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Bem-vindos aos "Bairros com História". Este podcast é uma parceria entre a GEBALIS, a empresa municipal de Lisboa responsável pela gestão da habitação social, e o Observador. Isto por ocasião dos 30 anos do Plano Especial de Realojamento. O PER envolveu o Estado central e algumas autarquias da década de 90 com o propósito bem definido: acabar com a generalidade das barracas que existiam, sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Hoje mergulhamos em dois bairros lisboetas que nasceram ou foram ampliados com o PER e vamos fazê-lo com as presidentes das duas associações de moradores. Elisete Andrade, da Associação de Moradores do Bairro Padre Cruz e Anabela Rebelo, Associação de Moradores do Bairro da Boa Vista. Antes de mais, é um gosto tê-las aqui. Bem-vindas a este podcast. Vamos então tentar perceber o que é que fazem as associações que dirigem, que intervenção é que têm, que problemas é que têm que ultrapassar. Elisete Andrade, começando por si, há quanto tempo é que existe esta Associação de Moradores do Bairro da Padre Cruz?
Existe há cerca de 34 anos. Desde 1989, foi quando ela foi criada e foi criada exatamente naquela altura em que o PER começava a ter necessidade de atuar.
Com o bairro a crescer, seguramente.
O bairro a crescer e cresceu muito. É evidente que não foi para realojar praticamente pessoas de lá, foi sobretudo também para trazer pessoas que ou não tinham casa ou vieram de outros bairros.
De outras zonas. Quantas pessoas é que moram neste momento no Bairro Padre Cruz?
Neste momento, aquilo que se pode dizer situa-se à volta dos 8 mil. Não quer dizer que não haja mais, porque de facto o bairro é muito grande, mas também parte da população muito envelhecida. Alguns já partiram, já cá não estão, mas de qualquer maneira deixaram rasto.
Claro, e sempre um bom rasto, seguramente. Anabela Rebelo, bem-vinda também a este podcast, é um gosto tê-la aqui. Vamos saber a mesma coisa do Bairro da Boa Vista. A associação existe há quanto tempo? Tem ideia?
22 anos.
22 anos. E quantas pessoas é que moram ali no Bairro da Boa Vista?
Pela estatística, cerca de 6 mil, mas sobretudo muito mais. Quando sabemos recenseamentos, é por aí que a gente segue, que nem tudo está legal, mas temos ali uma boa população, mas legal 6 mil habitantes.
O Bairro da Boa Vista nasceu mesmo com o PER, na altura, ou já existia?
Não, já existia. O Bairro da Boa Vista vai fazer 82 anos. É o bairro social da Península Ibérica mais antigo, portanto, já existia. O Bairro da Boa Vista foi remodelado com o PER.
E ampliado, imagino eu.
Não, o espaço é o mesmo. Demolimos para reconstruir.
Mas com maior capacidade, seguramente, agora, com construção mais em altura, talvez?
A maior capacidade de espaço para habitação é a mesma. Demolimos 50, constroem 50, demolimos 50, constroem 50 e tem sido assim sucessivamente. Posteriormente, estamos a pensar num bocadinho que está ali, que se poderá fazer e acrescentar mais um bocadinho para ter mais habitação.
Elisete Andrade, o que é que faz uma associação destas, uma associação de moradores, concretamente?
Uma associação de moradores, a primeira preocupação que tem é cuidar dos moradores em geral e dos sócios em particular. Nós não fechamos as portas nunca a ninguém que não está associado. O que queremos é, de facto, ajudar essas pessoas. Quando a Bela estava a falar de ter que se demolir para poder construir, nós, na primeira fase, a requalificação que teve início em 2009, aconteceu a mesma coisa. Inclusive, teve que se ir à procura de casas vagas e reabilitá-las por causa desta mudança, de se ganhar espaço para se poder construir. Agora, nesta fase, de facto, isso já não acontece. As pessoas já vão todas e vai haver, de certeza, algumas casas que vão sobrar e algum espaço para se reconstruir mais para a cidade que tanto precisa de habitação.
