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Vamos à análise dos temas que marcam a atualidade com notas de zero a 20. Começa agora o "E o Venceré". Esta sexta-feira, Carla, juntam-se à equipe das manhãs de 360, o José Manuel Fernandes, a Helena Matos e a Ana Sanles. As presidenciais, se pensarmos bem, são já daqui a um mês. É uma boa altura para fazermos o balanço, já lá vamos. Helena Matos, começo por ti, pela notícia sobre Marcos Mendes. É uma notícia que o Observador revela sobre uma queixa à Procuradoria, sobre contratos que Marcos Mendes fez na sua vida empresarial. Isto pode prejudicar o candidato?
Duas coisas. Eu acho que o comportamento dos eleitores em eleições presidenciais não é necessariamente o mesmo que em eleições legislativas. Eu recordo que Cavaco Silva, que tinha a eleição mais que certa e objetivamente iria ser presidente da República, mas a moça que causou as referências, no caso era o BPN e tudo isso. Não sei mesmo se o comportamento nas presidenciais é o mesmo que nas legislativas. Eu sei que há várias pessoas a dizer: "Mas veja o que aconteceu com Miguel Albuquerque, não afetou. O Montenegro até reforçou a sua votação." Não sei se será exatamente o mesmo numas eleições presidenciais. Tirando esse cálculo puro e simples, há depois várias coisas complicadas neste tipo de notícias. A primeira é que nós, a caminharmos assim, vamos acabar todos com políticos funcionários, tipo Partido Comunista Português, ou funcionários públicos, e mesmo assim, se tiverem escolhido quem comprou as canetas lá pro serviço, pode ser um pouco difícil. Portanto, olha-se sempre com extraordinária suspeição para qualquer atividade que não seja o ter estado no setor público, em funções públicas ou políticas. E aí, a nossa indulgência com os erros, com os prejuízos que as pessoas causam, é extraordinária. O último ponto, e o mais grave, é que isto, independentemente, olhando e por aí não quero mesmo entrar, sobre se há alguma coisa de suspeito ou de não suspeito em tudo isto, só revela uma coisa: que em Portugal, a presença do Estado e a sua loucura burocrática às camadas e camadas na administração pública, levam a que qualquer pessoa que tenha tido influência política, notoriedade, seja conhecida, esteja naquela terra que fica entre a política e a sociedade civil, leva a que essa pessoa seja vista como alguém que pode ajudar a resolver. E não estou a dizer isto com um sentido negativo, nem positivo, é o ajudar a resolver. A maior parte dos portugueses confronta-se no seu cotidiano com coisas que lhe embaraçam completamente a vida, seja como cidadão, seja em qualquer atividade econômica. E portanto, ter entre as pessoas que contratam ou cujos serviços contratam, alguém cuja maior valia não é o seu desempenho profissional puro e simples, mas a sua extraordinária carteira de contato, ser uma pessoa conhecida, uma pessoa a quem se atende sempre o telefone ou o telemóvel, neste caso agora, de quem não se faz de conta que não se recebeu um e-mail, pode ser uma mais-valia extraordinária, mesmo que aquilo que levou aquela pessoa a pegar no telefone e falar, seja manifestamente legal. Não é essa parte que aqui estou a tratar. Estou só a falar de um país cuja máquina administrativa criou camadas e camadas de dificuldades, quase numa perspectiva de autosegurança dos funcionários e dos decisores, que cada vez têm mais dificuldade em decidir, em que se escudam uns com os outros, sempre há consideração superior. No país em que vai tudo à consideração superior e em que ninguém quer tomar uma decisão, a verdade-
Helena, vai tudo à consideração superior e muitas vezes a consideração superior é de acordo.
Exatamente.
Estou de acordo.
