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Começa agora mais um E o Vencedor é das manhãs 360. Vamos à análise dos temas que marcam a atualidade com notas de 0 a 20 e para isso hoje juntam-se a nós para darem notas o José Manuel Fernandes, o Pedro Jorge Castro e o Miguel Santos Carrapatoso. Carla.
E esta manhã vamos a inquéritos arquivados, ao amigo do José Sócrates, mas regressamos ainda à greve geral. Miguel, trazes aqui algum vencedor?
Não, acho que foi uma greve que não mexeu muito nos ponteiros do relógio. No essencial, as posições de todas as partes são conhecidas. Portanto, foi uma greve que ajudou só a reafirmar as posições, sendo certo que o governo voltou a encerrar aquela narrativa do "deixem o Luís trabalhar", um pouquinho já recalcada do que tinha acontecido na greve anterior.
E ficamos a saber a data da discussão.
É verdade. Tentou mais uma vez simular uma guerra entre funcionários públicos e privados, entre aqueles que querem, de fato, trabalhar e aqueles que dependem do Estado. Parece, do ponto de vista tático, meramente tático, uma ideia inteligente, mas parece-me que o governo também está muito focado em insistir na ideia das forças de bloqueio que estão a impedir a grande reforma laboral. Essa estratégia no passado deu frutos com o Aníbal Cavaco Silva. Sabemos que Luís Montenegro se inspira muito nele, mas para que desse frutos agora era preciso que houvesse, de facto, um apoio maioritário nesta reforma laboral no restante da sociedade. E não me parece que o governo, por tudo que fez até aqui, tenha conseguido esse apoio, essa vaga de fundo, essa maioria silenciosa, porque uma reforma que começou por ser muito mal explicada e continua a ser mal explicada, é difícil que tenha adesão popular. Apesar de tudo, agora a grande questão é mesmo perceber até onde PSD e Chega conseguem convergir para salvar esta reforma e que reforma sairá desse possível acordo entre os dois partidos. A grande incógnita é mesmo perceber até que ponto é que André Ventura leva as suas linhas vermelhas, as exigências que está a fazer e que o governo já disse que não aceitará. Vamos todos viver em suspenso até lá.
Até dia 18, não falta muito.
Estamos habituados a que André Ventura carregue sempre muito nas linhas vermelhas e depois acabe por aceitar soluções muito mais modeladas. Vamos ver o que será desta vez, sendo que o Chega está claramente apostado em segurar ou seduzir um eleitorado que é muito importante, que é o eleitorado dos pensionistas, o eleitorado mais velho. As duas propostas que faz vão nesse sentido, baixar a idade da reforma e definir um teto máximo para as reformas. Isso apela diretamente aos pensionistas e aos aposentados que recebem reformas mais baixas e que têm sido a base eleitoral do Partido Socialista. Portanto, o Chega está muito apostado em seduzir esse eleitorado e não me parece que André Ventura esteja com muita vontade de abraçar uma reforma que ele sente que é impopular.
O que é que sai desta greve geral, Bruno?
