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É o apito inicial que assinala o arranque de mais uma edição de "E o Campeão É". Hoje com o Pedro Henriques, o João Pinto e o Gabriel Alves. E como o Nelson fazia referência, hoje vamos abordar o clássico de amanhã entre Benfica e Futebol Clube do Porto. Sérgio Conceição e Roger Schmidt fizeram ao final da manhã, início da tarde, a antevisão desse encontro. Gabriel Alves, boa tarde, bem-vindo. O que salientas daquilo que disseram os dois técnicos?

Eu acho que quer um quer outro, aos pois, disse pouco. Disse aquilo que convinha, quer por um lado, quer por outro. Como dizes, o respeito por uma e por outra formação, mas não abriram nada, não adiantaram nada. Roger Schmidt tem os jogadores todos aptos para poderem jogar, não sabe ainda qual é a defesa que vai pôr, está confiante nesse guarda-redes que escolheu, Trubin, que está muito calmo, segundo eu. Sérgio Conceição, naturalmente, dentro daquilo que é a sua linha, os jogos são para ganhar, são para vencer. Portanto, vem a Lisboa nesse sentido. Faz nota de que tem o Benfica estudado em diversas nuances, mas espremendo tudo, pode-se empolar esta frase, aquela, pode-se emprestar isto ou aquilo, mas aos pois, eu diria nada.

Pedro Henriques.

Vamos, portanto, aguardar. Uma coisa que para mim é fundamental: que haja futebol amanhã, praticado, discutido, disputado, por duas equipas que são emblema do futebol português internacionalmente.

Pedro Henriques, destaques da conferência de imprensa de Sérgio Conceição e Roger Schmidt. Boa tarde.

