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Coversa de imprensa da Rádio Observador. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo. A edição de hoje é do jornalista João Costa Campos. Bom dia, João.

Olá, Carlos. Bom dia.

Vamos começar com o jornal Público, que sublinha o papel de Santarém como barómetro das presidenciais.

O Público recorda que desde 1976, em todas as eleições presidenciais, o candidato vencedor a nível nacional foi também o mais votado no distrito, sempre com diferenças inferiores a cinco pontos percentuais. Nas freguesias mais rurais e na cidade, multiplicam-se testemunhos de eleitores que falam ao jornal Público em voto útil e numa boa leitura do que se passa no país, retratada em Santarém. As presidenciais de 2026, deste ano, voltam a reforçar a ideia de que o comportamento eleitoral de Santarém continua a espelhar o sentimento político no país.

E ainda sobre as eleições de ontem, o Jornal de Notícias destaca a descida da abstenção para mínimos de cerca de 20 anos.

O JN dá conta de que a taxa de abstenção nas presidenciais baixou para perto dos 37%, depois do recorde acima dos 60% registado em 2021, invertendo uma tendência longa de afastamento das urnas. Os politólogos ouvidos pelo Jornal de Notícias esta manhã atribuem esta recuperação à maior competitividade da corrida e ao ambiente de polarização no país, mas alertam que a participação continua significativamente abaixo dos níveis das primeiras eleições em democracia, mantendo a abstenção como um problema estrutural no país.

E o Diário de Notícias destaca, na frente interna, a resposta da Câmara do Seixal aos cortes de eletricidade.

Segundo o Diário de Notícias, a autarquia vai reunir-se com a Ordem dos Advogados para assegurar apoio jurídico aos munícipes e empresas que alegam prejuízos com as sucessivas interrupções de fornecimento registadas nas últimas semanas. O presidente da Câmara do Seixal, Paulo Silva, considera que houve danos relevantes em serviços essenciais e na economia local. Responsabiliza, por isso, a E-Redes por falhas inaceitáveis, é o que diz, e admite avançar com ações para que os consumidores sejam ressarcidos pelos prejuízos sofridos.

Vamos agora à imprensa internacional, João. O The Guardian destaca o agravamento da tensão entre Washington e várias capitais europeias. Isto devido às ambições dos Estados Unidos sobre a Gronelândia.

O jornal destaca as ameaças de Trump de impor novas tarifas sobre vários produtos de países europeus, muitos deles da União Europeia, como forma de pressão política em torno do território ártico ligado ao Reino da Dinamarca. Face ao risco de uma guerra comercial em grande escala, os diplomatas europeus reuniram-se este fim de semana para coordenar posições e reafirmar que a soberania da Gronelândia não está em negociação. Sublinharam que a União Europeia está preparada para responder a eventuais medidas punitivas por parte dos Estados Unidos. O The Guardian fala num pico de tensões entre a Europa e os Estados Unidos.

E na mesma linha, o jornal francês Le Monde destaca o isolamento crescente dos Estados Unidos para assegurar que ficam com a Gronelândia.

Isto mesmo, Carlos, à custa de um conflito comercial de larga escala com a Europa. O jornal francês descreve como, um ano após o regresso de Donald Trump à Casa Branca, a administração acumula objetivos externos que vão do controle do petróleo venezuelano à pressão sobre o México e o Irão, culminando na vontade de conquistar a Gronelândia. O jornal destaca que, segundo as mais recentes sondagens feitas nos Estados Unidos, 86% dos americanos, incluindo uma larga maioria de republicanos, rejeitam o uso da força ou a compra do território dinamarquês, a Gronelândia, o que parece indicar que a agenda presidencial, ao que diz o Le Monde, se afasta cada vez mais das preocupações cotidianas dos norte-americanos.

Já o El País destaca o acidente de comboio desta noite em Espanha. Pelo menos 24 pessoas morreram e 30 ficaram gravemente feridas após dois comboios de alta velocidade descarrilarem em Espanha.

Aconteceu no município de Adamuz, em Córdoba. Um dos comboios transportava mais de 300 pessoas. O acidente aconteceu uma hora depois de partir de Málaga com destino a Madri, quando os últimos vagões descarrilaram e invadiram a linha férrea adjacente, onde por sinal também descarrilou um outro comboio que tinha como destino a cidade de Huelva. Já foi, entretanto, aberto um inquérito interno para apurar as causas deste acidente.

Os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com o jornalista João Costa Campos. A conversa de imprensa da Rádio Observador está de regresso amanhã.