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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Freire, a edição de hoje é com a jornalista Rita Lourenço. Bom dia, Rita.
Bom dia, Teresa.
Hoje começamos com o jornal Público, que fala sobre a moção de censura e a defesa de Luís Neves.
Com o Ministro da Administração Interna no centro da moção de censura apresentada ao governo pelo Chega, o Público destaca o desgaste dentro do PSD, que tem vindo a sofrer cada vez mais críticas, e revela que se intensifica o desconforto e a perplexidade dentro do partido perante o caso que tem marcado a atualidade portuguesa. José Luís Carneiro tem endurecido o tom sobre os casos de Luís Neves. O jornal relembra as declarações do secretário-geral socialista que insta Luís Montenegro a ter consciência de que este tema tem degradado a confiança dos portugueses nas instituições, numa altura em que a esquerda pede responsabilidades ao primeiro-ministro, sem no entanto pedir a saída do ministro, ao contrário do Chega, que não só quer a saída de Luís Neves, como apresentou agora esta moção de censura ao Executivo.
Continuamos com o semanário Expresso, que destaca que os refúgios para vítimas de violência já têm mais crianças do que mulheres.
Na edição desta sexta-feira, o artigo exclusivo do Expresso afirma que pela primeira vez as crianças representam a maioria nas casas abrigo, onde o acolhimento tem uma duração prevista de seis meses, mas na prática, a maior parte fica cerca de um ano e meio. O Expresso visitou um apartamento de autonomização e uma casa abrigo e conta como mães, filhas e filhos tentam ultrapassar a violência e reconstruir uma vida longe de casa. O jornal avança ainda alguns dados: há neste momento 688 crianças e 681 mulheres abrigadas nestes refúgios, com a PSP e a GNR a registar 5 mil ocorrências por violência doméstica desde o início de 2026.
Seguimos agora para o Correio da Manhã, que na manchete revela que a vítima do gangue do Rolex é também um burlão.
O jornal avança que o condutor que abalroou um ladrão em Lisboa na semana passada lesou um conhecido médico português, Fernando Póvoas, que de acordo com o CM, foi alvo de um golpe de mais de € 1 milhão. Conhecido pela alcunha de Suíço, o arguido levou uma pena de quatro anos de prisão, que fica suspensa por cinco anos, com a condição de entregar € 50 mil ao médico. Ficou provado que fingiu ser amigo da empresária Isabel dos Santos e da ministra da Indústria de Angola para enganar a vítima. Na sentença, o magistrado que presidiu ao julgamento condena ainda o empresário do Minho a devolver os 1,2 milhões de euros a Fernando Póvoas. Ao Correio da Manhã, o médico afirma que até hoje nada recebeu. O arguido foi condenado em julho pelo crime de burla qualificada e também por branqueamento de capitais, mas acredita ainda que vai ganhar o recurso.
Tempo ainda para olharmos para o jornal Negócios, que tem vindo a destacar os mais poderosos de 2026, que revela hoje o primeiro lugar do ranking.
Na edição de ontem, o jornal destacava Luís Montenegro no segundo lugar da lista. Hoje revela Donald Trump no topo do pódio. O Negócio justifica que o presidente dos Estados Unidos da América tem moldado a política europeia, pressionando a um maior investimento em defesa e indiretamente a um reforço da autonomia estratégica. Trump, que após o caos provocado pelas tarifas, atacou o Irão e arrastou assim a Europa para uma nova crise energética e mantém o primeiro lugar da lista dos mais poderosos do ano do jornal Negócios.
Seguimos agora para a imprensa internacional com o britânico The Guardian a olhar para a investigação jornalística que revelou ilegalidades relacionadas com o partido britânico Reform UK.
Nigel Farage enfrenta novas críticas depois de, juntamente com outros membros do partido que lidera, terem sido filmados numa investigação secreta transmitida pelo canal britânico Channel 4 News. O The Guardian relata a investigação de um grupo de jornalistas chamado Verbatim, fundado pelo Centro de Reportagem sobre o Clima, onde os investigadores se fizeram passar por um potencial apoiante do partido britânico e pelo abastado pai americano, um doador não autorizado que pagou o equivalente a quase € 35 mil por uma sondagem encomendada pelo Reform UK e que beneficiou o partido do Reino Unido. O partido britânico nega, no entanto, qualquer irregularidade. Porém, a investigação deverá criar um problema grave para Farage, numa altura em que o líder do Reform UK tenta virar a página sobre o verão de escândalos financeiros no partido. O The Guardian revela ainda que Farage deverá discursar hoje na convenção que marca a rentrée do partido britânico.
Fechamos com o ucraniano Kyiv Independent, que avança que as forças militares ucranianas lançaram uma vaga de ataques contra uma cidade costeira russa.
Ataques que atingiram uma embarcação de apoio e provocaram um incêndio numa infraestrutura petrolífera na cidade, que é conhecida como a segunda capital russa e sede da residência oficial de verão de Vladimir Putin. De acordo com o jornal ucraniano, a operação incluiu a utilização de drones marítimos no porto da cidade, tendo um dos aparelhos atingido um navio multimissões associado ao apoio logístico e à infraestrutura de energia de Moscovo. Estes ataques fazem parte da estratégia de Kiev para desgastar a frota russa e os recursos energéticos que sustentam o esforço da guerra do Kremlin no Mar Negro.
Estes foram os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a Rita Lourenço. A conferência de imprensa está de regresso para a semana.