Sai basicamente aquilo que o Miguel estava a dizer, que é não mudar grande coisa, não altera muito os dados já existentes e já conhecidos. Não será certamente pela magnitude da greve que os partidos vão ficar mais ou menos condicionados. O condicionamento já existia à partida, a percepção de que é uma reforma impopular condicionou logo o Chega, muito antes desta greve geral. E eu acho que o Chega, até pela fraca adesão que houve à greve, e ser claramente uma greve da CGTP, teria aqui margem para entrar num entendimento com o governo, mesmo alterando algumas coisas, impondo algumas alterações, e o pacote laboral acabaria por ser aprovado sem grandes dramas. Aqui a questão é que essa não é a natureza do Chega, não é só uma questão estratégica de tentar chegar a um eleitorado, que será um eleitorado mais próximo do Partido Socialista, é também uma questão da natureza do partido, que é imobilista e estatista. Na verdade, o Chega é isso, não está aqui a fazer um sacrifício para não aprovar esta reforma, é o que o Chega é. Mas não foi a adesão à greve condicionar, porque reafirmo aquilo que já tinha dito na quarta-feira, é uma greve mais da função pública. Claro que o governo depois tenta ainda sublinhar mais, reforçar essa ideia. Claro, isso é um aproveitamento, mas objetivamente é uma greve da função pública. Não vale a pena estar aqui a dourar a pílula ou transformar a greve numa grande manifestação geral do povo português, porque não foi. Não quer dizer que os portugueses concordem com a reforma laboral, mas essa conclusão de que não concordam não se retira da adesão que existiu à greve. E estas greves são iminentemente políticas, têm sido políticas sempre. No outro dia, o João Miguel Tavares, no artigo dele no Público, fazia essas contas. Aliás, eu aqui tinha dito na quarta-feira que um terço das greves gerais em Portugal aconteceu durante o período da Troika, no governo de Passos CoelhoNa verdade, só houve um primeiro-ministro socialista a enfrentar greves gerais, que foi José Sócrates, duas greves gerais. Nenhum outro governo liderado por um socialista enfrentou greves gerais, nem mesmo o governo do Bloco Central, numa altura de grande crise em Portugal, com Mário Soares como primeiro-ministro, também não houve greve geral. Portanto, o que vemos é que há aqui uma dimensão eminentemente política nas greves gerais e, também como tinha dito no outro dia, acaba por se transformar numa banalização. Serve essencialmente à CGTP, também para dar a conhecer mais o secretário-geral, que ainda não se impôs no imaginário coletivo. E por último, serviu para demonstrar que há uns grupúsculos de extrema-esquerda que não são assim tão pacíficos e inofensivos como alguns querem fazer crer, que aliás, como se viu, ficou bem patente nas imagens a que assistimos na quarta-feira.
Depois de concluída a greve.
Deixa só juntar que as greves continuam. Apesar de ter havido a greve geral na quarta, hoje há uma greve dos trabalhadores não docentes das escolas. Muita gente não sabe ainda se consegue deixar os filhos na escola hoje ou não. Acharia que uma greve geral serviria para todas as reivindicações. Mas não, além da geral, depois as escolares continuam.
Sectorial, aparentemente marcada antes da greve geral.
É verdade.
Vamos às notas, às primeiras notas. Bruno, vais dar a quem?
Sim, eu vou baixar para a greve, porque de facto não teve uma adesão significativa e nem vem alterar os dados que já eram conhecidos, nem vem condicionar mais ou menos as posições dos partidos, portanto, vou dar um dois.
Um dois. E tu, Miguel?
Acabo por acompanhar a leitura do Bruno. Dou uma nota ligeiramente superior, só porque também não acho que mereça um dois, mas dou um sete ao efeito da greve geral.
Um sete então. José Manuel, queres dar nota hoje a Carlos Santos Silva, para quem não se recorda, o amigo de José Sócrates, assim fica mais claro para todos.
Pois é, é aquele amigo que todos gostávamos de ter. Nós gostávamos de ter um amigo que nos comprasse a casa, usasse depois o dinheiro e depois a seguir permitisse que continuássemos a viver nessa casa como se não fosse nada, que entretanto pelo caminho fosse continuando a pagar as nossas despesas, sendo que algumas dessas despesas não são, como se costuma dizer, amendoins, ou peanuts, a expressão inglesa. Estamos a falar de pagamentos de meio milhão de euros por pareceres jurídicos, que é uma coisa que nem sabia que estavam nesta ordem de grandeza, confesso com alguma surpresa. Isto tudo, inclusivamente para conseguir a vitória em processos que não são em Portugal, são fora de Portugal. Enfim, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, eu já recorri a este tribunal e não creio que tivesse um custo que nem remotamente se assemelhasse a estes que José Sócrates está a ter e segundo ele, a recorrer a dinheiro emprestado, porque não tem dinheiro, como é óbvio, como toda a gente sabe, e como também ficamos a perceber, este dinheiro existe e circula, porque no meio deste longuíssimo processo, o juiz Ivo Rosa desbloqueou as contas de Carlos Santos Silva na Suíça, onde estavam 20 milhões de euros. Portanto, permitiu a Carlos Santos Silva ser generoso com os amigos. Ah, e claro, e depois, como se sabe, a culpa é do Ministério Público. Pelo menos é isso que o nosso antigo primeiro-ministro disse na carta que enviou para a SIC, que deu esta notícia, dando a entender que estas coisas só existem por causa do Ministério Público e só são conhecidas por causa do Ministério Público e que o Ministério Público é que é o malvado que o persegue. Eu começo esta feira, vais jogar no Euromilhões hoje, parece que tem um valor elevado, mas como o Euromilhões não sai a todos, diria eu, gostava de ter um amigo chamado Carlos Santos Silva, que tão generosamente continuasse a financiar as minhas necessidades. Nem sei o que hei de dizer.
