Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Esta é a Boa Moeda, Má Moeda das manhãs 360. Paulo, o cabaz alimentar desceu ligeiramente em relação à semana passada.

É verdade, um bocadinho contra aquilo que tem sido o debate público, mas também estamos a falar de uma semana e estamos a falar de uma descida mínima. Estamos a falar daquele cabaz de 103 bens essenciais que a DECO acompanha há alguns anos, desde 2022, e que desceu 1,86 € na última semana, está na casa dos 254 € agora. Segundo os dados da DECO Proteste, de facto, no início do ano, para comprar o mesmo cabaz, os consumidores gastavam menos 12,28 €, ou seja, menos 5%, números redondos. Podemos dizer então que desde o início do ano, este cabaz, que é um cabaz próprio da DECO, tem uma inflação de 5%. Se recuarmos um ano, portanto a setembro do ano passado, na altura custava menos 4,8%, portanto, temos aqui uma inflação à volta dos 4,8%, 5%, nos últimos 12 meses. Agora, quando nós olhamos para o início de 2022, quando este conjunto de produtos começou a ser seguido, aí há uma diferença grande, há uma diferença de 35%. Mas atenção que este período apanha já aquele período de forte subida da inflação logo depois da invasão da Ucrânia e agora este novo ressurgimento. Nós chegamos a ter inflação acima dos 10% depois da invasão da Ucrânia.

Incrível.

10,1%, se não me engano, foi o recorde. E agora estamos com 3,3%. Portanto, um terço.

Passou realmente pouco tempo. Eu não tinha ideia que a inflação tinha chegado aos dois dígitos.

Chegou. Subiu muito e depois desceu também muito depressa. Aliás, a inflação chegou a níveis que nós em Portugal já não tínhamos desde o início dos anos 90, do processo de desinflação dessa altura. E portanto, cá temos também estes 35% a darem conta disso, de que nos últimos quatro anos houve uma forte subida de preços.

Paulo, entretanto, há um novo comparador de salários.

Comparador de salários, o que é isto? É uma ferramenta para saber de cada um de nós, ou pelo menos em profissões em que os dados de mercado sejam mais frequentes, saber se o nosso salário está alinhado com aquilo que é a prática de mercado. É um comparador lançado por uma consultora de recursos humanos, a ACE. O objetivo, de facto, é ajudar cada um dos trabalhadores, dos empregados, a descobrir se ganham acima ou abaixo da média em Portugal. A utilização é simples, é rápida, é gratuita também. No fundo, basta introduzir alguns dados básicos, como obviamente a profissão, os anos de experiência, a área de especialização, a região onde se trabalha e também o salário bruto anual. E depois o sistema faz um cálculo do valor de referência para o perfil de cada um e depois diz-nos se o nosso salário está acima ou abaixo dessa referência. No fundo, o que o sistema utiliza são as referências, os benchmarks salariais feitos pela própria ACE, pela própria empresa, de acordo com o conhecimento que tem do mercado. Por exemplo, um profissional da área comercial no retalho de moda, portanto, no comércio a retalho de vestuário, com a função de supervisor de loja, com um salário bruto anual de 30 mil € em Lisboa, este caso está acima da média de mercado. A média de mercado ronda, também não está muito abaixo, os 29 mil €. Mas dá para perceber, de facto, como é que isto funciona. Por quê? Porque a remuneração de facto continua a ser um dos principais motivos para mudar de emprego. De acordo com a ACE, com esta consultora, cerca de 44% dos profissionais qualificados mudaram de função ou mudaram de carreira no último ano, e a procura por melhores salários e por um avanço mais rápido em termos profissionais está, claro, no topo das motivações para isto. E com este simulador, a consultora pretende também aumentar a transparência no mercado de trabalho, além de recolher mais dados ainda para melhorar estas ferramentas que, no fundo, acabam por depender muito da quantidade de dados que lá são colocados. Portanto, se quiserem perceber se estão acima ou abaixo da média, obviamente em profissões.

Têm que colocar.

Têm que colocar lá.

Os seus próprios dados.

Exato. E em profissões que tenham, de facto, uma dimensão de mercado que permita ter referências.