Aquilo que temos é o que isto simboliza, tal como de alguma forma, embora sem querer comparar, depois a natureza prática dos casos, das empresas, mudam o nome, não mudam o nome, que encerram. O que é que levava também alguém a contratar Luís Montenegro? Não estou a menosprezar os méritos profissionais do Luís Montenegro, de modo algum, mas é sobretudo o nome. Luís Montenegro, sempre lá conhecem, sabem quem é. Há aqui este lado que é o espelho também da máquina administrativa que nós criamos e em que pode ser, e é certamente muito importante para as empresas, terem entre aqueles que contratam, que colaboram com eles, que os representam, usem os termos que quiserem, pessoas a quem se atende sempre o telefone.
Vamos dar nota.
Ao telefone.
Ao telefone. Ao telefone que toca.
Ao telefone.
E que se atende.
Quando o telefone toca e é atendido. Uma nota positiva no sentido.
Aos meios de comunicação, claro, nós somos uma sociedade de comunicação.
Muito bem. José Manuel, estamos a um mês das eleições, dia 18 de janeiro, estamos no dia 19. Já se percebe alguma coisa do que poderá ser esta corrida eleitoral?
Carla, acho que ainda não temos um cenário muito claro. Cada sondagem que sai parece apontar para locais relativamente diferentes, exceto num ponto: a consolidação da posição de André Ventura, que mesmo assim de vez em quando oscila. Numa destas sondagens publicadas nestas últimas 24 horas, saíram três, há pelo menos uma delas em que ele desce relativamente à sondagem anterior. No entanto, parece ser o candidato que está a segurar melhor a sua base eleitoral e era aquele candidato onde porventura isso podia ser mais difícil, devido ao apelo também ao eleitor antissistema do Almirante. A outra tendência é a queda do almirante, portanto poderá acontecer ao almirante o mesmo que aconteceu a outros candidatos independentes que pareciam à partida muito fortes. Estou-me a lembrar daquele médico que foi candidato em 2015.
Fernando Nobre.
Fernando Nobre, de 2011.
2011, talvez, já não me recordo exatamente quando é que foi, e que também parecia muito forte, pois no fim acabou com uma votação honrosa, mas apenas isso. Portanto, vamos ver. E temos um outro dado, que não sei até que ponto é que poderá ou não confundir as pessoas, é que na reta final vamos ter não aqueles candidatos que têm ido aos debates, mas mais uma meia dúzia deles, sendo que alguns são figuras bastante conhecidas, é o caso de Joana Amaral Dias, que nalguns estudos de opinião até aparece à frente de Jorge Pinto, o que não surpreende, porque é alguém que está nas televisões e até na política e até no Parlamento há muito tempo, apesar de uma evolução política algo surpreendente. Ela já passou por tanto sítio que nós nunca sabemos bem onde é que ela está. Mas há outros, há também um antigo dissidente da Iniciativa Liberal, que também é candidato. Isso está ainda confuso. Eu não creio que a campanha vá mudar muito, mas algo que aparentemente não mudou muito foram os debates. E eu creio que isso pode ter a ver com este modelo que se tornou muito longo, porventura demasiado cansativo, com pouca gente, a não ser os profissionais, a seguirem todos aqueles debates com atenção. Mesmo este último debate, que poderia ser um daqueles com mais interesse entre André Ventura, o Almirante e Cova I. Melo, teve audiências, foi no canal com menos audiências, que é a RTP, mas audiências na casa dos 700 e tal espectadores, o que é indiscutivelmente pouco para o tipo de programa e para o tipo de expectativa. Eu diria que neste momento há muitas pessoas a pensar mais na noite de Natal e onde é que vão passar o Ano Novo.
Vão deixar para janeiro uma decisão.
