Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Muito bom dia. No Ao Vivo desta sexta-feira recebemos Anavitória, este duo brasileiro que tem dado muito o que falar também cá pelo nosso país. Muito obrigado por terem vindo ao Observador e muitos parabéns pelo trabalho que tem sido feito.
Obrigada.
Temos escutado muito as vossas músicas, principalmente o "Trevo" com o Diogo Piçarra, foi uma música que teve muito airplay em Portugal. Mas se calhar podíamos ir um pouco atrás, até janeiro. Vocês estiveram nos Coliseus, fizeram Coliseus em Portugal. Esta sexta-feira vão estar no Capitólio, em Lisboa. Como é que foram esses concertos no Coliseu? São duas das maiores salas do país. Qualquer músico em Portugal quer chegar aos Coliseus. Como é para vocês terem chegado às duas maiores salas do país? Correu bem esses concertos?
Foi lindo demais. Acho que é tão massa a nossa música conseguir atravessar o nosso país e ir para um outro canto, isso já é lindo. E fazer show lá foi muito foda, foi muito especial a gente dividir o palco com o Diogo. E já não era a primeira vez que a gente tinha cantado lá, a gente participou de um show dele lá. Então a gente já sabia de como aquela casa era especial e abençoada. A gente ficou muito feliz, foi muito massa.
Como é que vocês acham que é o público português? Ele é diferente do brasileiro?
É diferente. Acho que cada canto.
Todo lugar. No Brasil é diferente do Sul pro Norte, pro Nordeste, todo lugar tem o seu povo. Mas a gente tem uma recepção muito linda aqui, as pessoas nos abraçaram muito e é sempre uma alegria.
Eu fiquei curioso para perceber até como é que vai funcionar este concerto desta noite no Capitólio, em Lisboa, porque trazem o último trabalho, o "Tempo é Agora". Como é que é a vossa formação? Estão as duas sozinhas ou vêm com uma banda mais completa?
É com banda.
Quantos são?
É a mesma despedida do show que a gente fez. São quatro.
Quatro músicos.
Então somos seis no palco.
É muito diferente a forma como as canções de Anavitória nascem e depois esta roupagem que elas têm de ganhar para os concertos.
Muito diferente.
Porque elas nascem quase sempre, se calhar, a guitarra, voz, não?
É, quase sempre. É sempre no violãozinho, toda quietinha. E aí ela vai passando por mutações até chegar no lugar que ela chega no show.
Compõem as vossas músicas todas?
Uhum.
Neste último trabalho, tiveram uma colaboração de luxo, Tiago Iorc, que eu gosto muito. Ele é uma espécie de produtor do álbum, também. Como é que foi o trabalho com o Tiago? Ele que já passou aqui algumas vezes por Portugal também para tocar.
É, na verdade, a nossa parceria com ele é no primeiro disco. O "Trevo" foi no primeiro disco. E ele produziu os nossos dois discos. Sempre foi muito massa. Ele contribuiu muito desde o comecinho e foi muito massa.
E é difícil ter que pôr as mãos ou dar às mãos de outra pessoa uma canção que nós fizemos? Essa figura do produtor às vezes é ingrata, porque mexe numa composição que foi feita por nós. Tiveram essa dificuldade? Ele mexeu muito nas canções ou nem por isso?
Eu acho que se está todo mundo alinhado no pensamento, quando você escolhe uma pessoa para ser produtor do seu disco, que você escolhe as canções e tudo está decidido ali, eu acho que é muito tomando os caminhos juntos. Não sei se está nessa-
É, quando a gente vai pro estúdio, a gente sempre está aberta também às mudanças que vão acontecer naturalmente, porque a graça do estúdio é essa, é você mexer naquilo ali.
É você transformar.
Mas aceitam com facilidade essas transformações e essas mudanças ou é um pouco como mexer numa obra-prima nossa que nós achamos que já está perfeita?
