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Venceram todos. Depois das seleções, Benfica, Sporting, Futebol Clube do Porto e Sporting de Braga, os quatro no topo da tabela, conseguiram vencer neste regresso ao campeonato, num calendário que ainda está por acertar no que toca ao Benfica, joga na próxima quarta-feira o jogo respectivo desta jornada 27. O Benfica joga no Estádio da Luz frente ao Farense. O Campeonato Português, as contas do nosso campeonato, é o tema em destaque nesta edição de "E o Campeão". Eu sou Miguel Cordeiro, vou estar à conversa hoje com o Gabriel Alves, o Augusto Inácio e o Pedro Henriques. Bem-vindos. Vamos começar pelo Futebol Clube do Porto, que venceu ontem o Estoril. Augusto Inácio, o jogo não foi fácil. Valeu Mora, que marcou o gol decisivo, e valeu também um Futebol Clube do Porto melhor nesse segundo tempo.
Bom dia a todos. É verdade, o Futebol Clube do Porto tem sempre dificuldades em jogar na Amoreira. Ao longo da história, tem sido sempre assim e ontem não fugiu à regra. Realmente um Porto vivo, dinâmico, agressivo, mas pouco esclarecido. Eu diria que o Porto melhorou muito defensivamente, curiosamente com o Estáquio nos números centrais, mas faltou sempre mais um homem no meio-campo para poder encostar o Estoril às cordas. O que é certo é que o Estoril praticamente não fez nenhum remate à baliza e ganhou uma grande penalidade num lance fortuito pelo Marcano. O que é certo é que o Porto também marca de empate também num lance fortuito, em que a bola bate no braço de um jogador do Estoril e o árbitro, não o VAR, marcou a grande penalidade. E depois, na segunda parte, apareceu aquele menino prodígio, o Rodrigo Mora, numa jogada fantástica, faz o 2 x 1 e dá a vitória ao Futebol Clube do Porto. É a segunda vitória seguida de Anselmi. O Porto melhorou nalgumas coisas, mas nota-se que tem muitas dificuldades. Melhorou defensivamente, é verdade, mas ofensivamente falta esclarecimento, falta qualidade, falta rasgo, falta combinações e falta acima de tudo mais presença na área. Eu diria que é uma vitória boa do Porto, dá moral para o jogo com o Benfica no próximo domingo, mas eu diria que o Porto está muito longe daquilo que o Benfica e o Sporting estão a fazer.
Gabriel Alves, o que te pareceu esta exibição do Futebol Clube do Porto? O Augusto já tocava aqui um bocadinho nisto. Ainda está à procura da sua melhor versão para esta equipa de Martín Anselmi, mas o que achaste desta exibição do Futebol Clube do Porto frente ao Estoril?
Olha, eu subscrevo tudo que o Augusto acabou de dizer, de forma muito clara e sucinta e objetiva. Embora, obviamente, que no Porto haja, digamos assim, um pouco como a primavera, o sol que está a aparecer agora em termos climáticos para os adeptos dragões, no meio dos dragões, portanto, o melhor que conseguiram desde que chegou o técnico sul-americano. Na imprensa internacional, o Mora é muito destacado, os mercados já estão por aí, etc. E também o Samu. Mas eu estou de acordo completamente, subscrevo tudo o que o Augusto acabou de dizer, conforme disse, de forma sucinta e objetivamente. Mas olhando para aquilo que são os três grandes, isto porque depois vai. Olhando para o Gil Vicente, olhando para o Estrela da Amadora, olhando para o Estoril Praia e olhando para os jogos deste fim de semana, que haveria aqui a expectativa de equipas pequenas que lutam por algo, umas para não descer, caso Gil Vicente e Estrela da Amadora, o Estoril está um pouco melhor, mas é um campeonato muito pobre destas equipas. É, de facto, muito pobre. E isto leva a que o campeonato dos três grandes, aqueles que lutam por um título, por aquilo que é Europas, etc, também seja muito pobre em relação àquilo que tem vindo a ser ao longo dos anos. Eu chamo a atenção aqui para um fator que me parece que é importante, que eu hoje li. Também é um artigo curto, li e estou dentro do assunto, sei, mas acho que foi hoje, veio a terreiro e chamo a atenção para isso e chamo os nossos observadores. Leiam porque é curto, é fácil de ler, tem poucas linhas, mas tem conteúdo, que é