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Começa agora mais um E o Vencedor É das manhãs 360. Nos próximos minutos, como sempre, damos notas aos protagonistas da atualidade e para isso, esta quinta-feira, Carla, estão conosco a Filomena Martins e o Miguel Pinheiro. E esta manhã queremos saber a quem compete dar as más notícias. Aguarda-se também o nome do novo governador do Banco de Portugal, mas vamos começar pelas aulas de Cidadania. Filomena, percebes a polêmica?
Não, porque eu sei ler.
Então, é uma questão de literacia.
É literacia e não é preciso ser financeira. E eu também estive a ouvir há pouco o Miguel no Bom Mau e Vilão, portanto também já tirei aqui umas notas. E não entendo muito Portugal andar às voltas com este drama nacional do fato da palavra educação sexual ter desaparecido de um documento. Não desapareceu da escola, nem da lei, nem do currículo ou programa, apenas do papel do documento que servirá de guião a esta famosa disciplina de Cidadania e Desenvolvimento que está para consulta pública. E isso foi o quanto bastou para este drama nacional, porque o PS falou em retrocesso de 40 anos, o Bloco, indignado, escreveu cartas. Já ouvimos a Bastonária dos Psicólogos alertar para danos no desenvolvimento dos jovens do país, associações LGBT, grupos de prevenção da AIDS, estudantes de medicina, toda a gente tem estado em choque. Convém esclarecer uma coisa: todos os temas que originaram estas queixas estão no documento, é preciso lê-lo. A violência no namoro está, as relações saudáveis baseadas no respeito e no consentimento estão lá, o combate ao machismo, à misoginia, à homofobia também estão lá, está lá este combate. O respeito pela comunidade LGBT também lá está. Só não aparece, de fato, a expressão educação sexual. Mas está em manchete no Observador, neste momento, um explicador com 11 perguntas sobre isso, e é preciso ir ler. Estão lá as expressões onde isto consta. E se isto é uma falha, talvez, até talvez evitável, ou talvez seja uma boa discussão esta que estamos a ter, porque aliás, como lembro o próprio ministro ontem, e teve de vir lembrar isto, estes temas estão onde sempre estiveram também, em Cidadania, mas também em Ciências Naturais, em Biologia e até na lei desde 2009. Simplesmente nesta proposta de revisão aparecem integrados na dimensão saúde, mas não saíram, nem foram apagados e continuam a ser obrigatórios. Diremos que ficaram com menos negrito, se isto ainda se pode dizer hoje em dia. Talvez seja melhor usarmos a palavra em inglês, bold, que é para não chocar ninguém. E no meio deste ruído todo, esquecemo-nos de olhar pro resto do documento, porque esta nova proposta, imagine-se, também quer ensinar as crianças como lidar com os mídia. Imagine, até sugere trabalhos práticos como ler notícias, a sério, as dos jornais, como navegar nas redes sociais, como perceber a política e as instituições do país, como fazer escolhas financeiras básicas, como viver em sociedade e em democracia. E isto parece que é um escândalo. E educar pra respeito, sim, claro, mas também ensinar a lidar com a internet, e isso parece que é demais. Falar de afetos, sempre, mas misturar com literacia digital parece que é uma ousadia. E discutir o azul e o rosa de meninos e meninas é importante, mas explicar como funcionam as instituições políticas parece que é um horror. E falar de todas as questões de mudança de gênero é tema, certo, mas de empreendedorismo, ai, que devassidão que entramos nisto. A verdade é que a cidadania não se esgota só numa dimensão, nem na sexual, na financeira, nem sequer na ambiental, é um todo. E aprender a viver com os outros, a tomar decisões, a participar, a compreender o mundo, e as diferenças culturais e sexuais, é tudo importante. E por isso, talvez o programa não tenha sido a ausência de duas palavras, o problema aqui seja a presença de outras. E este incômodo venha da ideia de que estamos a formar cidadãos com pensamento crítico e não apenas todos a discutir da mesma forma temas únicos e com a mesma visão. E foi por isso que o ministro ontem teve de vir garantir com todas as letras: a educação sexual não desapareceu, está lá, sempre esteve. Mas parece que é preciso dizê-lo para as pessoas acreditarem. E, portanto, eu no fim acho que a pergunta não é onde é que está a educação sexual no documento, a pergunta é: o que queremos mesmo ensinar? Porque se a resposta for cidadania, então preparem-se. Vamos ter mesmo de falar de tudo, inclusive de finanças.