Boa tarde. Não houve aqui uma grande abertura de situações que podiam, às vezes, até nos levar a pensar qual é a equipa que vai jogar ou os jogadores que estarão na boa posição para jogar. Não houve essa abertura, o que também se compreende de alguma maneira, porque a este nível, uma ou outra surpresa, um ou outro jogador que possa aparecer ou não estar, ou lançar a dúvida no adversário, embora as equipas se preparem umas para as outras com todas as nuances, deixa sempre essa dúvida. Do Porto, claramente que o episódio Pepe poderá ser aquele que nos deixará mais dúvidas na perspectiva de perceber se ele estará ou não em condições para jogar. E o Pepe, estando em condições para jogar, é claramente uma mais-valia para o Futebol Clube do Porto. Da parte do Benfica, alguma expectativa, pelo menos eu ainda tenho. Alguma expectativa, não é tanto pela equipa, porque obviamente pode haver ali uma ou outra circunstância que teríamos sempre a discutir. Eu acho que há jogadores, caso de Di María, que serão titularíssimos indiscutíveis, na minha perspectiva. É muito em torno também daquilo que poderá valer o Trubin. Se calhar até nos próprios adeptos ou sócios do Benfica, estará um bocadinho, se não é preocupação, pelo menos alguma atenção, para tentar perceber que Trubin é que está neste momento, quem é este guarda-redes para o momento. A gente sabe todos que ele tem grande futuro, mas para o momento, e o momento é este campeonato, pelo menos até janeiro, a importância que isso tem para o Benfica. Esperemos que seja um grande clássico, na perspectiva do jogo jogado, que haja um comportamento dos bancos dentro dos nervos e daquilo que é a tensão, que não nos tragam aqueles episódios que nós não gostamos e que depois ficam pelas piores razões para a memória. E deixa-me só uma última nota de rodapé para dizer o seguinte: em relação à equipa de arbitragem, se é o Artur Soares Dias que apita, que não é o caso, ou se fosse o João Pinheiro, que é o caso, eu acho que estaria sempre bem entregue, embora todas as pessoas tenham sempre argumentos para dizer que este árbitro esteve mal ali e o outro esteve pior ali. Já sabemos que sim. Agora, que sejamos claros, que não tem absolutamente mal nenhum. Este não era o árbitro do clássico, ponto final, parágrafo. Isso sou eu, Pedro Henriques, estou aqui a afirmar. Porque um conselho de arbitragem, quando vê um Benfica-Porto, começa a pensar não é no microciclo semanal, isto é, não é na segunda-feira para sexta. Começa a pensar duas, três, quatro jornadas antes, na perspectiva de perceber que há este clássico, quem é que eu vou colocar nesse jogo. E obviamente que nunca nenhum conselho de arbitragem coloca à quinta jornada o João Pinheiro a fazer o Porto com o Estoril Amadora, ainda por cima num jogo que se previa com algum grau de dificuldade, para duas jornadas depois, para 15 dias depois, o colocar a fazer o Benfica-Porto. Não, nunca pensa nisso. Ponto final, parágrafo. Houve aqui circunstâncias que mudaram, obviamente. O João Pinheiro até está, se calhar, em mais em forma que o Artur Soares Dias. Já fez nove jogos, enquanto o Artur só fez dois. Já fez o Manchester City recentemente, que está de vermelho. Estou a falar do João Pinheiro, a Liga dos Campeões. Fez a Alemanha, que perdeu em casa com o Japão, embora não fosse um jogo a contar. E tem aqui um conjunto de jogos a nível internacional e no patamar nacional, já com grau de dificuldade e com qualidade. Portanto, nesse aspeto, se calhar poderá estar, em teoria, mais em forma, chamemos assim, do que o Artur Soares Dias, que regressou agora, que fez apenas dois jogos. O jogo do Boavista no Braga não é uma questão de ter corrido mal, é aquela questão que nós falamos aqui do bom senso e que depois foi muito badalado e falado relativamente à postura e à atitude e a falta de bom senso ou bom senso que teve. E penso que houve aqui uma inversão, no sentido de, por razões diversas, estas ou outras, não colocar o Artur Soares Dias, quer a ele. Além disso, e termino com isto, relembrar que o João Pinheiro está nomeado, portanto, está num grande momento também psicológico, para o Campeonato do Mundo sub-17, que não é uma coisa menor, é um Campeonato do Mundo e sub-17 já é uma competição muito importante, e que nesta semana que vai entrar, era suposto ele estar nessa fase de apuramento de jogos para esse Campeonato do Mundo. Daí, inclusivamente, eu até dito aqui que muito provavelmente ele não estaria disponível fisicamente. Não é fisicamente estar com problemas físicos, é estar cá. Não é o caso, está disponível e penso que foi isso que fez aqui algumas alterações neste panorama. O que interessa é que seja uma boa arbitragem. Felizmente, temos estes dois muito bons árbitros. Infelizmente, a panóplia e a escolha é muito reduzida, o que é um legado muito mau deste Conselho de Arbitragem ao fim de sete anos. Só relembro que há 20 anos, em 2005/2006, quando eu me estreei no Benfica-Sporting a primeira vez que fiz um clássico, nesse ano, fomos seis árbitros para seis clássicos. Portanto, olhando para o campeonato. E hoje não há seis árbitros para seis clássicos, e isso é um legado muito negativo que este Conselho de Arbitragem vai deixar, que é não preparar árbitros para o presente/futuro, são sempre os mesmos, mas se estes resolverem, nada mal.

Artur Soares Dias e João Pinheiro, os suspeitos do costume. João Pinto, boa tarde também. Bem-vindo a esta edição de "E o Campeão É..." Como é que perspetivas este Benfica-Porto? O teu Benfica é favorito para este encontro?

Eu acho que não há favoritos. É um jogo de Liga dos Campeões, portanto não há mesmo favoritos neste tipo de jogos. O Benfica tem a vantagem de jogar em casa, o que ainda por cima contra o Porto nem se tem revelado uma vantagem. Acho que é aquele tipo de jogos que os benfiquistas veem sempre com algum receio, sabendo o passado recente, mas pensando que isto não pode durar para sempre. O Benfica há de ganhar em casa contra o Porto e que seja já amanhã. Em relação àquilo que o Pedro Henriques estava a dizer do Trubin. Sim, é verdade, acaba por ser o grande foco perceber se os reforços, especialmente o Trubin, mas também, por exemplo, o Cabral lá na frente, são parte da solução ou são parte de um novo problema que o Benfica não tinha. Portanto, sim, acaba por ser mais focado no Benfica, que os benfiquistas acabam por estar, do que focados no Futebol Clube do Porto, que não tem mostrado muito futebol, que teve um grande jogo este ano e não teve mais nenhum, e a quem ainda por cima o Benfica já ganhou este ano. Portanto, há ali uma certa reserva de capital de confiança que os benfiquistas têm. Pelo meu lado, espero ver um bom jogo. Gostei que não se falasse em arbitragens na conferência de imprensa, pelo menos aquilo que eu li de uma e de outra. Acho que além destes dois, também há o Luís Godinho, de quem eu gosto muito, mas mais do que tudo, aquilo que é importante é que os artistas estejam em campo e façam a diferença, que seja um grande jogo e que no fim o Benfica consiga ganhar com justiça.

