Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Conferência de imprensa das manhãs 360, aquele momento em que a equipe das manhãs 360 vai aos sites em busca de histórias, notícias.
Aos sites ou aos jornais.
Ou aos jornais. Coisas incríveis do nosso mundo.
Coisas incríveis.
Tão incríveis como sexo e droga.
E droga em Medellín. Eu vou a esta notícia.
E rock'n'roll.
Algum também.
Haverá rock'n'roll na tua história?
Vindo dos Estados Unidos. Eu vou a esta notícia do Público sobre a exploração sexual comercial na cidade colombiana de Medellín, a segunda mais importante do país. E em 2024, na região de Antioquia, à qual pertence Medellín, foram reportadas 137 vítimas de exploração sexual comercial, crianças e adolescentes, isto segundo a base de dados do observatório da ONG Valientes. Em 2023, foram reportadas 480 vítimas e, de acordo com a mesma base de dados, em comparação em 2013, portanto há 11 anos, houve 80 vítimas. A maior parte dos crimes envolve adolescentes do sexo feminino entre os 14 e os 17 anos. Os casos a envolver estrangeiros têm recebido bastante atenção da comunicação social e levaram a uma intervenção do presidente da Câmara daquela cidade, que adotou algumas medidas, como a proibição de prostituição em zonas turísticas, horas limitadas de funcionamento dos bares em determinadas áreas e novos regulamentos para os alojamentos locais, onde muitas vezes são cometidos estes crimes. E segundo uma responsável daquela ONG, ao contrário do que acontece na capital, Bogotá, em Medellín existe uma normalização deste crime de exploração sexual. Enquanto na capital está circunscrita a determinados bairros, que não são frequentados normalmente, a não ser por quem está à procura daquele tipo de serviço, o mesmo não ocorre em Medellín. A cobertura midiática dos casos também nem sempre é correta, no entender desta responsável, porque em vez de se centrarem no crime de exploração sexual, os jornais preferem noticiar os roubos de que os turistas, e neste caso também criminosos, são vítimas. E Medellín procura aqui um equilíbrio muito difícil entre o turismo, que é fundamental para a economia local, e o combate à criminalidade, que se aproveita precisamente do fluxo turístico. Por um lado, as autoridades não querem demonizar a atividade e mesmo as ONGs não querem colar esse rótulo à atividade turística. E por outro, querem evitar a normalização de um tipo de turismo que é, na verdade, exploração sexual. Os agentes turísticos estão sensibilizados para o tema, mas por vezes não fazem mais do que afixar cartazes à entrada de hotéis contra a exploração sexual. Mas, por exemplo, há muitos alojamentos locais que não têm qualquer controle de quem entra ou sai dos estabelecimentos, o que permite, por exemplo, que turistas entrem com menores neste tipo de alojamento local. E a pobreza nas áreas à volta de Medellín faz com que a prostituição também seja normalizada, seja muitas vezes a única saída para muitas jovens, algumas delas crianças, e as respectivas famílias, o que cria aqui outro problema às autoridades, porque estas jovens e as famílias não se veem como vítimas. Aliás, nesta notícia é relatado o facto de que muitas vezes são as próprias adolescentes a contactar através de aplicações online, a contactar diretamente os turistas. Depois também há um certo laxismo no controle de entradas no país, com algumas pessoas que se encontram na lista de agressores sexuais, por exemplo, nos Estados Unidos, a entrarem na Colômbia facilmente dezenas de vezes. E este é um problema para uma cidade que depende também em grande medida do turismo. Recebeu cerca de um milhão e meio de turistas no último ano e que precisa de encontrar aqui este equilíbrio difícil, porque é um problema social e claro, para as vítimas, que muitas vezes, como revela a notícia, nem se pensam como vítimas. E esta notícia longa, é uma reportagem longa, está no Público.
Muito bem, estrangeiros à procura de drogas e sexo, é o título dessa reportagem no Público. Luís.