Que nota dás, Filomena? Desta vez vejo aqui um caminho pra dar-se uma nota positiva.
Se for ao ministro e a tudo isto, daria uma nota muito positiva, mas pra bagunça toda e pras pessoas que afinal precisam mesmo ter educação e cidadania e literacia, ela própria, não é preciso ser financeira, eu dou um zero.
Pronto tinha que ser zero. Há coisas que é bom que não mudem. Um zero atribuído pela Filomena Martins. Miguel, agora quando se fala do sucessor de Mário Centeno, hoje vamos ficar a saber, o que esperas?
Eu prefiro dizer o que eu preferia não ter. O Conselho de Ministros ainda não começou.
Daqui a pouco. Começa nove ou nove e meia.
Nove ou nove e meia, não sei bem. Há de ser por volta da hora de almoço, que é a conferência de imprensa em que nos vão dizer quem é o sucessor de Mário Centeno.
Nove e meia é o Conselho de Ministros.
Nove e meia. Entre ontem e hoje tem se falado muito do nome de Álvaro Santos Pereira, do ex-ministro da Economia Eu não sei se é Álvaro Santos Pereira. Se soubesse, escrevia no Observador e dizia aqui nos noticiários. Não faço a mais pequena ideia, mas espero que não seja. Acho que seria péssimo para o governo escolher para governador do Banco de Portugal um ex-ministro.
Mesmo que já tenha sido ministro há tanto tempo?
Mesmo que já tenha sido ministro há tanto tempo. Repara, nós somos 10 milhões, mais ou menos. Hoje em dia até há uma grande polêmica agora com os números. Dez milhões. Quantos ex-ministros é que houve na democracia? Eu não fiz a conta.
Umas centenas.
Pronto. Sobra muita gente. Não se encontra entre esses milhões de pessoas, não se encontra ninguém capaz de ser governador do Banco de Portugal? É preciso ser alguém que já esteve num governo do PSD. Eu até acho que Álvaro Santos Pereira é independente.
É independente.
Independente no sentido de não é militante.
Acho que sim.
Sinceramente, não interessa. Mais ainda quando o governo criticou duramente e com toda a razão António Costa pela passagem de Mário Centeno diretamente do ministério das finanças para governador do Banco de Portugal. Mais uma vez, bem sei que caso seja Álvaro Santos Pereira, que não sabemos se é ou não, bem sei que não seria uma passagem direta, mas mesmo assim, nomear alguém que ocupou cargos governamentais para aquele lugar, era um mau sinal. Por isso, daqui até à hora de almoço, eu vou estar serenamente, muito zen, à espera de perceber quem é que aí vem e esperançoso, porque eu acho que nós temos que ter confiança na pátria e naqueles que nos governam. Espero que seja alguém que nunca tenha entrado no Palácio de São Bento.
Filomena, também está serena? Paulo, depois já te pergunto também a tua perspectiva.
