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Agora começa o som do apito inicial de mais uma edição de "E o Campeão É". Hoje todos, imagino, com um sorriso de orelha a orelha, pelo menos satisfeitos com a qualificação do Braga para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Os bracarenses bateram ontem o Panathinaikos, da Grécia, por 1 x 0, no Estádio Olímpico de Atenas, a ferver. Não terá sido seguramente fácil, sob o ponto de vista emocional, para os jogadores do Braga, mas a verdade é que os arsenalistas se juntam a Porto e Benfica. Gabriel Alves, boa tarde. Uma passagem justa, tendo em conta o desempenho do Braga no jogo de ontem?
Boa tarde. Sim, uma passagem justíssima. E diga-se com brilho, porque não se despreza o adversário que o Braga teve neste playoff. Uma equipa coesa, forte, não de estrelas, mas uma equipa com bom coletivo, grande atitude, grande caráter, grande determinação, só que o Braga foi superior. Foi superior, portanto, tem o prémio do investimento feito no decorrer do defeso para este cenário, que concretizou e, portanto, está de parabéns a estrutura diretiva presidida por António Salvador, a técnica e os jogadores que fizeram o desempenho daquilo que lhes foi pedido. Isso é muito importante. Responderam às ansiedades daquilo que era a vontade do clube. E isso viu-se bem no final da partida, com aquela alegria muito específica. É evidente que quando se ganha se está alegre, mas ali havia sentimento. Havia sentimento de clube, para além desse sentimento de mercado que anda por aí, de dinheiro, de trocas e balrocas. Ali havia sentimento de clube. E isso é importante sentir, e é bom sentir, porque ainda tem aquele toque romântico do futebol, e isso é bom validar e sublinhar. Só aqui notas muito rápidas: experiência dada à equipa, Zé Fonte, Pizzi, para além do Ricardo Horta, que lá estava. Qualidade com Viktor Gomes, com Dalot e, sobretudo, e isso eu queria deixar aqui muito vincado, Bruma. Era um menino que há uns anos, com muita controvérsia, foi-se embora, mas era um menino cheio de fecunda para o futebol, técnica, tática, um futuro brilhante que depois andou por aí. Está de regresso o senhor Bruma. Parabéns, Bruma. Parabéns pelo proceder, pelo Braga, pela região, por aquilo que ela representa para o Minho, esta vitória. E Bruma, que é mais um futebolista no grande escaparate do futebol português.
Pedro Henriques, o que pode fazer este Braga agora nesta fase de grupos da Liga dos Campeões? Ambicionar chegar à fase seguinte da competição?
Boa tarde. Claro que, como é óbvio, todos os que entrarem nos potes e depois nos grupos terão sempre a ambição primeira de, independentemente dos adversários, chegarem à fase de grupos. Relembrar que o Benfica está no pote um, o Futebol Clube do Porto no pote dois, o Braga no pote três, o que significa que não pode haver cruzamentos, pois obviamente nesta fase nem com o Benfica nem com o Porto. Os potes um e dois já estão fechados, o três e o quatro ainda estão dependentes dos resultados de hoje. Por exemplo, o Braga no pote dele tem o Shakhtar, o Salzburgo, a AC Milan, o Lazios, o Estrela Vermelha, portanto, não se vai cruzar com eles. Do pote quatro vêm algumas equipas que poderão ser sempre teoricamente interessantes, mas não se esqueçam, estão lá o Newcastle, um clube novo rico, Real Sociedad, Celtic, Lens e a União Berlim e fora depois os que ainda faltam. E do pote um e pote dois? É lógico que a grande novidade eu acho que é poder jogar com equipes do pote um como o City, o Barcelona, o Napoli, o Bayern de Munique ou Paris Saint-Germain, ou do pote dois, como o Real Madrid, o Inter de Milão, o United, o Arsenal, o Atlético de Madrid, o Leipzig. Portanto, eu acho que isso é a grande alegria também que o Braga vai ter, que é fora e sobretudo no seu estádio, poder receber estes clubes que normalmente todos nós estamos mais habituados. Já estamos habituados a vê-los cá em Portugal, como Benfica, Porto, às vezes com o Sporting, mas sobretudo noutros patamares. E portanto, arrecadaram já, ou podem arrecadar 30 milhões, 15,6 pela entrada e depois o prémio relativo ao ranking de 10 anos da UEFA, se o Braga mantiver aquela questão do 11º