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E na tarde em direto estamos à conversa com a Marta Pais de Almeida. Tem 17 anos e depois de uma visita a Moçambique em 2013, decidiu que tinha de fazer alguma coisa para ajudar as crianças que por lá conheceu e, por isso, lá em 2020 criou a Associação Juvenil Estudar, que recolhe e entrega material escolar em vários países. A Marta está conosco em estúdio. Marta, bem-vinda. Obrigada pela tua disponibilidade.
Olá, obrigada.
Esta ideia surgiu quando começaste a olhar para o teu estojo e percebeste que tinhas aqui um privilégio que muitos dos meninos que tinhas conhecido nessa tal viagem não tinham. Foi assim?
Exatamente. Eu sempre fui fascinada com material escolar e foi na altura dos ciclones da Beira. Eu estava no meu quarto a escolher canetas e vi que tinha três canetas literalmente iguais e pensei: "Nunca na vida vai surgir uma oportunidade para eu usar isto ao mesmo tempo e posso perfeitamente organizar um projeto que faça chegar isto a quem precisa mais do que eu." E foi uma ideia que me surgiu de repente. Liguei a um amigo meu, trocamos contactos e pensamos: "Ok, falas com os teus pais, eu falo com os meus." Falamos com os nossos pais, reunimos contactos e na altura arranjámos um contacto na associação Help e tivemos uma reunião com eles, apresentámo-nos, dissemos: "Olhem, soubemos que angariam material escolar, podemos angariar para vocês e vocês fazem chegar os sorrisos que tanto queremos descobrir." E eles disseram: "Sim, claro que sim, podem pôr mãos à obra." Então, com 15 anos, metemos mãos à obra, organizámos uma campanha com eles e no primeiro mês recolhemos mais de 5 mil unidades de material e foi assim: "Uau, não estava a esperar que tivesse assim tanto impacto."
Portanto, encheste a casa dos teus pais de material escolar.
Exato, enchi a minha arrecadação.
Sendo que foi a viagem a Moçambique que espoletou essa ideia de criar esta associação e ajudar desta forma, quem não tem.
Exato, sim. Quando nós fomos a Moçambique, meu pai sempre foi muito ligado à África e eu sou a caçula lá de casa, sou a mais nova de três, e disse-nos que quando fizesse 50 anos ia levar os três filhos e a minha mãe às terras que o mais tinham marcado em África. E então fomos a Moçambique e na altura a minha mãe pediu para escrevermos cada um um texto do que tinha gostado da viagem. E eu com nove anos, disse: "Mãe, não vou escrever um texto, desculpe, não vou." E não quis escrever um texto na altura e portanto acho que este projeto também foi um bocadinho o meu texto, foi o meu percurso desta viagem. Lembro-me que foi uma coisa que me marcou muito na altura, porque eu vinha de um colégio com excelentes condições e de repente chegar lá e eram quatro pilares, um telhado de chapa, não via mesas, não via cadeiras, as crianças estavam todas de perninhas cruzadas, supercontentes e superentusiasmadas por aprender e foi assim um choque completo de realidades, por isso claramente que foi isto que despertou o bichinho de querer ajudar.
Mas tinhas essa consciência social antes? Eras muito nova, tinhas nove anos. Esse foi o teu primeiro contacto com uma realidade completamente oposta.
Sim, foi. Em casa a minha mãe sempre apelou muito à solidariedade. Nós até inclusive nessa viagem levámos uns materiais e minha mãe levou sacos e nós levámos crocs nossos e tudo para doar e lembro-me de ver as reações específicas das crianças que receberam. Lembro-me de um saco em particular que a minha mãe usava muito para as compras e da miúda que recebeu isso ficar com um sorriso rasgado de orelha a orelha, como se estivesse a receber o saco da última edição da última estilista, a passear-se com o saco. E eu acho que a minha mãe sempre muito apelou este sentido de solidariedade e acho que a minha mãe também ajudou aí àquele bichinho.
