para isto como podem ser um ótimo aliado, mas não vão substituir um profissional que realmente conhece as tuas necessidades, conhece o teu histórico, vai orientar de uma forma completamente diferente. Eu, por acaso, tenho imensa confiança na minha nutricionista, que qualquer coisa que eu precise, eu gosto de falar com ela e ter a certeza que estou a tomar a melhor decisão. Se também recorro ao ChatGPT, claro, também me pode ajudar. Imagina, houve uma altura que eu estava a fazer um diário alimentar e estava a tentar perceber qual é que era a quantidade de proteína que eu estava a consumir durante o dia. É excelente, posso colocar lá. Há aplicações agora com inteligência artificial que também o faz.
Tu tiras a foto ou irás mais ou menos quantas calorias.
Não sei até que ponto é que isso é fiável, mas a ideia é superinteressante e lá estás, pode ser um bom aliado. Agora, nunca vai substituir Realmente um profissional que te acompanhe, que sabe de ti como um todo. Por exemplo, a minha nutricionista conhece-me há anos. Ela faz muito mais do que ter um plano alimentar. Ela olha para mim, sabe as minhas rotinas, sabe os alimentos que eu gosto, o que resulta para mim, as alturas do mês. Claro que tu também podes dar esses dados, mas acho que vai ser sempre positivo.
Sim, mas acho que acaba por ser uma boa ajuda, é aquilo que estavas a dizer.
É boa ajuda.
Imagina para quem não se treina, quem não faz nada. Neste momento, ouvir esta conversa e pensar: "Não, eu tenho que ter uma nutricionista, eu tenho que ter um PT." De repente, eu não tenho budget para isto.
Eu soube, saí a treinar acompanhada, imagina, treino há 10 anos, comecei o ano passado com o Tiago e houve, se calhar, um ano e meio que treinei com outra pessoa. Tu não precisas de treinar acompanhada. Acho que é muito importante para as tuas bases, para melhorares a técnica, para te ajudar com diferentes objetivos, mas não tens que. Eu durante muito tempo fiz planos de treino através de uma aplicação que te dizia-
Ai, dessa idade fazias.
E funcionava super bem para mim também.
Eu não gasto dinheiro em planos de treino, porque no meu ginásio o PT lá também pode me ajudar nesse sentido. Portanto, eu faço avaliação, faz no plano e depois de três em três meses eu posso ir fazer nova consulta e renovar os planos que ficavam e adaptar. Portanto, nesta fase eu não sinto que precise de mais do que isto. A maior parte dos ginásios tem esta vertente também.
Sim, eu acho que às vezes tu parece que ouves todo barulho, tanta coisa, que nem sabes por onde começar.
Perceber a necessidade de ter um plano de treino, porque eu entrando num ginásio não fazia ideia do que fazer.
Claro, eu lembro-me a primeira sensação é assustador. Tu chegas lá: "Não sei, não sei como colocar."
Precisas de alguém que leva às máquinas, te mostrar.
Veríssimo. Eu acho que inicialmente essa orientação é muito importante. Todos os ginásios estão a ter a postura certa, que estás a evoluir, portanto acho que é importante.
E os wearables, tu ainda usas a Whoop?
Uso. Está aqui, claro. A minha está muito velhinha, eu já uso isto mesmo há-
Eu já troquei a minha.
Há muitos anos.
O que te ajuda a teres mais consciência do teu corpo?
Eu acho que é mesmo isso. A palavra que tu utilizaste é perfeita, que é consciência. Neste momento, se eu não usasse o Whoop, eu acho que ia ser igual, porque em termos de treino, para mim, dizer que o meu strain foi mais alto ou menos alto, não me impacta assim tanto. Eu acho é que tu seres impactada todos os dias com os dados que te dizem o que está a fazer bem ao teu corpo e o que não está, muda muito o teu consciente.
E é uma pressão maior?
Também é uma pressão maior. Algumas amigas dizem-me assim: "Tu és mesmo chata, já estás a pensar na tua recuperação." Mas acho que depende do teu mindset. Houve alturas que eu realmente estava sempre nervosa de vou ter verde, não vou ter verde. Agora, imagina, há muitos dias que eu quase já nem olho para aquelas métricas, mas acho que tem um poder muito grande de te conheceres a ti própria, de saber aquilo que resulta e não resulta para ti. E até posso te dizer, o meu marido quando experimentou, e ele era superscético, seguro: "Por que precisas?" Experimentou. E eu notei logo, imediatamente. Eu não gosto nada de ser evangelista de hábitos ou de porque eu estou a usar isto, tu tens que usar também. Não gosto nada de ser assim. Não é porque eu me levanto cedo que ele também tem que se levantar. Eu gosto mais de: "Eu vou te mostrar o que eu faço todos os dias. Tu depois tiras o que queres disso." E ele lá experimentou e eu reparei no exemplo dele, como ele começou a ficar muito mais consciente de como os hábitos dele têm impacto. Por exemplo, o álcool é absurdo. É absurdo o impacto.
É diretamente proporcional.
É.
