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Sejam bem-vindos. Este é o "Aveiro On", o podcast mensal de cultura da Câmara Municipal de Aveiro. Maio está aí ao virar da esquina, vem aí o feriado municipal e com ele todo um programa cultural. De 2 a 12 de maio, Aveiro recorda a sua história e presta homenagem à sua padroeira, a Princesa Santa Joana, que escolheu Aveiro como morada.
É uma relação que continua a ser muito forte, alimentada nestas duas vertentes religiosa e cultural. Obviamente há vários eventos que são devidamente articulados entre a própria Câmara Municipal e a Paróquia da Glória e a própria diocese, dado que Santa Joana é padroeira da cidade e da diocese.
No primeiro fim de semana de maio, o Mercado Manuel Firmino recebe o Aveiro Beer Fest. Iremos falar dele mais à frente. E na Livraria Bertrand, no dia 7, será lançado um livro que conta a história da Avenida Dr. Lourenço Peixinho, eixo central da vida da cidade de Aveiro. E no dia 9, decorre a Assembleia Municipal Jovem, com duas sessões: uma para os alunos do nono ano e outra para os alunos do secundário.
É uma iniciativa muito querida, porque obviamente com isto também estimulamos os jovens a terem uma participação de cidadania e a interessarem-se também pela atividade política.
No dia seguinte, dia 10, sábado, é dia de Open City.
Vários grupos formais e informais, associações culturais, vão estar a fazer exibições de diferente natureza, de música, de dança, atividades desportivas também. Portanto, vamos ocupar vários espaços públicos da cidade para festejar na rua com atividades, obviamente para o público usufruir delas, que festejam dessa forma diferente aquilo que somos como comunidade, neste caso referenciada a um município.
As comemorações do feriado municipal terminam no dia 12 de maio, dia de Santa Joana, com uma homenagem a uma figura da história aveirense.
Uma homenagem ao presidente dr. Girão Pereira, foi o primeiro presidente eleito em Aveiro, obviamente da era democrática. E uma rotunda num espaço agregado ao sítio onde fica o busto do presidente Girão Pereira, em homenagem ao poder local, figurando essa homenagem ao poder local na instituição Associação Nacional de Municípios Portugueses. E tudo isto numa zona que tem uma obra que está exatamente a ser finalizada agora. Conhecida pela zona das Barrocas e pelo Túnel de Esgueira e pela Rua de Viseu. Portanto, é uma zona que tem uma profunda reabilitação urbana terminada e onde nós vamos à 19h, terminando as comemorações, homenagear o presidente Girão Pereira, que também foi de todos nós presidentes de câmara de Aveiro, aquele que exerceu o cargo durante mais tempo, e o poder local democrático que tão bem tem feito a Aveiro e a Portugal.
É o culminar de 12 dias de muitas atividades culturais e religiosas. O programa encontra-se no site da Câmara Municipal de Aveiro. Os Black Mamba vão atuar em Aveiro. Eles são um dos destaques da programação do Teatro Aveirense para os meses de verão e que acaba de ser divulgada. José Pina, diretor do Teatro Aveirense.
É uma programação que reflete de uma forma muito genuína, muito consistente e coerente, o que têm vindo a ser as linhas programáticas do Teatro Aveirense ao longo dos últimos anos. E é uma programação muito diversificada do ponto de vista dos conteúdos. Que vamos desde o teatro, à dança, à música, ao cinema. E uma programação que também marca essa referência do Teatro Aveirense, que é as coproduções, as estreias, as encomendas e também a dimensão local e a sua relação com o internacional.
Temos então os Black Mamba no dia 14 de junho em Aveiro, inseridos numa programação muito marcada pelo uso fruto do espaço público. É esse o palco do Festival dos Canais, que já tem data: 16 a 20 de julho. A programação será conhecida brevemente. Aveiro vai receber projetos e produções ligadas a várias manifestações artísticas, a começar pela música.