Mas já tinhas naquela altura consciência das desigualdades que existem, das diferentes oportunidades que todos temos?
Não. Eu acho que a minha escola sempre foi muito também apelativa a estas campanhas de voluntariado e nós ajudávamos. Já sabíamos que tínhamos uma caixinha no canto da sala e era para pôr material, para pôr o que fosse preciso. Mas acho que não, acho que foi completamente um choque de realidades. Não tinha a mínima noção como é que isto era na outra ponta do mundo.
Exatamente. E foi a partir daí que decidiste colocar mãos à obra, já nos explicaste aqui com a ajuda de um amigo teu, mas há aqui também uma ajuda grande dos pais. Os pais também tiveram aqui um papel muito importante a começar a organizar esta associação, que na verdade eu aproveito para quem nos está a ouvir poder visitar e deixar esse convite, basta ir ao site estudar.eu. Isto tudo está muito organizado, Marta. Para alguém que tem 17 anos, como é que conseguiste chegar a este ponto?
Eu apresentei logo a ideia aos meus pais e eu sou assim um bocadinho elétrica, digamos, e os meus pais já se riam: "Pronto, lá vem a Marta com mais uma ideia, o que é que nos vai propor desta vez?" E na altura disseram-me só: "Ponha mãos à obra, mas cuidado, não sei se a ideia é muito realista. Tenha só cuidado, defenda-se." E eu na altura pensei: "Ok, está bem, clássica fala de pais, vou continuar, vou mãos à obra." E por isso, os meus pais foram um apoio incondicional mesmo, em que estavam sempre lá, sempre: "Ok, mais uma ideia da Marta, vamos ajudar. Marta, no que eu posso ajudar? O que é que os teus amigos podem fazer? O que nós podemos fazer?" E depois entretanto, os meus pais foram um elemento essencial mesmo, primeiro em todo o apoio, porque eu acho que sou uma mini adulta em autogestão, ainda estou a tentar perceber como é que se é adulto. E os meus pais foram um apoio na altura em que nós queríamos muito arranjar parceiros e queríamos que as pessoas crescidas, do mundo crescido, aprovassem este projeto e soubessem, quisessem ajudar-nos a ajudar. E às tantas, o meu pai começou a perceber que nós não estávamos a conseguir arranjar parceiros se não tivéssemos um contribuinte. E o meu pai é advogado, então começou a explorar hipóteses e disse: "E se nós formalizássemos este projeto, e se nós transformássemos isto numa associação juvenil para ter este caráter jovem, porque vocês são todos amigos, a trabalhar em conjunto?" E os meus pais sempre ali. No outro dia, a minha mãe ouviu uma entrevista minha e só dizia: "Eu já tomo isto por garantido e não me lembro que você tem 17 anos e que está aqui todos os dias a puxar por nós. Mãe, vá, dou lá uma caneta, mãe, dou um sorriso." E os meus pais são sempre um apoio incondicional.
E foi difícil sensibilizar os adultos para esta causa?
Eu acho que é uma coisa que choca-nos um bocadinho. Para mim, acho que não é nada mais do que a minha obrigação estar a ajudar os outros, é uma coisa que me faz genuinamente feliz, mas acho que dá acesso também a nós termos uma abordagem um bocadinho mais simples, um tom mais coloquial, somos só um grupo de amigos a tentar fazer a diferença e acho que é sempre muito bem aceite no grupo de pessoas. Há pessoas, inclusive Que querem genuinamente ajudar, muito mais velha do que nós e que nós até ficamos impressionados: "Uau, há pessoas de 50 anos que querem ajudar miúdos de 17 a tentar fazer a diferença? Excelente!".
E isto surgiu mais ou menos em contexto de pandemia, ou não, Marta? Isto foi no início de 2020, não é?