Mas eu também concordo que eu, quando comecei a usar o Whoop, foi há um ano e meio, teve mais impacto no início, de eu ter mais essa consciência do que agora.
Já suaves, imagina.
Já sei se foi correr, vai ser um strain gigantesco, a recuperação vai ser pior no dia a seguir.
Sim, eu também já considerei. Imagina, eu gosto de ter as métricas, acho que é importante, mas não acho que seja essencial para mim agora. Eu poderia não usar, porque eu já sei exatamente como é que o meu corpo funciona. O que resulta para mim, e aquilo que eu te estava a dizer da consistência das horas de dormir, eu aprendi com o Whoop, a ler os relatórios, a perceber a recuperação. Portanto, isso para mim, neste momento, eu já conheço muito bem o meu corpo.
E acho que uma das, para mim, das métricas mais importantes foi a parte do sono.
Sim.
E perceber que hábitos é que estão alertas, é que vão afetar o teu sono.
Sim, para mim é tudo o que é eu estar muito alerta ao final do dia, a hora que eu vou dormir e o que é o meu jantar, e a que horas é o meu jantar, impacta imenso. É esse estado de nervosismo ao final do dia e nervosismo às vezes até pode ser sociossocial. Imagina, eu vou jantar contigo. Mesmo que eu não queira, não é que isso me deixe nervosa, mas eu estou mais ativa, mais alerta. Provavelmente a minha recuperação vai ser-
É assim que tu estavas a falar de treinar ao final do dia, para mim faz muita diferença. Imagina, fazer uma aula de cycling, que às vezes vou ao final do dia, eu sei que vou demorar muito mais a adormecer.
Claro, porque é aquela música, aquele estímulo, são muitas endorfinas, muitos estímulos que o teu corpo não vai conseguir acalmar.
Sim.
E o café, tu bebes café? Por acaso ando numa fase que ando a beber mais café.
Sentes que tem impacto?
Em termos de recuperação, não, mas eu sou uma pessoa naturalmente muito nervosa, muito agitada, então tenho que ter muita cautela com o café, porque sei que pode me deixar ainda mais agitada, ainda mais nervosa e também não gosto de sentir isso.
Porque eu acho que muita gente se calhar acaba por associar o café: "A mim não me faz nada", ter aquele discurso, "não sinto que tenha impacto", mas depois na realidade até tem. Estás a ter o lado mais desperto, mas não estás a perceber.
Sim. Mas eu nunca tomo café a partir das 14h00.
Eu também adoro café à noite, depois de jantar.
Não.
Sou real.
Para quê?
"Não faz nada o café." Faz, faz.
Faz. Eu também acho que faz. Isso para mim não dava mesmo. Aliás, se eu tomar um café num dia que sei que vou ter um jantar ao final do dia e vou tomar um café mais tarde, o lanche, já sei que vai ter impacto. Para mim tem que ser de manhã. De manhã está bom.
Olha, aqui outra trend, que não é bem uma trend, do ano passado e de antes, é saúde integral do corpo, portanto não focar na parte da aparência, mas focar em análise também de intestino, de sono, saúde mental, isso tudo, quando estás a tentar ser mais saudável.
Sim, adoro. Acho que faz todo sentido e acho que ser saudável não é procurar o corpo X, a definição X, até porque senão vais estar sempre insatisfeita. Todos nós estamos sempre insatisfeitos. É engraçado, também uma vez disse à minha nutricionista, estava assim naquelas fases mais descontentes. À minha nutricionista não, disse ao Pedro, que era um PT que tive. E eu estava sempre insatisfeita e ele disse: "Mas já reparaste que tu estás sempre insatisfeita e a pensar em ter o corpo X, mas não sei quantas pessoas já me vieram dizer que queriam ter o teu corpo?". Então, do que é que vale estarmos a comparar uns com os outros? Não vale nada, não nos vai trazer felicidade absolutamente nenhuma. E o que nos traz felicidade é isto, realmente, é sermos mais saudáveis, estarmos mais em controle das nossas emoções, das nossas relações. Eu acho que o exercício tem um grande-- está tudo ligado. Porque não vale de nada tu acordares cedo e fazeres exercício e depois não te alimentares bem. Também não vale de nada eu alimentar-me super bem, fazer exercício, mas depois não cuidar das minhas relações. E de não estar mentalmente bem. Então acho que está tudo muito interligado.
Sim, concordo.
E essa parte intestinal também acho muito interessante e é algo que também tenho estado a perceber cada vez mais. Quais é que são os alimentos que me deixam mais reativo? Quando é que isso acontece? Por que acontece?
Para medires isso é ir testando, ver a reação com o que faz no teu corpo, não é?
Sim, houve uma fase que já foi há algum tempo, ultimamente já não sinto isso tanto. É reduzir industrializados, tudo que seja muito industrializado. Quando eu como fora, inevitavelmente acontece um bocadinho, porque os níveis de gordura vão ser sempre superiores e eu normalmente fico mais reativa em termos intestinais. Mas lá está, quando tu comes de forma mais natural e menos processada, independentemente de ser vegano, vegetariano, não interessa, vais estar a fazer melhor ao teu intestino. Acho que não há grande segredo.