O Festival dos Canais é uma iniciativa da Câmara Municipal, programada e produzida pelo Teatro Aveirense desde o seu início e inserido naquilo que é uma rubrica que nós temos de programação em espaço público e que acontece essencialmente em dois momentos. Nesta época do ano, no verão, e depois também no outono com o Festival de Luz, Prisma. E neste contexto, temos as datas do Festival dos Canais já anunciadas. Portanto, 16 a 20 de julho, como sendo um dos momentos mais marcantes, não só do município de Aveiro, como também da região, devido à dimensão, à plenitude e à vivência que o festival cria. Outros dois momentos que acontecem em espaço público durante o verão e que têm uma relação muito nacional e local, e muito focada na dimensão da música, como é o caso dos projetos que vão ser apresentados no dia 7 de agosto com o Espaço Atlântico, no contexto do Ciclo Novas Quintas, e o projeto Lés a Lés com dois artistas locais e que marca também essa programação em espaço público.
O brasileiro Zé Ibarra atua já no dia 9 de maio. A voz de projetos como Donika e Bala Desejo apresenta ao público de Aveiro o seu primeiro disco a solo e que será editado em junho. E há teatro agendado para maio, junho, julho e agosto no Teatro Aveirense.
Ao nível do teatro, destacaria o Teatro Nacional de São João, uma peça da Margarida Vila Nova e o projeto com o Diogo Morgado e o Manuel Marques, o Fling. Assim como, depois, na área dos projetos mais ligados ao movimento, à dança, o novo projeto A Circulando, a presença da Companhia Paulo Ribeiro com o seu novo projeto, e também mais uma edição da parceria que nós temos com os estúdios Vitacórdon, que marcam esta dimensão. Para não falar da nossa Bienal da Música Contemporânea. São os reencontros da música contemporânea, realizada em parceria com uma estrutura local e que é um dos momentos marcantes a nível nacional nesta dimensão.
Da programação do Teatro Aveirense para o segundo quadrimestre do ano, destaque ainda para a Bienal ReEncontros de Música Contemporânea, de 15 a 25 de maio. E no fecho do primeiro quadrimestre do ano, a cair o pano do mês de abril, o ator Paulo Matos sobe ao palco do Teatro Aveirense com o espetáculo "Refugiado: Epopeia de uma fuga", onde relata a viagem de um refugiado em busca de uma vida melhor.
É um relato de acontecimentos e é também, entrecortadamente, um relato da vivência interior dessa pessoa. Daquilo que ele vai refletindo sobre o seu sofrimento, sobre as suas opções, o seu destino e sobre a sua relação, isto para mim é muito importante no espetáculo, com Deus. Deus, que ele titula de o eterno ausente. Ou seja, Deus, onde estás tu? Estás sempre ausente.
Neste monólogo, encenado e interpretado por Paulo Matos, o refugiado em trânsito relata a viagem exterior e interior. "Refugiado" estreou há dois anos em Castelo Branco, no Dia Mundial do Refugiado. Chega agora a Aveiro para provocar o público sobre um dos temas mais quentes do momento: a imigração.
Com essa provocação e essa reflexão, são levadas a pensar que podem e deviam fazer mais para que a realidade mude. Já que mais não seja, para que possam olhar o outro, aquele que está ao nosso lado, que acabou de chegar, que veio de outra parte do mundo. É, afinal, alguém com uma imensa vontade de se integrar, com uma imensa generosidade para com quem ele deseja que o recebam e mais do que isso, com uma imensa esperança numa reconstrução de uma vida que lhe foi retirada.
A epopeia do refugiado de Paulo Matos é acompanhada pelo violino de Susana Francês. Para ver e ouvir no Teatro Aveirense no dia 30 de abril, às 21h30. Há uma tradição cultural com 20 anos que se repete anualmente em Aveiro. O ECADAV, Encontro com a Dança de Aveiro. É no dia 3 de maio, no Centro de Congressos de Aveiro. Cláudia Costa, da Câmara Municipal de Aveiro, está ligada à organização do evento desde a primeira hora.
Na altura, a autarquia achou que deveríamos dar palco e deveríamos dar espaço a que grupos de projetos da área da dança, que não fossem também só profissionais, mas que fossem também amadores, pudessem no fundo mostrar e pudessem se encontrar pelo mesmo motivo, que era a dança. E, portanto, o encontro surgiu com esse objetivo. Na altura, já havia bastante escolas secundárias com vários núcleos de dança. E no início, inclusivamente, começámos com alguns grupos que também não eram só daqui do município de Aveiro. Acolhemos também outros grupos de outros municípios, mas depois com o tempo começámos a perceber que de facto Aveiro é uma cidade de dança e temos aqui muito know-how. E podíamos então trabalhar essa questão a nível do município.
