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Bem-vindos aos "Bairros com História". Este podcast é uma parceria entre a GEBALIS, a Empresa Municipal de Lisboa responsável pela gestão da habitação social, e o Observador. Isto por ocasião dos 30 anos do Programa Especial de Realojamento. Na década de 90, o PER envolveu o Estado central e algumas autarquias com o propósito bem definido de acabar com a generalidade das barracas que existiam, sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Hoje falamos com dois enormes talentos desportivos de dois filhos dos bairros. Se eu vos falar da Ana Sofia Gonçalves ou do Euclides Gomes Vaz, provavelmente não saberão de quem estamos a falar, mas se vos disser que são a Fifó e o Bebé, já sabem que estamos a falar de facto de dois dos maiores nomes do futsal português e internacional. São eles que estão aqui agora, Fifó, Bebé, muito obrigado por terem vindo, é um gosto tê-los aqui, bem-vindos. Vamos começar por saber de que bairro são filhos. Fifó, onde é que nasceu e cresceu?

Eu faço parte do bairro Pato Cruz, que faz parte da Junta de Freguesia de Carnide. É o maior bairro da Península Ibérica, caso não saibam. Sempre morei lá, neste momento ainda moro lá porque os meus pais também moram lá e eu moro com eles, e continuo a ter ainda muita família dentro do bairro.

Portanto, vai lá com frequência. Também é uma das suas casas, certamente, não é?

Claramente, mesmo que eu hoje em dia já não morasse no bairro, acabava sempre por morar nele, porque, como disse, tenho lá muita família, os meus pais inclusive vivem lá. O meu irmão, por exemplo, neste momento já não vive lá, mas também é uma pessoa que passa muito tempo no bairro, porque vai muito tempo à casa dos meus pais e estamos sempre muito tempo juntos.

Claro. Bebé, a mesma questão também, de que bairro é filho.

Olá, bom dia. Primeiro agradecer pelo convite. É um prazer estar aqui convosco e compartilhar um bocadinho da minha experiência. Eu cresci no Bairro do Rego, que fica ao pé do Hospital Santa Maria, mais ou menos. Cresci lá, neste momento já não vivo lá. Entretanto, casei-me, tenho filhos, então não estou a viver lá no Bairro do Rego neste momento, mas a minha mãe vive lá e a esmagadora maioria dos meus amigos de infância também vivem lá ainda, porque na transição de sair das barracas para sermos realojados, muitos conseguiram ter uma casa e ainda continuam lá a viver, mas à semelhança da Fifó, eu não posso ir lá todos os dias, infelizmente, mas todos os fins de semana estou lá.

Exato. Portanto, é a vossa casa de alguma maneira.

Sim, sem dúvida nenhuma. É a nossa casa, é o nosso habitat natural, é onde nos sentimos bem, nos sentimos confortáveis e estamos sempre com as pessoas da nossa infância, da nossa criação. Portanto, somos sempre muito bem-vindos lá e sentimos muito confortáveis.

São os dois atletas. No caso do Bebé já foi, mas uma carreira fantástica no futsal. A Fifó não estará no auge ainda, mas está em plena ascensão. Fifó, como é que começaram os primeiros toques na bola até esta carreira internacional de futsal?

Eu sempre fui uma miúda que durante a minha adolescência gostei muito de estar na rua, estar sempre com os amigos a jogar. Nós por acaso temos lá ringues dentro do bairro, mas mesmo que na altura não os tivéssemos ou estivessem ocupados, nós acabávamos sempre por qualquer pedra, qualquer sapato, qualquer mochila servia para fazer uma baliza e qualquer espacinho ou cantinho que encontrássemos dava como campo para nós. Sempre fui, como disse, uma miúda que passou a maior parte do tempo, sempre que saía da escola, queria era jogar à bola. Na escola, todos os intervalos jogava à bola, sempre com rapazes e no meio de rapazes.

E era bem acolhida, precisamente por isso. Felizmente, estamos a assistir agora também à ascensão do futebol feminino nas várias modalidades de futebol. Era bem acolhida pelos rapazes?