E em janeiro vão tomar a sua decisão, dar um pouquinho mais de atenção a isto, ver como é que as coisas se passam. Agora, começa a não haver dúvidas que, porventura, teremos André Ventura na segunda volta, o que quer dizer que também, muito provavelmente, a corrida pelo segundo lugar na primeira volta pode ser decisiva, porque é aí que se vai definir as eleições, já que muito dificilmente André Ventura conseguirá ganhar uma segunda volta. Pelo menos é o que indicam as sondagens e o que indica também a intuição, porque é alguém que aparece com um grau de rejeição demasiado grande para poder passar numa segunda volta. Portanto, a ida à segunda volta parecia, até há uns tempos, que era uma luta entre o Almirante e Marques Mendes, e agora a queda do almirante não está a projetar suficientemente Marques Mendes, e Marques Mendes tem esta pedra no sapato de que a Helena falou e que eu concordo com a Helena, acho que a candidatura presidencial não é exatamente a mesma coisa que ser candidato a primeiro-ministro ou a presidente de uma região autónoma. E Marques Mendes andou pelas televisões, mas teve uma vida civil diferente da que teve o atual titular de Belém. Portanto, não é exatamente uma repetição do mesmo tipo de trajeto, por razões que poderíamos estar aqui muito tempo a falar. Por isso, vou dar a estas sondagens, a estas presidenciais e a esta indefinição, um 13, que é a média entre 25 de novembro mais 1 de janeiro, dá 26, dividido por dois dá 13. Portanto, vai um 13 de expectativa.
Claríssimo, muito bem justificado, José Manuel.
100%.
Ana, mas as sondagens vão mostrando que isto é tão claro como a conta que o José Manuel fez agora aqui.
Exato.
Não vou fazer tanta matemática, até porque a esta hora sou incapaz. Vão mostrando que há muita indefinição e só falta um mês, ou ainda falta um mês, depende da perspectiva também. E realmente é interessante olhar para as sondagens ao dia de hoje, já se consegue fazer um primeiro balanço do impacto que os debates podem ter tido na avaliação dos candidatos por parte dos portugueses e nas intenções de voto. Faltam quatro debates, portanto já não há de ter grande mudança e realmente parecem não ter tido grande impacto. A primeira conclusão das sondagens é óbvia. Há muita gente que de facto quer votar em André Ventura, mas também há muita gente que não quer votar em André Ventura. Isso é notório nas sondagens, nos cenários possíveis da segunda volta, em que Ventura perde
Pelo que vi em todas as sondagens que saíram ontem, contra todos os candidatos na segunda volta. Não se fizeram sondagens com uma segunda volta entre André Ventura e Manuel João Vieira, mas acho que se fizessem, até essa Ventura perdia. Isto não significa que André Ventura não seja um vencedor neste processo, pelo contrário, é-o claramente. Consegue o que se propôs à partida, o que queria à partida, que é muito tempo de antena, espaço mediático, que não é coisa que lhe falte habitualmente, mas uma campanha é sempre uma campanha e acho que o investimento para o líder do Chega compensa, certamente. Vai andar mais um mês a entrar na casa dos portugueses todos os dias com as suas mensagens e as suas bandeiras, que não são necessariamente as bandeiras de um candidato à presidência, o que não acontece com os líderes dos outros partidos.
Eu tenho uma dúvida, desculpa. Além do André Ventura, que estavas a referir, eu acho que campanha propriamente dita pode favorecer candidatos como Marques Mendes ou António José Seguro, por uma razão, porque têm apoio partidário.
O apoio dos partidos, exatamente. Era uma das coisas que eu ia referir.
Achas que pode ajudar?