um artigo assinado pelo José Manuel Delgado na Bola sobre aquilo que são a média das assistências no futebol português. A média, tirando os três grandes, é de 38.8 nos estádios e há mesmo três jogos abaixo dos 800 espectadores a verem as partidas. Portanto, isto quer dizer, esta falta de assistência, esta falta de público corresponde, de facto, à pobreza, porque o futebol é caro, custa bastante dinheiro e o público não se sente motivado para ir ver os jogos da sua terra, das suas equipas, das suas zonas, das suas regiões. Portanto, esta pobreza, e quando vêm dizer que a Liga Portuguesa é uma liga competitiva, não é. Estejam atentos que não é, e por isso está no estado em que está. É ela e a francesa, independentemente da liga francesa ter um clube do Qatar, que obviamente dá oito, dá sete, dá seis, vai por aí fora, porque quando a liga francesa também tinha alguma competitividade, a verdade é que houve figuras empresariais a comprarem, mas hoje querem-nas vender, Mónaco, Lille, tirando lá o caso do Marselha, mas isso é um caso à parte, que naturalmente é um study case. Portanto, a verdade é esta: futebol português, algo vai ter que mudar. E quando olhamos, e sei que vais pecar nisso, nesta questão da Federação, Comitê Olímpico, portanto, figuras do futebol, uma no Comitê Olímpico, outra. Vamos ver se isto é uma luta de instituições ou é uma luta de manjericos e manjeronás.
Pedro Henriques, já vamos a este tema, mas ainda falar aqui do campeonato e desta exibição do Futebol Clube do Porto. As tuas notas sobre esta exibição do Dragão?
Rodrigo Mora nota claramente destaque, porque realmente ele e o Samu, claro, e o Diogo Costa, obviamente, são talvez os três jogadores que num Porto renovado terão claramente lugar. Isto na perspectiva de que são os jogadores com mais qualidade, não obstante eu achar que também o Marcano é um central de outro patamar, de outro nível. De resto, o Futebol Clube do Porto reflete, em termos exibições e em termos das dificuldades sentidas nesta época, aquilo que eu acho, e por isso é que também se fala numa grande renovação do Porto em termos de jogadores, que é alguma ou muita falta de qualidade para aquilo que é o Futebol Clube do Porto. Mas que dá, obviamente, e pegando nas palavras aqui do Gabriel Alves, para aquilo que é medianice do nosso campeonato e, portanto, para consumo interno dá, mas depois percebemos que falta qualidade para altos voos. Mas Rodrigo Mora ontem a destacar claramente. Os jogadores, nesse caso o Marcano e o Özgür, a cometerem pênaltis, porque continuam a esquecer-se, como aconteceu já no pênalti a favor do Sporting. Os jogadores estão-se a esquecer que há vídeo-árbitro e mesmo que o vídeo-árbitro não acerte sempre, nem sempre acerta, é fácil. Estas pequenas faltas e estas pequenas infrações que antes passavam claramente despercebidas aos árbitros, porque eram lances muito rápidos, muito difíceis, com muita gente na área, agora mãos, cotoveladas, etc., dificilmente passam no crivo e, portanto, há aqui um mindset que tem que ser mudado em relação aos jogadores na postura, porque acabam por ser penalizados e penalizar as equipes de forma completamente desnecessária. Portanto, vai longe os tempos em que o pênalti era cometido, porque realmente o jogador ia por ali fora e era uma jogada de perigo, e agora não. Agora temos lances completamente perdidos, transformados em pênaltis, sem necessidade nenhuma, mas que são pênaltis, isso é um facto. E de resto, vou deixar aqui em aberto isto que vai ser, eu julgo que o Benfica, nem vou dizer com menor dificuldade. O Benfica vai claramente ganhar ao Farense, embora o Farense seja uma secção muito aflitiva e sabemos que as equipes em situação de aflição são muito complicadas. Deixando para aquilo que vai ser a próxima jornada, a tempo falaremos nisso, domingo e segunda, provavelmente dois jogos que eu acho que não serão determinantes no sentido de decisão final, mas que vão ser muito importantes para as contas do campeonato, falo do Porto e Benfica e falo do Sporting Braga, domingo e segunda-feira, respetivamente.
