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E o campeão é o Sporting. Venceu o campeonato, edição 2023/2024, e vamos analisar tudo aqui na Rádio Observador, no programa de hoje, com comentários de Augusto Inácio, Gabriel Alves e Pedro Henriques. Eu sou o Miguel Cordeiro. Augusto, depois de uma noite longa, já deu para dormir alguma coisa? Como é que foi essa noite de festa?

Boa tarde. Eu vou dizer isto com toda a sinceridade: eu ainda não fui à cama. Imagina só a cena, ainda não fui à cama. Onde eu estava, aquilo acabou por volta das 4:00. Cheguei aqui em casa era quase 17:00, 17:30, e depois tive que responder aqui algumas coisas também para a comunicação social, de manhã logo às 08:00, e depois às 10:30, e agora aqui para o Observador, e ainda não consegui esticar as pernas, mas estou aqui como um ás. Estou aqui bem, estou bem disposto, estou contente, estou feliz. Foi uma grande noite, daquelas para não esquecer. E deixa-me dizer que ontem Lisboa estava muito mais bonita. Aquele verde na Marquês Pombal dá um brilho à cidade espetacular. E foi muito bonita a festa que se realizou ontem ali.

Augusto, e é óbvio que um título é algo que deve ser festejado com muita pujança, claro, com muito ânimo, mas ontem Rui Amorim quis ajudar a festa e quis deixar declarações que dão ar de continuidade. Isso também merece ser festejado noite dentro?

Tem que ser festejado. Os sportinguistas têm que estar contentes, porque a ideia que eu também fiquei foi que ele iria continuar. Claramente que foi sempre o meu desejo, e acho que é o desejo de todos os sportinguistas, que ele continue, mas não podemos esquecer que ele tem contrato com o Sporting até 2026. É verdade que isto no mercado é muito volátil, de um momento para o outro, podem sair treinadores, podem sair jogadores, mas é uma boa notícia. Se ele ficar no Sporting, claro que é uma boa notícia e é a garantia, não estou a dizer garantia do Sporting para o ano ser campeão, mas é uma garantia de continuidade de bom trabalho e de grandes expectativas em relação à próxima temporada. E claramente que Rui Amorim é o grande obreiro e o grande arquiteto deste campeonato.

Gabriel Alves, noite de festejos, é sempre assim nestes períodos de maio. Desta vez foi o Sporting, campeão nacional. Estamos mesmo a falar da melhor equipa desta edição. É incontestável este título, que chega com duas jornadas ainda por jogar.

Boa tarde. Sim, é incontestável esta conquista deste título, deste 20º título do Sporting Clube Portugal. Uma conquista brilhante, bem trabalhada, bem traçada, bem projetada a partir da temporada passada. Um bom mercado, aquisição de jogadores devidamente referenciados ao modelo de jogo pretendido numa estrutura consistente. Isto é importante frisar. Procura de jogadores do mercado nacional com desafio, porque é um desafio esses jogadores que estão no mercado nacional poderem seguir profissionalmente num emblema de prestígio na história em Portugal com expressão internacional. Isso é muito importante para os jogadores que jogam em equipas de outro escalão ou dentro daquilo que é o principal escalão, em equipas que não discutem mais nada a não ser aquilo que é a permanência. Depois, um treinador jovem, que aprende trabalhando na profissão que gosta. Rui Amorim disse muitas vezes que estava a aprender. Tem vindo a dizer ao longo deste seu trajeto no Sporting. Um progresso que naturalmente nós seguimos com bastante interesse, cuja competência vai se observando no jogo da equipa, na postura da comunicação, no clima que se ergue, na envolvência do negócio. Poucas palavras e negócios feitos. Isto é muito importante. Pouco alarido. Se calhar, até é bom que haja outros clubes que tenham muito alarido, eles têm menos, porque quanto menos se falar, melhor é. Embora haja muita gente que goste que se fale muito, às vezes não é bom. O louco profile é interessante. E de forma direta, essa comunicação, a melhor forma de ser transparente. O resto, o jogo, os gols, o espetáculo, aquilo que entusiasma e prende os adeptos, digo a direta com que está o Augusto Inácio, isso prende os adeptos, mas leva também, e isso é que é importante no Sporting, os adversários a respeitar. E a irem querer ver, querer espreitar uma instituição que se reforça naquele espírito em que foi criada por José Alvalade em 1906. Eu só cito aqui: queremos que o Sporting seja um grande clube, tão grande como os maiores da Europa. Para Rui Amorim, um jovem treinador campeão pela segunda vez em quatro anos, é um trabalho notável. A coesão da equipa mostra a sua competência e o seu saber. E acho que esta possibilidade de ele ficar, que eu acho que passa de possibilidade a certeza, é um desafio também àquilo que ele pode vir a fazer, o que ele pode ainda crescer e onde pode, naturalmente, poder chegar levando o Sporting consigo.

