Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Este é o Som do Rio, o vencedor das manhãs 360, que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo nosso site. Luís, esta quarta-feira temos casa cheia, estão conosco a Helena Matos, Ana Sales e o Pedro Jorge Castro.
E com mudanças nos TVDEs, também um apelo das Nações Unidas a Portugal por causa das leis de identidade de gênero. E vamos passar ainda pela Universidade de Verão do PSD, não só pelos alvos políticos de Paulo Rangel, mas Ana, ainda na semana passada trouxeste aqui o tema da REN, não estavas satisfeita com as explicações de Leitão Amaro feitas na semana passada. E agora, com o que disse Paulo Rangel, mudaste de ideias ou nem por isso?
O Luís Paulo Rangel veio em nosso socorro, finalmente esclarecer. Não, estou brincando. Trouxemos realmente o tema da REN na semana passada, porque ainda havia muitas dúvidas sobre as intenções do governo com esta reentrada no capital da REN, sobre os valores que ainda não são conhecidos, como é que se chegou a esses valores, o que o Estado vai ganhar com isto, o que terá negociado com os acionistas sobre qual será a qualidade da participação na REN. Várias questões ficaram no ar. E então Paulo Rangel ontem, em sede própria, na Universidade de Verão do PSD, depois do anúncio da compra da participação já ter sido feita numa festa partidária no Pontal, agora as explicações são feitas também numa universidade partidária. E como é que Paulo Rangel começa as suas explicações? De uma forma que tem vindo a tornar-se prática corrente no governo e de partido, insultando os jornalistas. Jornalistas e comentadores. Eu só me identifico com a primeira categoria, mas senti-me diretamente atingida, porque o Paulo Rangel começa assim: "Tenho ouvido por aí tanto disparate a propósito da compra de uma participação na REN que sinceramente alguém tem de pôr ordem na casa." E pronto, coube ao ministro dos Negócios Estrangeiros pôr ordem na casa. Eu ouço isto e fico satisfeita, vamos saber o que é que está por trás disto. Mas depois o ministro mostra-se incomodado por haver jornalistas e comentadores a questionar por que faz sentido este negócio, em vez de relatarem o sucesso do governo. Isto estou a crer no texto do nosso colega Rui Pedro Antunes, que nos tem contado o que se passa em Castelo de Vide. Os jornalistas podem ser criticados por muita coisa, por todos os males do mundo, por tudo e mais alguma coisa. Há uma lista interminável de críticas que se podem fazer. Agora, por questionar negócios do Estado que carecem de explicações e procurar o escrutínio, não me parece que faça parte dessa lista. Mas o que me chateia nem sequer foi isto. É que o Paulo Rangel também não deu grandes explicações sobre o negócio. Por um lado, ainda bem, porque realmente não estava no sítio certo para fazer. Mas lá repetiu que isto deve-se ao fato de Portugal ser o único país dos 27 da União Europeia que não está no capital da sua rede elétrica, e por culpa da Troika, ele vinca isso muito bem. E aqui foi coerente, porque é um discurso que o Paulo Rangel tem tido ao longo dos anos, já tinha definido esta posição antes. E depois ainda justificou com o fato de isto ser uma operação de soberania para que Portugal garanta a sua segurança energética e que tem a ver com a conjuntura atual, de termos uma guerra às portas da Europa, etc. E eu acho que até aqui já tínhamos mais ou menos percebido, o que continuamos sem perceber é como é que isso vai acontecer, que controle é que o Estado vai ter, por que valores e como é que os valores foram calculados. Tenho um elogio, porém, a fazer a Paulo Rangel, que é: não cedeu ao populismo de dizer que a reentrada do Estado no capital da REN vai ser para baixar o preço da luz, como fez o primeiro-ministro, e só por isso leva mais um ponto do que eu lhe daria. Em vez de lhe dar um sete, dou-lhe um oito.
Pronto, fica ali já no limiar. De resto, José Luís Carneiro e André Ventura foram alvos de Paulo Rangel, que já agora vai ser entrevistado depois das 9, aqui num explicador especial pelo Rui Pedro Antunes. Eles foram alvo de Paulo Rangel no discurso de ontem. Helena, por que queres trazer aqui os líderes da oposição?