Deixa-me juntar, isto faz lembrar aqui um anúncio que nós temos a passar na nossa rádio com alguma insistência, que é um anúncio com graça, é um anúncio de uma instituição financeira. São os dois jovens que acabam de se conhecer, dizem logo "amo-te" e vão logo comprar a casa. Amo-te tanto mais. E aqui isto faz-me lembrar esse anúncio ao contrário, que é com tudo aquilo que já aconteceu entre estes dois homens, com todo o embaraço mútuo que têm provocado um ao outro, continuam a dizer estes "amo-te" e a financiar-se um ao outro.
Para os amigos, vai uma nota para os amigos. Os amigos têm direito a uma nota sempre positiva, portanto vai um 14 para os amigos.
Um 14 e aqui até no tema da greve geral, o traz outro amigo também se vai ouvindo. Aqui o José Manuel trouxe outro amigo também, um 14 para Carlos Santos Silva. Pedro, trazes um tema de Justiça e uma longa investigação do Ministério Público que acabou arquivada.
Sim, que está em manchete agora no Observador e esta história começa de forma bastante sumarenta e chamativa, que foi com notícias de que Bacelar Gouveia estava a vender doutoramentos a troco de diamantes a alunos africanos. Isto chamou logo a minha atenção na altura e eu fiquei muito intrigado e muito expectante sobre aquilo que iria acontecer. Houve buscas logo a seguir, Bacelar Gouveia, que era presidente do Conselho Científico da Nova, foi constituído arguido, teve que deixar esse cargo no Conselho Científico. Viram as contas bancárias, vigiaram almoços em restaurantes, apreenderam os computadores, viram todo o correio eletrónico, enfim, foram enviadas cartas rogatórias para Angola e depois nadaDepois, durante um longo período de mais de três anos, ficou-se à espera de uma perícia da Polícia Judiciária à análise ao computador de Baçalár Gouveia. Nós só sabemos isto hoje. Na altura, não fomos sabendo isto. Aliás, aconteceu neste interim algo interessante, que foi um período em que precisávamos muito de constitucionalistas. Nós até aqui na rádio, porque houve pandemias, enfim, houve tanta coisa que aconteceu, ia surgindo aqui e ali a hipótese de Baçalár Gouveia como nome que poderia ser ouvido sobre determinadas matérias. E eu próprio, vê lá tu como eu participo nisto, tentava resfriar um bocadinho isso, apesar de nos dar jeito, obviamente, ouvir o máximo de constitucionalistas possível, enquanto não se esclarecesse esta história, porque espera aí, mas há aqui uma pessoa que é suspeita deste crime hediondo estar aqui a vender doutrinamentos a troco de diamantes. Vamos esclarecer isto, porque isto é uma coisa de uma gravidade tão grande que eu não quero que qualquer ouvinte que ouça Baçalár Gouveia como especialista aqui nos diga: "Espera aí, sabem quem é que estão a ouvir? Estão a ouvir uma pessoa que é acusada ou suspeita de fazer coisas destas. Portanto, que credibilidade é que essa pessoa tem para falar sobre outras matérias?" Isto surgiu a partir de denúncias anônimas, num ambiente descrito como de grandes guerras dentro da universidade. E esse objetivo foi alcançado, na verdade. Eu creio que durante estes anos, enquanto este caso esteve para ser investigado e clarificado, creio que Baçalár Gouveia foi afetado, naturalmente, por esta suspeita em vários domínios da sua vida. Ele surgiu agora em grande força, mais uma vez dentro de polêmicas da Universidade Nova de Lisboa, sobre o uso do inglês ou não. E pedimos aqui para ver como é que estava esta situação, e eu estava longe de imaginar que já tivesse havido um desfecho, de