É esse o desejo do João Pinto. Passamos agora para outro tema, para o sorteio da Taça de Portugal, já com Porto, Benfica e Sporting em ação. João, o teu Benfica calhou com o Lusitânia, um adversário à partida acessível ao Benfica.

Também era o Caldas o ano passado e depois foi o que se viu. O meu grande destaque desta terceira eliminatória da Taça de Portugal é o Olivais e Moscavide, claro, é o clube da minha terra.

Que vai defrontar o Sporting, não é?

Que vai defrontar o Sporting e portanto aí vai ser fácil para mim escolher o lado pelo qual vou torcer. Viva o Olivais e Moscavide e venha o Sporting e mais uma camioneta, que nós cá estaremos preparados para eles.

Pedro Henriques, sorteio da Taça de Portugal, terceira eliminatória.

Curiosamente, vais bater. Eu sou um apaixonado, no bom sentido da palavra, acho que somos todos, pela Taça de Portugal, com nostalgia. Todos nós temos uma história para contar relativa à Taça de Portugal, num dia passado no Jamor ou um jogo X ou Y que fomos, se calhar fomos pela mão de um tio ou de um pai pela primeira vez. Eu enquadro-me exatamente nesse tipicamente português. Fiz lá piqueniques, fui pela mão do meu pai ver um jogo. Não deixa de ser curioso, já falámos aqui que em 1980, fui ver o Inácio. Na altura, o Sporting jogou contra o Braga. Meu pai, já falecido, nasceu em Vila Verde, era bracarense de terra e de Vila Verde, a oito quilómetros de Braga, gostava muito do Braga. Tinha alguma simpatia também pelo Sporting, porque veio muito cedo para Lisboa e portanto foi o casamento perfeito ver esse Sporting com o Braga, ainda por cima o meu primo direto, era ele na altura, que funcionava assim, que conduzia a camionete do Braga, porque fazia parte da Câmara Municipal de Braga. Há aqui esta nostalgia engraçada, em 1980 ter ido ver esse Sporting que o Inácio jogou e ganhou 4 x 0 ao Braga. E depois o engraçado que é, 20 anos depois, mal eu sabia, estava eu lá como protagonista de uma final, 23 anos depois a arbitrar uma final da Taça de Portugal. Eu acho muito interessante esta competição e continuará a ser. E por isso vou-te já dar a minha nota de campeão, porque vai bater nisso e para não voltar, e assim ganhamos também tempo aqui para o programa, que a minha nota de campeão, mais do que a Taça de Portugal, é a reação, que está viral, dos jogadores do Vilar de Perdizes ao saber que iam defrontar o Futebol Clube do Porto. Eu acho que, se calhar, os jogadores do Olivais, enfim, todos os jogadores que vão defrontar um Porto, um Benfica, um Sporting, Braga, acho que se calhar, e que estiveram a ver em direto, porque garantidamente os que lá estão iriam ver em direto o sorteio, reagiram. E é muito giro ver o vídeo. Um dos jogadores disse: "É pá, o Porto", e depois eles vão para o telemóvel aos gritos e abraçam-se, porque é uma oportunidade da vida deles. A maior parte deles, porventura, serão amadores e nunca irão sair de uma situação de amadores, ou quiçá há ali talentos e vão conseguir, e portanto sabem que esta é a oportunidade da vida deles. Ainda por cima os jogos hoje estão todos na televisão. Há esta coisa da Taça que é os clubes ditos grandes vão jogar à terra dos pequenos, mesmo que não joguem nos seus campos, pelas razões que nós sabemos, mas eu acho que isso é muito bonito. Portanto, a minha nota de campeão é para esta nostalgia e ao mesmo tempo esta paixão que é o futebol, sob a forma de Taça de Portugal, em que eu vou colocar isto tudo exatamente com nota 20 para a reação dos jogadores de Vilar de Perdizes ao saber que iam defrontar o Futebol Clube do Porto. A minha nota 20 e também aqui fiz esta minha maneira de ver realmente a questão da Taça de Portugal e os jogos, onde claramente os grandes e a maior parte de equipas da Primeira Liga são favoritas, mas vamos lá ver se não há taça.

