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Está no ar o You Vence ou É, que já sabe que também pode acompanhar no YouTube, Facebook e site do Observador. Esta segunda-feira juntam-se à equipa das manhãs, 360 e ao José Manuel Fernandes, o Miguel Pinheiro e também o Rui Pedro Antunes. Carla, começamos a semana a dar nota aos mercados, à semana dos quatro dias, ao futuro de Passos Coelho, mas antes disso fazemos contas. Fazemos à Jornada Mundial da Juventude, Paulo Ferreira, para saber se já se sabe quem vai pagar e também quem vai ganhar.

Quem vai ganhar, conseguimos adivinhar. Quem vai pagar, no final sabemos quem paga. São os contribuintes todos. Agora, não sabemos quanto é que se vai pagar por isto. Ainda faltam menos de 10 meses, é no início de agosto do próximo ano. Portanto, faltam menos de 10 meses para o evento, que vai trazer o Papa a Portugal, é um evento da igreja, trará certamente centenas de milhares de peregrinos e de jovens a Portugal, a Lisboa. Não se sabe ainda quanto é que vai custar. Não sabemos nós porque ninguém sabe. Não sabe o governo, não sabe a Câmara Municipal de Lisboa, nem sabe a Câmara Municipal de Loures, que são as três entidades que são responsáveis por isto. E por quê? Porque ainda não há um orçamento. Repare-se, o anúncio de que Portugal ia organizar esta Jornada Mundial da Juventude foi feito em janeiro de 2019, portanto, já lá vão três anos e meio, quase quatro anos.

Aliás, foi adiado por causa da pandemia, não foi?

Foi adiado por causa da pandemia. Depois houve aquele entusiasmo do presidente da República quando ganhamos, que ele fez um vídeo: "Ganhamos". Ou melhor, perdemos, porque vamos perder agora imenso com isto. Atenção, nada contra a organização destas coisas, deste evento ou de outros. Zero. Acho que isto faz parte do marketing do país e da atração de pessoas para Portugal e, portanto, isto é importante, estes eventos são importantes. O fato de devermos realizá-los não quer dizer que se faça desta forma, nem com basicamente um cheque em branco, porque antes de nós nos candidatarmos a estas coisas, convém fazer contas para perceber quanto é que isto nos vai custar, para saber se o investimento compensa ou não compensa. E o investimento não tem que ter retorno financeiro ou econômico. O país não tem que ganhar em termos líquidos com cada evento destes, até porque depois há aqui ganhos que são dificilmente calculáveis, tipo qual é o impacto disto na imagem externa e na promoção do país. É difícil, mas convém, quando se vai saber uma coisa desta, saber: vai custar 50, 100, 200, 500 milhões? Porque não é indiferente. Nós nos tivemos na sexta-feira, Filipe Anacoreta Correia, vice-presidente da Câmara de Lisboa, numa reunião, precisamente, da Assembleia Municipal de Lisboa, a dizer que as obras para acolher a Jornada Mundial da Juventude estão numa fase adiantada, foi o que ele disse, mas não existe ainda uma estimativa final para o investimento. Eu gostava de saber, das pessoas que estão responsáveis por isto, quem é que na sua própria casa decide fazer umas obras de melhoramento, por exemplo, mudar a cozinha e começa as obras sem ter um orçamento de estimativa de quem a está a fazer em cima da mesa. Portanto, isto é a receita para o descalabro, como é evidente.

Pelo menos ficamos com a garantia que não há derrapagens.