lugar, poderá ser 30 milhões. Relembrar que são 2,8 milhões por cada vitória, são 930 mil euros, portanto, quase 1 milhão por cada empate. E todos os pontos que Braga, Benfica, Porto na Champions League, Sporting na Liga Europa vão fazer, vai ter que ser dividido por seis, porque para todos os efeitos, Vizela e Vitória Sport Clube, que já foram afastados, continuam a pesar. E esta é a outra questão, é que acima de Portugal temos neste momento a França. Os Países Baixos já passaram à França, portanto temos a França e temos os Países Baixos. França com seis equipas a pontuar a dividir por seis, e os Países Baixos com cinco equipas a pontuar a dividir por cinco. E atrás de nós, nos nossos calcanhares, os belgas, com cinco equipas a dividir por cinco. Portanto, isto para dizer o quê? Não estamos em muitos bons lençóis, isto é, olhando para frente naquilo que poderá ser positivo para apanharmos os que estão à frente, para podermos ter mais equipas, nomeadamente na Liga dos Campeões, está difícil. E atrás, os belgas já vêm a tentar ocupar também o nosso lugar. E por isso é bom que Benfica, Porto e Braga na Liga dos Campeões, embora os pontos da Liga dos Campeões sejam iguais à Liga Europa, mas depois há um coeficiente da Liga dos Campeões
Que é ligeiramente superior e o Sporting de Liga Europa convém que façam boas fases de grupos, que façam bastantes pontos e para o Braga a ambição de passar a fase de grupos existirá. Vai ser difícil, já sabemos que sim, mas os últimos anos também nos têm revelado que era assim para o Benfica e para o Porto e eles têm conseguido, e para o próprio Sporting, e eles conseguiram passar aos oitavos finais. A ver vamos.
Bruno Vieira Amaral, surpreende esta passagem à fase de grupos do Sporting Clube de Braga ou de facto a qualidade que o plantel tem apontava precisamente neste sentido?
Não é surpreendente. Aliás, eu acho que o Braga era favorito e dissemos isso antes desta eliminatória, dissemos isso antes do jogo de ontem. Agora, não foi fácil ontem. O Braga teve ali momentos em que teve de passar pelas chamas do inferno, mas agora chegou ao paraíso dos milhões. E eu acho que este apuramento para a fase de grupos da Champions é o alicerce para o que deve ser a prioridade do Braga neste ano, que não é a Champions, é o campeonato, é disputar mesmo o campeonato nacional e acho que essa é que é a prioridade do Braga e esse é o objetivo do clube, do seu presidente, do treinador e dos jogadores que estão lá, porque da Champions aquilo que era importante ser feito, já foi feito, que é o apuramento com os milhões que isso significa. Agora tudo aquilo que acontecer será um bónus e vai depender muito também do grupo em que o Braga calhar. Não foi uma surpresa, o Braga preparou-se e investiu para este momento, para conseguir este objetivo e conseguiu. Repito, não foi fácil, mas foi inteiramente merecido.
E agora vamos falar sobre o mercado de transferências e há muitas notícias à medida que nos aproximamos da data final para que os clubes em Portugal possam comprar. Há a notícia de Gonçalo Guedes, do teu Benfica, que mais um ano de empréstimo do Wolverhampton ao Benfica. Satisfeito? Vai de facto combater alguma necessidade do plantel?
Sim, é mais uma opção entre as muitas opções que o Benfica tem para o ataque. Neste momento, Gonçalo Guedes está lesionado. Creio que o empréstimo do Wolves também tem a ver com essa situação clínica do jogador. Deverá estar afastado até, pelo menos, outubro, mas estando em condições, estando em forma, é claro, uma excelente opção para o Benfica. Não sei se será titular, mas há aqui várias possibilidades, dependendo também do sistema tático em cada jogo pelo qual Roger Schmidt optar. Mas é sim uma mais-valia para o Benfica, um jogador identificado com o clube, um internacional português, creio que é mais qualidade para o Benfica. Depois há outras movimentações que eu ainda espero.
Vamos a isso.
Sim, ainda espero que o Benfica consiga um substituto, um concorrente para Alexander Bah. Acho que é uma das lacunas do plantel do Benfica. E vamos ver também como é que as coisas vão ficar.
E à esquerda, não é?
À esquerda.
Porque aparentemente Schmidt não aposta em Ristic.
