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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista o que dizem os jornais em Portugal e do mundo. A edição hoje é do jornalista Ricardo Lopes. Ricardo, ontem ficámos a saber que o Futebol Clube do Porto pode ser campeão já este sábado. Há já bilhetes à venda ilegalmente.

Há bilhetes à venda a mais de € 1.000. À venda na candonga, é desta forma que noticia o Jornal de Notícias. O Futebol Clube do Porto já tinha anunciado lotação esgotada para o encontro contra o Alverca, mas nada no desaire de ontem do Sporting aumentou ainda mais a procura, visto que se trata agora de um eventual jogo do título. Nestes eventos há sempre quem se movimente pelo mercado paralelo, que antigamente acontecia mais à porta dos recintos e passou agora para o mundo virtual. Ora, o Jornal de Notícias dá conta de bilhetes à venda em vários sites, maioritariamente para os topos do Estádio do Dragão, ou seja, com uma vista menos privilegiada, mas ainda assim os preços vão até aos €350. Já nas bancadas centrais, os valores disparam e há vários a rondar os €600.

Já o jornal Público dá-nos conta de números preocupantes em Portugal. Cerca de 3 mil crianças e jovens vivem em condições de insalubridade.

Dados que fazem manchete no Público, oriundos do relatório da Garantia para a Infância, 3036 foi o número de crianças ou jovens que foram identificados como sem-abrigo durante o ano de 2024. Um dos indicadores avaliados é a escassa habitação social, o que leva várias famílias a viverem em tendas, barracas e em casas degradadas. O relatório sublinha que a cota de crianças em risco de pobreza, que enfrentam sobrecarga de custos habitacionais em Portugal, está entre as maiores da União Europeia. O texto dá-nos ainda conta de uma meta: retirar até 2030, 161 mil crianças da pobreza.

E olhamos ainda para o Diário de Notícias, que apresenta um estudo sobre o uso de ketamina para tratar a depressão.

Exatamente, é um estudo português que resulta de uma tese de mestrado. Esta experiência avaliou a evolução de 98 doentes com depressão resistente antes e depois de um programa de psicoterapia de 10 sessões com uso controlado de ketamina. Os resultados mostram reduções clinicamente relevantes na ansiedade e na incapacidade funcional. Ora, Paulo Cleto Duarte, farmacêutico e também fundador da clínica onde foram realizadas as sessões, destaca que os resultados mantêm-se consistentes, mesmo depois dos doentes terem terminado o tratamento já há mais de um ano. Este estudo segue agora para o circuito científico internacional e a expectativa de Paulo Duarte é elevada. Garante que o trabalho é sólido, com bastantes dados e tem uma validade académica robusta.

E fica por aqui a revista de imprensa nacional. Faz hoje dois dias que o pagão que deixou a Península Ibérica às escuras, aqui ao lado, em Espanha, o jornal El Mundo fala numa resposta excecional num dia que também o foi.

Exatamente. Faz hoje dois anos. Isto é a premissa para contar a história de Clodoaldo Rodríguez, chefe da central hidroelétrica de Aldeadávila, que há precisamente dois anos passou o dia a entrar em prédios para ver se havia pessoas presas no elevador. Nada, e neste artigo é sublinhado que o sistema espanhol teve uma recuperação exemplar do ponto de vista técnico e em parte graças também à resposta dos cidadãos. Em nova conversa com o El Mundo, Rodríguez explica que mal as luzes foram abaixo, iniciaram o protocolo previsto no plano de reposição do serviço para que o pessoal da central fosse imediatamente responder às necessidades e começar a arrancar os outros grupos de geradores de outra central com a capacidade de arranque autónomo. Isto acabou por ser essencial para repor o sistema elétrico. Este artigo, que faz capa no El Mundo, detalha bem as várias fases da resposta, um dia que, como bem sabemos, foi muito atípico.

E o The Garden dá destaque ao encontro do rei Carlos III com Donald Trump.

Visita que assinala os 250 anos da independência norte-americana do domínio britânico. Acontece numa altura também de alguma tensão diplomática entre Washington e Londres. Ainda não se deixaram ver muito, praticamente todos os momentos da agenda desta segunda-feira aconteceram longe das câmaras e também dos olhares dos jornalistas. Os membros da realeza posaram para fotografias com o presidente e também com a primeira-dama no início da visita de Estado, antes de entrarem para um chá privado. Seguiu-se depois num convívio no jardim da residência do embaixador britânico, onde estiveram presentes vários responsáveis da administração Trump, como o secretário do Tesouro norte-americano. O monarca britânico ainda não falou aos jornalistas desde que aterrou em solo americano, no entanto, é esperado que o faça hoje num discurso no Congresso.

E destaque também para o New York Times, que dá destaque a Donald Trump e à guerra com o Irão. O presidente dos Estados Unidos não está contente com a proposta de Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz.

De forma cética. É desta forma que Donald Trump olha para esta nova proposta do Irão. A proposta passa pelo fim do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos, mas deixa de lado as questões sobre o que fazer com o programa nuclear do Irão. Só que Donald Trump recusa-se a dar o braço a torcer pela principal exigência dos Estados Unidos, pôr fim ao enriquecimento de urânio, assegurando deste modo que o Irão não vai produzir uma arma nuclear. De acordo com o New York Times, que cita fontes próximas do presidente, Donald Trump não está de todo satisfeito com esta proposta. Já o The Wall Street Journal avança que os Estados Unidos devem apresentar já nos próximos dias uma resposta formal e também novas condições ao Irão, mantendo assim a via diplomática aberta, apesar deste ceticismo quanto a esta mais recente proposta iraniana.

Os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com edição do jornalista Ricardo Lopes. A conferência de imprensa regressa já amanhã.