Sem dúvida, aqui não vai haver derrapagens, não há orçamento, Carla, seguramente não vamos estar naquela do orçamento era X e passou ao dobro de X. Não, isso não vai acontecer. Mais ainda, Filipe Anacoreta Correia disse que a formalização do acordo entre todas as partes será feita dentro de dias. Portanto, passaram três anos e meio e ainda não houve tempo, nem vontade, nem diligências para que todas as entidades do Estado envolvidas digam quem é que vai fazer o quê. Portanto, isto tem tudo para correr bem. Não há orçamento, nem se sabe o que cabe a quem. Portanto, vai correr tudo bem. Já se sabe uma coisa, que as moedas já disse que o investimento de Lisboa pode ir até os 35 milhões. O governo tinha inicialmente aprovado uma verba de 16 milhões e meio e na quinta-feira, em Conselho de Ministros, reforçou em 20 milhões, portanto, para mais do dobro já, aquilo que a primeira estimativa que tinha dedicado a isto. Passou de 16 milhões e meio para 36 milhões e meio. Aqui ainda faltam custos com segurança, com mobilidade, com saúde, não está incluído ainda nesta fatura. E ainda não se sabe qual é a fatura que cabe à Câmara Municipal de Loures, que já agora também o dinheiro vem todo dos mesmos bolsos. Pode chegar lá via Câmaras ou via Estado central, vem todo do bolso dos contribuintes. A cereja em cima do bolo, para perceber que isto vai tudo correr muito bem, é que o orçamento de Estado, que está apresentado e vai estar em discussão, tem uma autorização para que os contratos que forem estabelecidos para obras, serviços, aquisição e montagem de material como palcos, stands, seja o que for, que possam ser feitos por ajuste direto e sem necessidade de fiscalização prévia do Tribunal de Contas. Portanto, temos aqui a tenda armada para se entregar, não se sabe a quem, nem em que condições e sem qualquer regra de controle. A fatura, pelos números que já temos em cima da mesa, poderá facilmente chegar a 100 milhões de euros, entregar aqui uma série de negócios, de fornecimentos, de um comprador que nem tem à partida, sequer um orçamento para saber quanto é que há de gastar. Portanto, isto é um exemplo de uma gestão de projeto à portuguesa ou à Estado português, que basicamente diz muito daquilo que nós somos. Eu com estas coisas só acho que é uma sorte, nós só termos chamado três vezes o FMI em 30 e tal anos. Imaginamos agora quantas Jornadas Mundial da Juventude não há por aí fora.

E então a nota fica atribuída a quem?

Nem tenho um quem, porque de facto a irresponsabilidade aqui é lata. Porque há pelo menos duas Câmaras Municipais envolvidas e o governo. Portanto, não há aqui um dono, sequer, do problema. Isso é mais uma coisa boa disto. Não sabemos quem é que vamos responsabilizar.

E a quem podemos perguntar quanto custa.

Exato. Olha, não sei, aos ideólogos disto tudo, isto é tudo muito criativo. Não sei, eu daria um 15 aqui a quem está a fazer estas coisas e sobretudo quem vai ganhar com isto, porque vai haver seguramente muita gente a ganhar mais do que aquilo que devia com esta desorganização e falta de planeamento do Estado.

Um 15 então a quem pensou nisto tudo. José Manuel Fernandes, já falámos aqui ainda há pouco da semana de quatro dias, queres também falar sobre essa ideia da aplicação desta redução dos dias de trabalho na função pública?

