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Foi o remate para a felicidade totalmente para dentro! Gol! Portugal, Portugal, Portugal!

E está na hora do último "Diário do Euro". Ao longo de quase um mês acompanhamos tudo o que se tem passado neste Europeu e hoje as últimas são trazidas pelo jornalista Rui Casanova. Olá, Rui, bom dia.

Bom dia.

Eu sei que estás com pena, mas vamos a isto. Tu és forte.

É o último episódio. É como dizia o Paulo ontem: hoje é que vamos ficar a saber quem que mata quem e quem casa com quem.

O fim da novela.

O fim da novela.

Não é hoje, é no domingo.

Sim, no domingo. Mas hoje é o último episódio.

Hoje é o nosso último episódio. Sim, já estamos com saudade.

Vamos levantar já uma pontinha de véu.

É isso. Véu da noiva.

Como ontem à noite, é todos pela Espanha, não é?

Espanha e Inglaterra.

Eu preferia a Inglaterra, por acaso.

Dias, ok.

Eu preferia Portugal.

Sim, Portugal. Mas pronto.

Não dá para todos.

Rui, sei que isto te dói. Isso de falar com pessoas que não percebem nada do assunto. Pouco dá.

Por acaso não tenho preferência.

Eu pessoalmente preferia a Inglaterra.

Olha, força.

Como ontem à noite não houve jogos, propunha aqui fazermos uma edição especial do "Diário do Euro", entre aspas, e recordar os momentos mais caricatos ou histórias mais curiosas desta edição do Campeonato da Europa. A começar, diria eu, o grande destaque por este senhor. Acho que todos sabemos quem é.

Isto anima. Estás a bater o pezinho. E a abanar a cabeça.

O anedotão do saxofone. Chama-se Andres Nurra. Ficou conhecido neste Euro 2024 por surgir espontaneamente entre os adeptos alemães e começar a tocar músicas conhecidas de saxofone. Ouvimos aqui esta bastante conhecida.

É muito.

Faz a festa, ele.

Completamente.

Faz a festa sozinho, sim.

Eu adoro o som de saxofone.

É ótimo.

É muito giro.

Ele acho que não era muito conhecido e agora, de repente, tem milhões de seguidores no TikTok e no Instagram. Hoje é um dos dois em redes sociais.

É o primeiro campeão deste Europeu.

E é alemão, não é?

É alemão.

O que bate certo com aquela "no fim ganha a Alemanha".

No fim tinham ganho de alguma forma.

Neste caso ganhou um alemão.

Já que não vão trazer o caneco. Então, Rui, que outras histórias tens para nós?

Agora uma história relacionada com um jogador e é a história do festejo de um gol. Não sei se viram o jogo no qual Espanha eliminou a Alemanha aqui alguns dias atrás.

Não, só o Paulo é que viu.

Este jogo ficou marcado por um grande gol de Mikel Merino, ou melhor, o jogo fica marcado pela celebração. Isto porque o gol surgiu já no prolongamento, deu a vitória à Espanha, os jogadores espanhóis eliminaram a seleção alemã e Mikel Merino, o autor do gol, jogador de 28 anos, celebrou a dar voltas à bandeirola de canto.

Eu vi isso.

E isto tem uma razão, que se calhar passou despercebida pela maioria das pessoas no início, mas este festejo tem uma razão. No fundo, Mikel Merino imitou o pai, que há muitos anos atrás, há mais de três décadas, marcou um gol naquele mesmo estádio de Estugarda e celebrou da mesma forma. Na altura, foi um gol marcado pelo Osasuna contra o Estugarda, em novembro de 1991, na altura, na Taça UEFA. O pai de Mikel Merino celebrou daquela forma, a dar voltas à bandeirola, e agora o filho, Mikel Merino, de 28 anos, marcou no mesmo estádio e celebrou da mesma forma. É uma história do futebol.

Já é um estádio talismã para nós. Tanto o meu pai marcando aquele gol na Copa da UEFA, nas quartas contra o Estugarda, como eu, tanto na estreia com a seleção, como ontem mesmo, no 119, para eliminar a Alemanha, na Alemanha. Algo tem este estádio que faz com que os Merino tenham datas marcadas.

