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Oferta de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro e a edição de hoje é da jornalista Teresa Freire. Muito bom dia, Teresa.
Bom dia, Carlos.
Vamos começar por olhar para o Diário de Notícias. Diz que o valor médio do crédito à habitação duplicou nos últimos 10 anos.
Os novos dados do Banco de Portugal mostram que há menos negócios com os bancos com o objetivo de comprar casa. Esta é a manchete do Diário de Notícias esta terça-feira. O crédito à habitação registou um crescimento muito significativo, impulsionado pela descida das taxas de juro de referência e pela resiliência do mercado de trabalho. Por outro lado, os novos dados mostram que os contratos feitos no ano passado são muito mais valiosos do que eram há 10 anos.
Passamos para o Negócios. O governo vai usar as dívidas soberanas para entrar em empresas relevantes.
A iniciativa de criação deste fundo soberano foi anunciada por Luís Montenegro, no congresso do PSD, em Nadia, durante este fim de semana. Hoje o Negócios avança que este fundo soberano não terá dotação total. O governo vai identificar alvos e só depois vai desenhar o mecanismo de financiamento da compra de participações em empresas ou concessões. De acordo com o Negócios, a verba não virá de excedentes nem do Orçamento do Estado, mas sim das operações de capital montadas pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.
Passamos agora para O Público, que faz manchete com o caso das ameaças dirigidas a Luís Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa.
Isto porque os Serviços de Informação da República não foram avisados das ameaças contra o primeiro-ministro e o antigo presidente da República, em causa os ataques que os membros do Movimento Armilar Lusitano queriam levar a cabo. As secretas também não sabiam da existência da lista de indesejáveis, onde estavam os nomes de mais de 170 pessoas. O Público tentou contactar o Ministério Público e a Polícia Judiciária para obter mais informações, mas nenhuma das entidades o fez.
A fechar os destaques na imprensa nacional com o Jornal de Notícias, as consultas médicas estão a crescer num mercado que ainda não está regulado, Teresa.
A telesaúde tem crescido em Portugal, fazendo disparar também as preocupações, porque neste momento não há licenciamento das entidades que prestam este tipo de serviço de consultas online. O JN falou com a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada e com a Ordem dos Médicos. Ambas defendem que têm de ser clarificadas as regras que as entidades devem cumprir para garantir o escrutínio e a qualidade dos cuidados prestados. A entidade reguladora da saúde explica que o licenciamento cabe ao governo. O Ministério da Saúde não respondeu ao JN, mas o jornal diz saber que o ministério está a preparar uma portaria para definir o que é preciso para atuar em Portugal no que toca a consultas médicas.
Olhamos agora para os jornais internacionais. Os britânicos dão o natural destaque à demissão do primeiro-ministro Keir Starmer.
Hoje assinalam-se 10 anos que os britânicos votaram a favor da saída da União Europeia no referendo. Ontem, Keir Starmer anunciou a renúncia ao cargo do primeiro-ministro britânico. Mais de uma centena de deputados do Partido Trabalhista já tinha pedido que este se demitisse, por considerarem que perdeu a autoridade. Keir Starmer confirmou que não vai haver um vazio de poder imediato. Fica no cargo de primeiro-ministro até que o sucessor assuma funções. O nome mais apontado à sucessão é o de Andy Burnham. E é exatamente por aí que começa o artigo que faz manchete esta terça-feira no The Guardian: "Andy Burnham prepara-se para assumir o poder, enquanto Keir Starmer se despede com emoção". O trabalhista era até agora presidente da Câmara de Manchester e na semana passada foi eleito deputado.
Fechamos com o francês Le Monde, que faz manchete com a vaga de calor que está neste momento a assolar a Europa Central.
França é um dos países mais afetados. Quase metade do território está em alerta vermelho, o nível mais alto. O resto do país está sob alerta laranja. O jornal destaca também, esta terça-feira de manhã, a temperatura das águas francesas. Por exemplo, o golfo situado entre o Reino Unido e a Espanha está a atingir os 20,7 graus à superfície. Entretanto, pelo menos cinco pessoas já morreram em França devido a esta onda de calor: três idosos e duas crianças, que foram encontradas na segunda-feira sem vidas, fechadas dentro de um carro. Só este fim de semana, 10 pessoas morreram afogadas. Mais de 1300 estabelecimentos de ensino, por exemplo, não abriram ontem as portas por causa das temperaturas altas e outras cerca de 4 mil fizeram ajustes nos horários para evitar as horas de maior calor.
Os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Teresa Ferreira. A Oferta de Imprensa regressa amanhã.