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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com o Miguel Gato. Bom dia, Miguel.
Olá, Carlos.
E porque hoje é sexta-feira, é dia de Expresso, o semanário destaca os estragos causados pelo mau tempo.
A série de tempestades deixou um rasto de destruição, mas apesar dos perigos, o país já pensa em reerguer as infraestruturas um pouco por todo o território. O Governo já pediu uma avaliação, mas não diz quais são as obras prioritárias. O Expresso escreve que vai demorar um ano a reconstruir todas as estradas que foram destruídas à conta da intempérie. Os autarcas alertam para o perigo escondido em várias infraestruturas, como pontes, diques, vias e encostas.
Este tema do mau tempo, que é também destaque na capa do Correio da Manhã, Miguel.
Sim, o jornal escreve que a Brisa, a empresa concessionária, ainda não tem prazo para a reposição do trânsito na principal autoestrada do país. Falamos da A1, que ficou completamente destruída no distrito de Coimbra. A estrada está cortada e o Correio da Manhã escreve que o viaduto que desabou foi alvo de obras no ano passado.
Ainda os estragos da intempérie, o Público escreve que a LNEC está sem meios para fazer a avaliação de infraestruturas críticas em apenas um ano.
É o alerta feito pelos especialistas ao jornal Público. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil precisa de recursos para cumprir estes prazos. As empresas de Leiria querem parte do dinheiro dos seguros já e os apoios do Governo falham e as promessas iniciais geram críticas.
Mudamos de tema, Miguel, e passamos para a capa do Diário de Notícias. O Primeiro-Ministro está a realizar com a ministra do Trabalho uma versão mais suave da reforma laboral.
Luís Montenegro e Maria do Rosário Palma Ramalho terão pela frente problemas à vista com a eleição de António José Seguro. O Presidente da República eleito disse na campanha que vetaria uma versão da lei laboral sem acordo na concertação social. Este fator, aliado à menor margem negocial no Parlamento, aconselham alterações ao diploma, sendo que o DN sabe também que a proposta da UGT está ainda longe da do Governo.
E a edição de hoje do Jornal de Notícias dá destaque ao tema da saúde.
7 mil queixas num só ano contra os hospitais privados. O JN escreve que a maioria das reclamações recebidas pela entidade reguladora da saúde contra estes prestadores privados diz respeito à informação prévia sobre custos e também a faturação excessiva.
Agora a imprensa internacional, os Estados Unidos estão a orientar os membros europeus da NATO a intensificarem as capacidades de combate.
O chefe da política do Pentágono disse ontem em Bruxelas, aos ministros da Defesa europeus da NATO, que precisam de assumir a liderança na proteção do continente contra a ameaça russa. Elbridge Colby garante que os Estados Unidos estão a preparar-se para reduzir as forças convencionais na Europa, mas insiste que Washington permanece comprometido com a aliança militar atlântica. É a notícia que faz a esta hora manchete no The Guardian.
Já o Telegraph escreve que a tentativa da BBC de adiar o caso Trump foi considerada sem sentido.
A hipótese foi rejeitada por um juiz nos Estados Unidos, que decidiu que o processo por difamação vai mesmo a julgamento em fevereiro de 2027, ou seja, daqui a um ano, independentemente de novas tentativas da emissora nacional britânica de arquivar o caso. Recordar que Donald Trump interpôs um processo à BBC no valor de 10 mil milhões de dólares. Em causa, uma reportagem sobre a invasão do Capitólio, em que a televisão terá editado de forma enganosa o discurso do presidente norte-americano antes deste incidente em Washington, terá omitido os apelos de Trump para uma marcha pacífica. A BBC já veio pedir desculpa, disse que não voltaria a exibir o programa, mas recusa qualquer pagamento a Trump. Mas se há ou não indenização, isso vai ser decidido em tribunal.
Os destaques da imprensa nacional e internacional com o Miguel Gato. A conferência de imprensa regressa na próxima semana, na segunda-feira. Bom fim de semana, Miguel.
Bom fim de semana, Carlos.