Sim, claramente. Eu tive a sorte de, no meu grupo e no meio do bairro e do meu grupo de amigos, sempre fui muito bem recebida nesse sentido. Eles às vezes até ficavam estupefactos como é que eu queria tanto jogar à bola com eles, como é que eu tinha tanto jeito para jogar à bola. Desafiava-os muito por ser rapariga, e eles sentiam-se um bocado picados por isso e acho que era isso que era engraçado no meio deles todos. Mas como disse, sempre fui uma rapariga que gostava muito de jogar à bola. Eu passei muito tempo da minha infância a jogar à bola, fosse na escola, fosse fora da escola. Eu lembro-me de sair da escola, jogar já o dia todo na escola à bola sempre que possível, nos intervalos ou nas aulas de educação física, pedia sempre para jogar à bola e sempre que saía da escola, eu voltava a ir jogar à bola para a rua. Era como se não me cansasse daquilo. Mas sim, sempre fui muito bem aceita e sou muito grata e tenho realmente saudades desse tempo com eles todos.

Dessa brincadeira na rua, Bebé, também foi assim que começou essa carreira, depois como guarda-redes.

Pior. Eu sou um bocadinho mais velho que a Fifó.

A Fifó tem 22?

22.

22, eu tenho 40. Eu sou mesmo dos anos 90, em que literalmente nós ficávamos de manhã à noite a jogar futebol na rua, em que as estradas eram os nossos campos. Infelizmente, nós na altura, no meu bairro, não tínhamos nenhum ringue, nunca tivemos. Com certeza iremos falar nisso mais à frente. É uma das coisas que eu estou a tentar com a Junta de Freguesia das Avenidas Novas, com que se construa ali um campo para que os jovens possam ter algo para fazer, em vez de fazerem outras coisas. Mas eu, como estava a dizer, eu passava com os meus amigos o dia inteiro a jogar à bola. A minha mãe estava-me sempre a chamar para ir jantar.

A mãe é a dona Isabel.

A dona Isabel, exatamente.

Que dá o nome ao restaurante da família, do polo que tem vestido.

Exatamente. Eu vim agora de lá. É muito engraçado porque, à semelhança da Fifó, nós respirávamos futebol, completamente. É aquele desporto mais acessível Para as famílias de classe mais baixa.

É dos mais baratos de praticar.

É dos mais baratos. Pode-se jogar em qualquer lugar e nós fazíamos da estrada o nosso campo. E muitas vezes os carros vinham, nós parávamos o jogo, tirávamos as pedras ou as mochilas da estrada e depois, quando os carros passavam, nós voltávamos a colocá-las no sítio. É literalmente isso. Portanto, o futebol sempre fez parte da nossa vida e ouvir a Fifó dá-me uma nostalgia muito grande.

Muito bem. Entretanto, a vossa carreira fez-se. O Bebé foi um grande guarda-redes de futsal. A Fifó esteve agora um ano em Itália e regressou para o Benfica. Vocês são dois nomes grandes do futsal, não só em termos nacionais como internacionais. Fifó, para além da carreira, o que a liga ainda ao bairro? E em que projetos está envolvida para ajudar ou encaminhar miúdos que agora estão a começar a dar os primeiros toques também?

Eu sou a cara de um projeto que é um clube de futsal lá do bairro, que é os Amigos da Luz. E o projeto consiste em conseguir incentivar as crianças a pelo menos estarem focadas nas coisas boas e conseguir que elas acreditem que conseguem chegar aos seus sonhos. Curiosamente, muitas dessas crianças são irmãos de colegas meus que na altura andavam comigo na escola e a jogar no bairro. O projeto começou em 2018. Neste momento estamos em 2023 e já alcançou uma grande parte de crianças. Tem desde os petizes, salvo erro, até aos seniores. Não temos lá só miúdos do bairro, mas a grande maioria é do bairro e espero que aproveitem isso. E eu sei que aproveitam, porque para mim é muito gratificante ver que eles olham para mim como um exemplo. Se eu puder ser um bom exemplo nesse sentido, claramente que fico maravilhada com isso, porque para mim é sempre bom ser um exemplo pela parte positiva. E sei que muitos deles encontram ali dentro da sua zona de conforto e sentem-se bem ali. Aquilo é como se fosse uma segunda casa para eles, porque sei que muitas dessas crianças não têm a possibilidade que queriam ter. E acho que o projeto ajuda-os muito a focar-se e a tirar parte do seu tempo para coisas boas. E a verdade é que ali eles aprendem grande parte e grandes regras de ética do esporte e acho que isso para mim é muito importante.

