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Deixar o dinheiro parado pode não ser a melhor opção, mas dar os primeiros passos no mundo dos investimentos também pode parecer um bicho de sete cabeças. Para nos ajudar nesse caminho e acabar com os mitos do mercado, está de volta a Big Investor Week, de 26 a 30 de outubro, cinco dias inteiramente dedicados à literacia financeira e aos investimentos, com 14 sessões online e totalmente gratuitas. Para nos dar em primeira mão todos os detalhes e o que podemos esperar desta nova edição, tenho hoje aqui comigo o Eduardo Nunes, é subdiretor de intermediação financeira do BIG, Banco de Investimento Global. Muito obrigado por teres vindo, Eduardo. Vamos começar a olhar para esta edição da Big Investor Week, que tem como lema: "Investir não é adivinhar, é perceber". O grande objetivo, imagino, da Big Investor Week deste ano, é que, de facto, não fiquemos às escuras no que toca ao mundo dos investimentos.

Exatamente, sem dúvida. O objetivo da Big Investor Week é ajudar as pessoas a ganhar mais conhecimento sobre o universo do investimento, para que consigam tomar as decisões mais informadas possível ao longo de toda essa mesma jornada. Mais do que tentar prever o que vai acontecer nos mercados financeiros, que é sempre uma postura um tanto utópica, procuramos que os participantes ganhem diferentes perspectivas sobre temas e que conheçam várias estratégias e várias tendências que os possam ajudar a refletir sobre o plano de investimento, que faz mais sentido tanto para os seus objetivos como também para o seu perfil. Acreditamos, logicamente, que investir não é adivinhar, nem tentar adivinhar. É tentarmos perceber melhor todas as opções disponíveis que temos para podermos decidir com consciência e de forma adequada a nós próprios.

E uma das grandes novidades do programa deste ano, Eduardo, é que me parece que ele foi desenhado quase como uma jornada adaptada a vários perfis de investidores, não é?

Exatamente, é isso mesmo. É um caminho pensado exatamente dessa forma, moldado dessa maneira. Procuramos construir um programa que acompanhasse a evolução, que seja o mais natural possível para um investidor. Por isso, reunimos especialistas de diferentes áreas do investimento e organizamos as sessões de forma a responder a diferentes necessidades e também a diferentes níveis de experiência, que sabemos que vão de um espectro de bastante pouca experiência ainda, à maior literacia. Por isso, há sessões para quem está a dar os primeiros passos e quer perceber quando faz sentido passar da poupança ao investimento, mas depois também teremos muitos outros conteúdos muito interessantes para investidores mais experientes, que procuram aprofundar temas. Alguns exemplos concretos: inteligência artificial, geopolítica, macroeconomia, dividendos ou até estratégias para gerirmos dinamicamente o nosso património. A ideia é que cada participante encontre sempre os temas mais relevantes possíveis para a fase em que se encontra hoje e para os seus objetivos futuros.

Vamos então abrir um pouco o livro do programa, porque a semana arranca na segunda-feira, dia 26. O que é que destaca, Eduardo, neste arranque?

Logo no primeiro dia, começamos por olhar para uma questão que eu considero crítica e talvez até a mais crítica de todas, que é como passar da poupança ao investimento. Consideramos que isso, inclusive para o nosso público, é um tema particularmente relevante e quais os sinais que podem indicar que estamos preparados para dar esse passo muito importante, não só para o nosso dinheiro, como também a nível psicológico. Ao longo desse mesmo dia, também vamos ter temas como rendimento periódico, novo mapa dos investimentos, que é uma sessão que procura explicar como as grandes transformações, sejam elas econômicas, tecnológicas, geopolíticas, estão a redesenhar os mercados e o que isso pode significar para os investidores ao longo dos próximos tempos.

Eduardo, a inteligência artificial é um tema do momento. Também marca presença no programa, de resto, com duas sessões, creio que na terça-feira, dia 27. Que abordagem a essa tecnologia vai ser feita nestes painéis?

Sim, inteligência artificial é algo absolutamente incontornável, seja nos mercados financeiros, seja cada vez mais na nossa vida e na sociedade. Diria mesmo que é uma das tendências mais transformadoras da atualidade em termos seculares e por isso vamos abordá-la sob duas perspectivas que achamos serem complementares. Numa das sessões, vamos olhar para o impacto da IA na economia e nos mercados financeiros e vamos tentar salientar e destacar algumas oportunidades, quais os principais tópicos de interesse, mas também alguns riscos e desafios associados a esta transformação. E noutra sessão, tentamos adotar uma perspectiva ainda mais prática e vamos tentar mostrar de que forma a inteligência artificial pode ser utilizada na análise de empresas e a ajudar o investidor a tomar decisões de investimento, explorando tanto o seu potencial, que é enorme, como também destacando ainda algumas limitações naturais.

100 mil euros é um grande marco para a maioria dos pequenos investidores, mas não é impossível de lá chegar. Creio que esta é uma das mensagens de uma das sessões do programa deste ano.

É uma das principais mensagens até do programa como um todo. Os 100 mil euros representam um marco importante, porque muitas vezes são associados a uma mudança na forma como olhamos para o nosso patrimônio e também, principalmente, na forma como o gerimos. Nessa mesma sessão em concreto, vamos falar sobre diversos bons hábitos, escolhas e estratégias que contribuem de forma muito ativa, seja na gestão prática do nosso dinheiro, seja também ao nível psicológico, para construirmos o nosso patrimônio ao longo do tempo. E é importante frisar, os 100 mil euros, especificamente, mais do que um valor em si, o que interessa mais é perceber de que forma é que esse marco acaba por nos ajudar a tomar decisões diferentes de decisões que tomávamos quando estávamos noutra fase financeira.

Há aqui ainda uma sessão dedicada, em particular, aos Estados Unidos da América. Um bom conhecimento geopolítico é um bom aliado do investidor.

Sempre. Os mercados não vivem isolados da realidade econômica e política. Os Estados Unidos continuam, logicamente, a desempenhar um papel central, crucial na economia global e muitas das decisões que são tomadas nos Estados Unidos acabam por ter um impacto muito significativo, tanto nas empresas, em diversos setores de atividade e nos mercados financeiros como um todo. Ações, obrigações, matérias-primas, entre outros. Por isso mesmo, compreender o contexto geopolítico e também macroeconômico é muito importante para ajudar os investidores a perceber melhor os riscos, as oportunidades e em que tendências principais estamos.

Eduardo, só para terminar, as inscrições nestas sessões, pelo que percebi, são online, são gratuitas. Posso inscrever-me, seja eu cliente Big ou não? E já agora, onde é que eu posso fazer?

Sim, todas as sessões são gratuitas e abertas tanto a clientes como a não clientes do Big. Basta aceder à página do Big, consultar a agenda e fazer a inscrição nas sessões que mais lhe interessarem. São sessões online, o que permite participar a partir de qualquer lugar.

Eduardo, muito obrigado pela sua presença e por este resumo desta nova edição da Big Investor Week, que de resto vamos continuar a acompanhar ao longo dos próximos dias aqui também na Rádio Observador. Eduardo, boa semana e bons investimentos.

Muito obrigado e igualmente.