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Todos os dias, de manhã e à tarde, analisamos e avaliamos temas e protagonistas da atualidade com recurso a notas de 0 a 20, uma avaliação a cargo da Judite França, da Raquel Abecasis e do editor de sociedade do Observador, Pedro Rainho. E nesta primeira edição da semana inauguramos, Luís, um novo formato.
Precisamente, Miguel, passamos a ter um tema comum a que se junta o tema escolhido por cada um dos convidados. E hoje o tema sobre o qual se vão pronunciar a Judite, a Raquel e o Pedro é, sem surpresa, esse caso que está a marcar o dia, o caso do doente que demorou cinco horas a ser transferido do Hospital de Covilhã para o Hospital de Coimbra. Pedro, começava por ti. O que é que revela exatamente este caso?
Por onde começar? Para te responder diretamente.
É mesmo isso, é por onde começar.
Revela uma enorme confusão no INEM, a que se vem juntar àquilo que já vínhamos falando há uns meses, que é o caos na saúde. Eu ia centrar aqui os meus considerandos. Pode-se chamar assim ou é muito formal?
Acho que não, mas pode juntar também aí, se quiseres, a Força Aérea.
Sim, a Força Aérea e o Ministério da Defesa. Juntando o Ministério da Defesa e o Ministério da Saúde, porque sobre este último caso, a situação do transporte de um doente por helicóptero, nós vimos o Ministério da Saúde a empurrar a prestação de esclarecimentos para o próprio INEM. Vimos a direção executiva, que disse que não tinha intervenção neste processo, a empurrar esclarecimentos ou a remeter esclarecimentos para o INEM. O INEM até há instantes em absoluto silêncio e depois acabamos por receber um comunicado da Defesa.
Já agora, só para sublinhar o comunicado da Defesa, que ainda não demos nota disso aqui em antena, um comunicado que chegou há instantes a dizer que a Força Aérea levou duas horas e 15 desde que saiu de Montijo até entregar o doente em Coimbra e acaba por desmentir que esse processo tivesse levado mais de cinco horas. Diz que desde que o helicóptero descolou de Montijo até que entregou o doente em Coimbra, decorreram duas horas e 15, com o tempo de espera do doente incluído, é o que adianta o Ministério da Defesa em comunicado.
Sim, o Ministério também diz que em algumas notícias, chama-lhe notícias, ouviu referir uma demora de seis a oito horas. Eu não vi essas referências, mas enfim, pode ter sido o ministério que esteve mais atento. Não sei. O que eu sei é, focando aqui a atenção no INEM, num primeiro momento. Nós soubemos, no dia 30 de junho, que a partir do dia seguinte, início de julho, íamos ter seis helicópteros disponíveis, porque acabou o contrato anterior com a Avanci. Que esse contrato iria terminar e, portanto, a partir do dia seguinte, teríamos seis helicópteros disponíveis para o socorro de emergência médica. Os helicópteros do INEM, chamemos-lhe assim, percebemos que agora não é bem assim por causa das circunstâncias, mas haveria dois helicópteros de uma empresa privada, a Gulf Med, que iam operar 12 horas por dia no período diurno e teríamos, e isto foi dito pelo INEM no dia 30 de junho, quatro helicópteros da Força Aérea a operar 24 horas por dia. No dia 30 de junho, o INEM diz que a partir de amanhã, 1 de julho, portanto, a operação do serviço de helicópteros de emergência médica será assegurada por quatro helicópteros e equipas médicas da Força Aérea. Eu estou a ler textualmente o comunicado que foi lançado pelo INEM, que vão funcionar os quatro helicópteros da Força Aérea 24 sobre 24 horas, acionados através do Centro de Orientação do Entes Urgentes, o CODU do INEM. Ora, passados uns dias, não chegou a uma semana, passado alguns dias, o Expresso escreve que não há quatro helicópteros a operar, há um helicóptero. Isto para extrapolar em relação à situação deste fim de semana. Porque é muito mais do que isso. Nós tínhamos informações que não correspondiam à verdade a serem propagadas pelo INEM. Pensávamos todos que tínhamos uma capacidade de resposta idêntica à que tínhamos antes. E que efetivamente não tínhamos e não vamos ter tão cedo. Depois de setembro, teremos um reforço da capacidade por parte da Gulf Med, com mais dois helicópteros, mas tudo isto atrasou porque aparentemente, há