A formação através do desporto, que é fundamental. O Bebé há pouco a dizer que no tempo dele, não havia sequer um campo onde vocês pudessem jogar e que está a tentar colmatar essa falha. Quer nos explicar essa ideia?

A minha ideia, juntamente com um tio meu, seria nós propusermos à Junta de Freguesia, a criação de um complexo para que os jovens e as crianças do bairro possam ter possibilidade não só de praticar futsal, mas também de praticar outras modalidades. Ou seja, para que eles possam perceber e entender que estão ali não só o futebol, mas também outras modalidades à mercê deles, em que eles podem se dedicar, podem trabalhar e podem, inclusive, fazer vida daquilo. E então, a minha ideia basicamente é esta, porque aquilo que tenho visto é que existe um déficit muito grande, principalmente de há uns anos para cá, nessa área em que devia se apostar um bocadinho mais no desporto, porque é completamente compreensível e perceptível que todos os projetos sociais têm na sua gênese a inclusão dos mais novos. E eu tenho plena consciência da diferença que o desporto fez na minha vida. A Fifó tem plena consciência disso e é por isso que nós, foi-nos passado na nossa infância isso, e aquilo que nós queremos fazer também é retribuir da mesma forma que nos foi passado. Então, o meu grande objetivo é esse, é possibilitar principalmente aos mais jovens essas possibilidades e, acima de tudo, vivenciar experiências novas.

É curioso, vocês com a carreira que têm, pela conversa convosco dá ideia, e Fifó, que sentem um pouco que o desporto foi muito importante para vocês, não só neste momento, no caso concreto da Fifó é a sua carreira, com 22 anos ainda tem muito para oferecer, mas no ambiente de bairro foi determinante para encontrar um bom trilho, é isso?

Claramente que sim. Já tinha dito isto em outras ocasiões. Eu acho que hoje em dia faz falta aos miúdos muito a vivência de bairro, em alguns casos, porque eu vejo pelos miúdos mais novos. Eu lembro-me, como eu disse, na minha altura eu gostava muito de estar na rua, vivenciar o que era o bairro, o que é a família do bairro, os meus amigos. E hoje em dia eu vejo até às vezes mais pela minha sobrinha. É uma criança que brinca muito na rua, é, mas já não é a mesma coisa que era no meu tempo. E acho que hoje em dia os miúdos são muito mais casais, estão muito mais agarrados a telemóveis e tecnologia. E na minha altura Éramos agarrados, mas não era da mesma maneira. Nós passávamos muito mais tempo na rua e a brincar e a conviver uns com os outros do que propriamente hoje em dia. Acho que o bairro nisso, e quem vem de bairro e quem mora lá dentro sabe que a maior parte das vezes não tem um ambiente fácil, mas também só se deixa guiar e seguir nesse ambiente quem quer, a verdade é essa. Porque o fato de viver em bairro não é por isso que somos mais ou menos que alguém. Também não considero que o viver em bairro seja uma coisa negativa, porque as pessoas às vezes olham: "Ah, vive num bairro, deve ser um bandido" ou isto ou sei que amigos menos bons.

Há um estigma muitas vezes.

Exatamente.

E é importante desmistificar.