Eu acho que até hoje a gente sempre esteve muito de acordo, porque sempre foi muito coerente com o que a gente queria dentro do estúdio. A gente sempre deu os nossos pitaquinhos e as coisas foram fluindo como a gente queria mesmo.
Essa questão é sempre muito complicada, há produtores muito interventivos, outros menos interventivos. O Tiago Iorc foi muito bem escolhido, porque é um músico de quem gosto muito. Mas conseguem fazer uma relação entre aquele disco de 2016, o primeiro, e agora este novo? As coisas evoluíram muito para vocês em termos até da própria composição ou do conteúdo lírico, das letras. Hoje falam e escrevem sobre coisas que eram diferentes em 2016, ou este é um disco de continuidade?
Eu acho que é um disco de continuidade da vida, porque em 2016 a gente era muito mais nova, as vivências eram outras. Acho que ele fala da mesma coisa, o disco fala de amor, só que em lugares diferentes da vida.
É um amadurecimento natural que se tem e também de ter feito show e ter entendido. O primeiro disco, a gente não tinha feito uma turnê. Depois de ter feito turnê, ido pro palco, conhecido o nosso som e entendido, nossa, tal coisa funciona, eu quero isso. Isso também te leva pra um outro lugar de você: "eu acho que uma música assim daria muito certo", e a gente buscar outros lugares. Eu acho que da naturalidade do que vai acontecendo com o próprio artista na sua caminhada.
Eu acho que nesse último trabalho, a gente teve muito mais autonomia pra entender com a gente mesmo o que a gente queria, porque no primeiro a gente caiu de paraquedas e a gente estava sendo apresentada à coisa. Pessoas estavam apresentando coisas pra gente, então era tudo novo e tudo incrível demais. A gente não tinha muito um discernimento das coisas. Acho que nesse segundo disco foi mais...
É um disco mais maduro, portanto.
É.
E o próximo ainda será mais.
Exatamente. O próximo mais, o próximo mais.
Sempre mais.
As Anavitória são as nossas convidadas hoje no Observador, neste Ao Vivo. Tocam mais logo no Capitólio, em Lisboa. Já percebemos que vai ser um concerto com banda completa. Elas estão só as duas no nosso estúdio. Vão tocar a "Trevo" daqui a pouco, mas temos uma outra canção também das Anavitória nesta manhã, aqui no Observador. Como é que se chama?
"Ai, Amor".
"Ai, Amor", que é a faixa que abre o disco, não é?
Exatamente.
Exatamente. Eu fui ouvir. E podem começar quando quiserem. E obrigado por terem vindo.
Obrigada. Ei, fiz questão da promessa lembrar. Tu jurou minha mão não soltar e se foi junto dela.
Ei, cê não sabe a falta que faz. Será que teus dias tão iguais? Eu me pego pensando. Ai, amor, será que tu divide a dor do teu peito cansado com alguém que não vai te sarar? Meu amor, eu vivo no aguardo de ver você voltando, cruzando a porta. Ei, diz pra mim o que eu quero escutar. Só você sabe adivinhar meus desejos secretos.
Ei, faz de conta que não percebi, que você não esteve aqui com teu jeito singelo.
Ai, amor, será que tu divide a dor do teu peito cansado com alguém que não vai te sarar? Meu amor, eu vivo no aguardo de ver você voltando, cruzando a porta.
Sem hora pra voltar. Sem rota pra tua fuga. Com tempo pra perder, teu olho degradê pra colorir.
Pra colorir. Sem hora pra voltar. Sem rota pra tua fuga. Com tempo pra perder, teu olho degradê pra colorir. Ai, amor, será que tu divide a dor do teu peito cansado com alguém que não vai te sarar? Meu amor, eu vivo no aguardo de ver você voltando, cruzando a porta.
Que bonito! Muito bem, muito obrigado. Esta é a faixa que abre o último disco das Anavitória, o "Tempo é Agora", é também motivo para este concerto. Muito sentido. Esta noite, sexta-feira, no Capitólio, em Lisboa, podem ver as Anavitória. Estamos quase a fechar e ainda queríamos ouvir "Trevo", até porque foi uma canção premiada. Ganhou um Grammy Latino.