O tema da habitação continua na atualidade, como nós sabemos, a falta de habitação.
Agora, é de facto prioritário a defesa justa dos moradores, isso é, nas suas necessidades, nas suas preocupações.
São várias.
Claro, são várias, pois, como a Bela diz, e é verdade, ela tem razão, são várias, de toda a espécie, desde do edificado que está a precisar de ser recuperado, do grande problema das pessoas que tiveram mais um filho e não têm espaço na casa onde estão a viver e, portanto, nisso nós tentamos ajudar também as decisões que a GEBALIS tem que tomar nestas situações.
São o interlocutor privilegiado da GEBALIS, isto é, fazem muito a ligação entre moradores e, no caso, a GEBALIS.
Quanto ao Bairro da Boa Vista, fazemos muito. Temos muita ligação mesmo e tratamos muito com eles. É uma necessidade. Passa primeiro pela GEBALIS. Nada se faz sem eles.
Connosco acontece a mesma coisa.
Que é mais fácil, de facto, haver um interlocutor único do que resolver, imagino eu, questões que são comuns ponta a ponta.
Não, é que nós, para além disso, temos, neste momento, nesta fase da requalificação, temos uma coisa que se chama uma comissão executiva do GABIP, que é Grupo de Apoio ao Gabinete de Apoio aos Bairros de Intervenção Prioritária, que é a Boa Vista. Às vezes, eles até têm reuniões no mesmo dia que a nossa.
Depois nós temos de ir tarde.
Cruzam-se à entrada e à saída.
Isto consiste em que em vez da Câmara decidir as coisas nos seus gabinetes e agora com este, agora com aquele, agora com o outro. Não Deste e daquele e do outro vêm, juntam-se numa reunião só, da qual faz parte, além da Câmara, a GEBALIS, tem a junta, mas tem também a Santa Casa e a associação de moradores. E eu tenho sentido, e penso que a Anabela também, que a associação de moradores foi entendida como, de facto, não só os destinatários, são também os fazedores disso. E só há a ganhar.
Executam também. Pelo que sei, as vossas associações de moradores têm um papel social muito importante. Isto é, não fazem só essa mediação entre questões relacionadas com a habitação e com a GEBALIS ou a Câmara, mas têm um papel social muito importante. Anabela, no caso do bairro da Boa Vista, que intervenção social é que vocês têm no bairro?
Nós temos em toda a parte. Tudo o que é social, não temos poder de resolver. Gostaríamos de ter o poder de poder resolver de imediato, mas através da Santa Casa, Junta de Freguesia, andamos sempre a ver as necessidades do apoio social, indicar as pessoas, contactá-las, ajudá-las naquilo que podemos. Apesar das associações de moradores às vezes serem muito criticadas pelos moradores, porque a Câmara não consegue o fazer e pensam que nós temos esse poder.
Exigem que consigam resolver problemas que não dependem de vocês.
Aquilo que não conseguem. Portanto, para uns é muito bem-vinda, para outros é ingrato, mas nós continuamos, não se dá ouvidos ao mal, só ouvimos o bem e continuamos a fazer o melhor possível.
E têm funções concretas. Cozinha comunitária, no vosso caso, uma padaria, como é que isso funciona?
Temos uma cozinha comunitária, que foi um projeto BIP ZIP. Temos uma padaria comunitária também, na qual a padaria foi concebida porque não havia muita, havia só uma padaria no bairro e não era suficiente para tudo. E então concorremos a esse projeto. Eventualmente, era padaria e pizzaria, que a pizzaria ainda não vem, mas vai vir com o seu tempo, porque apanhamos a pandemia. Foi em plena pandemia que abrimos essa padaria comunitária e foi muito bem-vinda.
Fabricam pão todos os dias?
Fabricamos o pão todos os dias.
Para o bairro, para fora do bairro também?
