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Conferência de imprensa da Rádio Observador com o jornalista Miguel Gato. Miguel, bom dia.
Bom dia, João.
Vamos começar esta ronda pela imprensa nacional, pelo jornal Público e com as novas medidas do governo para a entrada no ensino superior.
O Executivo quer níveis mínimos de literacia, cálculo e inglês para que um aluno possa ingressar na universidade. Esta proposta de novo regime já foi entregue às instituições de ensino superior. O setor ainda está a analisar e vai emitir pareceres em breve. O Público falou com o presidente do Conselho de Reitores, Paulo Jorge Ferreira, que reconhece que a proposta tem aspetos positivos, mas afirma que sem alterações profundas, esta proposta não vai servir os interesses nem o futuro do ensino superior. Já Luís Loures, que é presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, diz não entender o que se pretende com esta proposta.
E continuamos a falar de educação, Miguel. O Diário de Notícias escreve que a Nova SBE vai avançar com um divórcio com a Universidade Nova de Lisboa.
Após a polêmica sobre o uso do inglês na instituição, a Nova SBE pretende pedir ao governo a independência face à Universidade Nova de Lisboa. O argumento: o instituto alega que tem poder de competir com os congéneres internacionais.
Na capa do Jornal de Notícias: mais de mil famílias pediram para suspender o pagamento do crédito à habitação.
Isto por causa das tempestades que atingiram sobretudo o centro do país. A maioria das solicitações de moratórias foi aceita pela banca. É o que diz esta manhã o JN, que adianta também que cerca de duas mil empresas recorreram a empréstimos à banca para a reconstrução de casas.
E continuamos a olhar para a imprensa nacional. O Correio da Manhã, Miguel, conta que a guerra no Médio Oriente faz disparar os juros dos certificados de aforro.
Vai voltar a subir em abril, depois de três meses seguidos em queda, passa a fixar-se nos 2,14%, com a incerteza causada pelo conflito, pela guerra no Médio Oriente, a refletir-se no avanço das taxas Euribor. A remuneração dos certificados vai dar o maior salto desde fevereiro de 2023, ou seja, dos últimos três anos. Se por um lado, o avanço da taxa Euribor é uma boa notícia para os investidores dos certificados de aforro, por outro lado, diz o Correio da Manhã, vai também contribuir para a subida das prestações do crédito à habitação.
Hoje é sexta-feira, Miguel, destaque também para a capa do semanário Expresso e para um artigo do antigo presidente da República e antigo primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva.
Que pede coragem ao governo para reformar o país, apesar de reconhecer o contexto difícil, por comparação com o Executivo que liderou no passado, e também pede firmeza para travar o crescimento do Chega, um partido sem credibilidade e de quem Francisco Sá Carneiro estaria bem longe. É o que diz Aníbal Cavaco Silva neste artigo no Expresso. E apesar das preocupações com o Chega, o PS também é fortemente criticado pelo antigo presidente da República. Para o antigo também primeiro-ministro, o partido de José Luís Carneiro não tem vontade de reformar e está enrodilhado em preconceitos ideológicos.
Já na imprensa internacional, Miguel, o Wall Street Journal tem hoje um artigo que faz uma espécie de balanço desde o início da guerra no Médio Oriente.
O jornal escreve que os Estados Unidos e Israel estão a bombardear a ameaça real de mísseis nucleares do Irão, mas que ainda não conseguiram eliminar esta ameaça, ao contrário do que diz o presidente norte-americano Donald Trump. Ainda que em pequeno número, estas armas estão a ajudar Teerão a atingir os objetivos de guerra, prolongar o conflito, aumentar os custos económicos para os Estados Unidos e também os aliados dos países do Golfo e ainda faz com que o Irão esteja a sobreviver para eventuais outras guerras.
E antes de fecharmos a conferência de imprensa, vamos à guerra da Ucrânia. Vladimir Putin está a pedir aos oligarcas russos para que financiem o orçamento de defesa do país, que está, Miguel, a diminuir.
Sim, notícia em destaque no Financial Times. Pelo menos dois empresários disseram a Putin que estariam dispostos a contribuir para o orçamento de defesa, após conversas tidas durante o dia de ontem. Este orçamento está a diminuir devido aos gastos da guerra, que aumentaram 42% desde o início do conflito, que começou há mais de quatro anos. O mesmo jornal indica ainda que Vladimir Putin deve prolongar a guerra até que Moscovo assegure o controle das áreas restantes da região do Donbass, no leste da Ucrânia, que ainda não estão sob o domínio do Kremlin.
Alguns destaques da imprensa nacional e internacional com o Miguel Gato. A conferência de imprensa está de regresso, mas apenas na próxima segunda-feira.