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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques de imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é do jornalista Miguel Pina Andrade. Bom dia, Miguel.

Olá, Carlos. Bom dia.

Vamos começar com o aumento do preço dos combustíveis. É o tema que faz manchete no jornal "Público" de hoje. O preço do gasóleo está há seis semanas mais caro do que o preço de referência do regulador.

E hoje o preço dos combustíveis volta a subir sete cêntimos no gasóleo e 2,5 na gasolina. Os dados oficiais confirmam. O preço médio nas bombas desce mais devagar quando o custo da matéria-prima cai. O que se paga quando se vai abastecer está há quase um mês e meio acima do valor que a ERSE calcula. São resultados de uma análise do "Público" a mais de 2500 preços correspondentes aos vários valores diários registados pela ERSE entre janeiro de 2019 e 5 de julho deste ano. Os dados revelam que as bombas refletem mais rapidamente as subidas do preço do combustível do que as descidas.

Seguimos com o "Diário de Notícias", que dá destaque, Miguel, às mortes por afogamento em Portugal, são mais de 100 nos últimos sete anos.

E nos primeiros dias de julho foram registadas três mortes. A maioria dos casos são de jovens e crianças. De acordo com os dados da Autoridade Marítima Nacional a que o DN teve acesso, todos os incidentes aconteceram em rios. Sandra Duarte, da Associação para a Promoção da Segurança Infantil, diz que as mortes são perfeitamente evitáveis. Os casos aumentam de ano para ano. Ao DN, a diretora técnica da APSI afirma que Portugal não tem uma estratégia nacional coordenada nos moldes recomendados pelas Nações Unidas e aponta falhas na estatística, que está dispersa e por isso recomenda um observatório que permita a integração de várias fontes de dados sobre estes afogamentos.

E o "Jornal de Negócios" dá destaque ao processo de privatização da TAP, afirma que as conversas com os candidatos já estão encerradas.

Os líderes da Air France-KLM e da Lufthansa estiveram em Portugal reunidos com o governo para acertar detalhes antes de avançarem com as respetivas propostas vinculativas pela TAP. As ofertas têm de ser entregues até dia 29 de julho, dois meses depois da visita às instalações da TAP, as duas transportadoras sentaram-se à mesa com o governo, que vai manter uma participação de 50,1%. Este encontro acontece depois do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, revelar que queria avançar com o processo de cogestão com o parceiro privado ainda este ano, após setembro. Depois de tirarem informações da atual equipa de gestão da TAP, nomeadamente as contingências, riscos e estratégias, os grupos quiseram reunir com as pastas responsáveis pela privatização da companhia para perceber quais os planos que o sócio maioritário quer fazer voar no futuro.

O "Jornal Económico" dá destaque à reforma no arrendamento do governo, diz que as rendas congeladas desesperam os proprietários e que os inquilinos apontam os despejos como uma medida oportunista.

O "Jornal Económico" ouviu as posições de várias associações de proprietários e de inquilinos. As alterações do governo vão facilitar os despejos em casos de incumprimento reiterado. Vai também ser criado um novo subsídio social para quem provar não ter condições económicas para pagar a renda. Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, diz que as propostas do governo sobre o descongelamento das rendas são minúsculas e que mesmo em relação aos despejos, falta muito por esclarecer. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses, considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que a parte mais fraca fica ainda mais fraca.

Tempo ainda para olharmos para a imprensa internacional. Nos Estados Unidos, o "Washington Post" e o "New York Times" destacam Lindsey Graham.

O senador republicano morreu este sábado, tinha 71 anos. Lindsey Graham foi opositor de Donald Trump, mas depois tornou-se um aliado incondicional do atual presidente dos Estados Unidos. Foi um defensor convicto da política externa intervencionista norte-americana. O "Washington Post" destaca aquela que chama uma trajetória política notável, com a eleição para a Câmara dos Representantes na conquista do poder pelos republicanos em 1994. Sublinha também o papel de destaque como membro da delegação de acusação no processo de impeachment contra o presidente Bill Clinton. Lindsey Graham morreu este sábado, tinha 71 anos. A causa de morte foi uma dissecção aórtica.

Tudo contado na imprensa nacional e internacional, hoje com o jornalista Miguel Pina Andrade.