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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos saber o que contam os jornais em Portugal e no mundo. A edição de hoje é com o jornalista João Gama. Bom dia.

Bom dia, Nadine.

E o governo não vai alterar o calendário da privatização da TAP, apesar da crise que o setor da aviação está a atravessar.

É uma garantia de Miguel Pinto Luz, ministro que tem a tutela da companhia aérea. Isto apesar da brutal subida dos custos, fruto da subida do preço do barril de querosene, um derivado do petróleo. O governo mantém tudo no que diz respeito aos calendários de privatização da TAP, previsão é que esteja concluído até julho de 2026 o processo que se foca na alienação de uma posição minoritária de até 49,9% do capital da transportadora. Isto apesar de ainda na semana passada a Bloomberg ter noticiado que a IAG, a dona da British Airways e da Ibéria, ter ponderado abandonar a corrida pela compra da TAP. É o destaque da edição de hoje do Jornal Económico.

E já o Público destaca as conquistas de Portugal nos Mundiais de Atletismo, mas a manchete fala-nos do aumento de famílias que estão a procurar alternativas ao ensino tradicional.

Com o título, Nadine: "Famílias procuram ensino doméstico fora da lei e inspeção abre uma sequência de inquéritos". O jornal Público escreve hoje que há famílias em Portugal a recorrerem a ensino doméstico e a programas internacionais que estão fora do sistema legal e que deixam crianças sem matrículas em escolas reconhecidas. Apesar das regras que foram implementadas em 2021, há casos sinalizados de abandono escolar e por isso foram abertos inquéritos a duas entidades que apoiam estes mesmos alunos, a Clonara e uma associação em Mafra, que têm modelos de ensino que vão contra a lei nacional. Já na fotografia principal da edição de hoje, podemos encontrar, Nadine, uma fotografia de Ágate Sousa, uma das medalhas de ouro nos Campeonatos de Atletismo de Pista Curta, na Polónia.

Vai ser um dos temas do Vamos à Bola, já a seguir. Mas João, continuamos no Diário de Notícias, que destaca um número: 63 milhões de euros por dia.

É o valor que os portugueses jogam por dia nos casinos online. Ou seja, no ano passado, 2025, o volume de apostas em jogo online ultrapassou os 23 mil milhões de euros. São dados do Serviço de Regulação e Inspeção dos Jogos, que está em destaque no DN. Enquanto isto, o Estado encaixou 353 milhões de euros em imposto cobrados precisamente ao setor do jogo.

Nos jornais internacionais, começamos em França, até porque ontem foi noite de eleições autárquicas. O Le Monde escreve que a esquerda perde terreno para a direita, mas mantém os principais bastiões.

Paris, Lyon e Marselha. Por isso, claro, destaque no Le Monde, até porque as reações são diferentes de cidade para cidade. Em Paris, o socialista Emmanuel Gregoire uniu a esquerda para enfrentar a coligação de centro-direita e conseguiu a maior vitória na capital francesa desde 2001. A coligação de esquerda excluiu a França Insubmissa, mas mesmo assim conseguiu ultrapassar a barreira dos 50%. Assim, tudo igual, Paris vai continuar a ser governada pelo centro-esquerda. Em Marselha, a segunda maior cidade francesa, Benoît Payan derrotou decisivamente a extrema-direita, escreve o Le Monde, sem precisar novamente dos votos da França Submissa na ampla coligação de esquerda que liderou. E em Lyon, um suspiro de alívio depois da vitória do autarca dos Verdes, que foi reeleito para um segundo mandato, teve apenas mais 3 mil votos que o candidato de centro-direito. O Le Monde escreve que estas vitórias contraditórias da ala socialista, de costas voltadas para a França Insubmissa, podem abrir frestas na estratégia presidencial da esquerda, que concorreu junta e venceu as últimas legislativas.

Ainda assim, Jordan Bardella canta a vitória. O Le Parisien destaca as declarações do líder da União Nacional, que fala do maior avanço da história do partido de extrema-direita.

Que venceu em cidades como Nice, mas falhou nos principais bastiões do país. Ainda assim, Bardella olha para o copo meio cheio. Vai governar dezenas de municípios, aumenta assim, de acordo com as contas que foram feitas ontem à noite por Marine Le Pen, seis a sete vezes mais cidades do que governava até ontem à noite. Vitórias principalmente simbólicas em redutos de esquerda como Brest, onde venceu precisamente uma coligação de socialistas e da França Insubmissa. Escreve o Le Monde que a União Nacional continua com dificuldades em conseguir os melhores resultados nas cidades de maiores dimensões em França.

E a imprensa italiana destaca o referendo que vai decidir o futuro da justiça no país.

Começou ontem, Nadine, e vai continuar hoje. A votação vai continuar das 07:00 às 15:00. É tema em destaque na La Repubblica e no Corriere della Sera. As urnas foram fechadas ontem à noite com uma votação recorde de 46,7% até às 23:00. Os italianos são chamados às urnas domingo e segunda-feira para decidir um sistema judicial mais eficiente, com mais meritocracia e mais liberdade, como foi projetado por Giorgia Meloni. Já a oposição fala de uma ameaça à independência da Justiça.

São os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a edição do jornalista João Gama. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.