que não se sabia, que o caso foi arquivado, sem Baçalár Gouveia ter sido ouvido alguma vez. O procurador diz que achou que não valeria a pena ouvi-lo, porque duvidou que ele viesse acrescentar alguma coisa ou acrescentar provas que o fossem incriminar, o que também é uma visão curiosa sobre a forma como tudo isto funciona. O processo é arquivado com referências à ambição dele, que teria muita ambição, e que ainda há dúvidas, compreensíveis dúvidas, sobre se tratou sempre os seus poderes e deveres de acadêmico com estrita objetividade, e salvaguardando a hipótese de reabrir a investigação caso apareça mais alguma coisa, mas concluindo que não foram encontrados indícios suficientes de crimes. Ao fim de sete anos, mais de sete anos até. É seis anos desde que as notícias foram tornadas públicas, oito anos desde que as denúncias foram feitas. Aqui uma coisa curiosa que é o próprio Baçalár Gouveia foi interceptado em mensagens que enviava para Sérgio Azevedo, que era um deputado do PSD envolvido na Operação Tutti Frutti, com quem haveria um conluio, digamos assim, para ele o favorecer numa futura nomeação para professor de Justiça. Enviou-lhe uma mensagem a dizer: "Já se sabe que devemos ter os nossos telefones sob escuta". Portanto, ele tinha consciência de que estaria a ser vigiado de alguma forma. Outra curiosidade, o presidente do Tribunal Constitucional, até há muito pouco tempo, José João Abrantes, que também fazia parte destes júris de provas acadêmicas, é apanhado a dizer a Baçalár Gouveia, a pedir-lhe para apagar as mensagens que eles trocavam a combinar a composição de júris ou o julgamento de júris para determinados alunos. Bom, deixa-me dizer que fico espantadíssimo com a forma como isto acontece, com o desfecho disto e com o tempo, sobretudo com o tempo. Claro que havendo as denúncias, isto tem que ser investigado, mas a força que estas denúncias anônimas tiveram, o efeito devastador que tiveram na vida de uma pessoa.
Apesar da presunção de inocência que estamos sempre a evocar.
Havendo, tem que ser investigado, mas o tempo que se demorou com o processo parado, quase quatro anos à espera de uma perícia da PJ, leva-me aqui a uma nota. Isto foram sete anos de investigação, seis denúncias anônimas, sete menos seis dá um e vai um para o Ministério Público.
Um para o Ministério Público. Neste evento, Touré, onde, Bruno, queres ainda fazer uma referência à eleição, foi também na última quarta-feira, a eleição de Portugal para membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Sim, é claro, é uma vitória para a diplomacia portuguesa, que é sempre muito elogiada pelo trabalho de bastidores, pela competência nesse trabalho que vai desenvolvendo. Acaba por ser uma vitória para o governo português. Eu queria aqui sublinhar mais as reações que houve, reações internas na Alemanha, ao fato de a Alemanha não ter conseguido a eleição para membro não permanente do Conselho de Segurança. E são reações muito fortes. Nós, provavelmente, até pela situação em que se encontra a organização, podemos desvalorizar a eleição para este lugar. A verdade é que na Alemanha, o fato de o país ter falhado esse objetivo está a ter consequências para o chanceler Friedrich Merz, cujo discurso desde que foi eleito foi o de trazer a Alemanha de volta aos grandes centros de decisão, à arena internacional, e isto é visto aqui como um revés nesse objetivo para a Alemanha, e está a ser muito associado ao papelE às posições que a Alemanha tem tido nos últimos tempos.
