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Está no ar a conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje, desta segunda-feira, é da jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.
Bom dia, Carlos.
Teresa, vamos começar com o jornal Público. Diz que mais de 5 mil agentes da PSP e da GNR estão mobilizados para transportar exames.
Os exames nacionais estão prestes a começar, este ano com uma operação de digitalização de mais de 300 mil provas, mais de 166 mil alunos. A PSP e a GNR foram mobilizados para percorrer o país todo. Em resposta ao Público, a Direção Nacional da PSP considera que este ano a operação associada aos exames nacionais apresenta um grau acrescido de complexidade devido às novas alterações que foram introduzidas no processo.
Passamos para o Diário de Notícias. O número de alunos estrangeiros cresceu em 283%, isto nos últimos 10 anos nas escolas públicas.
O DN foi analisar os dados de um estudo da Fundação Belmiro de Azevedo, o Edolug, que fez um balanço anual da educação. No ano letivo de 2023, 2024, cerca de um em cada sete alunos nas escolas públicas tinha nacionalidade estrangeira. O estudo destaca ainda que as taxas de retenção dos alunos estrangeiros são três a cinco vezes superiores às dos portugueses e, no secundário, atingiram 29%, contra 8,3% para os portugueses. Mais de 80% dos alunos estrangeiros não realizaram as provas finais do nono ano de português e de matemática.
E Teresa, o Jornal Económico fala da Suíça, que pode vir a rejeitar uma proposta para limitar a população a 10 milhões.
Os eleitores suíços votaram este domingo uma iniciativa sobre a possibilidade de o país limitar a população a 10 milhões de habitantes, mas quando os primeiros resultados divulgados pelo governo federal, quase 53% dos eleitores rejeitaram a proposta, perante uma participação nacional superior a 57%. Se aprovada, esta medida teria forte impacto na imigração, que seria restringida. E se aprovada, o governo teria de tomar medidas para limitar o crescimento populacional até 2050, e faria isto por via da imigração.
Fechamos com o Jornal de Negócios. Teresa, as empresas vão passar a ter regras mais fáceis para entrar em bolsa.
O governo aprovou um decreto lei que transpõe normas europeias para simplificar a negociação no mercado de capitais. Passam a haver menos requisitos para entrar. Um deles é a possibilidade de um novo sistema multilateral para pequenas e médias empresas. Outra é uma nova figura de estudos patrocinados por iminentes. O Ministério das Finanças explica que o objetivo é reforçar a transparência, simplificar o acesso à informação e facilitar o financiamento das empresas, especialmente das pequenas e médias empresas.
Aqui os destaques da imprensa nacional. Tempo ainda para olharmos para os títulos internacionais, que esta segunda-feira destacam, sobretudo, o anúncio do acordo de paz entre Estados Unidos e Irão.
O The Guardian diz que os termos e dados do acordo ainda não estão claros, devido a afirmações de ambas as partes que se contradizem. Já o francês Le Figaro destaca a reação do presidente francês, Emmanuel Macron, que avança que os líderes do G7 vão discutir esta segunda-feira a reabertura a longo prazo do Estreito de Ormuz. E nos Estados Unidos, o The New York Times considera que o futuro do programa nuclear iraniano continua por decidir, porque perante a abertura do estreito, a discussão das questões nucleares ficam para mais tarde. Já o The Times of Israel diz que a conclusão do acordo foi impulsionada pelas recentes tensões entre Israel e o Irão. E a Al Jazeera destaca os mercados bolsistas da região Ásia-Pacífico, que já registaram uma forte subida. O índice de referência Nikkei 225 do Japão subiu 5,5%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul registou uma subida de até 5,7%. Importante recordar que o anúncio da assinatura de um memorando de entendimento partiu primeiro do Paquistão, que tem mediado as negociações. Donald Trump confirmou o acordo e anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz e depois chegou também a confirmação do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, que disse que o acordo foi alcançado, apesar da desconfiança nos Estados Unidos.
Estes foram os destaques da imprensa nacional e internacional, lusco a jornalista Teresa Ferreira. A conferência de imprensa da Rádio Observador regressa amanhã.