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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo. Eu sou Nadine Soares, a edição de hoje é com o jornalista Miguel Gato. Começamos pelo Jornal de Notícias, que escreve esta manhã sobre o problema de saúde de Marcelo Rebelo de Sousa, para dizer que as hérnias afetam mais de 2 milhões de portugueses, Miguel.
A condição clínica que afetou o chefe de Estado português é um problema de saúde pública. São feitas cerca de 20 mil cirurgias por ano a hérnias, que custam cerca de 30 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde. Dados apresentados pelo JN no dia em que se espera que Marcelo Rebelo de Sousa tenha alta médica no Hospital São João, no Porto, depois de ter sido operado a uma hérnia encarcerada.
E na capa do Diário de Notícias: "OCDE quer Portugal a gravar impostos ambientais e sobre o imobiliário".
O reforço em tributação ambiental e sobre imóveis, nomeadamente sobre casas devolutas, ajudaria a alcançar objetivos climáticos e também daria margem para aliviar a carga fiscal sobre o IRS dos trabalhadores mais pobres. É o que diz o novo relatório da OCDE, já com o orçamento do Estado para 2026 em mãos. As novas previsões da Organização dos chamados Países Ricos revêm ainda em alta o crescimento da economia portuguesa em 2026, mas este reforço não chega para evitar que as contas públicas resvalem de uma situação de excedente para um déficit público equivalente a 0,6% do PIB, o dobro face ao que calculava a OCDE no mês de junho.
E a manchete de hoje do Correio da Manhã aborda as candidaturas para a segunda fase do programa ELOR.
A partir do dia 11 de dezembro, o governo vai disponibilizar mais de 60 milhões de euros para a troca de eletrodomésticos. As famílias interessadas deverão registrar-se na área dedicada ao programa, na página oficial do Fundo Ambiental. Tal como a edição anterior, o programa financia a compra de fogões, placas e fornos elétricos de classe A ou superior, bem como termoacumuladores acima de 30 litros de classe B ou superior.
O Público escreve que a Federação Portuguesa de Futebol fez um acordo com uma corretoria financeira que não tem licença para operar em Portugal.
Uma empresa sediada na Austrália, VT Markets, consta dos alertas de reguladores financeiros de vários países europeus, como por exemplo, o Reino Unido, a Itália, a Bélgica ou a Dinamarca. Em causa, um contrato assinado no dia 15 de outubro. Esta entidade que oferece serviços de negociação em moedas, metais preciosos e também matérias-primas.
O Jornal Económico escreve que a indústria têxtil alerta para a fuga fiscal nas encomendas baratas importadas da China.
E por isso Bruxelas prepara-se para taxar as pequenas encomendas vindas de Pequim. As associações do setor têxtil portuguesas aplaudem esta decisão e realçam que está em curso a maior fraude do século XXI na Europa por contrafação de artigos. A fuga ao fisco em toda a Europa acumula 50 mil milhões de euros.
E vamos ainda à imprensa internacional. A OpenAI declarou um código vermelho interno para melhorar rapidamente o ChatGPT. Isto numa altura em que enfrenta pressão forte da concorrência.
Sobretudo da empresa Google, cujo novo modelo, o Gemini, ultrapassou o ChatGPT em vários aspectos. Num memorando interno a que o Wall Street Journal teve acesso, Sam Altman, o chefe executivo da OpenAI, admite que a experiência diária dos utilizadores precisa de ser melhorada, com mais personalização, rapidez e fiabilidade. A corrida tecnológica está a apertar. A Google soma já mais de 650 milhões de utilizadores mensais. A Anthropic cresce no mercado empresarial e a OpenAI, que ainda não é lucrativa, precisa de financiar investimentos gigantescos em centros de dados. Altman garante, no entanto, que o novo modelo de raciocínio, que será lançado na próxima semana, do ChatGPT, está à frente da versão mais recente do Gemini.
E viajamos até à Bulgária. Dezenas de milhares de pessoas, muitas delas da geração Z, saíram à rua na noite de segunda-feira para exigir a demissão do governo.
Foram os maiores protestos dos últimos anos no país, que se prepara para entrar na zona euro, mas continua marcado por níveis elevados de corrupção. A noite ficou marcada por confrontos com a polícia. Pedras e garrafas foram atiradas contra sedes de partidos da coligação governamental. Também foram ateados fogos em caixotes do lixo e também houve intervenção da polícia com gás lacrimogêneo. Em Sófia, capital da Bulgária, à frente do Parlamento, os manifestantes gritavam "demissão!" e exibiam também cartazes como "Juventude búlgara sem máfia". O presidente da Bulgária, Rumen Radev, condenou estes episódios de violência, mas pediu também a demissão do governo, dizendo que os búlgaros disseram não a este executivo. A contestação acontece num país onde quase metade da população teme que a entrada no euro faça subir os preços, receios que o próprio Banco Central Europeu reconhece como legítimos. É um artigo em destaque no The Times.
São alguns destaques da imprensa nacional e internacional com a edição de hoje, que esteve a cabo do jornalista Miguel Gato. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.