um ano, exatamente há um ano, a ministra terá sido informada, eu imagino que antes disso, mas enfim, a partir de há um ano, a ministra sabia que em julho de 2025, um contrato que estava em vigor terminava, chegava ao fim, era preciso acautelar novo contrato. Só em novembro é que é publicado um despacho do Conselho de Ministros a atualizar o valor que seria pago por esse contrato. Passam-se os meses, só em maio é que é feita a assinatura do contrato com a Gulf Med. E só nesse momento é que a Gulf Med diz: "Bom, então se nós somos os vencedores do contrato e acabamos de formalizar o contrato, portanto daqui não há recuar à partida, vamos então ver se temos os helicópteros e os pilotos para garantir aquele serviço." Não temos. Não temos e então começa um novo processo. Estávamos em maio, junho, julho. O serviço devia começar a ser operado em julho pela Gulf Med. E portanto, nessa altura é que se vai tentar contratar pilotos, dar a formação, eles tinham que fazer uma formação adicional, tinham que acumular horas de voo para depois então serem certificados para operar nas 24 horas do dia. Ora, tudo isto demorou imenso tempo. E por que eu estava a pôr o foco na ministra da Saúde? Porque nós recordamo-nos de que há não tanto tempo assim, foi em novembro do ano passado, houve uma crise muito significativa também no INEM, mas aí era por terra. Com a incapacidade ou a demora na resposta do INEM. E nessa altura, a mim ficou muito gravada esta imagem da ministra a dizer: "Bom, a situação no INEM está complicada, desautorizando uma secretária de Estado, eu vou chamar a mim a pasta do INEM A ministra dizia que 70% do seu tempo era dedicado a resolver as questões do INEM. 70% do tempo do dia da ministra era ocupado a apagar fogos no INEM. Era preciso, dizia também a ministra, reconquistar a confiança dos portugueses neste serviço que acho que é extremamente sensível e importante para qualquer um de nós que já precisou deste tipo de respostas e, portanto, há oito, nove meses, a ministra dizia: "Bom, para tudo, eu vou tomar conta disto." E agora com esta situação, com a dificuldade de resposta pluar do INEM, nós vimos um total silêncio. A ministra desapareceu de cena e remete não responsabilidades, nem nos vamos ficar nessa fase, mas esclarecimentos, respostas para o próprio INEM. E, portanto, a minha dúvida é: a ministra achou que a casa estava arrumada e, portanto, entregou pelo caminho ou devolveu a pasta do INEM ao INEM e achou que estava tudo bem e agora se calhar está a perceber que não está? O que é que aconteceu para que de repente a ministra já não apareça a dar a cara sobre os problemas no INEM? Acho que era necessário uma maior presença da ministra, até porque ela própria disse, ela própria reconheceu que é uma pasta importante, é um tema ultrassensível e acho que era significativo que a ministra aparecesse a dar a cara e a prestar alguns esclarecimentos sobre o que se está a passar neste organismo.
Raquel, há aqui a responsabilidade política pelas dificuldades de resposta aos olhos de todos por parte do INEM?
É assim, eu acho que em saúde há sempre responsabilidade política. Quer dizer, não é um tema que se possa andar como andamos hoje o dia todo e continuamos com as entidades ou a não responderem ou a atirarem as responsabilidades de um lado para o outro. E hoje estamos a falar do caso do INEM, na sexta-feira estava aqui o Miguel também e estávamos a falar do caso da grávida que teve que ir do Barreiro para o Hospital de Cascais e que perdeu o bebê, acabou por morrer. Não sabemos ainda o que é que se passou. E é assim, não sejamos ingénuos, por um lado, e todos nós já somos jornalistas há tempo suficiente para saber que quando começa a caça ao ministro da Saúde, ela tem quase sempre o mesmo fim e acaba por acontecer.
Mas o curioso aqui, Raquel, é que eu não vou chamar caça ao ministro.
Eu não estou a justificar a ministra com isto.
Há uma tomada de posição do primeiro-ministro quando vai para eleições, não por vontade própria, e reconduz a ministra. Aí tinha toda a possibilidade de tomar uma decisão diferente. Reconduziu-a. E nós ultrapassadas as eleições, o atual governo tomou posse, a ministra continua e os problemas não se resolveram.