Nada, por nada absolutamente disso. Nada que tenha a ver. Em relação a André Ventura, é muito difícil acompanhar a sucessão de indignações de André Ventura, mas há aqui uma que me parece ser particularmente perniciosa, que é quando ele investe contra as chamadas pensões milionárias e está neste momento a fazer isso por causa de Correia de Campos. Independentemente da forma como foi constituída a pensão de Correia de Campos, é óbvio que houve um tempo para pessoas que estavam, sobretudo, em tribunais, o caso de tribunais superiores, o Tribunal Constitucional, muitas pensões na Caixa Geral de Aposentações eram constituídas de uma forma ou por direito de quem ocupava aqueles cargos ou de uma forma muito favorável, mas essas questões têm vindo a ser corrigidas e não faço de modo algum ideia se isso se aplica a Correia de Campos, mas penso que não, até pela idade dele. Mas isso para o caso não interessa. É que nós precisamos mesmo de pensões milionárias, daquelas que são constituídas com as contribuições das pessoas. As pessoas têm ordenados altos, portanto, contribuem muito. Eu sei que houve um tempo em que se podia discutir o plafonamento, que é um teto, mas neste momento é muito difícil discutir um plafonamento tendo em conta a circunstância da Segurança Social. Portanto, a última coisa que nós precisamos é que as pessoas que têm grandes ordenados, ordenados mais altos, comecem a considerar que não vale a pena descontar pra Segurança Social, seja em que regime for, este que temos agora, um que venhamos a ter no futuro, em que uma parte depois vai pra uns fundos. Não, nós precisamos de pessoas com pensões milionárias no sentido em que isso corresponda a ordenados milionários e carreiras
completas em que as pessoas descontaram. Esta é a primeira coisa. Esta ideia da pobreza das pensões é muito perniciosa e nós precisamos de pessoas com pensões altas, sempre que isso corresponda a grandes descontos pra a Segurança Social. É como a ideia que se resolve a pobreza fazendo fugir os ricos dos países. No fim, acaba tudo pobrezinho. A outra questão, dizer estas coisas, porque elas ficam no ouvido, as pensões milionárias. Depois, temos aqui uma outra questão e que se prende com José Luís Carneiro. Isto é um bocado a arte de dizer coisas. Claro, José Luís Carneiro é outro registo, é outro tom. Eu até gosto daquele sotaque beirão, aquelas coisas todas. Beirão, não, é mais lá pra cima, mas acho tudo muito bem. Só que ele deu uma entrevista ao Sol, aquilo está em vídeo no jornal, vai se ouvindo em partes, é tudo muito interessante, mas quando é interrogado, uma coisa que claramente lhe escapou ali um pouco foi aquela sua ida, aquele seu encontro com Pedro Sánchez. Ele reitera os elogios a Pedro Sánchez, mas tudo isso tem pouca importância. Agora, quando chega a Ceuta, ele começa a sua intervenção dizendo assim: "Nós não podemos ter aquelas opções simplistas, por exemplo", e vai por ali fora. Mas ouve-se e nunca se percebe o que ele faria em Ceuta. Ou seja, ele está contra a abordagem simplista. Também não detalha muito bem o que é a abordagem simplista. É só contra a abordagem simplista. Mas depois vai por ali, não sei o quê, começa a falar da África Subsaariana, do não sei o quê, mas nunca nos diz qual é a abordagem simplista, em que é que ele se demarca da abordagem simplista, seja ela qual for, e na verdade, o que ele propõe para uma circunstância daquelas e o que ele defende ou critica em relação ao atual governo de Pedro Sánchez versus o governo de Ceuta. No caso de André Ventura, é este ímpeto de falar e dizer uma coisa sonante, mesmo que ela até tenha o resultado absolutamente contrário àquele que eu penso que ele pretende, que é que o sistema de Segurança Social esteja saudável e seguro. E em relação a José Luís Carneiro, é esta absoluta necessidade de dizer qualquer coisa demarcando-se de uma determinada solução, só que ele também, aos costumes, não disse nada.
E então a tua nota?
A minha nota, em relação a André Ventura, porque o caso é muito grave nisto da Segurança Social, eu dou um sete. Esta demagogia do Chega com a Segurança Social tem efeitos perniciosos, na minha opinião. Em relação a José Luís Carneiro, pelo sotaque, porque na verdade aquilo não é fácil, eu vou dar um 10, mas eu gostava imenso de perceber como é que ele pretenderia ou o que ele faria se se confrontasse com a situação de Ceuta e se nos idos de 1640, ali o governador de Ceuta não tivesse preferido Filipe IV ao nosso Dom João IV.