E eu acho que isso não é realidade. Por isso é que eu e o Bebé hoje estamos aqui, falamos um bocado sobre as nossas vivências e acabamos por ser um exemplo pra muitos miúdos. E o nosso objetivo, e o real objetivo, e eu acho que falo um bocadinho por mim e pelo Bebé, é que as crianças e miúdos olhem pra nós e consigam perceber que conseguem, que podem ser diferentes, que não têm que seguir aquele caminho porque as pessoas dizem que é assim. Não, eles têm que seguir aquilo que eles querem, têm que focar-se nas coisas positivas e é mesmo por isso que eu estou em projetos, o Bebé está a tentar reconstruir ou dar possibilidades ao miúdo que na altura dele não teve, e isso é gratificante de se ver. E como eu disse, eu acho que pra nós não existe nada melhor do que conseguirmos olhar e perceber que somos realmente exemplos pra eles. Porque a verdade é que, por exemplo, eu quando vou aos torneios dos Amigos da Luz ou quando vou à sede e vejo os miúdos fazem todos uma festa e pra mim não há nada melhor do que chegar e eles olharem pra mim e eu ver na cara deles que eles estão realmente felizes por eu estar ali. Isso pra mim é o mais gratificante e sentir que posso, de alguma maneira, ser útil e ajudar na progressão deles todos.

E esse exemplo, Bebé, também é uma responsabilidade pra cada um de vocês, de alguma maneira. Mas o desporto ajuda de fato a transmitir uma série de valores positivos, não é?

Exatamente, eu concordo perfeitamente com aquilo que a Fifó disse e eu acho que nós temos também um bocadinho de perceber que hoje em dia os mais jovens têm estímulos diferentes e muitas vezes respondem a esses estímulos. E no meu caso específico, ali na Junta de Freguesia das Avenidas Novas, é que não há estímulos para os miúdos saírem de casa. Não havendo estímulos pra saírem de casa, eles vão continuar em casa, na PlayStation ou no telemóvel. Não é que isso seja totalmente mau, não é mau. Eles não podem é estar o dia inteiro nisso. Então temos que criar aqui experiências e vivências diferentes para que a próxima geração não fique limitada só à parte eletrônica, se quisermos. E em vez de poder e ter a possibilidade de vivenciar isso que acabou de me perguntar, estar com pessoas, aprender a ganhar, aprender a perder, aprender a competir, aprender a respeitar o adversário.

Trabalho de equipe, não é? Colaboração.

Exatamente, o trabalho, colaboração. Então é preciso nós conseguirmos incutir isso nos mais novos e eu claramente tenho essa responsabilidade. E há uns anos, eu julgo que há quatro, cinco anos até, foi criada uma associação no meu bairro, a Associação Passa Sabi, que tem feito um trabalho fenomenal.

Já tivemos aqui também o criador da Passa Sabi.

Exatamente. E então tem feito um trabalho fundamental e um esforço incrível com os miúdos. E é isso que ele também vivenciou e percebe que se calhar os miúdos hoje em dia precisam disso. E é isso que nós temos que trabalhar e temos uma responsabilidade muito grande perante os mais novos.

Vocês são modelos para eles, de alguma maneira.

Exatamente, sem dúvida nenhuma.

São exemplos.

Sem dúvida nenhuma. E é como a Fifó diz, hoje em dia eu vou lá ao bairro e os miúdos que vêm ter comigo são os filhos dos meus amigos de infância. Então isso dá um gozo muito grande, dá uma responsabilidade muito grande também, mas nós acabamos por perceber que somos um exemplo pra eles e queremos transmitir essas tais vivências e esses tais valores através do desporto.

É fantástico. E são projetos fantásticos esses em que são envolvidos. Fifó, falar um bocadinho da carreira agora, depois de um ano em Itália, agora regresso ao Benfica. O que é que se segue? Onde é que esperas estar daqui a cinco a 10 anos?

Eu não lhe sei responder exatamente a isso. Espero estar feliz, a fazer aquilo que eu mais gosto.

Que é jogar futsal.

Que é jogar futsal. Desportivamente, lá está, não sei dizer onde é que estarei daqui a 10 anos, mas como disse, espero jogar futsal. Na parte mais pessoal, digamos, ou mais profissional, espero que esteja ligado ao desporto, claramente, a conseguir exercer e trabalhar em algo ligado ao desporto depois de acabar o meu curso, que só me falta um ano, que estava a tirar treino desportivo no Lusófona. Neste momento tenho a matrícula congelada.