A ideia começou em abril de 2019. Eu, na altura, falei com este meu amigo, pusemos mãos à obra e depois, entretanto, o meu amigo saiu do projeto. Nós tínhamos um grupo de cerca de 30 voluntários. Eu chamei os voluntários mais ativos e criámos um grupo de brainstorming, em que o objetivo era uma reunião mensal, entrávamos lá com cinco problemas e o objetivo era em uma hora sairmos com as cinco soluções. Depois foi todo um processo, fizemos duas campanhas entretanto, também com uma empresa, angariámos kits já prontos para as crianças levarem pra escola, uma mochila com cadernos, com lápis. E depois, em 2020, é que se formalizou a associação e portanto, no ano em que nós íamos começar a pôr mãos à obra, a pandemia veio e tivemos alguns desafios pela frente.
Certo, mas foram superando esses desafios. Qual foi a vossa última campanha? E já agora, quanto à quantidade de material. Nós queremos aqui também saber números, quanto material é que já distribuíram.
A última campanha que nós fizemos na pandemia foi um sistema de recolha de vales, porque não podíamos recolher material fisicamente, porque os conselhos estavam todos fechados. Fizemos vales de kits escolares, desde o mais básico ao mais essencial da escola. Por exemplo, em que o primeiro kit era um estojo com uma caneta, uma borracha e um lápis, e o último era uma mochila, um caderno, estojo, etc. A campanha foi muito a recolha desses vales, que nós convertemos mais tarde em material escolar.
E como é que escolheram os destinatários do material recolhido?
Os nossos destinatários, o nosso objeto social abrange os países em offshores portuguesa. O processo de criar uma campanha é muito: vamos definir pra onde é que vamos enviar. E depois, o difícil daqui é garantir que os materiais cheguem ao destino pretendido. Normalmente tendemos a fazer uma ponte com uma associação que tenha sede cá em Lisboa, ou cá em Portugal, e tenha sede no sítio onde nós queremos fazer chegar os materiais. Escolhemos uma associação, escolhemos um destino. Por exemplo, começámos por Moçambique, porque eu achei que era o sítio que fazia mais sentido. E depois a seguir, garantimos que a associação recolhe os materiais do porto, do aeroporto, de onde for, e entrega o material no sítio pretendido. É esse mais ou menos o processo de escolher. Por exemplo, nós agora na pandemia pensámos: "Ok, os conselhos estão todos fechados, é difícil enviar para o estrangeiro, portanto, se calhar ficamo-nos em Portugal, o que é que vamos fazer?" Mas depois percebemos que como os conselhos estavam fechados, Cascais, que é o conselho onde nós estamos precisamente, já tinha tantas ajudas, felizmente, que fariam o que nós íamos fazer, muito melhor. Nós claro que recorremos sempre à voz da experiência, mas se a voz da experiência faz muito melhor do que nós, também não íamos estar a pôr mãos à obra. É assim, é muito escolher dentro do nosso objeto social, qual é que é o próximo passo.
E qual é, Marta?
É São Tomé e Príncipe. Vamos fazer uma parceria com a associação Kelé, em que durante o mês de setembro vamos estar no Pingo Doce da Amoreira, a recolher material escolar, na altura também do regresso às aulas, pra apelar que as pessoas construam sorrisos conosco. E depois os voluntários da Kelé vão levar o material com eles em outubro.
E portanto, qualquer pessoa que nos está a ouvir pode ajudar-vos também, pode entrar em contacto convosco através das redes sociais, por exemplo, se quiser doar algum material?
Sim, claro. Nós somos jovens e estamos sempre agarrados às redes sociais.
Estão sempre ligados ao Instagram, ao Facebook.