Quero. Em princípio, não tenho nada contra que isso se faça. Agora, tenho uma enorme reserva em relação à forma como pode ser feito. Deixa-me contar uma história que se passou comigo há já muitos anos, mais de 30 anos. A primeira vez que eu tive que lidar com, naquele caso concreto, a Câmara Municipal de Lisboa, porque queria fazer umas obras na minha casa. Eu, na altura, estava com alguma urgência e, portanto, todas as semanas, ou eu ou a minha mulher íamos à Câmara ver como é que ia o processo. E houve uma altura em que o processo se encalhou num departamento qualquer daqueles 200 departamentos que a Câmara Municipal de Lisboa tem, portanto, telefonei pra aqui, telefonei pra acolá, o que é que se passa, o que é que não se passa, e descobrimos esta coisa extraordinária. Isto é anos 80 ainda, tempo ainda do Cruz Abecasis. Havia um departamento na Câmara de Lisboa que já aplicava a semana dos quatro dias. Não pelas razões que agora são invocadas, mas simplesmente porque tinha funcionários a mais e não tinha secretárias pra todos. Como não havia secretária, cada um tinha a sua secretária, e não havia teletrabalho na altura ainda, rodavam, faziam uma rotação. Cada um só ia trabalhar quatro dias, portanto, tinha uma folga extra por semana, toda a equipe daquele departamento. Bem, eu sugiro, portanto, à Mariana Vieira da Silva que tente investigar esta história. Já nem me recordo que departamento é, mas é capaz de haver memória na Câmara Municipal de Lisboa, porque há aqui uma experiência piloto de como as coisas funcionam. Devo dizer que o resultado para o cidadão era atrasos, mais atrasos no processo de licenciamento municipal. Mas enfim, qual é o principal problema que eu vejo nesta questão deste entusiasmo para aplicar a semana de quatro dias à administração pública? Não é o princípio em si. Um problema que é sempre muito complicado, e é especialmente complicado em Portugal, é: como é que se mede a produtividade na administração pública? A gente sabe que não há milagres. Nós podemos ir pra semana de quatro dias se acontecerem várias coisas. Por exemplo, se os trabalhadores abdicarem de uma parte dos seus salários para permitir que haja mais trabalhadores, que haja compensações, por assim dizer. Não creio que na administração pública isso seja possível. Outra forma é encontrar, de fato, formas de organização de trabalho que permitem que em quatro dias se faça aquilo que hoje necessitam de cinco dias para ser feito. E isso, numa empresa, mede-se. Mede-se porque a empresa tem resultados, tem um bottom line que no fim sabe o que vendeu e o que cobrou, basicamente. Ora, a administração pública não tem esse bottom line. Portanto, não sabe quanto é que vendeu e quanto é que cobrou, portanto, quando muito, tem uma avaliação de qualidade dos serviços, que é algo muito vago, para poder medir no fim do dia se aquela nova organização de trabalho está, além de ser eventualmente mais agradável para os trabalhadores, está de fato a funcionar melhor no sentido em que nas horas em que estão presentes, nas horas em que estão a trabalhar, eles estão a produzir mais para compensar o dia que não vão ao escritório. Ora, sem esses indicadores, não sabemos que esses indicadores na administração pública são praticamente inexistentes. Eu sinceramente não sei como é que possa ser dado este passo, a não ser que se esteja a pensar na consequência das 35 horas. E todos sabemos qual foi. Foram novas contratações pra compensar, naturalmente, os horários que ficaram por concluir, designadamente na área da saúde, onde sabemos que isto foi particularmente dramático. Mas enfim, somos o país que temos, é sempre muito bonito dar entrevistas que dão belos títulos nos jornais, criam ilusões, sem explicar a ninguém como é que as coisas, de fato, vão acontecer e os riscos que realmente se correm.

E então a tua nota vai para a ministra, José Manuel?

A minha nota vai para a ministra. Hesito aqui sem dar uma nota à arte do ilusionismo, sem dar uma nota ao irrealismo. Mas olha, como o Paulo está muito generoso agora.

Sim, é segunda-feira e o fim de semana correu bem.

O fim de semana correu bem. Eu vou antes pro irrealismo e para as façanhas teias e, portanto, dou uma nota negativa à Mariana Vieira da Silva, dou-lhe um sete.

Um sete para a ministra e a proposta da semana de quatro dias na função pública. Rui Pedro Antunes, quem é o teu vencedor?

Olha, Carla, antes de mais, deixa eu aproveitar que o José Manuel está a dizer que até era exequível no privado a semana de quatro dias. Se eu puder meter já uma cunha pra ser amanhã de segunda e à tarde de sexta, aproveito que o Miguel Pinheiro está aqui também.