E agora não passaram só 11 meses. Quer dizer, a ministra já lá está há tempo suficiente.
Precisamente.
A maior parte ou muitas das decisões fundamentais já são tomadas por ela, nomeadamente esse processo que estiveste a descrever. A ministra já sabia quando tomou posse pela primeira vez como ministra da Saúde, que daí a um ano tinha este problema para resolver.
E o que é mais incrível é deram este serviço a uma empresa que não tem helicópteros nem pilotos e que, portanto, depois de ter vencido o concurso, disse, como tu disseste: "Bem, não tenho, agora vou buscar e preciso de X tempo para certificá-los."
E o que a ministra pensa do fato de o presidente do INEM, no dia anterior ao novo contrato entrar em vigor, dizer que o país ia contar com quatro helicópteros da Força Aérea, que não conta. O que a ministra tem a dizer sobre isto? Sabia, mas durante uma semana não quis dizer nada porque era chato, não é? Depois vir contradizer o presidente do INEM e dar uma má notícia aos portugueses. O que a ministra pensa sobre isto? Seria interessante também ouvi-la esta parte.
E portanto, voltando à questão política, eu acho que as coisas estão a ficar cada vez mais complicadas, porque a sensação que se tem é que a ministra da Saúde não está a conseguir controlar. Nós sabemos que o setor da saúde é um setor que tem problemas graves, que tem problemas difíceis de resolver, que tem problemas que não se resolvem de um dia para o outro, mas aqui a questão é que nós não vemos sequer o início de uma solução ou de uma ideia de solução. Já não é de uma solução. Ela até pode apostar numa estratégia que não resulte, mas é que nós nem percebemos qual é a estratégia. E ainda o verão está a começar. E isso deixa, tratando-se deste tema, a população portuguesa toda com uma sensação de insegurança e de desconfiança do Serviço Nacional de Saúde, que parece que é uma bomba-relógio prestes a explodir no governo e numa decisão. Eu acho sempre que os problemas da saúde, e cada vez acho mais, não se resolvem com a mudança de ministros, mas eu acho que se está a começar, pelo menos a ter a percepção, de que quem está no Ministério da Saúde não tem o controle mínimo da situação.
Não tem o controle mínimo do seu ministério.
Exatamente. Quer dizer, eu não sei se naquelas questões que são mais sensíveis, que têm que ver com o INEM, que têm que ver com o fecho de urgências, que têm que ver com a distribuição das urgências que estão ou não estão abertas pelo território, com tudo isto, o Ministério da Saúde não tem lá no controle, como é que se diz? Os aviões têm uma central de controle. Na central de controle, isso não está lá Ou pelo menos é o que parece. E a ausência de respostas ou respostas de fugida: "Eu não tenho responsabilidade. Eu vou averiguar o que se passou, mas a responsabilidade não é do Ministério da Saúde." E depois chegar a uma resposta que algures a ministra deu nos últimos dias, que é: "Eu só deixarei de ser ministra quando o primeiro-ministro quiser." Parece-me que estamos a caminhar para o inevitável.
Que é a demissão da ministra.
Parece-me a mim, porque eu acho que este problema que aconteceu com o INEM provavelmente não foi o primeiro, não vai ser o último e acontecerá no dia que mudar. Eu lembro-me sempre da demissão do Correia de Campos.
Eu também estava a pensar nisso há bocado.
Que se demitiu porque de repente houve uma chuva de grávidas a terem bebês, porque houve uma estratégia de concentração de urgências, já na altura, de urgências obstétricas e portanto houve uns bebês que nasceram nas ambulâncias. E de repente, ao terceiro bebê que nasceu na ambulância, o ministro Correia de Campos teve que se demitir e a reforma que na altura se estava a tentar fazer e que provavelmente tinha resolvido os problemas que estamos agora a viver acabou por voltar tudo para trás por causa destas questões. E portanto, eu também sei que esta é uma forma de abater ministros, porque os casos passam-se. A questão é se eles chegam ou não chegam à comunicação social. A culpa não é da comunicação social, a culpa, se há aqui culpados, é de quem, a partir de determinada altura, acha que tem interesse passar estes casos para fora. Claro que há uns mais graves que sempre passam, nomeadamente, infelizmente, os dois casos últimos de dois bebês que morreram no parto. São sempre casos que têm mais visibilidade. Mas depois, há estes casos das ambulâncias, de acordo com o comunicado da Força Aérea, qualquer coisa não bate certo. Eu também não ouvi falar em seis ou sete horas, mas ouvi falar em cinco.