Completamente. Estamos sempre a tentar fazer perceber que somos literalmente um grupo de amigos que está a pôr a mão na massa e estamos sempre abertos a sugestões. Inclusive, já recebemos imensos pedidos, imensos seguidores a tentar perceber: "Olha, eu posso ajudar assim, tenho uma ideia", e nós estamos sempre disponíveis. Até já temos reuniões com seguidores, tipo: "Olhem, querem sugerir isto, têm esta sugestão, têm esta ideia". Temos sempre abertos a pedidos das pessoas, a doações. Nós recebemos donativos a partir do MBA e através de transferências bancárias também, destes vales que recebemos. As pessoas também estão sempre disponíveis para enviar material pra nossa sede em Lisboa e inclusive já recebemos materiais, de repente estava na escola e vem a diretora ter comigo a dizer: "Olha, tenho aqui um envelope pra ti." E eu: "O quê? Um envelope? Ninguém manda envelopes pra escola." E era uma seguidora que tinha mandado um envelope cheio de canetas pra minha escola e ficaram logo todos contentes, a escola já está a criar impacto na sociedade e foi muito giro.
E que feedback é que têm tido dos destinatários das vossas ofertas?
Nós recebemos sempre fotografias dos miúdos a receberem as coisas, e acho que isso é uma coisa que preenche imenso. Eu, pelo menos, tento sempre passar aos meus colegas os sorrisos que vi em 2013. Um sonho meu é ir com eles lá pra perceberem: "Olhem, malta, isto foi o que eu vi na altura e quero que vocês também sejam marcados por isto." E por isso o impacto tem sido esse. Nós, por exemplo, na Help, recebemos fotografias dos voluntários a descarregar os nossos caixotes. E agora também, quando fizermos uma campanha em 2020, vamos receber, os materiais vão ser descarregados pra semana, penso eu. Vamos receber fotografias das associações com quem fizemos parcerias, com os alunos das escolas.
Marta, eu estou a ouvir-te falar, tu andas em que ano nesta altura? Não sei, a nível de escola.
Eu acabei agora o secundário e vou pra Direito em setembro.
Vais para Direito. Eu ia-te perguntar precisamente isso, o que é que querias seguir? E dentro do Direito, algum ramo específico?
Não faço a mínima ideia. Eu vim de Artes, o curso não tem nada a ver. Vou pra Direito porque acho que é um curso que potencia as minhas capacidades. O meu pai é advogado, e claro, o meu pai diz sempre: "Filho de peixe sabe nadar". E eu: "Pronto, ok, pai, então eu vou pra Direito.
Vou tentar. Exatamente.
E portanto, não faço a mínima ideia. O que eu queria mesmo era conseguir juntar a associação, que é a coisa que eu mais gosto de fazer na vida, com o meu trabalho. E é esse o meu objetivo. Vamos lá ver no que é que isto dá.
E o conhecimento da lei, imagino também seja importante para levar por diante esta intervenção social que tem marcado a tua vida.
Sim, completamente. Eu digo sempre esta frase: sou uma menina adulta em auto gestão, e eu acho que o pai também me ajudou muito nisso, em que o pai dizia: "Olha, tens de ver a lei, do objeto social, do que é que abrange isto, as faturas". De repente, dou por mim, tenho 17 anos e estou no site da Autoridade Tributária. Por que uma pessoa de 17 anos está a fazer no site da Autoridade Tributária?Portanto, eu acho que sim. Eu acho que esse conhecimento das leis vai ajudar muito a perceber também, porque no fundo isto é uma empresa a gerir. Estou eu a ensinar os meus amigos: "Esta lei aplica-se a esta parte da gestão da empresa sem fins lucrativos que nós gerimos." E é muito giro perceber isso.
Portanto, a intervenção social com certeza vai estar nos teus planos no futuro. É engraçado, há pouco dizias que os teus pais te dizem: "Lá está a Marta com outra ideia." Isto foi sempre assim, tu nunca paras, pois não? Nota-se isso que estás a falar e o entusiasmo é engraçado, nós não conseguimos mostrar, mas o entusiasmo com que tu falas sobre isto é muito grande. Não paras quieta, pois não, Marta? Podes confessar isso.