A competição assim obriga, claro.

Também é verdade, mas pra um ano esperemos que assim volte e termine. Mas sim, daqui a cinco ou seis anos ou daqui a 10, espero, olhe, estar, por exemplo, com o Bebé, conseguir continuar dentro do desporto, se possível conciliar os dois, mas se não for possível, claramente que quero estar sempre dentro e ligado ao desporto.

Claro, que é aquilo que lhe corre nas veias de alguma maneira.

Exatamente.

E nota-se pelo brilho dos olhos com que fala disso. O Bebé já arrumou as luvas, é assim que se diz, não é? Era guarda-redes.

Eu não usava luvas, mas sim, já terminei a carreira, terminei o ano passado. Neste momento faço parte da equipe técnica da Federação Portuguesa de Futebol, na equipe de futsal. Então tenho tido o privilégio de trabalhar com os mais jovens, ter a possibilidade e o privilégio de passar todas as vivências que eu tive e todas as experiências que tive. E estava há bocado ali fora a comentar com a Fifó que tem sido fantástico. Eu, muito honestamente, não queria, quando o mister Jorge Braz Me convidou, eu fiquei com um pé atrás e honestamente, ele sabe disso, aceitei por ser ele, por ele me ter feito o convite.

Aceitou o quê?

O convite.

O convite. Muito bem.

O convite de ir para a federação.

Para fazer este trabalho que está agora a fazer.

Para fazer este trabalho que eu estou a fazer, porque há seis meses, antes de eu terminar a carreira, o Mister Brás, tivemos uma conversa e ele perguntou-me o que eu queria fazer quando deixasse de jogar. E eu lembro-me perfeitamente que eu disse: "Ó Mister, eu quero sair do futsal como entrei, sem darem por mim. Não quero que deem por mim." Mas ele tinha outros planos para mim, acabou por me desafiar e passado 10 meses desta experiência, tem sido realmente fantástico, tem sido prazeroso, tem sido de um crescimento fantástico, porque nós não só ensinamos futsal aos mais novos, mas também acabamos por ajudar na formação como seres humanos.

Claro, valores.

Isto que a FIFA acabou de falar é muito importante. A maioria dos miúdos querem ser jogadores de futsal hoje em dia. Antigamente, todos queriam ser jogador de futebol.

É mais popular o futsal neste momento do que o futebol de 11.

Não é mais popular.

Mas há um apelo muito grande.

Tem mais adesão, sim.

Tem um apelo.

Porque é mais fácil de jogar. Não é mais fácil a técnica, mas é mais fácil conseguir condições para um campo.

Hoje em dia, sim, claramente.

A logística de futebol de 11 é maior, não é? É mais complicada.

Sim, é muito maior. E nós acabamos também por passar aos miúdos que é importante estudar. A FIFA falta um ano para acabar.

Sim, mas continua com esse objetivo.

Exatamente. Eu, durante a minha carreira profissional, consegui fazer o curso de Educação Física e Desporto também na Faculdade de Lusófona. Falta-me um ano para acabar o mestrado, então isso também acaba por ser o nosso papel, não só a vertente desportiva, mas também a vertente pessoal e a vertente escolar, neste caso. Tem sido uma experiência fantástica. Espero continuar mais alguns anos e poder ajudar, principalmente no crescimento dos mais jovens.

Claro, seguramente que vão continuar. A nossa conversa chega ao fim. Eu quero agradecer muito à FIFA e ao Bebé a presença aqui. Foi um gosto falar convosco. É um gosto conhecer o vosso caso, os vossos exemplos, que funcionam claramente como modelo para tanta gente, sobretudo para essas camadas mais novas com que vocês agora trabalham. Este episódio de Bairros com História fica então por aqui. Eu sou o Paulo Ferreira e voltarei brevemente com mais convidados e outros protagonistas do PER, o programa especial de alojamento que está a fazer 30 anos. Até lá.

Obrigado.

Obrigado.