Pois, isso é muito estranho, eu sei. Eu ouço depois alguns benfiquistas a dizer que tem havido uma campanha contra o treinador alemão. Quanto a mim, se haverá campanha, não é certamente da parte da maioria dos analistas e dos comentadores. Agora, é impossível não ficar perplexo com esta decisão de Roger Schmidt, com estas escolhas que ele tem feito, por exemplo, em relação ao lado esquerdo da defesa. Então, agora no início da época é que ele percebeu que Ristic não é jogador para aquele lugar, não tem as qualidades necessárias. O ano passado ele trabalhou com Ristic. Ristic não era titular, estava lá Grimaldo, mas se o jogador não tinha qualidade para assumir, já nem digo a titularidade, mas a luta pela titularidade, então isso tinha de ser uma decisão tomada com antecedência para o Benfica se precaver. Foi contratar Juran Sek para ser titular. Quanto a mim, não se gasta tanto dinheiro num jogador, num lateral esquerdo, para não ser titular, mas em termos das alternativas, Ristic, obviamente, se o ano passado foi uma alternativa a Grimaldo, este ano estaria em condições para disputar a titularidade com Juran Sek. Esse é um problema inventado por Roger Schmidt e se ele não conta com ele, é preciso outro jogador para aquele lugar, obviamente. Depois ainda há a questão da baliza e eu aí volto a insistir. O Benfica contratou Trubin para concorrer com Vlachodimos. Se Vlachodimos sai, seja por que motivo for, é preciso um outro jogador.
É apontado a Nottingham Forest.
Sim, Samuel Soares, eu acho que é um guarda-redes com muito potencial, mas não tem neste momento capacidade, qualidade, não oferece segurança à defesa para ser titular do Benfica. Isto não é uma crítica ao potencial do jogador, é um facto neste momento, e viu-se no jogo contra o Gil Vicente, neste momento ainda não é jogador para ser titular do Benfica e eu não compreendo como é que durante anos temos um guarda-redes titular ao qual são sempre apontadas deficiências e falta de qualidade para ser titular no Benfica, que é Vlachodimos, e de repente é Samuel Soares o titular. Para mim, poderia ser outro jogador, outro guarda-redes, mas que fosse inegavelmente superior a Vlachodimos, que não é o caso de Samuel Soares, que eu até considero neste momento um guarda-redes inferior ao grego.
E como não temos tempo para abordar cada uma destas contratações com os nossos campeões, vou agora falar com o Pedro Henriques, não sobre o empréstimo de Gonçalo Guedes ao Benfica, mas sobre as contratações do Porto. Há a contratação de Ivan Jaime, ainda não é oficial, mas a imprensa desta quarta-feira dá conta que o Porto vai mesmo contratar o jogador do Famalicão por € 10 milhões. E há também a informação de que Mehdi Taremi estará mesmo a caminho do Milan por uma verba de € 15 milhões. Pedro.
Ora bem, por partes. Uribe e Otávio, não há jogadores insubstituíveis, mas são jogadores que pelo rendimento que tiveram no Futebol Clube do Porto, são difíceis de esquecer. O Taremi foi o melhor marcador da época passada. Anda triste, isso percebe-se claramente. Não está feliz, não está com rendimento. Se calhar, por causa deste mercado, se calhar, por causa disto que agora se está a falar e se calhar agora concretiza-se aquilo que se pensava, que a saída dele estaria iminente. Por outro lado, o Futebol Clube do Porto, por muito que olhe para a parte desportiva, tinha que fazer dinheiro, sabia-se isso. Foi o próprio doutor Fernando Gomes que falou nisso, que era os tais 50 milhões e o Futebol Clube do Porto precisava de fazer esse dinheiro, sendo que o Taremi foi uma das possibilidades. O Otávio era o tal impossível de sair na perspectiva de ser a extensão do Sérgio Conceição. Resumindo e concluindo, entre o deve e o haver, o que é que se pode dizer? Eu diria o seguinte, não que esquecendo o Otávio e Uribe, eu acho que com o Nico, com o Varela, com o próprio João Moutinho e com a vinda do Evanheim, o Sérgio Conceição terá, pelo menos, a hipótese de tentar de alguma maneira fazer uma coisa que eu sei que com Grujić e com o Eustáquio não consegue fazer, que é tentar dar lá aquele miolo de meio-campo, qualquer coisa melhor. O Grujić efetivamente com algumas lacunas, é um jogador bom para ter no plantel para poder entrar. O Eustáquio, acho que falta-lhe qualquer coisa e nomeadamente a capacidade de gerir a sua maneira de estar no jogo de forma diferente. Viu-se no último jogo. Em condições normais, tinha sido expulso muito cedo e isso também é importante para a maneira como um jogador que joga naquela posição tem que jogar. Em relação ao Taremi, eu não me surpreendo que ele possa sair, embora seja um jogador que se perde. Foi o melhor marcador no ano passado e tem sido um bom abono de família do Futebol Clube do Porto, na perspectiva de que o jogador que está lá e que veio do Gil Vicente, o espanhol, pudesse vir a ter mais hipóteses de jogar. Até agora, o que se viu é que ele não tem sido aposta. Portanto, o Namaso e o Toni Martínez estão os dois mais próximos da titularidade. Porventura o Evanilson que tem estado lesionado. E estava com a ideia que o jogador espanhol que veio do Gil Vicente, e está-me a faltar o nome agora.