Sim, só que eu acho que estamos cada vez mais também a caminhar para aqueles produtos saudáveis que são escondidos, porque não é bem saudável, é tudo muito processado.
Muito.
Tem um rótulo de saudável, porque em vez de ter açúcar, tem adoçante.
Claro.
E depois tudo depende da quantidade de adoçantes, de como misturou os adoçantes.
Por exemplo, a Zesty, e eu estou sempre muito atenta a essas tendências, e no nosso chocolate a quantidade de adoçante é mínima, até porque eu já fiz muitos testes. Houve chocolates que nós queríamos lançar, que não avançamos porque para mim já tinha muito adoçante e eu não quis, porque eu sou reativa, eu experimento, como eu te disse, eu experimento tudo, desde barrinhas a produtos, e eu noto quando um produto é saudável, eu vou comer e depois fico logo inchada, alguma coisa ali não está bem, não é isso que eu quero no meu produto. E eu acho que cada vez mais nós temos que estar atentos. E é engraçado como certas marcas criaram este, tu achas que é por ser a marca X, que aquilo é tudo saudável. Temos que estar cada vez mais atentos a rótulos e o que é que faz sentido, o que não faz.
E tu, ao estares a produzir os teus produtos, que impacto têm, ou seja, a lista de ingredientes tentas reduzir ao máximo e coisas mais naturais.
E mais simples.
Também queres que não sejam tão agressivas.
Claro, é super difícil. No final do dia, e isto é uma guerra, acho que nunca falei sobre este tema, e é um tema que para mim é mesmo difícil, sabes? Porque na vida não há soluções perfeitas. Se tu tens um chocolate, se tu não queres usar açúcar, o que tu podes usar? Tu vais ter que usar um adoçante ou podes usar um açúcar mais natural, mas vai ter um índice glicémico maior. Há sempre aqui um nível de compromisso. Não há nada que seja perfeito. É a mesma coisa tu olhares para a fruta. "Então, mas a fruta, porque a fruta tem muitos açúcares." Enfim, há sempre aqui alguma coisa que tu vais ter que abdicar. Neste momento e tendo em conta os estudos que existem Esta é a melhor solução, sendo que nós só utilizamos um adoçante e numa quantidade muito reduzida, porque se fosse numa quantidade maior, também acredito que não fosse benéfico.
E também é um chocolate.
Sim, no final do dia também é isso, é um chocolate, é uma coisa que tu vais comer em pouca quantidade. E é suposto ser um momento de prazer e de equilíbrio.
Sim, mas aqui estamos a falar também mais de produtos que se calhar não são tão necessários serem tão processados.
Exatamente, sim.
Como tu acabas por partilhar também muitas vezes aqueles vídeos de soluções entre uma coisa e outra, e que muitas vezes se calhar achamos que é mesmo saudável, ou parece, está na seção de produtos saudável, e depois vais ver, está tudo cheio de oleicos. Há uma série de produtos que tu achas que são saudáveis e que depois realmente não são. E tu estudaste nutrição?
Não.
Como é que aprendeste?
Eu estudei, é interesse. Eu vou pesquisando. Eu realmente sou muito apaixonada por isto, mas eu estudei jornalismo e marketing mais tarde, portanto, nada da área de nutrição.
E sentes que ter uma nutricionista faz diferença em tu estares mais por dentro disto ou conseguias sozinha também perceber o que é que faria mais sentido para ti?
Eu acho que é um conjunto de coisas. Acho que como em tudo na vida, e eu aprendi isto no jornalismo, que é tu teres que ser interessada. E eu cada vez mais acredito que tu não precisas de ter o mestrado, o curso para validares o teu conhecimento. Tu podes ser realmente interessada. Claro que no meu caso, também me ajuda ter uma profissional ao meu lado, que estudou isso e que está sempre também muito a par. Mas eu estou sempre a pesquisar, estou a ver sempre os estudos, estou a ver várias perspectivas para perceber e analisar também aquilo que resulta para mim.
Quase é assim.
Lá está, depende muito de caso para caso. Não sou fundamentalista. Ou seja, eu sei que há dias em que pode ser uma solução, por exemplo, barrinhas de proteína. Eu sei que me fazem mal, eu sei que não é uma solução ideal, mas se calhar há um dia em que eu não tenho mesmo tempo e apetece-me aquilo. Eu vou comer aquilo. E está tudo bem com isso, não há problema. Eu só digo é que não deve ser uma escolha recorrente.
Mas por acaso achei piada que agora está aquela trend de toda a gente a fazer o cheesecake, que aliás
Exato.
Está a fazer a versão, porque eles têm aquelas bolachas.
Eu olhei para aqui e vi, eu por acaso nunca experimentei essas bolachas.
São muito boas.
São muito cheias de açúcar.
É melhor eu experimentar. Eu vou gostar, de certeza. Atenção.
Claro que tinhas de fazer a tua versão.
