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Este é o Som da Boa Moeda, uma moeda com o Paulo Ferreira e hoje há um pequeno alívio do preço dos combustíveis.

É verdade.

Qual se nota?

Nota-se muito pouco, sobretudo se olharmos para a situação de subidas nas últimas semanas. O gasóleo esta semana desce €0,05 aqui nos valores de referência. Preparem-se para a gasolina: €0,02.

Vou já marcar uma viagem.

€0,02 de redução. Isto coloca os preços de referência do gasóleo e do diesel na casa de €2,16 por litro e a gasolina, um pouco mais abaixo, mas ainda acima dos €2,00, €2,095. Não chega a €2,10, está quase. O que significa que os preços continuam elevados e continuamos neste sobe e desce em função dos acontecimentos no Golfo.

E nunca mais vão voltar àquilo que eram antes disto.

É difícil. Pelo menos a reposição da capacidade de refinação, que tem sido muito afetada e que é uma das razões para a subida dos combustíveis, vai demorar mais tempo. Isto é, é mais difícil repô-la do que, por exemplo, abrir o Estreito de Hormuz, que é uma decisão quase política e bélica e não industrial. Mas vamos continuar a pagar os combustíveis mais caros e a discussão sobre o assunto vai manter-se, certamente.

E Paulo, vai haver mais apoios para o gás.

Para o gás. Estamos a falar da botija de gás solidária, aquele projeto que antes se chamava bilha solidária. Agora mudaram para botija de gás solidária, não se percebe porquê.

Também não se percebe.

Exatamente.

Estava tão bem como estava.

O Governo prolongou esse apoio até dezembro, com um apoio de €25 por botija, por garrafa. Este apoio existe desde 2022, isto é, desde o anterior surto de subida de preços de combustíveis e de energia, neste caso. Na altura começou por €10 e foi subindo. Agora está nos €25 e está limitado a duas botijas por mês para as famílias vulneráveis. O processo não é fácil, é preciso provar o estado de necessidade, este caráter vulnerável das famílias.

Portanto, muita burocracia provavelmente aí envolvida.

Alguma burocracia sobre moradas e rendimentos. De qualquer forma, cá está o prolongamento para quem passa por esse calvário burocrático.

E agora que vem o inverno, que é mais rigoroso.

Sem dúvida. E é mais difícil, de facto, montar apoios no caso de garrafas, que as pessoas vão comprar aos locais de distribuição, nomeadamente aos postos de combustível, e levam para casa, do que quando são sistemas de cobrança de tarifas, por exemplo, a tarifa de eletricidade, que também tem o tarifário social, aí é mais fácil de intervir do que aqui.