Serena não é uma palavra que condiga muito comigo. Não sei se será Álvaro Santos Pereira ou não, mas digamos que o exemplo que fica é essa saída de Mário Centeno, o primeiro governador a não ser reconduzido. Não sei se ele foi um bom governador, não contesto. Tecnicamente, não sou sequer a melhor pessoa, mas mesmo os melhores às vezes tomam as decisões difíceis de explicar ou impossíveis de explicar, neste caso, e avançar com esta nova sede para o Banco de Portugal, dois edifícios num terreno de 35 mil metros quadrados, que vão custar 191 milhões e mais 40 a 80 milhões depois em equipamento, há dois meses seguir do cargo, não lembra mesmo ao diabo, mas depois estas renovações lá dentro de elementos, entre eles amigos, o chefe de gabinete. Penso que Centeno manterá até todas as competências até o último dia, que até já foi domingo. Hoje, logo se vê quem é que lhe toma o lugar e quando. Mas o bom senso também é uma competência, e essa, com Centeno, parece ter ficado em casa. E a verdade é que a confiança política dele já estava abalada em 2022, quando Centeno foi sondado por António Costa para o substituir diretamente como primeiro-ministro. Era a ideia de um salto direto do Banco de Portugal para São Bento, sem eleições. Ele que já tinha feito o percurso inverso diretamente do governo para o Banco de Portugal. Isso gerou desconforto, polêmica, um mal-estar institucional. O Marcelo não gostou, Centeno depois recusou, mas a nódoa ficou. E agora com este polêmico dossiê da sede em cima da mesa, já houve este pedido de auditoria à Inspeção Geral de Finanças. Ele e o ministro das Finanças estão a trocar argumentos e datas em público sobre entrega ou não de documentos, sobre conhecimento ou não conhecimento. E portanto, a tradução ficou clara que Centeno não era claramente reconduzido. A mensagem não podia ser mais clara, creio eu. E este perfil que se procura agora é técnico, internacional, neutro, sem peso político, sem heranças incômodas. É aí que flutuou o nome de Álvaro Santos Pereira, o nome que agora mais se fala.
Não bate com isso.
Que o Miguel não encontra nesse perfil.
Se for ele, não bate com esse perfil.
Paulo.
Eu devo dizer que não estou muito de acordo com isto.
Eu também.
Não estou muito de acordo com isso por uma razão simples.
Atropela-me também, José Manuel. Segue em frente.
Hã?
Segue em frente. Atropela-me também, porra. Desculpa lá.
Que toda a gente esteja acima do Paulo. Pronto, ele é o economista chefe.
Não há mais ninguém que queira falar?
Não estou muito de acordo.
Agora é o José.
Eu gostava de saber por que é que não foram outros nomes e se é verdade que não foram outros nomes, como se suspeita, porque o caminho foi armadilhado pelo próprio Mário Centeno. E portanto, não se ia mudar uma lei à última da hora e pessoas que tinham feito um colóquio ou dado um seminário num banco não podem ser convidados. E portanto, ficaram, apesar de tudo, vários acadêmicos portugueses que têm carreiras internacionais e que esses não passaram por nenhum governo, eliminados da lista de possíveis por causa dessa lei. E gostava de saber se isso é assim ou não. Porque às vezes não importa saber se é a terceira ou quarta escolha, mas não é a escolha ideal, porque a escolha ideal foi barrada por uma lei que não faz sentido, a coisa fica um pouco diferente. E apesar de tudo, penso que são, não sei se 12, 13 anos de diferença e sobretudo algo que se passou entretanto
Entre o Álvaro Santos Pereira de 2012 e o atual, não sei se vai ser ele, mas há uma carreira que foi feita na OCDE, sempre por concurso público da OCDE, sempre por promoções por mérito, que não tem nada a ver com Portugal, com o governo português, até sempre com governos portugueses que provavelmente não gostavam dele. Uma questão é preservar a independência, outra achar é que 12, 13 anos já não chega pra período de nojo. Portanto, preferia que fosse outro, mas também não estou com tão radical como o Miguel.
Sim, eu acompanho. Posso dizer qualquer coisa?
Não, mas só um Paulo, espera aí.
Ainda sabe a ansia. Não, eu acompanho o José Manuel.
Só aqui um bocadinho, é um negócio que nem vai para o governo.
Não, ninguém vai para o governo, mas ninguém vai para o Banco de Portugal.
Nem o Paulo fala.
Vítor Gaspar não poderia ser, foi ministro. Mesmo Carlos Costa, de acordo com a atual lei, não podia ter sido governador, porque a lei, neste momento, impede, uma lei de 2019, se não me engano, impede que qualquer pessoa que tenha tido funções remuneradas ou colaborações não remuneradas com o setor financeiro, com tudo aquilo que é instituição supervisionada pelo Banco de Portugal durante os últimos três anos, não pode ser nomeado governador. Portanto, isso implica que ou se vai buscar um acadêmico puro e duro, daqueles que nunca trabalhou com empresas, nunca fez uma consultoria, nunca participou na reunião de quadros pra dizer duas palavras sobre o estado da economia mundial num banco, não pode. E isso obviamente limita muito.