Eu adorei. Eu fui olhar para aquilo, fui olhar para a lista de ingredientes e pensei: "Eu não vou comprar isto". E atenção, se calhar, se fosse um restaurante e houvesse alguma coisa que tivesse aquela bolacha, eu ia experimentar sem problema nenhum. É o que eu estou a dizer. Também não sou fundamentalista. Mas eu pensei: "Eu não vou comprar estas bolachas, eu vou fazer minha versão". E lá usei o ChatGPT e pensei: "Ok, com os ingredientes que eu tenho, eu acho que aveia pode resultar. Quero umas bolachas deste estilo, vamos experimentar." Ficou ótimo.
Ficou bom?
É sim, eu não experimentei a tua versão para saber, mas acho que a minha versão é ótima. O meu marido aprovou, normalmente ele é exigente. E a próxima tendência é mesmo em nutrição, que é nutrição funcional, à base de fibras e alimentos fermentados.
Olha, é muito interessante, é algo que eu tenho estado a tentar incorporar, a usar mais miso, e é engraçado que fala-se muito em proteína, mas fala-se pouco em fibra. E eu acho que há muitas pessoas que têm déficit de fibra na sua alimentação diária. Então acho que é importante cada vez mais pensarmos o que é que consumimos.
Mas o que é que tu aconselhas com fibra no teu dia a dia?
Tudo que seja legumes, sementes, chia, granolas também que são grandes fontes de fibra. Eu acho que é tudo isso que é mais natural. E quando nós estamos a comer muitos processados, geralmente esses ingredientes ou todos esses alimentos não são ricos em fibra.
E vamos fazer uma pausa no episódio de hoje para vos falar da Hiwell, que é uma plataforma de saúde mental, de terapia, de fazerem consultas de psicologia online. Este episódio não podia fazer mais sentido. Estamos aqui a falar de saúde no geral, que envolve obviamente a parte física, a parte da nutrição, a parte do sono, mas uma grande vertente é a saúde mental, que acabamos por também debater muito disso porque a própria Rosália e eu continuamos e fazemos terapia recorrentemente. E vou deixar aqui como recomendação para quem ainda não faz e está à procura de uma solução que seja mais prática, que seja fácil encontrar os profissionais certos. Têm mais de 2 mil psicólogos disponíveis para vos ajudar neste processo terapêutico. Eu vou deixar na descrição um link que podem fazer o download da aplicação. Basicamente as consultas de terapia são todas online, vocês conseguem fazer o download da aplicação, preencher os dados sobre vocês e depois acontece um match com o psicólogo certo para vocês. Acaba por facilitar todo o processo, que a parte mais difícil, na minha ótica, é encontrar a pessoa certa para vos acompanhar nisto, para conseguirem seguir as consultas de terapia certinho e identificarem-se com a pessoa que vos está a acompanhar. Portanto, fica aqui a minha sugestão. Tenho também um código de desconto para todas as consultas de terapia e de nutrição também, que é Mariana20 e já sabem, o link está na descrição para fazer o download da aplicação onde conseguem ver toda a informação. E espero que ajude se tiverem a pensar dar este passo, acho que acaba por facilitar muito todo o processo. E é isso, vamos voltar ao episódio. O próximo, já falámos um bocadinho por aqui, que é sono e recuperação como pilares. Isso é base tudo. É óbvio? Sim. Mas numa sociedade que está sempre a correr atrás, se calhar não é assim tão óbvio.
Eu acho que se calhar não é assim tão óbvio, porque nós acabamos por viver um bocadinho na bolha. Mas se tu pensares, se calhar há cinco anos nós vivíamos numa sociedade em que tu tinhas de ser altamente produtiva e trabalhar até às tantas e ninguém estava preocupado com o sono. Até parecia um bocadinho mal.
Quantas menos horas dormir, melhor.
Exato. Até parecia mal dizer que dormes muito. Agora a narrativa está a mudar. Não se trata de ser preguiçoso ou não, é seguir aquela rotina, porque tu depois vais conseguir ser muito mais produtiva no teu dia.
Sentes a diferença se dormires menos horas no teu trabalho, diretamente?
Sim, sinto logo.
E na recuperação também.
Tanto a nível de horas como na consistência das horas.
E na qualidade.
Exato, e na qualidade das horas. Mas tu também ficas um bocadinho refém, porque o teu corpo fica tão habituado a esta rotina, que quando tu sais é difícil.
É mesmo difícil. Por isso é que sentimos tanto um jet lag, por exemplo, que parece que ficas doente.
Claro, completamente.
É verdade. Olha, ainda sobre movimentos, tem aqui movimentos mais suaves, do gênero soft January, que surgiu agora este ano, em contraste com, por exemplo, um 75 Hard.
Ok.
Conheces 75 Hard? São assim dos 75 dias seguidos. Já pensei em fazer isso, mas depois penso: "Eu não vou conseguir fazer isso".
São dois treinos por dia.
Tu fazes dois treinos por dia.
Sim, mas eu não sou nada de extremos.
É dieta, é dois treinos por dia, sendo que dois treinos de 45 minutos, um deles tem de ser ao ar livre.