Gabriel Alves, a tua posição a este sorteio da terceira eliminatória da Taça.

Fiquei satisfeito com as declarações do treinador do Lusitânia, Pedro José Smith, que dentro daquilo que é o seu trabalho, a sua perspetiva em relação ao jogo, não poupa ninguém para o encontro que vai disputar com a equipa insular. Acho que é de facto um desafio, porque é um desafio a ele próprio e aos seus próprios jogadores e que vem no fundo, na sequência daquilo que o Pedro Henriques acabou de dizer.

Olha, deixar só ainda aqui uma nota a propósito desta eliminatória da Taça de Portugal. O Nelson Ferreira chamava aqui a atenção para um encontro que vai opor dois antigos vencedores deste troféu, o Leixões e o Vitória de Setúbal, Leixões-Setúbal, nesta terceira eliminatória da Taça de Portugal. Saltamos para outro tema. Os donos do Chelsea continuam a pensar em investir no Sporting, em entrar na SAD do Sporting. Gabriel Alves, parece-te uma boa ideia?

Não sei, talvez também depois entrar no balneário, tendo em atenção às palavras do treinador Pochettino. Portanto, ir ao balneário, se calhar dar a constituição da equipa ao Rúben. Se for o Rúben ainda o treinador, não sei se é bom ou mau, tudo depende das circunstâncias. Aquilo que de facto está a acontecer com o Chelsea da época passada para esta, aliás, nos últimos tempos, com esta administração que o Chelsea tem, não é bom exemplo.

Pedro Henriques.

Os nomes dos senhores Bednard Eghbali e Todd Boehly, acho que é assim que se diz, são os líderes do tal consórcio que comprou o Chelsea e parece que querem garantir também parte da SAD do Sporting. Há aqui duas realidades. Clubes como o Sporting, caso Benfica, o Porto e o Benfica também se discutiu isso quando foi na altura aquela questão com o americano, é que para os sócios, e aqui o João Pinto poderá ter uma palavra melhor que a minha, há sempre esta questão que é um certo receio que ao tornar isto de tal maneira um negócio e ser gerido por fora, por pessoas que não percebem a identidade de um clube, que essa identidade se perca, embora a identidade se calhar nunca se perde, porque o sócio é o sócio, o adepto é o adepto e nasce e morre de um clube e é das poucas coisas que as pessoas não mudam ao longo de uma vida. De qualquer maneira, há o lado positivo que é o lado do dinheiro e nós percebemos, até por um bocadinho da mostra do Braga, em situação diferente, com esta coisa do Paris Saint-Germain, nós percebemos, ou o Newcastle, por exemplo, de repente, assim à cabeça, que são clubes que a partir do momento que há dinheiro, e o dinheiro que faz a diferença para teres melhores infraestruturas, melhores condições e melhores jogadores. O problema é se depois desaparecem e vai-se tudo embora, como já tivemos muitos casos e aí é o arruinar de um clube, se de repente a identidade desse clube se perde, um clube que aposta na formação ou que tem uma determinada academia, de repente, porque são outros que mandam, tens que ter não sei quantos jogadores estrangeiros, não sei quantos jogadores a rodar. E depois acontece aquilo que o Gabriel Alves diz, num limite, num exagero, que é entrar no balneário, claro que não é assim taxativo, mas dentro desta linha, entra no balneário e joga o Manuel e o Joaquim e o Francisco não joga, e se tu não queres, vem outro treinador. Esse é o grande problema. Agora, em teoria, havendo dinheiro e havendo alguém que possa investir, eu vejo sempre um lado positivo daquilo que possa ser um crescimento de um clube com melhores jogadores, por exemplo. Agora, há que ter esse cuidado, e aqui o João Castro já falou muitas vezes sobre isto, que esta compra não significa a perda da maioria, em termos de SAD, etc. Há aí regras que obviamente têm que ser cumpridas, mas é sempre um perigo com lado positivo e um lado negativo.