Vamos precisamente a essas contas do campeonato. Portanto, para esta jornada 27, falta, no que toca à liderança, o jogo do Benfica com o Farense. O jogo é na quarta-feira, às 18h15, no Estádio da Luz. Para já, ainda sem esse encontro, se olharmos para a classificação, o Sporting é líder com 65 pontos em 27 jornadas. O Benfica surge em segundo, com 62 pontos em 26 jogos, neste caso. O Futebol Clube do Porto, com 27 jogos completados, tem 56 pontos. O Sporting Braga tem exatamente os mesmos pontos, 56, com 27 jogos. Augusto Inácio, já tens dito que estamos perante uma luta a dois. O Benfica é importante vencer o jogo de amanhã para depois entrar nessa jornada que pode ser tão importante no próximo fim de semana. Com o Futebol Clube do Porto, que é um clássico sempre difícil, mesmo tendo esta diferença de pontos entre o Benfica e o Futebol Clube do Porto, é importante para as Águias chegarem na máxima força a esse duelo decisivo.
Antes desse jogo, como já foi dito aqui, o Benfica vai jogar com o Farense, tem que ganhar esse jogo para igualar a pontuação com o Sporting no primeiro lugar e depois há o tal Porto-Sporting, mas também há um Sporting com o Braga. E é preciso não esquecer isso, porque também o terceiro lugar está em jogo. O Porto luta pelo terceiro lugar juntamente com o Sporting Braga, dois jogos extremamente difíceis. O Porto, quando é estes jogos, normalmente, e é sempre assim, independentemente da classificação, este brilho é apoiado pelos adeptos que querem ver a sua equipa ganhar e o Porto está em crescendo, o Benfica está num bom momento também, mas eu sinto pelo jogo, pela confiança, pela forma como as equipas estão a jogar, que o Benfica está melhor. O Benfica está melhor, mas o Porto no Dragão, já se sabe, é uma equipa difícil, é uma norma. Agora, nestas coisas, depois não se olha para a classificação, não se olha para os pontos, olha-se para aquilo que é o Porto, que está habituado a ganhar, mas que este ano as coisas não estão a correr bem. O Benfica que quer ganhar, eu digo a todo o custo, quando eu digo a todo o custo, foi porque as aquisições que fez no mercado de janeiro foi realmente para ser campeão este ano e quer ser campeão este ano, até porque é o ano das eleições no Benfica, e o Sporting que já há mais de 70 anos, salvo erro, não é bicampeão e também quer ser campeão. Por isso, está aqui tudo ao rubro, está tudo à espera quem escorrega quem. O Porto joga em casa, enfim, é um resultado imprevisível. Eu não vou dizer quem é que vai ganhar, qual é o tipo de resultado. Agora, o que eu acho é que o Benfica tem mais equipa para ganhar ao Porto do que o Porto tem mais equipa para ganhar ao Benfica. Mas nestes jogos, depois é o individual e não só coletivo, é o individual, é a personalidade dos jogadores, é aquela força interior que os jogadores têm. Como se costuma dizer, é Porto, eu vou jogar a Porto. Pois, o Porto realmente tem dinâmica, o Porto está agressivo, o Porto está vivo no sentido, mas em termos de jogo jogado, em termos de procura de gol, em termos de criatividade, eu vejo o Benfica melhor apetrechado neste momento do que o Futebol Clube do Porto.