Sim.
É três litros de água, escrita, leitura, passos diários.
Sim, o que eu não gosto é que tu consegues fazer isso, mas tu depois consegues seguir essa rotina?
Mas se ficares 75 dias seguidos, vais conseguir.
Não, mas tu vais querer fazer isso.
Então eu acho que é aqui um bocadinho o ponto. Eu prefiro muito mais uma rotina que seja sustentável do que estar a fazer isto para levar ao limite máximo e depois não conseguir manter, porque também me parece um bocado irrealista. Essa é a questão.
Todos os dias vais fazer dois treinos e fazer journaling. Nós não conseguimos isso tudo. Eu acho que é importante tu leres aquilo que funciona dentro da tua rotina. Por exemplo, meditação. Toda a gente diz que é ótimo, e eu acredito nisso. Eu acredito imenso no poder da tua respiração, de fazeres as respirações da Wim Hof, já fiz isso. Adoro, é incrível. Eu consigo fazer isso todos os dias? Não. Imagina, eu consigo ter dois ou três compromissos, o resto do meu dia eu tenho que trabalhar.
Olha, quem é mais promissa. Isso que é importante para ti.
Eu acho que tens que definir aquilo que consegues fazer efetivamente ao longo do tempo.
E depois eu acho que também surge muita frustração, porque são 75 dias em que provavelmente tu não vais conseguir, depois tens de voltar ao zero.
Exato.
Estás constantemente a viver neste ponto de frustração de que "eu é que não sou capaz de fazer aquilo que as pessoas no Instagram estão a fazer."
Sim, e já para não falar do impacto social que isso tem, que é importante. Eu acho que tu tens que ser saudável, ter um equilíbrio, mas a tua vida também depende muito das tuas relações e quando tu estás nesse tipo de desafios, torna-se quase impossível tu manteres uma vida social, porque não podes exagerar.
Nestes 70 dias não pode haver uma exceção.
Exatamente, porque senão voltas ao zero. E isso é saudável?
Não sei, acho que para algumas pessoas pode fazer sentido. "Vamos colocar este desafio, eu vou conseguir." Na minha visão, para mim, não é uma coisa que eu quisesse fazer. O que eu fiz uma vez e que foi quando eu comecei também a treinar e a querer mudar, não foi um 75 nada, foi uma versão desta, mas mais soft. Ou seja, defini comigo os meus objetivos. Eu não estava a treinar, praticamente não me mexia. Então defini comigo aquilo que eu queria cumprir inicialmente. Depois eu não tinha a parte da alimentação, que eu sabia que isso é mais complicado para mim. Então era a parte do treino, dos passos, da escrita, leitura. E tinha aquilo definido comigo e depois ia apontando o que é que conseguia fazer.
Eu acho que é ótimo, ou seja, tu não podes deixar o leque demasiado aberto, que não tens objetivos e metas, mas também não podes ser extremista ao ponto de querer fazer tudo.
É aquele pensamento de "eu agora não faço nada, então mais vale começar já com o essence, a fazer tudo certinho" e depois a probabilidade de falhar.
Claro. Sim, acho que temos que encontrar aqui um meio-termo, sem também abrir demasiadas exceções a ponto de não estar a cumprir, de não existir uma disciplina.
Olha, a próxima tendência é comunidade no centro. Grupos, retiros, running clubs, conexões com papel de ligação do bem-estar. Achas que isto ajuda a ser mais consistente nos teus hábitos, nos teus objetivos, lutar com outras pessoas?
Sem dúvida. Acho ótimo. Eu tenho um bocadinho essa rotina de ao fim de semana. Normalmente, durante a semana eu faço os meus treinos de força sozinha, mas adoro essa sensação de ao fim de semana eu vou ao meu estúdio, ao Amplify, com amigas, todas no mesmo mood, é um momento divertido, vamos colocar o corpo em movimento também. Adoro isso.
É um reforço extra estarmos juntas a partilhar aquilo.
Sim, a fazer planos diferentes, não só ir jantar fora, mas também estás a fazer outras coisas diferentes e mexeres cada vez mais.
Sim.
São os melhores planos.
Eu também adoro isso. E isso é uma tendência até a nível de hotelaria, de hotéis, cada vez mais querem ser um espaço que te permite fazer essa experiência do wellness, de bem-estar, em grupos de mulheres. Tenho uma amiga que está a planear uma despedida de solteira e quer que isso seja a despedida de solteira dela.
Fixe.
Sim, uma coisa mais virada para o bem-estar. Acho esse conceito superinteressante. Dedicares esse tempo, criares memórias e não só para estar com amigas tuas, mas também para conhecer novas pessoas. Eu, por exemplo, tento ir uma vez por semana a um run club que temos lá no Porto, no Vale do Ouro, e é muito também encontrar pessoas que estão no mesmo mindset que tu. E muitas vezes, se calhar, as pessoas à tua volta, ninguém está nesse mindset e tu sentes-te um bocado sozinha, acabas por encontrar estas pessoas nestes run clubs, nestes eventos.
Claro.