Nós estávamos num almoço de amigos dos meus pais. Os amigos foram perguntar a média da escola, eu disse a média da escola e eles iam ter uma conversa com olhos bem abertos. A minha irmã sentada à mesa: "Marta, mas a vida não é só estudar." E eu: "Mas eu não estudo só, eu não faço só isso, eu tenho imensa coisa para fazer, há imensos emails para mandar, facturas para passar, eu não faço só isso." E diz: "Então não paras quieta. Mas dormes? Comes? Vives?" E eu: "Não, juro que vivo, juro. Adoro o que faço, vou de um lado para o outro." Há uma tia minha que diz que cada vez que eu estou com ela e lhe digo o que é que eu vou fazer no dia a dia, lhe dou ansiedade. Eu estou super feliz, adoro ser uma pulga a andar de um lado para o outro e portanto sim, diria que não paro quieta, mas eu acho que a sensação no final do dia, ao sentar na cama de missão cumprida, é muito melhor do que estar sempre parada na cadeira, fazer isto, mesmo que seja uma tarefa um bocadinho mais cansativa, diria eu. Escrever um e-mail. "Boa tarde, caríssimo, excelentíssimo, melhores cumprimentos."
Mas o grupo que colabora contigo na associação são voluntários, é tudo mais ou menos pessoas da tua idade?
Sim, vamos todos para a faculdade este ano.
Deixa-me só dar aqui uma nota, Ana. É verdade que não dá para ver o entusiasmo da Marta, mas consegue-se ouvir, porque estes sons que de vez em quando vamos ouvir é a Marta a gesticular e a bater na mesa e a entrar então no microfone.
E quantos são que fazem parte?
Deste grupo somos seis.
São seis. E tu notas na tua geração essa consciência social mais apurada ou achas que isto não é uma questão de geração?
Eu acho que hoje em dia nós somos muito defensores dos nossos valores e defensores das nossas causas. Acho que somos jovens muito agarrados às causas que defendemos e diria que é um bocadinho mais fácil persuadir os jovens a tentar assumir as causas em que acreditam. E diria que sim. Uma coisa que noto imenso é a falta de sentido de compromisso, já não é super levado a sério. E às vezes eu tenho que puxar pela equipa: "Malta, nós estamos unidos nisto." E eles: "Pois é, estamos unidos, vamos voltar ao trabalho." E por isso diria que sim, mas que ao mesmo tempo há uma ligeira discrepância com o sentido de compromisso. São muito defensores das causas em que acreditam, mas depois para passar à ação demora um bocadinho. Eu estou sempre a 150% em tudo. Às vezes esse é um dos grandes desafios do projeto em si, porque como é que eu estou a 150 e vou explicar às pessoas que gostava que estivessem 150 comigo e não a 100 ou não a 60. Mas no fundo é uma gestão de perspetivas que eu tenho que fazer minha, de perceber que o projeto fui eu que criei, é um bebé que eu levo ao colo para o resto da vida e que toda a ajuda já é ótima. Mesmo que seja 10%, 20%, até chegar aos meus 150 já é ótimo.
Muito bem. O convite é acompanhar esta associação juvenil Estudar nas redes sociais, no Instagram, no Facebook, também através do site estudar.eu. Por lá têm todas as informações para se juntar também a esta causa, para ajudar a recolher e entregar material escolar em vários países. A Marta Pais de Almeida foi a fundadora desta associação, é a mente por trás de tudo isto e juntou-se a nós. Tem apenas 17 anos, é importante dizê-lo. Marta, muito obrigada pela tua disponibilidade.
Obrigada.
Tudo a correr bem e vamos acompanhando o teu trabalho. Obrigada.
Muito obrigada.
Obrigada. Olá, eu sou a Ana Filipa Rosa. Obrigada por ouvir este podcast. Se gostou, pode sempre partilhá-lo com alguém e ouvir a Rádio Observador. Estamos online, mas também no FM. Na Grande Lisboa em 98.7 e no Grande Porto em 98.4. Obrigada