Todos nós há muitos anos que falamos ao telemóvel, certo? E desde sempre que houve essa dúvida sobre se isso poderia provocar algum tipo de doença, nomeadamente cancro, por causa das radiações. Enfim, a Organização Mundial da Saúde mandou olhar para 63 estudos realizados entre 1994 e 2022 sobre este tema e concluiu que podemos ficar descansados. Os telemóveis não estão associados a cancros. Os telemóveis não estão associados a cancros de cérebro ou de cabeça. É uma notícia que está no Guardian. Liderada pela Agência Australiana de Proteção contra a Radiação e Segurança Nuclear, esta revisão sistemática examinou primeiro mais de 5 mil estudos, depois foram excluídos os mais fracos e ficaram apenas esses 63 mais rigorosos cientificamente, tornando esta revisão mais abrangente de vários estudos até agora. Os especialistas concluíram que as evidências não mostram qualquer ligação entre telemóveis e cancro no cérebro ou na cabeça ou no pescoço. Esta revisão concentrou-se em cancros do sistema nervoso central, também tumores de glândulas salivares e tumores cerebrais. Não encontrou essa associação nem no caso do uso prolongado, ou seja, se as pessoas usam os telefones por 10 anos ou mais, também não houve nenhuma associação com a quantidade de uso dos telefones, ou seja, o número de chamadas feitas ou o tempo gasto ao telefone. Os cientistas dizem estar bastante confiantes com esta conclusão, até por outro motivo, porque embora o uso de telemóveis tenha disparado, como todos sabemos, as taxas de tumores cerebrais permanecem estáveis. Esta associação surgiu nos estudos iniciais em que pesquisadores investigaram diferenças entre grupo de pessoas com tumores cerebrais e grupo separado sem cancro, perguntando a ambos sobre o histórico de exposição aos telemóveis. Mas os especialistas dizem que esses resultados iniciais tendem a ser tendenciosos, porque enquanto o grupo sem tumores fornece boas informações, o grupo de pessoas com tumores tende a relatar de forma exagerada a exposição a essas radiações. E foi com base em alguns desses estudos iniciais que a OMS, na altura, designou que haveria essa eventualidade de haver uma relação entre o uso exagerado de telemóveis e cancros. Agora, a OMS encomendou uma série de revisões sistemáticas desses estudos. O responsável por esse estudo conclui que as preocupações em torno das ligações entre cancro e telemóveis deveriam ser dissipadas, mas enfatizou também que como a tecnologia continua a desenvolver-se, é importante continuar a pesquisa. É uma notícia que li no Guardian.
Portanto, podemos utilizar telemóvel.
Mas sempre com alguma cautela.
Pronto, muito bem.
Não vá o diabo tecê-las.
Olha, tenho aqui uma pergunta: sabem quanto custa três batatas?
Não.
Como não? Ninguém compra três batatas.
Não ouvi a pergunta ainda.
Três batatas.
Isso é para o Paulo.
Depende do tamanho das batatas, é peso.
O entroncamento, por exemplo.
Sim, 15 cêntimos.
Não, mais um bocadinho, não? Três batatas juntas?
Um quilo custará aqui 1 € e pouco.
Pronto, cêntimos.
Na Faixa de Gaza, três batatas custam muito mais do que isso. Há muitas formas de noticiar uma guerra, todos sabemos disso, um desastre, uma tragédia humanitária, enfim, através de fotografias de edifícios destruídos, estradas e ruas bombardeadas, imagens de corpos dilacerados. O "El País" publica hoje um ensaio fotográfico muito simples, onde não se vê destruição, sangue, mas conta a história da dificuldade por que passa a população de Gaza, sobretudo ao nível alimentar. São várias fotografias sobre fundo preto com alimentos básicos. Vamos aos valores, porque o "El País" fez as contas ao preço que se paga por estes dias por alimentos na Faixa de Gaza. Três batatas, que nós pagamos aqui por uns míseros cêntimos, custam por estes dias €36. Antes da guerra custavam €0,50. Meia dúzia de latas de comida custam €30, três goiabas €10, dois ovos, uma fonte essencial de proteína, €6 a esta hora na Faixa de Gaza e um pacote de leite em pó, essencial para fazer crescer as crianças, e um quilo de açúcar, que é uma fonte inesgotável de energia para muita gente em situações de catástrofe, custa €75. Os exemplos continuam. Não estamos a falar de uma lista de compras nas Bahamas, onde os alimentos custam os olhos da cara. É o preço da alimentação por estes dias na Faixa de Gaza, onde há famílias, conta o "El País", que não comem verduras e fruta desde outubro, altura em que começou a operação militar israelita. Três batatas, €36. "O rosto da fome em Gaza" é o título deste artigo, que está a esta hora publicado no site do "El País". Vais dizer, Bruno?
Não, eu estava a pensar que escolheste uma notícia para acabar numa nota positiva.
Pesarosa.
É isso. É mais um bocadinho.
Foi a conferência de imprensa desta quinta-feira. Vais dizer, Paulo?
Não, não ia dizer nada.
Está tudo dito.
Exato.