Ou nos sítios que me estavas a falar, no Untily Fit, nos sítios de cycling, pilates, acabas por encontrar estas pessoas que também estão na mesma luta.
Sim, eu acho que isso é incrível. Isso é uma coisa que eu já tenho com um grupo de amigas, mas que eu quero criar cada vez mais, de encontrar essa comunidade. Eu acho que estares rodeada por pessoas que pensam da mesma forma, que também estão motivadas, ajuda-te muito, torna o processo mais leve.
Sim, é aquilo que também estavas a falar no início do HIROX, também trazer a tua família para isso, de fazeres com uma parceira, acaba por ajudar muito, porque sentes que estás acompanhada e que para além de ser desporto, é também um plano diferente.
Sim, sem dúvida.
Olha, próxima tendência, também acho que já falamos aqui um bocadinho, mas é movimento tech abstinence, que é contrariar a saturação digital, incentivando pausas tecnológicas e a presença no momento.
Acho ótimo também.
Abstinência tecnológica, não estava a conseguir dizer esta em inglês.
Sim, mas acho que é cada vez mais importante nós desligarmos um bocadinho dos telemóveis, é engraçado, isto é uma reflexão do meu marido, não sou eu a dizê-lo. Apesar de eu trabalhar muito com o telemóvel, em várias vertentes da minha vida, ele diz: "Tu és a pessoa menos viciada em telemóvel que eu conheço." Porque eu não preciso estar sempre a ver. Eu defino muito bem os tempos em que eu estou, por exemplo, a entrar no Instagram ou que estou a entrar no meu WhatsApp. Eu não preciso estar sempre a ser estimulada. Eu adoro, atenção.
Mas és consciente sobre isso, porque normalmente acabamos por pegar sem nos darmos a perceber que estamos a pegar e a entrar no scroll.
Eu acho que também foi uma aprendizagem, como tudo na vida. E olha, até foi muito a ouvir podcasts que eu comecei a ficar mais consciente disso, que é: já reparaste em quantas vezes tu estás na fila do Pingo Doce e tu nem olhas para a cara da pessoa que está à tua frente? Tu não vês nada à tua volta, tu ficas ali no teu telemóvel, não estás a ver nada, estás só a ser estimulada com várias coisas. Não, para um bocadinho, vê quem é que está à tua volta, perceber o comportamento das outras pessoas, ser capaz de dar um sorriso a um estranho. Essas pequenas coisas eu acho que têm um impacto gigante no teu bem-estar, ajudar alguém que está ao teu lado, que se calhar está ali a tentar fazer, estou a pensar no caso que já aconteceu, um trajeto, está a tentar pagar a conta no Pingo Doce e que não consegue, tu consegues ajudar. Mas quando tu estás tanto no teu mundo, que nem é o teu mundo, tu estás a ver tudo à tua volta, tu não estás a ver nada. Não é?
Acho que por vezes é estar aborrecidos.
Sim. Mas tu estás aborrecida porque lá está, tu estás sempre nestes ciclos de dopamina e por isso é que ficas aborrecida. Estás sempre no scroll, estás sempre a ter novos estímulos. E eu acho que isso acaba por ser um bocadinho perigoso. É incrível, é uma ferramenta maravilhosa, não é isso que eu estou a dizer. E eu também a utilizo, claro, eu estou a trabalhar. O que eu estou a dizer é que estar um bocadinho mais consciente.
Mais consciente, mais presente. Acho que as gerações mais novas estão a tentar contrariar isso e há uma tendência de tentarem publicar menos, aparecerem menos.
No outro dia fui ao cinema com a minha prima, que tem 12 anos e ela estava no TikTok. Eu assim: "Mas por que tu estás no TikTok, nós estamos no cinema." Percebes? Eu acho que é a tão temida
A tão temida
De pessoas tão novas, cada vez mais estão abaixo da nossa, diria, é mais consciente disso.
Sim, mas sim, os mais novos eu acho que é importante darmos esse input aos mais novos, porque vai ser a próxima geração e a partir do momento em que tu estás tão viciado. É engraçado, porque eu acho que essa tendência mudou muito na educação. Repara que há uns anos as minhas amigas que tinham filhos estudavam muito mais ecrãs. Hoje em dia já é o contrário, já estão muito mais conscientes que as crianças não devem estar sempre nos ecrãs. Então acho que já está um bocadinho assim. Mas acho que faz parte, todos nós temos que estar cada vez mais conscientes dos nossos próprios hábitos e acho que isso vai influenciar todos à nossa volta.
Sim, alertar, se calhar se estás a jantar e caso vá algum telemóvel, se calhar alertar para: "Olhe."
Claro. É engraçado que, imagina, em minha casa, os meus pais, para mim era impensável eu estar à mesa de jantar e estar com o telemóvel.
Sim.
Não faz sentido nenhum. É algo que também cresceu sem isso.
É engraçado, é pelo momento de família. Às vezes sinto um bocado essa nostalgia de valorizar muito esse momento final do dia, de houve o trabalho e agora estamos aqui reunidos, estamos em família, estamos só a jantar, a conversar.