Acho, porque realmente têm o respaldo partidário, que é o que não acontecerá, creio eu, com Gouveia e Melo. Que também parece ter sido, se quisermos dar algum relevo aos debates, e se olharmos para as sondagens antes dos debates e para estas agora, parece que quem ganhou um bocadinho foi Cotrim de Figueiredo, que num dos barómetros até aparece em terceiro. Isto há um mês parecia-me difícil. E então agora com aquela campanha destinada aos avós, ninguém para. E Gouveia e Melo, pelo contrário, desceu alguma coisa. Acho que lhe deve ter saltado um batimento cardíaco quando se viu em quinto lugar numa das sondagens. E lembro-me das conversas que nós andávamos a ter há um ano, quando a vitória do almirante era garantida e avassaladora à primeira volta. E realmente acho que aqui talvez os debates tenham contribuído, porque Gouveia e Melo não foi brilhante em nenhum, deixou um bocadinho a desejar noutros, e eu acho que mesmo quem não viu os debates, mas ouviu falar dos debates, a percepção que ficou é de que o almirante, no geral, não se saiu muito bem. Eu acho que isso também conta. E realmente a campanha pode ser decisiva para a imagem de alguns candidatos e Gouveia e Melo pode ter essa dificuldade de não ter uma máquina partidária atrás. Acho que uma das sondagens, creio que é do ICTQ, tem dados particularmente interessantes, que não são os indecisos, mas os votos fechados, ou seja, pessoas que já decidiram mesmo o seu voto contra as pessoas que nesta sondagem escolheram um candidato, mas que admitem que até as eleições, até 18 de janeiro, podem mudar. No total são 30%, que é muito, mas se formos por candidato, a porcentagem é muito baixa em Seguro, e depois é 20% de Marques Mendes, Ventura e Gouveia e Melo, e 50% em Cotrim de Figueiredo. Ou seja, Cotrim convenceu-me hoje, mas daqui a um mês eu posso decidir votar em Marques Mendes ou em Gouveia e Melo, ou até em Ventura ou em Jorge Pinto. E acho que realmente há leituras interessantes que se podem fazer sobre isto. Não temos aqui tempo para todas. A questão do voto útil pode vir a ser uma delas, também dependendo muito do que se considera voto útil nas presidenciais. Talvez a esquerda venha a pensar nisso. E acho que isto tudo também torna estas eleições empolgantes, apesar de nem todos os candidatos o serem. Mas pelo menos para quem vê de fora, acho que é divertido. Tenho pena que tenham ficado pelo caminho a maior parte dos 44 pré-candidatos às presidenciais. O prazo para a formalização das candidaturas terminou ontem e havia candidaturas muito promissoras. Eu destaco a da coach Angela Maria. Eu não sei se é assim que se diz, se não for, peço desculpa, posso estar imbuída de algum espírito natalício. Mas que se intitula como a presidente pioneira. Ontem anunciou que desta vez não deu, porque não recolheu as assinaturas suficientes, mas já disse que será candidata em 2031. Angela Maria 2031, começa aqui a campanha. E esta nota final. A minha nota, eu vou deixar o Bruno falar enquanto penso mais um bocadinho. Fala, Bruno. O que é que pode mudar? Está tudo tão empatado nas sondagens.
Está, mas começa a ficar definido. Está empatado, mas há tendências. Na semana passada eu falava aqui das tendências a propósito do radar das sondagens, que temos também no Observador, e havia três candidatos claramente a destacarem-se dos restantes, Gouveia e Melo, Marques Mendes e André Ventura, mas na altura também sublinhei isso com tendências diferentes. No caso de André Ventura e de Marques Mendes, uma tendência ou de subida, ou de consolidação, ou de aguentar mais ou menos os resultados, e Gouveia e Melo claramente numa tendência de descida, numa trajetória descendente, que agora estas sondagens também vêm confirmar, apesar de haver diferenças entre as duas sondagens, uma dá Gouveia e Melo em quinto lugar, outra dá em terceiro, empatado com Marques Mendes. Mas parece-me que a tendência é de Marques Mendes e André Ventura se destacarem dos restantes, e António José Seguro, Cotrim Figueiredo e Gouveia e Melo ficarem ali num campeonato à parte. Como passam dois à segunda volta, isto quer dizer que é muito provável que tenhamos uma segunda volta entre Marques Mendes e André Ventura, sendo que Para André Ventura passar à segunda volta, vencendo a primeira volta em primeiro lugar, é uma vitória extraordinária.