Fornecemos as cinco escolas da freguesia de Benfica, é um serviço que prestamos à Junta de Freguesia, que é remunerado. Vendemos pão a baixo preço, preço muito mais baixo do que na padaria, à população, e vendemos muito. Casos que nós sabemos que são necessitados, temos lá e oferecemos o pão e não só, tudo o que a gente tenha que possa ofertar.
Acho uma maravilha ficarmos a saber que na Boa Vista, pelo menos o pão as pessoas vão ter. Terão outras coisas, porque a gente sabe que vocês não param.
É verdade, é uma história que andamos aqui com a Câmara e acho que vai estar resolvido. É porque o apoio também não era muito. Nós, da eletricidade, porque se eu tivesse um apoio à eletricidade da padaria, eu até dava muito mais, e não só à Boa Vista, dava muito mais a outros bairros que sabemos que têm necessidade. Só que nós é uma associação que temos 180 e não sei quantos sócios hoje em dia, que pagam 1 € por mês, e só isso não nos dá para poder abrir mais as portas e ajudar mais aquilo que nós gostaríamos de ajudar. Andamos aqui num combatezinho com a Câmara, o senhor presidente já admitiu que vai ver o que se pode fazer. Esperamos e aguardamos e temos confiança que isso vai acontecer, para poder alargar, ajudar quem é mais necessitado.
No caso do bairro Pato Cruz, Elizete Andrade, também têm iniciativas deste género?
Pois, nós chamámos desde o início cantina porque até começámos, no princípio, não tínhamos instalações, foi bastante difícil, e começámos a servir, as pessoas iam lá e tomavam as refeições lá. Progressivamente, começámos a perceber que a refeição, eles tinham necessidade que até desse para mais. E de facto, dá mesmo para mais. O que levam dá mesmo para mais. E de facto, a maior parte das pessoas, agora, mesmo que lá tomavam as refeições, passaram a ir buscar ou a levar para casa. E depois temos as outras pessoas que, de facto, não conseguem sair de casa e somos nós que levamos. Na altura da pandemia, ninguém saiu das suas casas e graças a Deus, não tiveram Covid as pessoas que andavam a distribuir em casa das pessoas.
Fomos protegidas.
Conseguiram isso. Agora, é verdade que as necessidades são aquelas. Eu quando fui para a associação, a minha preocupação era a mudança das casas, o choque que isso ia provocar, sobretudo nos mais velhos. Isso aconteceu, mas aconteceu sem haver barulho, sem haver burburinha. As pessoas sentiam que estavam com os vizinhos também a sair de casa. Que é o mesmo que vocês com certeza também sentem. Mas paralelamente a isso, nós estamos no conselho de escola do agrupamento, como presenças da comunidade. Ainda agora vai-se mudar, vai haver escolha de novo diretor ou nova diretora. E lá estamos inseridos em grupos.
Mas essa é uma integração positiva, porque o bairro, quanto mais equipamentos desses tiver, mais vida social tem também. A escola e outro tipo de equipamentos públicos.
Nós em relação àquilo que fazemos, para além da cantina, temos também a lavandaria e a engomadoria sociais, porque também víamos que os mais velhos não conseguiam já fazer.
Já não tinham capacidade para fazer essas coisas.
Depois temos também duas lojas, mas essas são de empreendedorismo social. Uma que faz arranjos todos de costura e de facto trabalha bastante bem, e o outro que é mais um bazar e quem está à frente disso era escoteiro e escuta muito as pessoas que lá vão. E as pessoas às vezes pedem-lhe coisas que ele nem por sombras tem, mas esgatafunha-se enquanto consegue para responder.
No caso do bairro da Boa Vista, Anabela Rebelo, há comércio, como é que isso funciona? Que tipo de equipamentos, o que é que fazia falta neste momento no bairro?
Neste bairro, o que nos fazia falta verdadeiramente era um parque infantil digno para as crianças, que não temos nada. Temos uma das escolas que vai ser uma das melhores escolas a nível nacional.
Que bom.
Que está formidável. Provavelmente este ano já vai abrir em setembro.