João Pinto, o Pedro falava aqui na tua condição de adepto, como é que um adepto acolhe esta possibilidade de entrada no capital da SAD de um clube como o Chelsea, de investidores de um clube como o Chelsea?

Se fosse do Benfica, eu resumia em duas palavras: distância. Não quero, obrigado. Estou bem servido. Em relação ao Sporting, eu aconselharia o mesmo, especialmente sendo do clube que é e da administração que é, e da falta de capacidade que têm tido para administrar o Chelsea. Desde que o senhor Abramovich saiu, que também não era nenhum santo, ainda por cima português e bom português que ele era, aquilo que se vê no Chelsea é uma confusão, é uma selvageria de jogadores a entrar e a sair e egos de um lado e do outro. Eu diria que se eu fosse ao Sporting, não aceitava o convite e agradecia muito, mas não, obrigado.

E vamos então partir para os vossos campeões. E João, começo por ti, quem é o teu?

O meu campeão é exatamente essa ausência de referências às arbitragens nas conferências de imprensa antes do Porto-Benfica ou do Benfica-Porto. Gostei que não houvesse esse tipo de referências, esse tipo de pressões, esse tipo de recados. Acho que é sempre um bom começo e obviamente, quando começa bem, pode acabar bem.

Pedro Henriques, e o teu? Tu há pouco já fizeste referência, a não ser que queiras reforçar.

É só reforçar. A reação dos jogadores de Vila de Perdizes acabam por consubstanciar toda esta paixão e esta envolvência da Taça de Portugal e por isso eu dei nota 20 a essa reação, mas a todas essas equipas mais pequenas que vão afrontar equipas maiores e que têm aqui uma oportunidade da vida deles e de certeza que vai fazer parte das histórias, independentemente do resultado, que vão contar aos filhos e aos netos daqui a uns anos.

Gabriel Alves.

Pegando aqui na questão da arbitragem, uma nota negativa para tudo aquilo que se está a passar no país vizinho. Barcelona acusado de suborno no caso Negreira. Árbitros debaixo de investigação, Barcelona debaixo de investigação. Tudo o que se passou e continua a passar no Real Madrid e Atlético de Madrid, digamos, o que se vai dizendo e que é grave, e que denota bem que naturalmente esta questão da arbitragem tem que ter um trabalho muito forte e eu diria mesmo, de grande intensidade, de molde a que isto tudo se ultrapasse, porque de facto a nota vai alta e um dia destes rasga-se e não sei o que é que acontecerá. Agora quero dar a nota positiva. Já agora, enquanto discutem tudo os árbitros, o Real Madrid, o Atlético de Madrid, o Barcelona ali é o caso Negreira, o Girona, quem diria, é líder do campeonato, com uma grande equipa e com um rapazinho que tem 19 anos chamado Sávio, o Savinho. Mas que bom jogador ele é. E queria dar uma nota muito positiva ao João Pinto, que recebeu ontem também em Espanha, o One Club Man 2023 do Atlético de Bilbao, que é um galardão outorgado pelo clube basco. Os jogadores que vestiram apenas uma camisola na sua carreira são os chamados Valores Unidos ao Clube de Bilbao e João Pinto, 16 temporadas, 587 jogos, mais jogos do que jogou com o Porto, foi então o galardoado ontem, juntando-se a Maldini, Maier, Maldini do Milão, Maier do Bayern de Munique, Puyol do Barcelona, Giggs do Manchester United para João Pinto, 17.

João Pinto, histórico e icónico capitão do Futebol Clube do Porto, aquele que não largava a taça dos campeões europeus, ganha em 1987 em Viena, depois da vitória frente ao Bayern de Munique por 2-1. João Pinto, no final desta edição de "E o Campeão É".