Pedro Henriques, um homem que gosta de apostas, depois de uma equipa campeã é sempre difícil segurar equipa técnica, pérolas, jogadores jovens. Achas que nesse panorama de apostas, Sporting consegue manter Amorim, consegue manter Joães? Ou quem são os jogadores que nessa altura são mais difíceis de segurar?

Muito bom dia. Em primeiro lugar, há aqui um paradigma que, no meu ponto de vista, muda essa perspectiva que é: como há uma equipa que foi campeã, com um mercado estrangeiro com mais dinheiro e que de repente pode vir buscar os jogadores, e depois de repente até se começa a falar em clubes que a gente diz: "Espera aí, calma, ok, há mais dinheiro, certo, mas vai mudar tudo". E o que é que muda? Champions League, Liga Europa, Conference League. O Sporting para o ano vai ter oito jogos com oito equipas diferentes. E essa vai ser a verdadeira e ainda mais real montra, porque não é só jogar contra numa fase de grupos em que, à partida, se calhar até as equipas portuguesas têm dificuldade em passar, embora o Porto aqui e acolá tenha desmentido sistematicamente, mas são oito clubes diferentes, quatro em casa, quatro fora, mais dinheiro e muito mais projeção, porque a Liga dos Campeões ainda vai ter maior projeção. Ainda por cima com esta guerra que há com a Superliga Europeia, a UEFA quer apostar as fichas todas nestes novos modelos. E, portanto, uma coisa é dizeres assim: "Ok, eu ou eles vão para um clube inglês qualquer, tipo o West Ham, mas para quê? Uma equipa que nem vai às competições europeias. Ok, tem mais visibilidade, está no melhor campeonato europeu e do mundo, mas é a Liga dos Campeões". E eu acho que este novo paradigma vai fazer com que Rúben Amorim, não vou dizer com isto que eles ficam, eu acho que ficam, mas Rúben Amorim, Gyökeres, etc, sejam mais tentados, mesmo se calhar não ganhando mais um X dinheiro que poderiam ganhar nesses clubes, possam ficar porque são jovens, têm uma montra especial num ano de grande alteração e mudança. E acho, muito honestamente, porque o Gyökeres fez um grande campeonato, mas atenção, eu sei que este jogador é como o algodão, não engana, mas já vi grandes jogadores a fazer grandes campeonatos e depois de repente mudam para outros campeonatos e não conseguem repetir. E muitas vezes vale mais, não é dar um passo atrás, é ganhar consistência, voltar a repetir, voltar a fazer, e quando digo repetir, neste caso no plano individual, no caso do Gyökeres, porque foi essa a pergunta também que colocaste, voltar a repetir no sentido positivo, fazer se calhar mais uma grande época, não interessa se é o melhor marcador, se não é, e então depois partir para outros voos, com outra consistência, se calhar com mais um ano e com Liga dos Campeões e com outro mediatismo. Por isso, eu destacaria, até em jeito de conclusão, porque ontem não tive a oportunidade de intervir fora do quadrante das arbitragens, para dizer o seguinte: o Paulinho, o roupeiro, já disse que o Gyökeres fica e que fica o Rúben Amorim. E eu relembro que, à semelhança do que acontece nas unidades militares, em que há o primeiro comandante, o segundo comandante, o chamado terceiro comandante, que é aquele que mais chave é o barbeiro. Por quê? Porque é aquele a que toda a gente vai cortar o cabelo. E o Paulinho acaba por ser aquele que se calhar mais chave no plano interno e interior. E, portanto, se ele diz, eu acredito que sim. Os adeptos são o mais importante do futebol e ontem foi realmente uma grande festa, de grande sintonia entre aquilo que é o universo Sporting, com os adeptos, com as músicas, com os dizeres, com tudo mais. O Israel, que gostava de destacar que deveria ter ficado no hospital, mas pelo espírito, enfim, não, não vou ficar, quero ir à festa, foi de muletas e acho que não colocou muito em risco aquilo que é a sua recuperação e acho que fez muito bem. A grande notícia para o Sporting é que o Adam, afinal, nunca esteve lesionado, porque eu nunca vi ninguém lesionado a subir estruturas, andar em cima de autocarros e subir estruturas do DJ, qual atleta, qual acróbata. E portanto, o Adam de certeza que está em grandes condições. Portanto, não há grandes dúvidas. O Rúben Amorim é bom que continue como treinador, porque a fazer piadas não tem muito jeito. Quando ele de repente se lembrou de dizer que amanhã vou apanhar o avião muito cedo e vamos lá despachar isto. Foram uns palmas e depois foram uns assobios. Ele depois pensou bem, é melhor não dizer isto. E portanto, as retiras, homenagens foram feitas também aqui e acolá ao Manuel Fernandes pelos motivos óbvios e só o único senão, enfim, eu percebo, a malta gosta muito disso, mas eu como sou muito do profissional e da perfeição e tudo mais, só não gosto de ver esta malta a combrar com álcool na mão, são atletas ao mais alto nível, coisa que o Cristiano Ronaldo não faria.

