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Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Matilde Malva Sabino. E Matilde, começamos com o Jornal de Negócios: só 9% das empresas em Portugal têm uma produtividade elevada.
Os dados resultam de um estudo desenvolvido pela Informa D&B, em parceria com o jornal, que analisou cerca de 170 mil empresas em Portugal. Segundo o relatório, só 16 mil empresas atingem o patamar mais elevado de produtividade global. Os setores com melhores resultados são os serviços empresariais, construção e tecnologias de informação. Já a produtividade do trabalho teve o pior desempenho nos últimos cinco anos, com um crescimento anual de apenas 0,2%. O estudo conclui que o modelo econômico do país e a capacidade de atrair investimento estrangeiro continuam a influenciar a competitividade das empresas portuguesas.
Passamos agora para o jornal Público. Em manchete, o pedido do Ministério Público para que Ricardo Salgado não cumpra cadeia pelos crimes que alegadamente praticou.
O procurador Rui Batista considera que, devido ao Alzheimer que sofre o ex-banqueiro, seria inútil aplicar uma pena que o arguido já não consegue compreender. O Ministério Público propõe uma pena única de 11 anos, mas suspensa, com a entrega de relatórios médicos semestrais ao tribunal. Uma perícia do Instituto de Medicina Legal concluiu que Ricardo Salgado está incapaz de perceber a relação entre os crimes e a punição. Os advogados do antigo presidente do BES concordaram com a suspensão da pena. A decisão do tribunal vai ser conhecida daqui a uma semana no Campus de Justiça, em Lisboa.
Olhemos ainda para o Diário de Notícias, que destaca que Portugal entra em dias críticos de calor e a área ardida já é o dobro face a maio do ano passado.
Desde janeiro, já arderam mais de 10 mil hectares, o dobro da área registrada no mesmo período do ano passado. O Algarve apresenta oito conselhos em risco máximo de incêndio e várias autarquias reforçaram medidas de prevenção. Em Leiria, os municípios vão proibir queimas e queimadas até 30 de setembro, devido ao elevado risco florestal. Também Lisboa aumentou o grau de prontidão da Polícia Municipal e dos bombeiros perante a previsão de noites tropicais. As autoridades apelam à população para evitar comportamentos de risco e seguir todas as recomendações da Proteção Civil.
Vamos ainda à imprensa internacional e continuamos a falar sobre as temperaturas altas, Matilde, que estão a deixar a Europa Ocidental sob alerta. Em França, vive-se uma onda de calor sem precedentes. Esta é a manchete desta manhã do Le Monde.
França registrou ontem o dia mais quente de sempre para o mês de maio. Os dados são da Météo-France. As temperaturas ultrapassaram os 35 °C em várias regiões e 13 departamentos franceses estão hoje sob aviso laranja. O climatologista Christophe Cassou diz que se trata de um fenômeno inexplicável causado pelo uso excessivo de energias fósseis, ou seja, teria sido praticamente impossível atingir-se estas temperaturas tão cedo no ano sem o aquecimento global provocado pela atividade humana. O especialista defende, por isso, uma redução urgente das emissões de gases com efeito estufa e uma maior adaptação às alterações climáticas.
Já o espanhol El Mundo destaca esta manhã o plano Z, de Zapatero, que Nicolás Maduro não implementou antes da intervenção de Donald Trump.
Documentos apreendidos pela Justiça espanhola revelam alegados planos políticos de José Luís Rodríguez Zapatero para reforçar a legitimidade do regime de Maduro na Venezuela. O chamado plano Z incluía propostas como uma anistia, reformas constitucionais e integração de figuras independentes no governo. As anotações foram encontradas na agenda de Julio Martinez, conhecido como Julito, como o alegado testa de ferro do antigo primeiro-ministro espanhol. Algumas destas medidas estarão agora a ser aplicadas por Delcy Rodríguez. Zapatero admitiu que parte do plano não foi aceito por Maduro, que preferiu intensificar a repressão sobre os opositores.
Vamos ainda aos Estados Unidos, à manchete do New York Post. Escreve que a ex-procuradora-geral Pam Bondi foi diagnosticada com câncer na tireoide pouco depois de ter sido demitida por Donald Trump.
Pam Bondi, de 60 anos, já iniciou o tratamento e está em recuperação. A antiga responsável do Departamento de Justiça deverá agora integrar um comitê consultivo da Casa Branca dedicado à inteligência artificial. Nas redes sociais, várias figuras próximas elogiaram a forma discreta como Bondi enfrentou a doença. O jornal sublinha que o câncer da tireoide apresenta uma taxa de sobrevivência superior a 98% nos primeiros cinco anos após o diagnóstico.
Conferência de imprensa com a Matilde Malva Sabino.