Mas não sentes que, por exemplo, nos teus amigos, se vai jantar fora, também não há esse esforço de não estar no telemóvel?
Sim, eu sinto isso, mas no dia a dia nós às vezes estamos tão na correria que nos esquecemos disso. Eu falo por mim, eu e meu marido há muitas vezes durante a semana que nós quase nem jantamos juntos, porque cada um janta a sua hora, eu quero jantar muito cedo, depois eu janto diferente dele. Percebes?
Sim, a semana não nos deixa.
Parar para jantar. Mas sim, na minha geração, sinto que nós estamos cada vez mais
Mais conscientes
Mais conscientes, mas ainda assim é engraçado que para mim, parece-me, de que eu olho para outras pessoas mais ou menos da mesma idade e que não trabalham com redes sociais
Passarem mais tempo.
Passam mais tempo do que quem trabalha com isso.
Porque tu consegues estar nas redes sociais e não estar a pensar no teu trabalho? É que eu não consigo.
Não.
Ou seja, eu quando estou no Instagram, a minha cabeça está sempre: "Como é que eu posso adaptar este conteúdo para eu fazer alguma coisa?"
Exato. Mas é isso, imagina, quando eu abro as redes sociais, eu tenho sempre um propósito. Tanto que as minhas amigas dizem sempre que eu sou a pior. Eu nunca sei nada da tendência ou da fofoca ou do que aconteceu. Eu nunca sei nada. "Mas tu não ouviste?" E eu penso: "Mas estou a perda?" Não, porque eu não vou com esse objetivo, eu vou sempre com o mindset, ou vou inspirar para o meu trabalho, ou vou procurar algum tipo de informação que me é útil. Não estou só porque sim nas redes sociais, por exemplo, acordar e ir ao Instagram. Nunca. Quer dizer, já o fiz, como é óbvio.
Sim, nós temos a disciplina nada a ver.
Para mim é super difícil acordar e isso eu tenho mesmo que policiar, que é acordar e não ir ao email ou ir ver o Shopify da Zésti e coisas assim. Para mim é mesmo difícil. O Instagram já para mim é um bocadinho mais fácil, mas acho que quando tu acordas, tu podes escolher não estar inundada com tanto ruído externo. Acho que é o momento que tu ainda podes pensar um bocadinho na intenção que tu queres para o teu dia, o que é que tu queres ser, nos teus objetivos, antes de estar a deixar entrar em tua casa não sei quantas pessoas, a vida de não sei quantas pessoas, quem foi treinar mais cedo, quem é que foi jantar. Eu não preciso de ser impactada com essa informação logo de manhã.
Não sei se já tem impacto ao longo do dia, quanto mais logo quando estamos a começar. Outra tendência é do antienvelhecimento ao health span. Portanto, focar em viver com saúde por mais tempo, em vez de focar só em não parecer mais velha.
Claro.
Já dá, não ter estas rugas.
Eu acho que isso é o mais importante e é o maior objetivo que nós temos. É imaginar-nos, se calhar, daqui a 20 anos e sermos superfortes, saudáveis. Eu por acaso também penso cada vez mais nisso. Eu não vou evitar as rugas, as rugas vão acontecer, eu posso cuidar de mim, mas quando eu penso em termos objetivos, eu quero é ser uma pessoa emocionalmente estável, capaz, quero ter um corpo forte, quero ser saudável, quero conseguir fazer tudo. Acho que esse é o maior objetivo. E por acaso, tenho bons exemplos em minha casa. Os meus avós, o meu avô vai religiosamente três vezes ao seu PT, e eu vou com ele, às vezes quando vou ao Porto, vou com ele e acho isso lindo. Aliás, eu adoro ver isso. Eu adoro estar no ginásio e ver uma pessoa mais velha, penso: "Uau!"
Quero ser assim.
Quero ser assim, está a cuidar dela, independentemente da idade. Está a escolher o bem-estar.
Sim, porque não é só viver mais anos, é viver melhor.
Melhor. Tu seres capaz, tu estares cognitivamente ativo e acho que isso está muito, agora os estudos provam isso, está muito ligado com a tua saúde mental, com a tua saúde física e que para isso os teus músculos são um dos motores mais importantes para que isso aconteça. Portanto, tu tens que estar ativa fisicamente e daí a importância do treino de força.
Exatamente. Estamos aqui a chegar ao fim, já chegamos aos cinco minutos.
Mas última pergunta para ti é: depois de tudo isto, como é que a saúde é vista como autocuidado, investimento e não controle e obsessão?
É uma boa pergunta, porque eu acho que o limite é muito tênue. Às vezes, principalmente para pessoas que são muito focadas ou dependendo da tua perspectiva, tu podes olhar para mim e achar que eu sou uma pessoa completamente obcecada porque vai às seis da manhã treinar. Mas não, no final do dia é um compromisso que eu tenho comigo, não é uma obsessão, porque lá está, é sempre em equilíbrio, é sempre com vista a ter mais longevidade, em ter mais energia. Portanto, acho que isso é o mais
Mas acho que é muito importante o que estás a dizer da questão da perspectiva.