O Gyökeres andou quase sempre de garrafa de água, pelo menos as imagens.

Exatamente. Há uma coisa que a gente sabe, o que faz bem à alma, se calhar, não, também faz bem ao corpo, por causa das substâncias químicas que nós libertamos. E portanto, ontem foi dia de festa, mas quem está lá mesmo em cima, ao mais alto nível, nem nestas festas abdica, não é quando vai ao casamento que bebe, etc. Fumou um cigarro, nada disso. Mas pronto, eu percebo, é o enquadramento, é tudo malta jovem, mas deixa-nos dizer a eles que eu tenho 58 anos e o corpo depois é que paga. Portanto, se quiserem que o corpo não pague, têm que andar ao mais alto nível. Mas foi uma festa bonita, parabéns ao Sporting, que vai ser um dos meus destaques duplamente com o Roger Smith na minha nota de campeão.

Quem pagou também ontem uma fatura cara foi o Benfica, que Gabriel Alves deu-nos mais nas declarações finais do que deu propriamente nestes últimos jogos. Declarações finais desse encontro, temos Otamendi a assumir culpa, ao assumir que foi uma má temporada e Roger Smith a dizer que não foi uma péssima temporada, que foi uma boa época, simplesmente não teve títulos. Temos divisão no Benfica mais visível do que aquilo que podia transpor nas últimas semanas?

Olha, em relação às declarações do Roger Smith, eu estou a sorrir. Não sei se ele conversa com o Xavi. Tem quatro derrotas copiosas, dois clássicos e com o Girona, e diz que merecia ganhar, porque teve o jogo controlado, mas perdeu copiosamente. Diz que foi uma grande época, mas fica a não sei quantos pontos a duas jornadas do Sporting. E não discute aquilo, porque os adeptos aceitam que haja outros clubes a conquistarem, e estão lá todos à luta. Não aceitam é que a duas jornadas o Benfica ponha o Sporting ou ponha o campeão em título, na circunstância é o Sporting, a festejar no Marquês de Pombal. Isto devia de ser, era a discutir até à última gota, o que o Benfica não fez. Antes pelo contrário, já há muito que se sabia que o Benfica não seria campeão nesta temporada. Depois da época miserável que fez na Europa, miserável, esta é a palavra, não há outra. Depois da época miserável que fez a nível nacional, eu não sei como é que este senhor treinador oriundo da Alemanha, vem dizer que é uma boa temporada. Claro que Otamendi é o capitão da equipa, deu a cara de outra forma, porque já esteve em Portugal num determinado clube, que é o Futebol Clube do Porto, está agora noutro determinado clube, que é o Futebol Lisboa Benfica, sabe o que é o clima do país, sabe o que é a sociedade do país em termos futebolísticos, naturalmente que não é pateta, não é parvo e obviamente que veio junto do público dizer que naturalmente as coisas não saíram bem e que obviamente pedia desculpa. Mais uma nota Isto começa tudo mal exatamente na preparação da temporada. À antítese daquilo que fez o clube campeão, o Sporting Clube de Portugal, porque o Benfica comprou em tiradas grandes, grandes negócios, grandes valores e depois daquele mercado tudo fantástico, fabuloso, não sobra rigorosamente nada. E o Benfica perde o título e faz uma campanha miserável. Começa aí o problema, começa aí a forma como o clube é gerido.

