Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Boa Moeda, Má Moeda", edição para quarta-feira, 22 de julho, com as notícias que mexem com o nosso bolso. Olá, Judite.
Olá.
Judite, hoje vamos começar com uma recomendação da Autoridade da Concorrência.
É isso. A Concorrência recomenda ao Banco de Portugal que crie um comparador das taxas de remuneração dos depósitos pagos pelos bancos para incentivar a mobilidade dos clientes entre instituições financeiras e, assim, melhorar a concorrência. A sugestão faz parte da versão final de um estudo a que a Lusa teve acesso e que inclui 17 recomendações dirigidas ao Banco de Portugal e aos legisladores, ao governo, ao Parlamento, para diminuir os custos de pesquisa e comparação dos produtos bancários. No estudo, a Concorrência diz que os depósitos são a principal fonte de financiamento dos bancos e o principal instrumento de poupança das famílias e das empresas. E em Portugal, a remuneração dos depósitos a prazo está em níveis inferiores à média ponderada da zona euro e a concorrência leva a que os bancos ofereçam taxas mais elevadas. Atualmente, o portal do cliente bancário do Banco de Portugal inclui uma ferramenta que permite aos consumidores comparar as comissões dos serviços associados às contas de pagamento. A Autoridade da Concorrência propõe que o supervisor pondere o alargamento do âmbito do comparador de comissões no sentido de incluir produtos de poupança. Em relação à ferramenta que já existe, considera necessário que o comparador inclua todos os elementos das ofertas bancárias, que sejam introduzidos filtros personalizados e melhorada a forma como os resultados do exercício de comparação são apresentados. No caso dos depósitos, o estudo refere que são uma importante fonte de financiamento dos bancos, valendo 73,8% dos ativos dos bancos, com as poupanças dos clientes particulares a representarem a maior parte dos depósitos totais dos bancos. No caso dos particulares, a taxa de juro de novos depósitos a prazo até um ano atingiu 1,37%, o que compara com a média da zona euro, que é de 1,77%. Entre as 17 recomendações do estudo, a Autoridade da Concorrência refere que o banco central deve definir obrigações de informação aplicáveis às contas pacote e às ofertas combinadas, com a eventual disponibilização de um indicador padronizado do custo total das ofertas agregadas.
E agora vamos falar da distribuição dos pontos de acesso a numerário em Portugal. Falas das caixas Multibanco e mais um estudo do Banco de Portugal.
É exatamente isso. Falamos das caixas automáticas ou das agências bancárias.
Ou ATMs, como também se diz agora.
Ou ATMs, como se diz, é isso, que continuam a mostrar que vivemos num país desigual. Segundo o estudo do Banco de Portugal, a cobertura da rede de acesso no país é quase integral, com 95% da população a dispor de um ponto de acesso a notas e moedas a menos de 5 km por via rodoviária da sua residência e 99% a ter esse acesso a menos de 10 km. Mas, em 40% das freguesias do país, ainda não há nenhum ponto de acesso a dinheiro físico. O estudo do Banco de Portugal conclui que no final de 2025 existiam em Portugal quase 18 mil pontos de acesso ao numerário. No que toca a caixas automáticas, Portugal é o país da União Europeia com o maior número de caixas por habitante. O Banco de Portugal conclui que, apesar desta grande cobertura do território, existem fragilidades. Por exemplo, os 20 municípios com maior número de pontos de acesso têm no total tantos pontos como os últimos 268 municípios juntos. E 80% dos pontos de acesso a numerário estão em freguesias que representam apenas 20% da superfície do país. Das 3092 freguesias do país, 40% não dispunham de nenhum ponto de acesso. A maioria, 90%, situava-se em áreas rurais. Cerca de 700 mil pessoas, é 7% da população nacional, residiam nestas freguesias, tendo de sair da área da residência para conseguir obter dinheiro e muitos sem meios de transporte para isso. Nos distritos de Bragança e Vila Real, mais de 40% da população vivia em freguesias nestas condições. Nas freguesias sem qualquer ponto de acesso, 67 situavam-se a mais de 15 km do ponto mais próximo, concentrando aproximadamente 16 mil residentes, é 0,2% da população nacional. E existiam 15 freguesias cuja distância média ao ponto mais próximo de acesso excedia 20 km.
É verdade, e parece que o Conselho de Vinhais, em Trás-os-Montes, é o que tem a união de freguesias com o ponto até ao Multibanco maior. Mais de 30 km terão de ser percorridos para chegar a uma caixa Multibanco.
Isto é muito.
Isto, de facto, mostra um país desigual e como a desertificação tem afetado também o território. Está feito o "Boa Moeda, Má Moeda", com a Judite de França. Amanhã está de regresso às manhãs 360, com as notícias que mexem com o nosso bolso. Até amanhã, Judite.
Até amanhã.