Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos às notícias. Jornal das seis com a Laura Figueiredo. Laura, na região de Coimbra há a esta hora dois incêndios ativos. No terreno estão mais de 600 bombeiros. Os fogos começaram por volta da 13h, em locais muito próximos e com poucos minutos de diferença. Um dos focos é na aldeia de Saboga, em Vila Nova de Poiares, e o outro na Morganjeira, em Arganil. É neste último que estão concentrados a maioria dos esforços de combate ao fogo. Junta-se a nós o presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa. Boa tarde, muito obrigada por ter aceitado o nosso convite. Pedia-lhe que nos fizesse um ponto de situação deste incêndio. Há populações em risco?
Começando pela primeira parte da sua pergunta e cumprimentar todos. Na realidade, sensivelmente à mesma hora, entre 13h e 14h30, de facto houve três fogos que tiveram início. Não foram dois, foram três, que apesar de terem sido em territórios de concelhos diferentes, neste caso de Arganil e Vila Nova de Poiares, mas na realidade são frentes de fogo em zonas muito próximas. Do lado de Arganil foi exatamente entre a aldeia de Morganjeira e a aldeia de Vilarinho do Alva. Do lado de Poiares, na aldeia de Saboga. Há agora uma outra frente de fogo junto à Chapinheira e à Roça. Tenho de dizer que está a ser uma situação bastante complicada, apesar dos meios que estão destacados nestes fogos. Há efetivamente uma resposta muito robusta no combate a estes fogos.
Mas e quanto a populações ou aldeias em risco?
Em relação às aldeias, temos alguma proximidade do fogo à aldeia de Vilarinho do Alva. Neste momento, nesta zona não há preocupações de maior. Do lado de Poiares, junto à aldeia de Saboga, o fogo estava muito próximo, mas também está um número muito significativo de bombeiros no local. No fundo, aquilo que eu vejo é um acompanhamento muito próximo por parte da Proteção Civil e particularmente junto das aldeias por parte dos bombeiros, que estão a conseguir conter o risco que possa existir pela proximidade.
Espera, portanto, que a situação fique resolvida nas próximas horas, antes do cair da noite?
Olhe, nos últimos minutos houve aqui alguma alteração ao nível do vento e, portanto, o vento está um bocadinho mais forte. Isto dificulta as operações. Ainda assim, e apesar de neste momento, todos estes fogos basicamente estão todos com uma frente comum, mas há efetivamente uma resposta robusta, muito significativa, quer com meios terrestres, quer com meios aéreos. Eu estou confiante que será possível debelar este fogo, mas há sempre um nível de incerteza grande também nestes processos.
Muito obrigada pelo ponto de situação. Luís Paulo Costa, presidente da Câmara de Arganil. Obrigada, boa tarde. Quanto ao outro foco de incêndio na aldeia de Saboga, em Vila Nova de Poiares, está mais estabilizado. A Rádio Observador, o autarca Nuno Neves adianta que o incêndio está a passar para o concelho da Lousã e arde numa zona de eucaliptos.
Há uma das partes que está controlada, mas para avançar na direção da Lousã, esta parte está a ficar feia. Realmente, está a tomar uma proporção. Do outro lado está controlado, na zona mais oriental, mas está a avançar aqui para a zona de eucaliptos e mimosas.
O autarca Nuno Neves agradece o trabalho dos operacionais e espera também que a situação fique controlada até ao cair da noite.
Esperamos que realmente consigamos levar isto a bom porto, que não haja feridos, nem que haja casas afetadas.
Antes do cair da noite.
Exatamente, é isso que esperamos.
Declarações do autarca de Vila Nova de Poiares à Rádio Observador. Mudamos de tema. Mário Centeno aponta o dedo a Marcelo Rebelo de Sousa pela instabilidade política em Portugal e pelas dificuldades em fazer reformas. O antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal recupera o exemplo de Cavaco Silva para apontar o dedo à atuação de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto presidente da República.
O presidente Cavaco Silva, quando fez o que fez em 2015, fez provavelmente um dos maiores contributos que ele possa ter dado na sua longuíssima carreira política para a democracia em Portugal. E devíamos ter percebido nessa altura que olhar para um governo que não tem apoio parlamentar, que não fez uma única reunião que se saiba para poder ter apoio parlamentar e depois pedir-lhe reformas. O país não merece, o país não pode ter legislaturas desta natureza. O país não pode ter legislaturas que se interrompem porque chumbou uma lei no Parlamento.
Mário Centeno deixou também críticas ao que considera ser o abuso da palavra "reformas" no discurso político, visto que o termo ganhou uma dimensão destrutiva e que é usado para prometer mudanças que muitas vezes não chegam a concretizar-se. Na primeira conferência do Instituto Progresso, o deputado socialista e presidente da iniciativa, Miguel Costa Matos, rejeita que o novo think tank seja uma forma de oposição interna ao PS. O Instituto Progresso realiza esta tarde o primeiro evento público, onde vai ser apresentada a primeira publicação dedicada à inteligência artificial. Entre os oradores está Mário Centeno, que tem sido crítico de algumas propostas do PS, como o IVA zero e a descida do IRS. Já pediu, inclusivamente, ao partido de José Luís Carneiro que tenha paciência para não transformar utopias em distopias. Declarações que foram usadas pelo PSD para criticar os socialistas. Ora Miguel Costa Matos rejeita, ainda assim, qualquer desconforto no PS com a presença de Centeno no evento do think tank.
Se causasse, não seria um espaço plural. Nós somos um espaço onde cabem pessoas de diferentes partidos e com diferentes ideias e aliás, queremos
Permitir que exista um espaço onde essas ideias possam ser publicadas e desenvolvidas. Acreditamos que é através do debate das ideias, desse confronto de diferentes perspectivas no detalhe, aprofundando as ideias, que elas podem ser melhoradas. E portanto, estamos perfeitamente disponíveis para ouvir ideias diferentes em relação à atualidade e perspectivas diferentes também em relação aos partidos. É por isso que temos cá pessoas desde o PSD, do PS, do Livre e de outros partidos.
Declarações de Miguel Costa Matos, deputado socialista e presidente do Instituto Progresso na primeira conferência do think tank. O primeiro-ministro insiste no equilíbrio das contas públicas, diz que não quer ser o pai da austeridade. Expressão utilizada por Luís Montenegro esta manhã, quando questionado pelos jornalistas sobre o porquê de não ir mais longe nas ajudas à população e às empresas. O primeiro-ministro diz que não troca o bom estado das contas públicas por um grande anúncio de ajudas aos portugueses e volta a frisar que não quer repetir os erros do passado.
Se eu trocasse isso por uma medalha destinada a premiar uma grande ajuda que eu pudesse dar hoje às famílias e às empresas portuguesas, significaria, no futuro, sacrifícios, cortes, aquilo que o país conheceu lá atrás como políticas de austeridade. E há uma coisa que eu prometo aos portugueses: eu não vou ser o pai da austeridade. Não vou mesmo, de nenhuma maneira.
Garantia deixada pelo primeiro-ministro esta manhã em Esposende. Luís Montenegro rejeita ainda comentar as palavras de Pedro Passos Coelho, que ontem pediu mais ousadia ao governo. Notícia de fecho do Jornal das Seis.