Sim. Se calhar a Mariana de dois anos atrás, que ainda não treinava, se ouvisse esta conversa ia achar: "Não, isso é obsessão, é too much. É viver muito presa à tua rotina." Hoje em dia percebo totalmente o que estás a dizer.
Sim. Eu não acho que é viver presa à tua rotina. Lá está, eu acho que isto é um hábito.
É uma choice. Pode parecer uma prisão, mas é mais uma liberdade.
É isso. Isso é perfeito, porque por exemplo, o fato de ir à ginásio de manhã, para mim é um hábito, já está tão intrínseco na minha identidade que é uma liberdade. Eu não preciso de pensar o que eu vou fazer, porque eu já sei, eu acordo e vou para aquele caminho. E isso ajuda-me também a seguir o mesmo caminho durante o meu dia. Eu sou uma pessoa um bocadinho negativa. Eu deixo-me arrastar para o lado negativo de tudo, se eu deixar. Mas também eu já sei encontrar o caminho. O que eu tenho de fazer para não deixar levar pelos meus medos, não deixar levar pelo meu mindset negativo. E para mim, no meu caso, esta parte do desporto e esta rotina, de manhã acordar àquela hora, ir a pé, ver o sol a nascer, estar a colocar o corpo em movimento, isso ajuda-me. É muito um hábito bússola da minha vida, que me vai ajudar a ser mais saudável em todos os aspetos. E lá está, isto é criar momento. Tu vais treinar, estás em movimento, vais comer melhor, vais tomar decisões melhores, vais estar mais estável emocionalmente, que torna-se tudo muito mais fácil. É muito mais fácil ter saúde, enquanto que se eu acordar, se eu não for treinar ou se ficar para mais tarde.
Dormes mal.
Durmo mal. Depois como o que não devo. Depois há perdida por míolo, perdida por... Parece que é uma bola de neve de más decisões, que acabas por fazer para ti própria e acho que todos nós já vivemos isso, já vivemos estes momentos e acho que agora já sei escolher o que resulta para mim e o que me deixa mais perto dos meus objetivos, não é só de carreira, mas em termos de felicidade em geral.
Sim, acho que mais do que objetivos, é aquilo que estavas a falar de identidade. Se sabes que isso te vai levar mais perto a seres mais tu.
Sim, exato, e da minha melhor versão porque senão fica muito complicado.
Olha, adorei ter-te aqui.
Eu também.
Foi muito giro.
E gostamos das tendências para este ano.
Adorei as tendências.
Estás toda em gato.
Engraçado, parece que o mundo está a caminhar. No outro dia, não sei se viste aquela reportagem de que os influencers agora são perigosos por causa dos medicamentos, Ozempic e de
Acho que era por causa dos influencers no geral, de tendências de falarem sobre exercício e sobre dieta.
Mas é preciso ter cuidado, não é, Santi?
Sim, eu acho que é preciso ter cuidado, mas aqui o meu ponto é dizer, tu vais ter sempre que filtrar, mas há tanta informação e há tanta informação boa. Tantas pessoas a dizerem-te que hábitos bons tu podes criar, o que tu podes fazer para ser melhor. Todas essas tendências que tu referiste são tantos inputs positivos que te podem ajudar a ser uma versão melhor de ti mesma, que eu acho isso incrível. Imagina, nós, sei lá, 10 anos atrás, eu crescia a comer Chocapic e açúcar, não havia a informação que há hoje.
Mas eu acho que em termos de comunicação, aquilo que estavas a referir, tem muito a ver também com a forma como tu dizes as coisas, porque toda a conversa que aqui tivemos foi no mote de dizer: "Eu faço isto, isto resulta para mim." Tu não podes é ir para a internet dizer: "Façam isto porque isto é a única coisa que está a dar." Eu acho que era mais nessa ótica.
Eu até me penso nisso porque isso não é de todo a minha abordagem. Como eu te disse, que eu não sou assim, eu gosto de mostrar aquilo que funciona para mim, mas acho que é sempre importante as pessoas filtrarem. Ainda no outro dia alguém comentava num post qualquer de: "Acho que isso é pouca quantidade." E por isso é que às vezes nem gosto de escrever quantidades, porque as quantidades são tão individuais que não vale a pena estarmos a seguir o plano da pessoa X, porque nós só estamos a ver 5% da vida dela. Não estamos a ver o que ela comeu o dia todo, qual é que foi a rotina, quais é que são os objetivos. Então acho que é sempre bom como inspiração não seguirmos aquilo à risca.
Sim, acho que é isso. É ótimo termos esta informação toda e também estarmos todos para caminhar ao mesmo tempo.
Sim, acho que estamos todos muito inspirados a sermos todos melhor, toda a gente a partilhar isso de "hoje fui treinar". Acho que tem a parte positiva.
Acho que sim.
Olha, obrigada.
Obrigada a ti.
De nada, também eu.
Não é fácil, eu sei, mas amiga, faz parte. Encontramo-nos domingo à hora do costume?