Muito bem, temos as contas para ir fazendo ao longo desta semana e também nas semanas que se seguem, naquilo que toca à liderança. Vamos também falar de um grande duelo que temos agora no futebol português. Surgiu de repente, no último mês, o duelo entre Fernando Gomes e Pedro Proença. Há vários aspetos nesta luta, mas tudo isto escalou quando, nos últimos dias, Fernando Gomes decidiu enviar a todos os representantes um esclarecimento Sobre aquilo que é um apoio a Pedro Proença. E vou citar aqui o que está agora no comunicado que acaba de ser divulgado pela Federação Portuguesa de Futebol: o país viu-se confrontado com uma tomada de posição por parte do presidente do Comitê Olímpico de Portugal, que informou as 55 federações que constituem o caderno eleitoral da UEFA de que não vai apoiar a candidatura nacional que o próprio propôs, Fernando Gomes propôs isso e formalizou em fevereiro. Tudo isto fez estalar esta crise no futebol nacional. Pedro Proença reuniu de emergência na Federação Portuguesa de Futebol e pondera agora reunir-se com o governo, pedir uma audiência ao governo de urgência para explicar toda esta situação e para detalhar toda esta situação. Vai também enviar uma exposição ao Conselho de Ética do Comitê Olímpico de Portugal. É mais um episódio nesta novela. Eu gostaria de ouvir, Gabriel Alves, a opinião sobre tudo isto. Como é que chegamos a este ponto e como é que podemos, de facto, sair desta situação, que parece ser mais uma situação entre duas pessoas do que entre duas instituições?
O que eu dizia há pouco, se isto é entre instituições ou é entre pessoas, isso é uma guerra de manjerica e manjerona. E lá estão a perguntar o que é que isso sai de bom, primeiro, em termos globais, para o desporto em Portugal e em termos particulares para o futebol. Portanto, essa é que é a grande situação, esse é que é, de facto, o pano de fundo. E o que isso tem a ver também, em função de tudo o que se está a envolver nesta altura, a presença do novo presidente do Comitê Olímpico de Portugal, com aquela situação de uma auditoria da federação desde 2016, se não estou em erro. Portanto, o que se está a passar? Luta entre pessoas, zangas, e o que o desporto português beneficia? Olha, vamos ter eleições, vamos ter um novo governo. Seria bom que este novo governo, seja quem for eleito, que reflita, que pense, que amadureça a situação do ministro para o desporto. Portugal não tem um objetivo em termos desportivos devidamente traçado a cinco, 10, 15, 20 anos. Seria bom para que, de facto, isto passe a ter uma regra, um regulamento, chamemos isto, uma lei sobre o que é o sistema desportivo em Portugal. A lei do sistema desportivo em Portugal, eu acompanhei muito de perto a primeira, nos anos 80, com o engenheiro Roberto Carneiro, naturalmente era ministro da Educação, um grande senhor que ligava as coisas com muita objetividade. Tive a oportunidade num programa de rádio, 24ª Desporto, com ele em direto, explicar tim-tim por tim-tim tudo aquilo que eram as novas normas, os artigos, etc. Portanto, Portugal está a precisar disso, porque senão isto passa a ser um desporto de figurantes, e isso não pode ser.
Pedro Henriques, sobre este assunto, começa o comunicado que foi divulgado há pouco: "O futebol português vive momentos absolutamente vitais para o futuro, com as eleições para o comitê executivo da UEFA agendadas para o dia 3 de abril". Depois é referido que Portugal está a tentar organizar esse Campeonato da Europa feminino em 2029 e, já se sabe, o Mundial em conjunto com Espanha e Marrocos logo no ano a seguir, 2030. E tudo isto surge na altura em que Portugal tenta entrar em força nestas duas organizações e em que, de repente, Fernando Gomes envia essa mensagem às 55 federações que constituem o caderno eleitoral da UEFA a dizer que não apoia a candidatura de Portugal a esse comitê executivo da UEFA. Como é que vês toda esta situação, Pedro Henriques?