O ECADAV foi crescendo com dinamismo, tal como o grupo de dança Movimento, que participa desde a primeira edição. Cresceu e teve de se constituir como associação cultural. Hoje tem mais de 60 alunos. Joana Madureira.
Na 20ª edição do ECADAV, vamos apresentar duas turmas. Curiosamente, o nosso tema este ano, a nível de espetáculo, acaba por ser uma viagem Ao longo da história da dança e dos vários estilos que se podem dançar. Neste caso, vamos apresentar duas coreografias, uma mais virada para o charleston e outra para a disco.
Sandra Leite também é dos primórdios do ECADAV. A escola de dança, com o seu nome, funciona na centenária Sociedade Musical Santa Cecília, na freguesia de São Bernardo. Vai levar ao ECADAV duas coreografias.
É maravilhoso, porque podemos juntar várias escolas e acabamos por ver o trabalho uns dos outros, evoluir com o trabalho uns dos outros e partilhar experiências entre alunos, entre professores. Com certeza que é muito importante.
Sandra Leite considera que Aveiro é um dos municípios do país com mais grupos e alunos de dança, entre eles o GEMDA, que ensina dança contemporânea, jazz e balé, sobretudo a adultos, 250. Ao ECADAV, Claudinei Garcia vai levar 12 bailarinos.
O nome do espetáculo se chama "Paradoxo". Ele fala dessas coisas que andam lado a lado. Muitas vezes a gente entra em contradição entre uma coisa e outra, mas uma depende da outra, apesar de serem um pouco opostas, mas uma depende da outra, uma está sincronizada à outra. Tem as suas oposições e o tema é mais ou menos esse. Por exemplo, para viver é preciso morrer, para começar uma nova etapa, é preciso terminar outra. É mais ou menos brincar com essas antíteses. A gente tenta retratar o espetáculo em cima disso.
Vão subir ao palco do Centro de Congressos de Aveiro 190 bailarinos de nove grupos e academias de Aveiro. A 20ª edição do Encontro com a Dança de Aveiro é no dia 3 de maio, às 17h. Vai uma cerveja? No primeiro fim de semana de maio, o Mercado Manuel Firmino, em Aveiro, volta a receber o Aveiro Craft Beer Fest, Festival Internacional de Cervejas Artesanais. Vai ser uma oportunidade para provar, no mesmo espaço, vários tipos de cerveja, de muitas geografias, com diferentes graus alcoólicos e com acompanhamento garantido. Há vários petiscos para acompanhar uma cerveja gelada, cheia de vida e espuma. Apareça para um brinde cheio de sabor. A fechar, nota da Maratona da Europa, a quinta edição a ser corrida pelas ruas da região de Aveiro. Participam 20 mil atletas de 78 nacionalidades na maratona que no ano passado integrou a lista das 100 melhores do mundo. É um facto que está a refletir-se na procura, como revela Paulo Costa, da empresa Global Sport, que organiza a Maratona da Europa.
Neste momento temos 37% de crescimento do número de inscritos e temos um crescimento de estrangeiros de 38%, o que quer dizer que a prova está, naturalmente, a usufruir de estar neste calendário pelo segundo ano consecutivo da World Athletics, mas também fruto da promoção internacional que temos feito, quer física, quer no digital, e que nos prova que realmente estamos perante uma das maratonas mais rápidas, mas também mais bonitas que existe na atualidade.
A Maratona da Europa é uma das mais rápidas do mundo, é ótima para bater recordes pessoais. Venha corrê-la. Se não tiver pernas para os 42 km, há outras distâncias, 21 e 10 km e a caminhada de cinco. É no domingo, dia 27 de abril. Boa prova. A fechar este "Aveiro On", a Feira de Março, que termina este fim de semana. Atenção aos últimos concertos. Plutônio, na noite de 25 de abril, Richie Campbell atua na última noite da Feira de Março. Bons espetáculos. Fica por aqui o "Aveiro On" deste mês de maio. Não se esqueça, partilhe este podcast com os seus amigos e familiares nas redes sociais e também nos grupos WhatsApp. Até à próxima.