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Conferência de Imprensa da Rádio Observador. Durante os próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Freire, a edição de hoje é da jornalista Rita Lourenço. Bom dia, Rita. Bom dia. Hoje começamos com o Jornal de Notícias, onde o destaque vai para a dívida do Estado aos politécnicos. Na manchete do Jornal de Notícias desta segunda-feira, pode ler-se: "Estado deve 38 milhões de euros aos politécnicos". O jornal avança que desde o descongelamento das carreiras no ensino superior, ainda não houve qualquer reforço orçamental, apesar da promessa do ministro da Educação, Fernando Alexandre. E ainda que os institutos dizem que os encargos relacionados põem em causa a sustentabilidade das instituições, algo que reitera o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, que alerta que o ensino superior é o único setor público cujo orçamento não cobre sequer os salários, cobre apenas cerca de três quartos. E Rita, o Jornal Público destaca as dificuldades de contratação do SNS. Na capa da edição de hoje, o Jornal Público afirma que há 3 mil novos enfermeiros, mas que os hospitais não conseguem contratar. A justificação prende-se com atrasos na aprovação dos planos de desenvolvimento organizacional de 2026, que impedem as unidades de celebrar contratos efetivos. O Bastonário da Ordem dos Enfermeiros garante ainda que a direção executiva do SNS não está neste momento a autorizar novos pedidos. Ainda sobre a saúde, mas noutro tema, o Diário de Notícias tem na capa a falência de uma clínica de fertilidade em Cascais. Que deixa pacientes em desespero. É uma notícia em exclusivo do Diário de Notícias. A lei da procriação medicamente assistida vigora há 20 anos e nunca tinha acontecido falir uma clínica de fertilidade. Aconteceu agora com a Ovumcare, que abriu em 2025 em Cascais e anunciou falência na semana passada. Os pacientes foram apanhados de surpresa no meio de tratamentos e não receberam qualquer aviso. O jornal avança ainda que também não houve o aviso obrigatório às autoridades de saúde. A declaração de insolvência foi feita a 25 de agosto pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste, que entregou a gestão e liquidação a um gestor de insolvências com o prazo de 30 dias para reclamação dos créditos. De acordo com o DN, só dois dias depois desta sentença é que o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, o órgão regulador desta área médica, viria a ser informado desta falência. Olhamos agora para o Correio da Manhã, que revela que o governo esconde o custo total da compra das fragatas. Também aqui um exclusivo, o Correio da Manhã avança que Defesa e Finanças não revelam qual o valor dos juros envolvidos na aquisição de três fragatas a Itália. A compra dos navios implica um investimento de quase 4 mil milhões de euros, que será pago com um empréstimo do programa Safe da União Europeia. O anúncio da compra das fragatas foi feito em julho pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. Questionados pelo jornal sobre o tema, os ministros da Defesa e das Finanças remetem a resposta um para o outro, mas nenhum dos dois respondeu. Seguimos para a imprensa internacional. O New York Times tem em destaque um artigo de análise que compara a atuação dos Estados Unidos na guerra com o Irão à anterior, que se prolongou com o Afeganistão. No dia em que Estados Unidos e Irão retomaram os ataques após um mês, este artigo do jornal norte-americano, intitulado "Por que os Estados Unidos não conseguem acabar com as guerras?", analisa o ciclo contínuo do envolvimento militar americano no exterior. Isto no âmbito do quinto aniversário da retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão. A análise compara o conflito mais longo da história dos Estados Unidos da América e os novos compromissos militares, com destaque para as intervenções contra o Irão e a escalada das tensões no Médio Oriente. O New York Times destaca ainda que, embora o objetivo da saída das tropas em 2021 fosse encerrar guerras prolongadas, chamadas sem fim, e focar em desafios estratégicos globais, os Estados Unidos da América voltam agora a ver-se envolvidos em novos conflitos que parecem igualmente intermináveis, neste caso, com o Irão. Vamos com o britânico The Guardian, que olha para um naufrágio no Chipre, onde pelo menos oito pessoas morreram e 18 ficaram desaparecidas, depois de uma embarcação que transportava cerca de 270 passageiros e tripulantes ter virado ao largo da costa do norte de Chipre. O jornal britânico destaca que o primeiro-ministro do território disse no domingo ao canal de notícias estatal TRT que 237 pessoas tinham sido resgatadas. Na altura, estava ainda em curso uma operação de busca para localizar as pessoas ainda desaparecidas. Foram os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a Rita Lourenço. A Conferência de Imprensa está de regresso amanhã.