Do primeiro ciclo?
Não, a primária.
Primária.
É uma escola fantástica. Para a construção da escola teve-se de demolir a igreja que tínhamos antigamente, então vamos ter uma igreja que começou a obra este mês, duas casas mortuárias. Comércio temos lá um Pingo Doce, 12 cafés, temos uma loja de roupa.
12 cafés. Quem nos está a ouvir não está a ver, mas a Anabela revirou um pouco os olhos, olhou para cima. Por quê? São demasiados?
Acho que havia outras coisas.
Compreendo. Porque nós também achamos que temos lá tantos cafés.
Mas os negócios dos cafés são negócios de famílias, imagino eu, que decidem abri-los.
Não, as pessoas já antes das novas lojas que foram construídas, já tinham. Possuíam uma casinha, um quintal, um cafezinho, uma taberninha, e aquilo foi se desenvolvendo e ficou. Mas dentro do bairro temos o Talho, portanto não se podemos assim queixar.
Tem um núcleo de comércio já que no fundo garante pelo menos alguns bens essenciais ali numa distância a pé, basicamente.
Exatamente. Portanto, precisávamos de um transporte diretamente para o Hospital de Santa Maria, que andamos aqui a reivindicar, que não temos transporte direto e temos muita pessoa idosa que necessita disso. Portanto, esse parque infantil, com certeza que há muito mais a fazer.
Mas estamos a falar do mais prioritário.
Mas daquilo prioritário que temos, porque avançámos nos últimos três anos, avançou um bocadinho o bairro.
A Elisete Andrade estava a dizer que ia comentando, não têm muito comércio.
Não é que não temos muito comércio, que já tivemos. Nós tivemos dois talhos, tivemos peixaria quando o mercado era um mercado mais aberto. Não sei o que é que vai acontecer, mas talhos já não temos há bastante tempo. E não temos peixaria também.
Mas por quê? Não há pessoas com vontade de abrir esses negócios ali.
Não tem havido muito. O último que abriu era, de facto, uma pessoa do bairro, mas quem percebia que aquilo era um bem alimentar, rapidamente percebeu. O presidente da junta, eu disse-lhe: "Olha, que aquilo não vai dar resultado", e de facto não deu. Eu gostava que tivesse dado, porque o peixe faz tanta falta, mas de facto, em termos de higiene, a pessoa que lá esteve não garantia muito a higiene. E portanto, não temos até agora. Eu desejava, quanto mais não fosse, um Minipreço, um Pingo Doce pequeno, ou um Continente pequeno, ou uma qualquer coisa semelhante a essa, que servisse ali o bairro. Mas a própria junta de freguesia também já tem feito esforços nisso e até agora não se conseguiu.
Ainda não aconteceu.
Acho que temos que, neste sentido, também pressionar um bocado a Geobalis, porque eles também estão interessados em termos da melhoria das condições.
E da dinâmica social e da vida comunitária, isso é fundamental também.
Segundo o que nos dizem, nos bairros sociais não podem entrar as grandes empresas. É a resposta que a gente tem obtido. Li dos Pingo Doce e essas coisas.
Não tem um Pingo Doce no bairro da Bela Vista.
Não, temos um Minipreço. Mas Pingo Doce não temos. Temos o Minipreço, que é um senhor que já tinha a mercearia antigamente e que fez um acordo com eles e é ele que gere. E temos o do Pingo Doce.
Estamos quase a acabar, temos aqui três minutos de conversa ainda. A função social destes bairros é fundamental, é para isso que eles existem, é para isso que foram criados e para isso que foi feito o PER. Como é que vocês olham, Anabela, as gerações que já viveram nos bairros estão a conseguir começar a ter uma vida própria e com mais rendimentos que lhes permitam eventualmente sair do bairro? Ou há um pouco uma passagem de geração pra geração, da necessidade de estar nestes bairros?
Dentro do nosso bairro acontece muito uma passagem.
De geração pra geração.
De geração em geração.