Diz que é um estádio que dá sorte, é um estádio especial por esta relação com o pai e é um estádio que deu sorte e agora a verdade é que a Espanha está na final.

Por um instante pensei que era o Bruno de Vieira Amaral aqui. Está em Espanha.

Na coincidência, não é? Porque o filho podia não ter calhado naquele estádio.

Sim!

A curiosidade é que foi mesmo naquele estádio.

E marcou o gol.

Vocês acham graça a isso, mas eu quando penso neste-

Tu não achas graça nenhuma

...há uma que não me sai da cabeça, que é a história do banho.

É uma imagem muito fofinha.

É uma que me marca.

Acho que é também uma das grandes histórias deste Euro 2024. Contámo-la esta semana aqui no "Diário do Euro", mas acho que importa recordar. Falamos da fotografia de Lionel Messi e Lamine Yamal, uma fotografia que mostra Lionel Messi, creio que tinha na altura 17 anos, a dar banho a Lamine Yamal, banho literalmente. Lamine Yamal era um bebé de colo. Na altura foi uma campanha publicitária, uma campanha solidária, aliás, e agora, 16 anos depois, Lamine Yamal é um dos grandes heróis, um dos grandes nomes, uma das grandes figuras deste Euro 2024. E, como dissemos ontem, Lamine Yamal pode vir a jogar contra Messi no próximo ano, caso a Argentina e a Espanha se enfrentem.

Mas tu já estás a torcer para que a Espanha não ganhe. Não queres que se reencontrem.

Vamos ver se acontece e se calhar podemos contar essa história no próximo ano, num novo "Diário do Euro" ou noutro programa.

Tu vê lá.

Exatamente.

Cuidado com o que desejas.

Rui, então estamos a aproximar-nos aqui de fim do Euro. O jogo é no domingo, não é? Ao fim de às 20:00.

Estamos transmitindo aqui.

Temos que falar aqui de uns números, fazer um balanço estatístico.

Sim, trouxe aqui umas estatísticas deste Euro 2024 até agora. Houve 114 gols, por acaso fiquei surpreendido com este número. Estava a ver há pouco o site da UEFA, não estava à espera de tantos gols.

A contar com penáltis, se calhar, ou não?

Sim, creio que sim. E também com muitos autogolos.

Gols e autogolos e provavelmente penáltis, porque não houve tantos gols.

Sim, certamente. Eu acho que eles deviam começar por dizer aos jogadores qual é a baliza deles e qual é a baliza dos outros. Eu acho que isso era a primeira regra ali numa equipa.

Estes 114 gols dá 2.28 gols por jogo, é um gol a cada 39 minutos. Espanha é a melhor marcadora com 13 gols. Portugal lidera na tabela da posse de bola.

Olha!

Somos campeões, não é?

Campeões!

64,8% posse de bola para Portugal.

É impressionante. Já o que é que fizemos com ela?

Impressionante é com isso. Foi só mesmo isto. E melhores marcadores, cá estamos.

Melhores marcadores. Há vários, porque o número máximo de gols foi três, portanto, há vários jogadores na tabela com três gols. A UEFA dá aqui o pódio a Mikautadze, da Geórgia.

Mikautadze.

Da Geórgia, com quem Portugal jogou. No domingo temos então a final Espanha e Inglaterra, vamos ver quem leva a melhor.

E fica feito.

Já tenho saudades.

Já tens, não é?

Então vocês, pela Inglaterra, vocês não têm preferência.

Tanto me faz.

Esses são os prognósticos.

E tu, Paulo Ferreira? O que importa é o que tu dizes.

Que seja um grande jogo de futebol. Que ganhe o melhor.

Rui Casanova e o "Diário do Euro", que acompanhou tudo o que se passou neste Europeu. A final é no domingo, às 8:00 da noite, entre Espanha e Inglaterra, e vai poder ouvir aqui tudo na Rádio Observador. Obrigada, Rui.

Até já.

Foi o remate para a felicidade totalmente para dentro! Gol! Portugal, Portugal, Portugal!