Em primeiro lugar, não é bom para o desporto nacional e sobretudo para o futebol português, porque mesmo quando nós temos, nós falamos muito isso, aconteceu ao Benfica, Porto e Sporting para consumo interno, e agora podemos estender isto ao plano internacional. Mesmo que haja, quer em termos pessoais, que isto é uma guerra pessoal, mas mesmo que haja problemas em termos pessoais, problemas em termos institucionais, ainda agora recentemente o Porto ficou zangado com o Benfica e com o Sporting por causa da justificação da morte de Pinto da Costa, do Sporting não ter efetivamente mandado as condolências. Mas quando, eventualmente, se forem reunir agora na Liga para resolver um problema qualquer, uma situação qualquer de organização do futebol, não podem levar isso como forma de vingança. Aqui é a mesma coisa. Mesmo que em termos pessoais o doutor Fernando Gomes esteja muito zangado, chateado e aborrecido com o Pedro Proença e haja problemas, não pode, naquilo que é a nossa projeção para o exterior, levar e fazer aquilo que ele fez. E portanto, há aqui um erro claro e óbvio, utilizando a linguagem do próprio Cavaco Silva, por parte do senhor Fernando Gomes, quando envia esta carta, mesmo que não queira apoiar, mesmo que ache que o Pedro Proença possa não ser a pessoa certa. O importante é termos alguém nessa comissão executiva. Não é só para esses dois eventos, um que vai se realizar, que é o Mundial, e esse do futebol feminino, mas é por todos os outros eventos e sobretudo pela influência que quando tu estás dentro das comissões, podes exercer. Não é para tirares partido individualmente, é para todos tirarem partido e obviamente Portugal não ser esquecido. E acho que esse é o problema. Eu acho que quem fica mal neste filme todo é exatamente o Fernando Gomes com esta atitude que teve. Porque se nós olharmos para o comunicado que inclusivamente o Pedro Proença fez antes, quando diz que tinha o apoio, ele elogia o Fernando Gomes, elogia o trabalho feito na federação, elogia tudo. E o que o Fernando Gomes faz? Exatamente ao contrário. Diz que Pedro Proença está a destruir há 13 anos, mas está a destruir onde, como e por quê? Quer dizer, isto é só ridículo. E o doutor Fernando Gomes neste momento está com problema, obviamente que está, que tem a ver exatamente com esta guerra pessoal, mas eu penso que isso também tem ramificações naquilo que o Pedro Proença fez, e fez muito bem, que é: ele tinha já uma auditoria para quatro anos, que é normal, quando tu pegas numa instituição. Até nós na tropa, eu quando fui capitão e me tornei comandante de companhia, a primeira coisa que eu fiz foi ver o que estava para trás, no sentido de auditoria, nós chamamos de outra coisa. É assim que se faz sempre. Só que o Pedro Proença fez muito bem, quando se apercebeu que de repente entraram lá dentro, levaram computadores, e havia aqui uma suspeição dos tais sete milhões que desapareceram de uma venda de um edifício. O que ele fez? Estendeu de quatro para oito anos pra apanhar exatamente esse período. Isso está algum mal? Bem pelo contrário, auditoria não tem mal nenhum. Até se o doutor Fernando Gomes realmente estiver limpo, e eu acredito que sim, que não tenha tido nenhum problema, essa auditoria até o vai ajudar. Portanto, é uma guerra que eu acho que é mau para Portugal, mas quem fica mal na fita neste momento é o senhor Fernando Gomes com esta atitude que teve, e isso não vai ser bom. E ele tem uma responsabilidade muito grande. É responsável pelo Comitê Olímpico Internacional, onde o futebol, embora sem grande impacto a nível olímpico, também lá está, é uma das instituições que faz parte.
Ô Ginásio, a tua opinião sobre todo este caso?
Já foi quase tudo dito pelo Gabriel Lopes e pelo Pedro Henriques, mas eu estou completamente de acordo. Isto é mais uma luta entre o Fernando Gomes e o Pedro Proença. E o Pedro Henriques explicou muito bem, talvez, o porquê dessa azia do antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Há uma coisa que eu sei: todas as vezes que um presidente é eleito, a primeira coisa que diz é que estão ali para defender o futebol português. E aquilo que eu pergunto é: onde é que está aqui a defesa do futebol português? Não está aqui defesa nenhuma, está aqui a ser prejudicado o futebol português. É verdade que nós custa-nos muito estar nos centros de decisões, nos comitês executivos da UEFA, e a nossa representação é muito boa, muito válida. Enfim, estamos representados e não tendo lá nenhum português, é evidente que o nosso futebol também fica um pouco desacreditado e fica um pouco à margem daquilo que são as grandes decisões. Por isso, estas coisas mexem um bocadinho comigo, porque quando toca a coisas pessoais com coisas que são nacionais e institucionais, a verdade é que ninguém ganha nada com isto, muito menos o futebol português. E claramente, parece-me a mim que o Fernando Gomes não quer que o Pedro Proença faça melhor do que ele.
Vamos às nossas notas de campeão. Pedro Henriques, começa desse lado.