Pelo menos é o que o chanceler diz.
Exatamente. Em relação às posições que a Alemanha tem tido em relação ao conflito no Médio Oriente, ao apoio a Israel, também ser, neste momento, o maior apoiante da Ucrânia, até em termos monetários, tem tido um papel decisivo e cada vez mais importante nesse apoio, até porque os Estados Unidos têm vindo a diminuir esse apoio à Ucrânia e a Alemanha tem mantido esse vigoroso apoio à Ucrânia. É bom dizer também, e para se perceber a escala do impacto que teve esta não eleição, a Alemanha é o segundo país que contribui mais para as Nações Unidas, o que também não é despiciendo. Ou seja, não conseguir esta eleição, de facto, representa um forte revés e pode ter consequências até no governo alemão, já se fala na possível substituição de Merz, poderá ou não acontecer. Mas é curioso que enquanto vamos falando da cada vez menor importância das Nações Unidas e até dos problemas e das dificuldades do Conselho de Segurança em agir, por haver o veto que acaba por condicionar muito as decisões do organismo, a verdade é que acaba por ter uma grande importância. Este assunto está a ser tratado nos principais órgãos de comunicação social, na Alemanha tem tido um grande impacto e parece menor, parece uma vitória quase simbólica, mas acaba por ter uma grande importância, até porque nos próximos tempos nós vamos ser confrontados com essa necessidade de alguns países assumirem quase a liderança moral nos grandes conflitos que existem neste momento. A Alemanha parecia querer assumir esse papel, mas pelos vistos os outros países nem todos concordam.
O que é um bom termômetro do mundo, não é? Perceber como Portugal é eleito até à primeira volta e a Alemanha fica para trás.
Fala-se claro da capacidade diplomática portuguesa, dos laços portugueses com África e com a América Latina, com o facto da Áustria, que foi outro país eleito, não ser membro da NATO, também pode ter pesado, mas se olharmos para isso, Portugal até pela cedência da base das Lajes e toda a polêmica que houve com a declaração de Marco Rubio, podia também ter gerado alguns anticorpos, mas sem dúvida que a principal mensagem que se extrai desta eleição tem que ver com a Alemanha. Não querendo diminuir a importância da eleição de Portugal, parece que houve aqui uma tentativa, ou pelo menos uma intenção de sinalizar ou de dar um cartão amarelo, por assim dizer.
Essa reação na Alemanha mostra a importância desta vitória da diplomacia portuguesa. Mas deixa-me dizer isto já agora, claro, é muito importante conseguir chegar a estes lugares, mas eu creio que a eficácia da diplomacia devia ser medida também por aquilo que se faz depois de conseguir alcançar estes postos. E dificilmente alguma coisa que Portugal consiga fazer durante este mandato será suficiente para atenuar a má impressão que tem sido deixada por António Guterres com o mundo em que está e com o papel que tem tido na gestão das várias crises que teve o azar de apanhar pela frente.
Sim, essa será outra questão de saber, de facto, trata-se de uma vitória, inequivocamente, depois quais serão os efeitos práticos, o que é que se faz com essa vitória.
Aliás, vai ser o tema do Explicador já daqui a pouco, em que vamos estar com os eurodeputados Francisco Assis e Sebastião Bugalho. Queres dar alguma nota?
Eu vou dar a nota à Alemanha, porque eu acho que é, de facto, aquilo que mais de importante se retira desta eleição. Uma nota negativa, obviamente, para o fracasso alemão. Vou dar um sete.
Talvez o futebol possa salvar a Alemanha daqui a alguns dias.
Não tem sido.
E o Venceré regressa mais logo na tarde política da Rádio Observador.
É uma versão alargada que começa a seguir ao jornal das 18h, esta tarde ou noite, da Judite França, o António Costa e o Anção Crespo.