Cinco horas e meia.
Se o ministério diz que não demoraram mais de duas horas e tal, entre sair do Montijo e colocar o doente no hospital certo, há aqui uma diferença substancial.
E já agora, se fizermos as contas entre Covilhã e Coimbra é menos do que duas horas, não é?
Sim, mas o helicóptero sai do Montijo.
Sai do Montijo, vai buscar o doente, não sei o quê.
A conta devia ser feita: qual é o tempo mínimo de transporte daquele doente?
Supostamente é uma hora e meia, em circunstâncias normais.
Em circunstâncias normais de via terrestre.
Mesmo via aérea. Ou seja, se os helicópteros estivessem a funcionar normalmente, seria uma hora e meia.
Se não tivessem que vir do Montijo, não tivessem que aterrar em Cernache e depois ir para Coimbra.
Temos que acelerar, Judite, ainda sobre este tema, uma nota final?
Eu acho que o facto de o Ministério da Saúde endossar responsabilidades e dizer que quaisquer esclarecimentos sobre helitransportes de doentes devem ser dados pelo INEM e pela Força Aérea, e pela respectiva tutela da Força Aérea, que é o Ministério da Defesa, é um enxutar de responsabilidades puro e duro. E talvez porque a ministra da Saúde já não possa dizer mais nenhuma vez que assume responsabilidades sem depois não fazer nada, que é o que ela tem feito nos últimos dias, assumir responsabilidades e depois não acontecer nada. Eu também não acho, como não achei no caso de Marta Temido, que não é à segunda morte ou à terceira morte da grávida. Não é assim que as coisas funcionam. Não é por ter acontecido. E eu lembro-me do caso do Correia de Campos. Lembrei-me antes de estarmos a falar disto, porque o Correia de Campos disse uma vez claramente, e aliás, disse aqui, que se aquela reforma tivesse ido para frente, coisa que ninguém quis, a reforma, na altura, a opinião pública estava contra a reforma, os médicos estavam contra a reforma, todos estavam contra a reforma. E hoje vê-se que se ela tivesse ido para frente, eventualmente não estávamos a passar pelos problemas que estamos a passar. Mas como ele disse, pensei antes do tempo e ter razão antes do tempo, normalmente, enfim.
Mas devia servir-nos de lição também.
É prejudicial para quem tem razão. Isto para dizer que o Ministério da Saúde tem que assumir responsabilidades e eu não digo que responsabilidades tenha que ser a demissão. Tem que acontecer alguma coisa. Temos é que perceber o que é que vai acontecer e acontecer alguma coisa.
Tomar decisões, no fundo.
Sim, tomar decisões e resolver o problema.
Depois do sistema comum e apelando à vossa capacidade de síntese, vamos então ao tema trazido por cada um de vós, começando por ti, Pedro, que tema nos trazes para dar nota? Mais uma vez apelo à sua capacidade de síntese.
Eu vou tentar ser muito sucinto. Queria só dar uma nota negativa sobre a incapacidade de Rita Matias de se retratar. E falo daquele episódio que começou com a leitura de uma lista de nomes de alunos numa escola de Lisboa, que foi feita nas redes sociais, num vídeo publicado pela deputada do Chega. Há um segundo momento no Parlamento em que André Ventura também faz uma leitura e esta manhã Rita Matias teve uma belíssima oportunidade para se retratar, para ter ali um rebate de consciência e dizer: "Se calhar não valia a pena", ou podia ter sido feito com mais classe, com outro tipo de estratégia, e não o fez. E, portanto, dar só essa nota.
Foi no Explicador desta manhã.
No Explicador desta manhã. E, portanto, só dar essa nota.
de degrado.
Judite, estás impressionada também com informações avançadas pelo Observador hoje de manhã numa nossa manchete sobre os gastos das autarquias, não é?