É exatamente este o tema e o assunto que eu tinha, dizendo o seguinte: obviamente, que eu estou aqui como comentador e como comentador sou livre naquilo que são as minhas opiniões e até inclusivamente tomar partido por pessoas, ou por atitudes, ou por ideias. E eu claramente aqui vou manifestar nota negativa para Fernando Gomes, porque esta carta, por todas as razões que ele pudesse ter em relação ao Pedro Proença, seja individualmente, seja institucionalmente, prejudica acima de tudo o futebol português e Portugal de uma maneira geral em termos de desporto. Ainda por cima alguém que tem uma responsabilidade acrescida, porque foi eleito, neste caso, como responsável pelo Comitê Olímpico Internacional. E da mesma maneira que eu dou nota zero a Fernando Gomes, dou exatamente no polo oposto, nota 20 ao Pedro Proença, passando exatamente pelo Pedro Proença, porque ele antes deste comunicado, ele próprio fez um a elogiar Fernando Gomes, o trabalho de Fernando Gomes, o trabalho da Federação, independentemente de depois ter dito que requeria o apoio, mesmo que não o tenha. E por isso dou nota 20, porque eu sei do valor e da qualidade técnica que o Pedro Proença tem e ele tudo fará, e ele sempre fez isso. Reparem, ele era presidente das Ligas Europeias ainda recentemente e não foi Portugal que o colocou lá, que o elegeu, foram as próprias Ligas Europeias. É uma pessoa que tem uma grande projeção internacional, não só pelo seu passado, que foi considerado inclusivamente o melhor árbitro do mundo em dado momento, mas também no seu presente, no trabalho que fez na liga e sobretudo na projeção internacional que deu, mesmo que a nossa liga ainda tenha muita coisa para fazer e para resolver. Ele era o presidente das ligas. E, portanto, nota 20 para Pedro Proença, nota zero para Fernando Gomes. Eu acho que não ficou bem para o Fernando Gomes neste momento com a carta que fez, só prejudica o desporto nacional e o futebol português em particular.
Augusto Inácio.
Nota 20 para o Sporting, para o andebol do Sporting, particularmente para o Nuno Dias, décima Taça de Portugal, num grande jogo de futsal que o Sporting ganhou 4x3 ao Benfica. E esse Sporting futsal está em grande e está sempre em grande. E também nota 18 para aquele menino Rodrigo Mora, que realmente desbloqueou um jogo que deu a vitória ao Futebol Clube do Porto, mas acima de tudo mostrou muito a sua classe.
Gabriel Alves.
Nota medíocre para a arbitragem em termos internacionais. Aquilo que se passou no fim de semana no jogo Real Madrid-Leganés, porque não é um jogo qualquer, onde está o Real Madrid com a dimensão que tem. González Fuertes das duas, uma: ou é incompetente e não pode arbitrar, ou tem medo do estado do Real Madrid por tudo que se passa à volta do Real Madrid. Mas mais grave que González Fuertes, que assinala um penálti que não é, não assinala um que é, marca uma falta que não é e dá um cartão amarelo que é gravíssimo, que não há razão para tanto. Portanto, a questão é o VAR. Então o VAR está lá para quê? Está cego? Dizia bem o Pedro Henriques há pouco que o vídeo árbitro está aí, que naturalmente olha. Mas olha que há jogos que o vídeo árbitro fica cego, não sei por quê. E isto é muito grave, porque está a tomar dimensões internacionais com tudo o que se está a passar. Muito grave dá de ser o Real Madrid, que é um clube que foi beneficiado e que lhe ofereceram o gol e ofereceram-lhe o resultado no fim de semana. Quero dar nota 8 para Sérgio Conceição, continua sem ganhar, zero para o Félix, que é uma invenção do Sérgio Conceição, digamos, da equipe, e pode pensar em Gasperini para o substituir. E eu não dou dizer que é 100%, mas digo já em 95%, o treinador da Atalanta está a caminho de Milão. E quero dar 20. Olha, a quem? A um fulano que não é mediático, mas que está a dar desde a semana passada, que tem aparecido nas redes sociais, portanto, nos canais digitais, uma excelente entrevista. Luís Figo. Ouçam lá. Tem lá muitas verdades, tem lá muita coisa objetiva, muito interessante. 20 para Luís Figo.
Terminamos assim esta edição de "E O Campeão É...".