Fran Navarro.
O Fran Navarro, exatamente, obrigado. Pudesse ser a tal aposta, que eu acho que até era isso que estava no pensamento quando o Porto, em janeiro ou coisa que o valha, começou-se a falar que já estaria um pré-acordo, numa perspectiva de substituir um Taremi, porque o Porto precisava de realizar dinheiro. Resumindo e concluindo, eu não acho que o Porto possa estar melhor quando se perde o Uribe e Otávio, mas foi buscar quatro jogadores para o miolo, cada um com características diferentes, que podem ser uma mais-valia para o Futebol Clube do Porto. E agora também com esta questão do lateral-direito, que claramente o Porto também precisa para ter uma alternativa ao João Mário. Pelo menos aparentemente, em termos quantitativos, para os setores, o Porto tem soluções. Agora a questão é ter soluções que deem o rendimento que o Futebol Clube do Porto, que o Sérgio Conceição queira. E até agora o que se tem visto, está bem que alguns deles ainda não começaram a jogar, é que o Futebol Clube do Porto tem tido muitas dificuldades, com méritos dos adversários, de conseguir resolver os jogos de forma um bocadinho mais superior. É tudo muito no esforço, tudo a acabar.
Isso viu-se neste último encontro dos Dragões frente ao Rio Ave. Gabriel Alves, no Sporting, Fresneda esteve nas bancadas do Estádio José Alvalade, neste último encontro frente ao Famalicão. Ainda não é oficial, mas a crer naquilo que é avançado pela imprensa, vai mesmo ser jogador do Sporting. Uma boa contratação pelos leões?
Já referi isso ao tempo que sim, é um bom jogador, com margem de progressão, um excelente futebolista. E não é por acaso que teve olhares de alguns clubes com dimensão, quer em Espanha, quer fora de Espanha. Houve um olhar para ele.
O Barça, aparentemente, era um dos clubes que estava de olho.
Sim, que era um dos jogadores, por exemplo, se não conseguissem contratar o Cancelo, estou em crer que seria o futebolista por tanto escolhido. Portanto, é um jogador que me parece, e isto é importante também, porque é um jogador que o Ruben Amorim pôs à estrutura e que a estrutura satisfez, como já satisfez o seis, como satisfez o ponta de lança. Portanto, o Ruben Amorim tem ideias muito próprias, bem definidas, coloca-as onde tem que colocar, que é na estrutura, e a estrutura, naquilo que é uma boa articulação, vai fazendo. Agora, quando me aparecem aqui a dizer que o treinador não quer, que o treinador faz. Espera aí, mas então o treinador já substitui o presidente? Normalmente é quem está na culpa das decisões. Já substitui todas as estruturas que existem. É o treinador? Olha, veja lá no Real Madrid. Minguaram-se. O Vinícius agora, que é, depois da saída do Benzema, o Vinícius era e é figura do Real Madrid. E o senhor Florentino Pérez já veio dizer, e está hoje na marca e em todo lado: não há mais aquisições. Ponto, parágrafo. Ora bem, aqui quem manda, manda. Aqui não, parece que os treinadores é que mandam. Lá fora também há. O senhor Laporta e o senhor Xavi.
Estás a falar de quê? Estás a falar do caso João Moutinho, Gabriel?