Ó Paulo, mas até parece que estariam a ir, nós não sabemos quem é que é escolhido.
Claro, sim, sem dúvida.
Até parece que estão a ir buscar o motorista do terceiro esquerdo. Mas pelos vistos, Álvaro Santos Pereira, os impedimentos são tão limitados, mas pelo menos Álvaro Santos Pereira entra nesses critérios.
Entra.
E seguramente haverá outra pessoa que não tenha.
Haverá muitas, certamente.
Atenção, eu não estou a dizer que uma pessoa quando vai para o governo.
Isso é evidente. Entre os dez milhões que por lá está pouco, não é?
Sim, mas Paulo, para de me interromper. Eu obviamente não estou a dizer que uma pessoa quando vai pra um governo, que fica pra sempre. Não é isso. Um governo como este, que disse o que disse sobre como a nomeação de um ex-ministro punha em causa a autonomia e a imagem da autonomia e da independência do Banco de Portugal, esse mesmo governo ir buscar, se for buscar, não sabemos se vai buscar, se for buscar um ex-governante, ainda por cima de um governo seu, de um seu partido, não fica bem.
Uma nota, Miguel, para encerrarmos aqui esta ronda.
Eu não vou dar nota precisamente para ficar claro que eu não sei quem é. Eu só estou a alertar a nação para este fato.
E será que a reunião do Conselho de Ministros vai ter este nível de discussão? Também era interessante.
Poxa, era interessante saber. Olha, isto resolvia-se com o tal concurso público internacional.
Ora, muito bem!
Que os ingleses fazem.
Muito bem, vamos acabar todos de acordar.
A iniciativa em lei o Paulo propôs, vamos ver se é aprovado ou se não.
Mas supostamente, eu não sei se estou enganado, o governo não disse que ia fazer isso. Não era agora.
Penso que não. Nenhum dos grandes partidos alguma vez se atravessou com uma coisa dessas.
Quer dizer, eu agora não quero estar.
A iniciativa legal já propôs e, portanto, o Parlamento vai permitir que a gente saiba. Vai permitir ver qual é a opção dos partidos.
A verdade é que um dos últimos governadores do Banco de Inglaterra foi o atual primeiro-ministro canadiano, portanto, foi um estrangeiro, foi alguém que não tinha nada a ver com aquilo, tinha sido também governador do Banco do Canadá. Foi pra um governo depois de ser governador, Paulo e Zé Manel, não antes, foi depois. Acho que ele não fez nada.
Nem sequer do mesmo país.
Não, certo. Por isso, nós podíamos, precisamente pra ajudar a resolver estes problemas, abríamos um concurso internacional, realmente.
Uma operação de recrutamento como outra qualquer.
Portanto, estamos todos de acordo.
Maravilha, bonito.
E pra dar uma notícia sobre o aumento do preço da água, também é preciso aqui algum requerimento especial, Paulo.