E fica já aqui aprovado publicamente.

Exatamente.

Eles não disseram nada, mas pode ser.

Meto já a minha cunha. Sobre o vencedor. Eu ia falar, obviamente, sobre o fato de Marcelo Rebelo de Sousa ter lançado um pré-anúncio de candidatura presidencial de Pedro Passos Coelho. Parece uma coisa já de sábado, mas que marcou o fim de semana. Havia aquela frase do Emídio Rangel, que a televisão vende tudo, desde um sabonete até um candidato presidencial. Nós temos um presidente aflito que vende tudo, até um candidato presidencial. Portanto, nós ali estávamos num grande drama, num grande calvário, tipo o senhor dos Passos, e passamos pro senhor Passos. É sempre esta capacidade de Marcelo Rebelo de Sousa de tentar criar uma cortina de fumo quando as coisas não lhe correm bem e tentar criar um fato político. E de fato, foi um pouquinho eficaz, porque, na verdade, os jornalistas a seguir e o que se falou a seguir já não foi Sobre as declarações infelizes que teve na semana anterior, nem sobre as reações completamente disparatadas que foi tendo ao longo do tempo, até aquele pedido de desculpas, mas sobre este facto político que o presidente sempre foi exímio a criar. Se calhar pelo meio até se esquecem as pessoas que estando no cargo devia ter algum recato e não devia estar já a lançar nomes de pessoas, embora não o tenha feito diretamente, porque também disse que mesmo a nível europeu, até a Angela Merkel tinha falado de Passos Coelho e portanto ainda tem muito para dar ao país. Mas o que é certo é que Marcelo Rebelo de Sousa quis acima de tudo proteger-se ele próprio, mais do que lançar Pedro Passos Coelho. Mas a minha nota vai precisamente para Pedro Passos Coelho por isto, que mesmo sem se mexer muito, aparecendo aqui e ali numa apresentação de um livro, na Festa do Pontal, com ar de verão, ou seja, as vezes que vai aparecendo, não precisa de aparecer muito para marcar a agenda política. E com este empurrão de Marcelo, prova um bocadinho que mesmo que seja uma lembrança ou um lançamento de candidatura funcional. Marcelo Rebelo de Sousa queria matar um assunto criando um facto político sobre outro. Não que não se falasse já que Pedro Passos Coelho podia ter outros voos e ser até o candidato da direita a Belém, ou um dos candidatos da direita a Belém. Mas Marcelo Rebelo de Sousa falou desta forma precisamente numa semana muito difícil para ele e com essa perspectiva de acabar com o assunto anterior, que para ele não era positivo. Por isto, o que eu queria era dar nota a Pedro Passos Coelho, mas como é Marcelo Rebelo de Sousa a lançá-lo, portanto nas palavras dele, sobre candidatos presidenciais, um catavento, não sei se é o melhor lançamento para o próprio Pedro Passos Coelho, eu dar-lhe-ia também um 13, que é um 13 provocador, que é para ver se ele tem um cargo onde não precisa de cortar o 13º mês e daí um 13 para Pedro Passos Coelho, que é uma nota positiva.

Um 13 para Passos Coelho e de resto o assunto vai ser também abordado no contracorrente de hoje.

Depois descobri isso, Carla, de já teres escolhido o meu tema.

Mas podes participar também, a seguir ao jornal das 10h.

Até o Daniel Oliveira, o que não chora e gosta de touradas, ao contrário do Paulo, diz que não para de pensar e tem sonhado com Passos Coelho quando viu o Fernando Medina apresentar as medidas, na coluna do Expresso desta semana.

Isto está tudo ligado.

Isto anda mesmo tudo ligado. Miguel Pinheiro, registámos que esta tentativa de cunha do Rio Pedro não mereceu nenhum comentário teu. Hoje queres falar de quê? E quem é o teu vencedor?