Estou a falar do João Moutinho e estou a falar do Richelieu e estou a falar do Vlachodimos, porque é: "Ó senhor treinador, o senhor tem aqui Vlachodimos, tem Richelieu, tem Tchouaméni, é este que tem." Faça favor. E é exatamente o que ele está a dizer. Hoje a marca já vem dizer, provavelmente é da estrutura do Real Madrid, não tem o Vinícius, vai apostar em Nico Paz. É da cantera, portanto, é da escola do Real Madrid. As coisas têm que ser um bocado assim, tem que se ter tudo um negócio. É a minha opinião, mas não é só minha. É de quem lá está dentro, dos Guardiolas, dos Klopp, todos os grandes treinadores. E isto do mercado já devia ter acabado. Isto que falam tanto em verdade desportiva. Aquelas equipas que começam a jogar com uns e daqui a três semanas já estão a jogar com outros. E esta parte de balde rocas, eu estou a dizer global, não estou aqui a falar de nós.
Claro.
Isto o que é isto? Isto é um negócio selvagem e querem verdade desportiva? Não, não há verdade desportiva nenhuma. E há esta toda dimensão que há. O jogador, o Matheus Nunes ontem, segundo li nas notícias.
Pro City, não é?
Exatamente. Não é o problema dele ir para o City. Atenção, era não o quererem deixar ir para o City. E ele não treina e depois temos isto do Neves, que tem a família a escrever. Não, isto tem que acabar Por todos. Isto é um negócio que interessa muita gente. sobretudo aos comissionistas, que nunca sabemos quem são. E não são pequenos, se calhar são grandes.
Estamos na reta final desta edição de "O Campeão É". Vamos partir para os vossos campeões. Gabriel Alves, começo por ti, quem é o teu?
Uma atleta bem feita, Kipiergun, campeã dos 1500 e 5000 metros. Fantástica, correu de calças. Para mim, palmas para esta senhora. E também para esse grande jogador de futebol, já em tempos na Alemanha, Harry Kane.
Os campeões do Gabriel Alves, e os teus, Pedro Henriques?
Por falar em grandes jogadores, o bis do Ronaldo, nota 15, tinha que ser. E nota 18 para o Braga, realmente por tudo aquilo que já falamos aqui no início, por esta conquista de chegar à liga milionária. Parabéns, estão de parabéns, está Braga, está o clube, está a cidade, estão todos aqueles que são intervenientes diretos e indiretos. Portanto, parabéns, nota 18.
Pedro, ouvi ali há pouco um trator do Cristiano Ronaldo a dizer: "Ele só marca de pênalti, só marca de pênalti, dois gols, mas de pênalti." Digam isso ao Pedro Henriques. Aconselhem-no.
Não, mas reparem só uma coisa: ele para provar que é muito difícil marcar de pênalti, deu a oportunidade de outro jogador marcar de pênalti. O que ele fez? Mandou à barra, ainda por cima não sabe a regra e fez uma recarga e o árbitro marcou livre indireto, porque deu dois toques seguidos na bola. E isso o que é que prova? Prova que para marcar pênaltis não é para todos, é mesmo para o Cristiano Ronaldo.
E foram muito bem marcados, os dois para o mesmo lugar, mas com muita força, praticamente indefensável para o guarda-redes. Bruno Vieira Amaral, o teu campeão.
Os meus campeões são o Matheus, o guarda-redes do Sporting Clube de Braga, que ontem foi fundamental também no apuramento. Houve outros jogadores em destaque, o Gabriel também falou do Bruma, eu acho que também merece esse destaque, mas o Matheus tem sido um jogador muito importante no Braga nas últimas temporadas e ontem foi mesmo decisivo, nota 18 para ele e a nota 200 para Andy Murray, que conseguiu a 200ª vitória em Grand Slams, em jogos dos maiores torneios do ténis. É apenas o nono jogador a consegui-lo, ele já era o nono jogador com mais vitórias, e agora consegue este registo. À frente dele tem jogadores como o Pete Sampras, o Federer, o Djokovic, o Nadal, o Ivan Lendl. Mas para um jogador que passou por um calvário de lesões também nos últimos anos e que é considerado o quarto grande da sua geração, depois de Federer, Djokovic e Nadal, não deixa de ser um feito. Não sei se ele vai longe neste Open dos Estados Unidos, mas para já conseguiu esta vitória que é de assinalar.
Match point nesta edição de "O Campeão É", com o campeão Andy Murray, aqui trazido pelo Bruno Vieira Amaral. Estamos de regresso, Vicente. Amanhã.