Os filhos ficam e os netos também.
Ficam os netos, os avós. A casa vem do avô até o bisneto e continua sempre assim, é uma necessidade. É verdade que muitos também saíram, tentaram, mas depois com a pandemia e conforme isto está, tiveram que voltar ao bairro.
E o preço da habitação é alto, sabemos.
E cada vez mais necessidade com a habitação, é um problema grave que se vive não só em Lisboa, como no país, mas em Lisboa, sobretudo. E então essa necessidade passar de geração a geração é muito frequente no bairro.
Elisete.
O que eu acho é: o voltar para as casas onde já estiveram e que eram dos pais ou dos avós, isso acontece infelizmente por necessidades financeiras. Mas em relação também ao outro desejo que as pessoas têm muito, os mais novos, é de conseguir uma casa no bairro. E por desdobramento não pode ser, porque legalmente os desdobramentos acabaram em dezembro de 2009.
O desdobramento, já agora, é o processo de atribuir uma casa à família, aos descendentes.
Imaginemos que eu tinha uma filha ou um filho. E existia. Há lá famílias que vivem lá assim. Mas isso não é possível. As pessoas têm que se candidatar, têm que concorrer. O que nós queremos é que se torne mais ágil e rápido, e o calcular para se poder ter habitação o mais rapidamente possível.
As candidaturas é um engano, é para calar um bocadinho a população, porque das candidaturas não vamos lá. Por exemplo, no bairro, temos milhares de candidaturas e acho que uma ou duas casas foi atribuída e porque foram problemas graves. Nunca ninguém consegue uma casa através de uma candidatura, é muito complicado.
Mas as candidaturas são feitas pelos homens, ou seja, são as pessoas que as fazem. Não se percebe, porque há pessoas que não conseguem, através da candidatura, chegar lá. Por quê? Porque não atingem a pontuação, porque têm os rendimentos baixos. Mas depois há outras que também não atingem porque já têm alto.
E, portanto, a janela é muito estreita.
É. E complicada. Estreita e complicada, isso temos que ser realistas. Eu, já agora, gostava de aproveitar para fazer uma coisa que também gostava de ver no bairro da Boa Vista e nos bairros por aí fora, mesmo bairros que não são ditos sociais, porque existem problemas sociais em todos, que são as residências assistidas. A residência assistida, nós temos no bairro Padre Cruz, para mim foi dificílimo, porque eu cheguei a ir pregar a par do padre na igreja, a explicar quão importantes são aquelas residências, porque quem está ainda vivo, capaz de gerir a sua própria vida, a partir dos 65 anos, pode ter ali uma resposta de habitação e de acompanhamento.
Para alguns cuidados essenciais.
Era. E não é um lar. Mas, por exemplo, mesmo no bairro, aquilo a ser construído, eu a falar e a dizer: "Com certeza que nós não vamos a querer o vosso mal, queremos é o bem." Eu continuo, é um bocado meu cavalo de batalha, mas era para todos os bairros e para todas as freguesias. Porque não tem a ver com os rendimentos, porque as pessoas ali pagam de acordo com o seu rendimento e, portanto, uma pessoa pode até ter alguns trocos, mas pode não ter, se calhar, até uma resposta deste tipo, ter acesso, e ali tem no seu bairro.
Muito bem. Vamos fechar aqui este episódio. Resta-nos agradecer à Elisete Andrada, Anabela Rebelo. Parabéns também pelo vosso trabalho social, que é um trabalho magnífico e que é necessário como cola nesses bairros e como interface com entidades, as Gebalis, as câmaras que muitas vezes não são fáceis de entender os critérios e os procedimentos e, portanto, vocês fazem um trabalho de terreno fantástico, ficou muito bem espelhado aqui. Obrigado a ambas. Este episódio de Bairros com História termina aqui. Eu sou o Paulo Ferreira e voltarei brevemente com mais convidados e outros protagonistas do PER, o Plano Especial de Realojamento, que faz 30 anos. Até lá.