Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Conferência de imprensa da Rádio Observador, o que dizem os jornais de Portugal e do Mundo. A edição de hoje é com o jornalista João Gama. Bom dia.

Bom dia, Nadine.

A Constituição da República Portuguesa faz hoje 50 anos e é precisamente a manchete do jornal Público.

A manchete e a primeira página toda. O Público tem tema único, o aniversário da Constituição, e na primeira página pode ler-se um excerto da lei fundamental: "A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer princípios basilares da democracia, assegurar o primado do Estado de Direito Democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno". É um excerto tirado da Constituição de 76, que celebra hoje o seu aniversário, escreve o Público, entre o desejo da revisão e o medo do revisionismo.

E o jornal Público que traz também o regresso de Luís Marques Mendes ao comentariado político.

É um dos artigos dedicados aos 50 anos da lei fundamental, ao qual se juntam opiniões da esquerda à direita, de Diogo Pacheco de Amorim a António Filipe, incluindo Carlos Guimarães Pinto, António Vitorino e o candidato presidencial Luís Marques Mendes. O ex-líder do PSD discorda do Chega e da Iniciativa Liberal e é mais uma voz a dizer que não considera que seja necessário fazer uma revisão constitucional ampla e profunda neste momento. Para Marques Mendes, hoje não há reforma econômica, social ou do sistema político que careça de uma revisão constitucional, diz que basta vontade de mudar. E alerta que um processo de revisão da Constituição, se existir, só ajudará a alimentar um combate político estéril, quiçá populista e radical, mas não gerará uma única solução estrutural para o país.

Os 50 anos da Constituição são referidos também na edição de hoje do Diário de Notícias, mas o destaque é outro.

A direção do SNS ignora proposta para reduzir tempo de espera nas consultas. O DN escreve que a legislação sobre novos tempos de resposta para consultas nos hospitais, foi rejeitada a proposta do grupo de trabalho que pensou o sistema nacional de acesso a consultas e cirurgias. Um grupo que foi criado há precisamente um ano, que queria consultas em 15 dias, em vez dos atuais 30 para doentes muito prioritários, e 45, em vez de 60, para os doentes prioritários. O DN escreve que ontem foi publicada uma portaria que define os tempos máximos de resposta e está a dar polêmica, porque ignorou os tempos de espera pensados por este grupo de trabalho. Além de ignorar os tempos, as fontes do jornal alertam que a portaria elimina a triagem para a consulta de especialidade, uma alteração já negada pela direção executiva do SNS.

E o JN traz também o tema da reforma antecipada de Mário Centeno em grande destaque.

Se bem, com um novo ângulo, Nadine, as saídas antes do devido tempo no setor da banca, que são regra, e nos últimos dois anos custaram quase mil milhões de euros aos cofres das cinco principais instituições. O levantamento foi feito pelo Jornal de Notícias, que falou com a Deco Proteste, que critica, por seu lado, a falta de trabalhadores nos principais bancos do país, sobretudo nas caixas do interior. É a Caixa Geral de Depósitos quem lidera esta lista de aposentações. Enquanto a pensão de Mário Centeno apanhou muitas pessoas de surpresa e gerou várias críticas, o JN apurou que este é um mecanismo antigo e recorrente. Em 2024 e no primeiro semestre de 2025, foram pagos 871 milhões de euros em reformas antecipadas.

E olhamos ainda para a imprensa internacional. Vamos saber como é que os jornais norte-americanos estão a resumir as declarações de Donald Trump.

E para isso vamos contar com o New York Times, que escreve que no discurso de 19 minutos na Casa Branca, Donald Trump alegou sucesso militar, mas não ofereceu um cronograma claro para o fim da guerra. Sem novidades o discurso do presidente norte-americano, sendo que o mesmo jornal faz também um ponto de situação dos cinco principais objetivos estabelecidos pela Casa Branca para a guerra com o Irão. Donald Trump prometeu destruir a indústria de mísseis do Irão, mas o New York Times escreve hoje que um grande número permanece intacto e por isso os ataques iranianos continuam. Trump prometeu aniquilar a Marinha iraniana e aqui grande parte foi destruída, com destaque para um ataque que aconteceu perto do Sri Lanka no início da guerra contra um dos principais navios iranianos. Trump quis destruir grupos armados apoiados pelo Irão, mas ainda continuam hoje ativos. O New York Times lembra que há cada vez mais a juntar-se à guerra, como aconteceu recentemente com os Houthi do Iêmen. Trump queria que o Irão não tivesse meios de conseguir uma arma nuclear, sendo que, mesmo de acordo com os norte-americanos, os Estados Unidos continuam a acreditar que há urânio altamente enriquecido no país e que enviar tropas para o terreno seria altamente arriscado. Enquanto Trump prometeu lutar pela liberdade do povo iraniano, hoje o regime de Teerão é liderado pelo filho do líder supremo, Ali Khamenei, de uma linha dura, alinhado com a guarda revolucionária, teocrático, autoritário e, acima de tudo, Nadine, antiamericano.

Alguns dos destaques da imprensa nacional e internacional com o jornalista João Gama. A conferência de imprensa está de regresso na próxima semana.