Augusto Inácio, tem muitos problemas para resolver neste final de época o Benfica?

Quem vai ter esse grande problema vai ser o presidente do Benfica, o Rui Costa. Realmente aquelas declarações ontem, eu fiquei espantado, porque como é que um clube grande como o Benfica, que apostou praticamente tudo no início da época, gastando o dinheiro que gastou, comprando os jogadores que comprou e toda a gente dizia, e mesmo alguns comentadores esportivos televisivos, diziam que o Benfica é de outro campeonato, é de outra galáxia e que os outros iriam praticamente-

O Inácio nem precisava de jogar.

Nem precisava de jogar. O Benfica já era campeão, ganhava tudo e mais alguma coisa, até punha-se a possibilidade do Benfica ir à final da Liga dos Campeões. E um clube como o Benfica, que só ganha a Supertaça e que perdeu a final da Taça de Portugal, perde o campeonato. Fez uma campanha, como disse o Gabriel Alves, muito abaixo daquilo que era elegível do Benfica nas competições europeias. Dizer que é uma boa temporada, eu acho que os benfiquistas ficam todos envergonhados com essas declarações. E claramente que ele não sabe onde está, não sabe em que país é que está, porque a história do Benfica, quando não se ganha o campeonato, já é uma má temporada, ou pelo menos uma temporada menos boa, mesmo que ganhe as outras competições, não ganha praticamente a quase nada. Dizer que é uma boa temporada, ou que não foi uma temporada fantástica, mas que é uma boa temporada, é qualquer coisa que deixa qualquer um espantado. Por isso é um grande problema que o Rui Costa vai ter ali. Ele vai ter que resolver, não sei como, já que ele é que renovou contrato com o treinador mais dois anos. O treinador já disse praticamente que vai ficar no Benfica. Agora manda-me embora, mas dê-me cá o pilim e eu vou-me embora. Agora não esperem que seja ele a pedir a demissão, que ele não vai pedir demissão nenhuma. Então Rui Costa vai ter que tomar uma decisão difícil ou não. Os interesses do Benfica têm que ser defendidos. Se o Rui Costa acha que os interesses do Benfica é a continuidade do Roger Schmidt, isso é um problema do Benfica. Se acha que o melhor é ele sair, é só questão de arranjar aí um dinheirinho, uns trocos, porque o Benfica gastou tanto dinheiro em aquisições. Catorze milhões que o Jará saiu, por exemplo, também dando mais 20 milhões para o Roger Schmidt, também não é nada de outro mundo.

E tivemos também o Otamendi ontem a falar de que foi criticado ao longo da época de não aparecer para reagir nas flash interviews depois de derrotas, como por exemplo, a derrota de 5x0 no Dragão, onde foi João Neves a falar. E Otamendi explicou que não foi culpa dele, que foi a comunicação do clube que não permitiu que falasse aos jornalistas. Vamos, Pedro Henriques, às notas de campeão, porque sei que vais ter uma nota para Roger Schmidt e, portanto, vamos embalados neste tema do Benfica. Pedro Henriques, as tuas notas de campeão.