É mesmo a única que ele quer.
Eu também acho que sim, se acontecesse, claro, não iria rejeitar, creio eu, mas creio que na cabeça de André Ventura nunca esteve verdadeiramente a possibilidade de ser presidente da República, mas ganhando a primeira volta, seja margem muito grande ou mais reduzida, é uma extraordinária vitória política para André Ventura, até porque pode reforçar esta ideia de que terão de se unir, qualquer que seja o adversário, para o derrotar e pessoas que à partida nunca iam votar em Marques Mendes ou em Gouveia e Melo, unirem-se para votar contra André Ventura, sobretudo. E ele pode usar isso na campanha e tem esse bônus depois de ter ainda mais outra campanha para a segunda volta e mais tempo de antena, mais espaço mediático para André Ventura, que eu creio que será esse o grande objetivo. Agora, eu tenho algumas dúvidas sobre o impacto desta questão com Marques Mendes e acho que a Helena aquilo que disse tem toda a razão. São muito diferentes as eleições legislativas e o impacto que esses casos podem ter por uma questão: nas legislativas também se vota contra o governo anterior, ou seja, por uma mudança de governo e podem ser desvalorizados alguns casos que surjam durante as campanhas. Aqui é uma eleição pessoal em que não se está a escolher ou a votar contra o atual detentor do cargo. Partem todos do mesmo ponto e as questões éticas podem ter aqui um peso, não de ilegalidade ou de suspeitas de ilegalidade, mas estamos a falar de um terreno que é um terreno nebuloso de negócios, de política e que para os portugueses, em geral, por exemplo, serviços de consultadoria são uma coisa mais ou menos esotérica, mas a mistura entre negócios e política, este terreno em que os políticos ou ex-políticos se movem com uma grande presteza, isto para grande parte dos portugueses não é um bom cartão de visita. E eu não estou a dizer com isto que numa eventual segunda volta entre Marques Mendes e André Ventura, um caso como este possa prejudicar Marques Mendes ao ponto de o fazer perder essa eleição, mas cria algum desgaste.
Mas pode ter impacto na primeira volta.
Na primeira volta, exatamente.
Até porque tens candidatos com perfil muito contrário a isso, que é António José Seguro.
António José Seguro, sobretudo.
E o almirante Gouveia e Melo, por todos os efeitos, veio do mar. Portanto, eu acho que pode favorecer.
Pode não ser um pecado estes negócios, pode não ser um crime. Ganhar dinheiro em Portugal, às vezes só por si já é considerado um crime, ou pelo menos um pecado, uma falha moral.
É para nos convencerem a sermos pobres.
É para ficarmos contentes. Pobres, mas honrados. Pobres, mas alegres. Mas eu creio que este tipo de situação, de facto, pode desgastar de alguma forma Marques Mendes já na primeira volta. Agora, tudo indica que estaria em posição de passar à segunda volta, mas de facto pode causar algum desgaste que permita a aproximação de outros candidatos e Marques Mendes deve estar preocupado com isso.
Já pensaste na tua nota, Bruno?
A minha nota é para André Ventura, porque todas as sondagens, as últimas que têm sido publicadas, divulgadas, o dão como provável vencedor da primeira volta e eu acho que isso seria de facto ouro sobre azul para André Ventura, portanto dou-lhe um 16.
Um 16 para André Ventura. Ana, tens que avançar. Sim, eu não quero destacar nenhum candidato. Também não vou destacar os debates, porque não me parece que tenham tido grande impacto. É daqueles dias em que se calhar apetece-me só dar nota à democracia e vai um 20. Muito bem. E o espírito natalício vai invadir aqui também. E o vencedor é da manhã, não é nada vulgar. Vamos ver como corre à tarde, na Tarde Política da Rádio Observador, para mais uma edição. Uma versão alargada começa a seguir ao jornal das 18h00. Esta tarde dão notas a Judite França, o António Costa e o Anselmo Crespo.