Eu estou aqui para tratar de assuntos sérios. E além disso, estou aqui para dar um vencedor verdadeiro. Digo já que vai ser um 16, que é para as pessoas não ficarem a achar que no final eu vou dar aqui uma volta a isto. Não.

É mesmo um 16.

Um 16. É verdade. E são quem? São os mercados. Nos últimos dias, nós temos visto a esquerda portuguesa muito exultante com a triste figura que a primeira-ministra britânica tem feito. Logo que chegou ao lugar, Liz Truss aplicou um pacote radical de redução, radical no sentido incompetente, de redução de impostos e depois foi obrigada a voltar atrás. Primeiro foi obrigada a voltar atrás numa das medidas mais emblemáticas que tinha anunciado. Há dias foi obrigada a despedir o ministro das Finanças. Está anunciado que em breve vai voltar atrás com outra das medidas emblemáticas de redução de impostos, que também tinha anunciado no tal mini orçamento. Já há notícias até de que o novo ministro das Finanças lhe disse que não há hipótese, eles vão ter é que aumentar impostos. Não só não reduzem, como aumentam, sendo que uma das promessas de campanha de Liz Truss tinha sido não aumentar impostos, portanto vai ter que aumentar impostos. E até há informações recorrentes de que Liz Truss vai ser posta na rua em breve, a questão é quando. Hoje é um dia importante. A reação dos mercados hoje é importante porque a intervenção do Banco de Inglaterra acabou na sexta-feira. Aliás, foi isso que levou a todos estes desenvolvimentos. Portanto, ou cai agora, ou cai depois de apresentar um novo orçamento a seguir ao Halloween. Enfim, está para se ver.

E hoje, Miguel, o Ministro das Finanças vai apresentar o plano fiscal daqui a pouco, às 11h da manhã. É a notícia de agora.

Precisamente, vamos ver o que vem daí. E a esquerda portuguesa olha para isto e vê a derrota humilhante das políticas liberais, sejam elas quais forem. A partir de agora, sempre que se ouvir a palavra liberal, vão dizer Liz Truss, mas estão a esquecer-se só de uma coisa, é que quem travou Liz Truss não foram manifestações da esquerda nas ruas, não foi o Partido Trabalhista Inglês, nem sequer foram os sindicatos ingleses, que são poderosíssimos. Quem travou Liz Truss foram os mercados. Ora, mas a esquerda não passa a vida a garantir-nos que os mercados pregam o capitalismo de casino e só querem é saber de impostos mais baixos e de cortes nas despesas. Não foi isto que nos disseram? Que os mercados salivam por governantes que baixem os impostos, dê por onde der, aconteça o que acontecer. Estamos afinal com o caso de Liz Truss, que é provado que não. Há aqui uma líder política que corta impostos com um machado e pelos vistos os mercados dizem que as coisas não podem ser feitas assim, dizem que não pode baixar os impostos, dizem que tem que voltar para trás. E por isso, a conclusão que eu tiro é que, na verdade, aquilo de que os mercados não gostam é de lunáticos, sejam eles estatistas ou liberais, de esquerda ou de direita. E portanto, concluindo isto, e esperando eu que a esquerda aprenda esta lição e passe a dizer que afinal os mercados são um bom termômetro para vermos se temos lunáticos no poder ou não, dou um 16 aos mercados, que acabam de ganhar como grande aliado, pelo menos a esquerda portuguesa. A esquerda portuguesa vai passar a ser uma grande aliada dos mercados.

Os mercados, esses grandes marxistas.

Já viste? Havia de chegar o dia.

Havia de chegar o dia.

Já tivemos uma candidata a presidente de junta do PS que gostava muito de mercados, mas era do mercado de arroz.

Não era bem a mesma coisa.

O encontro entre a oferta e a procura é mais direto.

Aqui há mesmo um vencedor, os mercados, com 16 do Miguel Pinheiro no fim do E o Vencedor É.