Estou, porque para quem não teve a oportunidade de ler, há contratos celebrados por câmaras tão pequenas como Góis, Castelo de Paiva ou Ponte da Barca, que pagam mais de €60 mil por um concerto, neste caso de Nininho Vaz Maia, que, também se não sabem, é um dos músicos com maior cachê em Portugal.
€60 mil.
€60 mil. Só nos últimos três meses, os concertos de Nininho Vaz Maia custaram um total de €350 mil aos cofres públicos, o que é um belíssimo negócio. Mas o problema não é o cantor, nem esta banda, nem outras bandas. A culpa é das autarquias, que acham que podem gastar 18 milhões de euros em concertos, mais do que no verão passado. E atenção, é só no segundo trimestre. Estamos a falar de 18 milhões em três meses e o verão ainda agora começou. Portanto, quando começarem as festas de agosto, o Observador vai de novo ao Portal Base fazer estas contas de eventos musicais e aí vai ser à tripa forra, que é para ficar na memória dos eleitores. Cumpre dizer que independentemente destas câmaras pequenas terem gastado muito dinheiro, Oeiras, Lisboa e Loures são aquelas que lideram com maiores ganhos. Isto mesmo antes das eleições autárquicas, é evidente.
Chamaste de ganhos.
Gastos.
Mas se calhar tinhas aí uma-
Pois, ganhos, porque querem ganhos eleitorais. E eu acho que os eleitores não caem nesse engodo.
Falavas em autárquicas, é precisamente o tema escolhido pela Raquel Bocasis, que traz a este "Iuvensore" as apostas partidárias, os novos candidatos e os candidatos ainda ausentes.
Só muito rapidamente para dizer que nós soubemos este fim de semana que o Luís Filipe Menezes, que de resto amanhã será nosso convidado, é o candidato à Câmara de Gaia e parece-me, de acordo com as circunstâncias, uma boa aposta do PSD, que embalado pelos resultados das legislativas e pelo mau momento que o Partido Socialista está a atravessar, e pelas transições de câmaras municipais, de presidentes de câmara que não se podem recandidatar, está a apostar forte nas eleições autárquicas enquanto andamos aqui a discutir presidenciais. E Gaia é o quarto município maior do país, sendo que o PSD tem também uma boa aposta em Sintra. Vamos ver se desta vez, já não é a primeira vez que vai a votos, mas tem boas perspectivas de poder ganhar.
Marco Almeida.
E portanto, eu acho que do ponto de vista partidário, o PSD está mesmo a tentar recuperar o grande atraso que tem em relação ao Partido Socialista, tem um atraso de 40 câmaras ou pouco menos de 40 câmaras em relação ao Partido Socialista. Mas depois há aqui uma incógnita, que não é incógnita para ninguém, é mais ou menos como aquela ideia do António Vitorino não se candidatar, é a reflexão em que o Carlos Moedas continua. Eu acho que também já começa a ser com estragos para ele próprio, porque esta ideia de que está a pensar enquanto uma coligação se está a tentar montar com os seus parceiros atuais a queixarem-se de eventualmente virem a ser prejudicados com uma nova entrada na candidatura. É assim, ninguém acredita que Carlos Moedas está a pensar. E Carlos Moedas só está a pensar porque enquanto pensa pode ir fazendo campanha sem ser acusado de o estar a fazer. Não me parece jogo limpo, sobretudo agora que já se sabe que há eleições autárquicas a 12 de outubro. Talvez fosse a altura de ele parar de pensar e dizer aquilo que toda a gente já sabe, que é que ele vai ser outra vez candidato à Câmara de Lisboa.
São seis horas mais 10 segundos. Em 10 segundos, aliás, ainda não são seis horas.
Não são.
Não, aqui pelo tempo do Dalete significa que vamos entrar já seis horas e um minuto, portanto vamos lá muito rapidamente às vossas notas.
Ministério da Saúde é um chumbo.
Chumbo. Judite? Raquel?
Eu também chumbo o Ministério da Saúde.
E o Pedro?
Eu vou repetir a nota de sexta-feira, um sete para o Ministério da Saúde.
As notas atribuídas pelo Pedro Rinho, pela Raquel Bocasis e pela Judite França nesta edição da tarde de "Iuvensore".