É preciso um requerimento especial. E isto mostra que os políticos não gostam, fogem a sete pés, não só de tomar decisões que podem de alguma forma representar algum custo para alguém, como sobretudo dar essas notícias. Isto vem a propósito do Alqueva e da empresa Desenvolvimento da Infraestrutura do Alqueva, que é uma empresa pública que gere aquele equipamento e todo o sistema de fornecimento d'água, que é fundamental ali, sobretudo pra agricultura, e que vai acumulando prejuízos atrás de prejuízos. Por quê? Porque o preço que a EDIA cobra pela água, quem a utiliza ali, é fixado pelo governo e está congelado desde 2017, porque o presidente José Pedro Salema diz numa entrevista ao Eco que de fato, diz ele: "Os governos não querem dar a má notícia ao setor", o setor é o setor agrícola, sobretudo, "que o preço da água do Alqueva tem de subir". E portanto, a empresa que tem receitas fixadas por lei, basicamente, que nenhum governo quer dar a má notícia aos agricultores, mas que tem custos, sobretudo custos de energia, de eletricidade, que têm vindo disparar nos últimos anos, obviamente, vem acumulando prejuízos. Perguntam vocês: "Bom, mas quem é que paga isto?" Quem paga isto somos todos nós. Não paga quem consome a água, pagamos nós. Portanto, nos últimos anos foram mil milhões de euros que os contribuintes tiveram que meter naquela empresa, segundo as contas do próprio, para compensar a falta da utilização do preço da água. Isto basicamente só para nos recordar que isto é muito giro ter empresas públicas, equipamentos públicos e por aí fora, mas o problema é quando temos depois dados absolutamente essenciais num setor que são politicamente definidos. Portanto, é o Conselho de Ministros que define agora Se a água do Alqueva é cobrada a X euros por metro cúbico, ou se há de subir ou se há de descer, independentemente da evolução da conjuntura. Os custos são sempre pagos pelos utilizadores, que é quem devia pagar, neste caso os agricultores. A agricultura depois está em crise, isso é outra questão. O governo há de ter depois 1001 medidas, ou não, para resolver o assunto. Agora, o preço da água, se não é diretamente imputado aos consumidores, até a racionalidade com que a água é utilizada fica logo posta em causa, porque as pessoas não valorizam, obviamente. Não há incentivo para a poupança de água, se quisermos, com preços de saldo. E quando estas coisas acontecem, quando há essas intervenções políticas, não tenhamos dúvidas que a história do gratuito ou do preço subsidiado, que são borlas. Não há borlas, são pagas sempre pelos mesmos e, neste caso, são pagas pelos contribuintes. E assim andamos.
Só te falta uma nota, rapidinho, para ouvirmos ainda o João.
Não, eu vou também a este tema.
Sim. Então, um rebate. Interrompe lá o Paulo um bocadinho.
Acho que é muito importante esta questão. Estamos a falar de mil milhões de euros, aparentemente, que já custou ao erário público, mas sei que é um período relativamente alargado, oito anos. Estamos a falar de uma diferença no preço do custo da água que pode chegar a 20%. E estamos a falar de um tema que foi tema no Alqueva durante as décadas que precederam sua construção, que é saber se a agricultura regada pela água do Alqueva conseguia ou não pagar o custo da água, até porque a maior parte da água do Alqueva tem que ser elevada. Portanto, os campos ficam em planos mais altos que o plano d'água do Alqueva, o que obriga a estações elevatórias, o que obriga ao consumo de energia, e energia está cara. Agora, dito isto, e uma vez que nós temos também noção de que no Alqueva houve um sucesso agrícola, que eu devo dizer, me espantou e muito, fiquei muito contente com isso, é porventura a altura de ter a coragem que não se teve e começar a partilhar custos. Há anos piores, há anos melhores, mas, por exemplo, boa parte daquela produção são olivais. Os olivais sofreram muito e o azeite esteve caríssimo aqui há uns tempos, porque os campos não regados, sobretudo em Espanha, produziram pouco. Imagino que os campos regados em Portugal tenham ganho alguma coisa nesses anos, mas quem pagou tudo continua sendo o contribuinte. Talvez seja a altura de olhar para isso, ninguém quer estragar aquilo que está, apesar de tudo, a correr bem no Alqueva, mas não pode correr bem à nossa custa. Isto é, subsidiar indústria é indústria agrícola, mas aquilo é indústria. E nós não queremos subsídios desse gênero, porque isso é distorcer o mercado e, portanto, nunca corre bem.
Uma nota negativa.
Uma nota negativa, claro. Para este comportamento, subsídios deste gênero, só posso dar quatros.
E tu, Paulo?
Eu acompanho o quatro do José Manuel.
Pronto.
É para isto acabar bem, em concórdia.
Um zero, dois quatros e o Miguel, que não dá nota. Vamos ver como corre mais logo na Tarde Política.
Amanhã tem que ser melhor.
E amanhã é sexta-feira, inspirem-se.
Vai estar calor, um fim de semana gostoso.
Pensem nisso. Acredito em vocês. O Investore tem uma segunda edição, mais logo na Tarde Política.