As minhas duas notas são, para já, para o Sporting, obviamente, porque foi campeão nacional e fosse quem fosse o clube, era sempre bom tom dar o 20, porque é a nota máxima, para quem é campeão, porque no fundo, as equipas todas, mas sobretudo as três grandes, preocupam-se acima de tudo, é o principal foco, não é preocupam-se, é o principal foco, é ser campeão nacional. Parabéns ao Sporting, por tudo aquilo que temos vindo a dizer. Realmente está de parabéns relativamente a este título. Em relação ao Roger Schmidt, eu tenho aqui a linha A, B e C. Roger Schmidt/Benfica, um 20, e não é de forma irônica, porque pelo menos há um mérito dele ter reconhecido ontem em conferência imprensa a vitória do Sporting e dando mérito e parabéns ao Sporting. Eu acho que isso é bom e alguns treinadores em Portugal deviam ter ouvido pelo menos essa parte, porque independentemente de erros de arbitragem, disso ou daquilo, é bom sempre dar os tais parabéns quando a gente às vezes até vê aquelas equipas que entram no campo e os adversários fazem aquelas guardas de honra. Eu acho que isso em termos de fair play é muito bom, é só lado bom. O nota zero tem a ver com aquilo que, ao mesmo tempo para o Roger Schmidt, tem a ver com a questão, e esta seria a linha B, que já foi dito aqui também para o Agustinácio, para o próprio Gabriel Alves, que é um bocadinho esta desconexão aparente que o Roger Schmidt tem entre aquilo que é a realidade do jogo e das coisas que acontecem e, por exemplo, aquilo que é expectável que um adepto pense. Portanto, parece que para ele está sempre tudo bem, quando as coisas não estão bem. A leitura que ele faz muitas vezes da realidade dos jogos, inclusivamente, não tem nada a ver com aquilo que todos nós vimos e, portanto, está bem, mas ele é treinador, eu não percebo nada disso. Mas será que ele é que está certo e os outros todos estão errados? E portanto, esta desconexão entre a realidade e aquilo que ele vê e a maneira como ele olha para o fenómeno propriamente dito, seja do jogo, seja das coisas que estão à volta do jogo, não bate certo. Eu acho que isso faz com que não haja empatia entre os adeptos e o próprio Benfica. E uma alínea C, e por último, aqui sem nota, para esta referência que também tem a ver. Não é só o Roger Schmidt, é toda uma estrutura do Benfica. Quando nós percebemos que há uma máquina de comunicação que todas as equipas têm, e bem, mas que funciona de uma maneira que eu acho que é errada, e ok, se calhar eles é que estão certos e eu que estou errado. Porque quando meteram o João Neves a fazer aquele ato de comunicação quando devia ter sido o Otamendi, nós até referimos isso, nós até criticamos um bocadinho-

Pois, o 5x0. Sim. Temos que explorar, Pedro

...o Otamendi não ter feito, nós percebemos claramente que não é só o jogador em si, é talvez esta máquina toda que está na estrutura do Benfica e que errou. Portanto, tem que mudar quem comunica e quem percebe de comunicação, porque é exatamente assim, mas ao contrário. E o Otamendi tem toda a razão, porque ele devia ter dado a cara em determinados momentos e não é ser o João Neves e outros jogadores assim. Portanto, aí também uma nota negativa.

Gabriel Alves, 30 segundos, campeão do dia.

Olha, o campeão do meu dia é o Sporting, tem 20. Ponto, parágrafo. Para Rúben Amorim vai também o acresce, o 20. Uma nota de pesar para a morte de César Menotti, figura que eu conheci e entrevistei, mas deixo aqui. Ele avaliava em 1978, assim a competição, assim os jogadores. Nota 10 à força mental, ao poder de sofrimento, concentração, personalidade. Depois, mesmo que a agilidade fosse 9,50 e a velocidade do jogador 9,10. Nota 10 à força mental, poder de sofrimento. Portanto, aqui vão notas para o senhor Schmidt e para o senhor Xavi. Não preciso dizer, zero.

E para fechar, Augusto Inácio, campeão do dia és tu, mas quem mais?

Nota 20 claramente para a família sportinguista. Grande campeão que foi o Sporting, grande alegria que os jogadores e o treinador nos deram. Nota também 20 para o desaparecimento do César Menotti, realmente uma grande figura do futebol mundial que desapareceu. E nota zero para a comunicação do Benfica, em que nós criticamos, ou eu critiquei, o capitão de equipa que devia ter dado a cara e foi o João Neves. Por isso, para a comunicação do Benfica, nota zero, que isso não se faz.

Muito bem, está feita a edição de hoje de "E o Campeão É". Parabéns ao Sporting, campeão 2023/2024.