Sim.
Melhor canção em língua portuguesa, na versão com o Tiago Iorc. Podem escutar também esta "Trevo" com o Diogo Piçarra. Diogo Piçarra vai vos fazer companhia amanhã ou é segredo?
Ele não vai dessa vez.
Que pena!
Bem que eu queria, tô com saudade dele.
E é hoje. Sim, desculpa. Hoje. Estava a confundir, até porque elas ontem estiveram nas Festas do Mar, quinta-feira, em Cascais, e as Anavitória estão aqui nesta, diziam há pouco, é uma espécie de fecho da tour aqui em Portugal ou ainda vai continuar depois?
Dessa turnê, eu acho que são os últimos shows, porque a gente está também encerrando ela no Brasil.
No Brasil, sim.
Ok. Isso quer dizer que estão para chegar músicas novas de Anavitória.
Amém. Se Deus quiser.
Com calma.
Com calma.
Com tempo.
Tudo no seu tempo.
Até porque o disco "O Tempo é Agora" está a fazer um ano, não é?
É, acabou de fazer um ano.
É de agosto de 2018. Só pra fechar, uma pergunta, até porque participaram com o Diogo Piçarra nesse tema. Nós ouvimos, de facto, muita música do Brasil em Portugal. Como é que é a música portuguesa lá? Que outros artistas é que conhecem? Costumam ouvir?
Uhum. O Diogo que foi a portinha pra gente-
É, pra gente conhecer
...mas tem muitos artistas aqui que a gente ama muito. Eu sou apaixonada pelo Janero. Não sei se vocês conhecem.
Sim, claro.
Pra mim ele é o meu favorito.
É um belíssimo escritor de canções também.
Sim.
Pode ser que o Janero entre no próximo disco das Anavitória.
Pode ser que sim.
Muito bem, Anavitória, convidadas do Ao Vivo nesta manhã de sexta-feira no Observador. Muito obrigado por terem vindo.
Obrigada.
Tocam esta noite no Capitólio, em Lisboa, e esta "Trevo", que vamos ouvir agora, seguramente vai fazer parte do alinhamento desse concerto de mais logo. Muito obrigado por terem vindo.
Muito obrigada.
E aguardamos músicas novas. Pro ano não escapam. Vêm cá ao Observador outra vez já com o novo disco.
Combinado.
Beijinhos e muito obrigado.
Obrigada, gente.
Obrigada.
Tu é trevo de quatro folhas, é manhã de domingo à toa, conversa rara e boa, pedaço de sonho que faz meu querer acordar pra vida. Tu, que tem esse abraço casa, se decidir bater asa, me leva contigo pra passear. Eu juro, afeto e paz não vão te faltar. Eu só quero o leve da vida pra te levar. E o tempo para. É a sorte de levar a hora pra passear, pra cá e pra lá, pra lá e pra cá. Quando aqui tu tá. Tu é trevo de quatro folhas, é manhã de domingo à toa, conversa rara e boa, pedaço de sonho que faz meu querer acordar pra vida. Tu, que tem esse abraço casa, se decidir bater asa, me leva contigo pra passear. Eu juro, afeto e paz não vão te faltar. Eu só quero o leve da vida pra te levar. E o tempo para. É a sorte de levar a hora pra passear, pra cá e pra lá, pra lá e pra cá. Quando aqui tu tá. Eu só quero o leve da vida pra te levar. E o tempo para. É a sorte de levar a hora pra passear, pra cá e pra lá, pra lá e pra cá. Quando aqui tu tá. É trevo de quatro folhas. É.
Muito bem, muito obrigado.
Obrigada.
Zana Vitória no ao vivo nesta manhã de sexta-feira. E depois de recebermos Zana Vitória, que vão estar mais logo no Capitólio, em Lisboa, há oito minutos das 10:00, temos termômetro no Observador.