Portanto, se não fosse o sotaque era negativa, é isso?
É mesmo, mas uma pessoa também é parcial.
Sim.
Pra mim, esta é uma rúbrica de absoluta parcialidade.
Pronto, é isso mesmo. Pedro, começámos na economia, vamos continuar na economia, porque vêm aí mudanças nos chamados TVDE, os Ubers, pra facilitar. Isto vai ser bom ou mau pra quem costuma usar?
Eu já lá vou. Olha, tu sabes que cada candidato a conduzir um TVDE tem que passar por um curso de 50 horas e depois tem que responder a um teste de 30 perguntas. Nestas 30 perguntas, tem que acertar 27. Eu fui ver por graça o teste. Fui ver, há vários exemplos de testes e de perguntas na internet. E logo a primeira pergunta, atenção, eu não sei se vão conseguir acertar nesta. A pergunta é: qual destes comportamentos é aceitável num turista de TVDE? Isto parece momento de "Quem Quer Ser Milionário?" Hipótese A: falar com os passageiros durante a viagem. Hipótese B: insultar os outros condutores. Hipótese C: utilizar palavras impróprias durante a conversa com os passageiros.
Difícil.
Complicado.
São as três impróprias.
Há muitas perguntas desse gênero, há outras mais complicadas sobre condução. Complicadas, quer dizer, espero que não sejam complicadas pros condutores. Eu lembro-me bem da entrada dos Ubers. Na altura, começaram a aparecer os Ubers em Portugal e eram tempos gloriosos, aquilo no início eram carros impecáveis, ficou tudo abismado com a diferença de preço, com o fato de saber o preço antes, não haver confusões com os condutores.
Surpresas desagradáveis com o preço.
Mesmo no aeroporto, que era sempre um drama gigantesco, chegar ao aeroporto e ter que apanhar um táxi, uma pessoa nunca sabia muito bem o que é que lhe ia acontecer no percurso, se é que entrasse em algum carro. E eu acho que este foi dos serviços que teve uma degradação mais rápida depois, muito pouco tempo depois. Também nos lembramos das fúrias dos taxistas tradicionais a apedrejar estes novos rivais, digamos assim. E um dos vencedores deste processo parece que são as plataformas, a Uber, a Bolt e as outras que andam por aí. Estou só a falar das mais conhecidas. Isto porque os táxis tradicionais passam a poder aderir às plataformas, ou seja, em qualquer momento desligam-se do serviço táxi normal e aderem ao serviço da plataforma e portanto podem apanhar clientes como os Ubers e Bolts. Maior vitória do que esta, que é as plataformas novas que vieram e foram tão contestadas, de repente vencerem assim pelo cansaço, digamos, é muito difícil. Embora os taxistas não estejam contentes com isto, também vão contestar e levar isto até às últimas consequências. Mas em termos de princípio, as plataformas novas acabam por integrar os taxistas tradicionais. E acho que isto é uma vitória de princípio, se calhar inesperada aqui há uns anos, quando víamos aqueles conflitos. Depois também porque os carros passam a poder ter publicidade, portanto é uma fonte adicional de receitas. Outro vencedor deste processo, isto tem quatro vencedores. Outro vencedor deste processo é o Chega, politicamente, porque conseguiu introduzir uma mudança que vai ser consagrada, que são videogravações no interior destes carros, dos TVDs. As videogravações não captam som, isso suscita algumas reservas. Se calhar muitos dos conflitos e muitos dos problemas passam precisamente por interações daquilo que as pessoas dizem umas às outras. Não serão assim tantos os casos em que serão visíveis movimentos bruscos ou de violência de parte a parte. Mas conseguiu introduzir isto e conseguiu garantir que haja uma verificação do domínio funcional da língua portuguesa da parte dos motoristas. Toda a gente já teve a experiência de entrar em carros em que o motorista não sabe dizer uma palavra mesmo, não consegue dizer qualquer palavra de português, não consegue compreender nada, muitas vezes nem em inglês. Depois, outro potencial vencedor, mas aqui vou ter que ser sarcástico, são os clientes, os utilizadores. Isto porque vai passar a estar previsto que os motoristas também avaliem os utilizadores. Ou seja, nós vamos passar a ter um ranking.
Dos melhores utilizadores e dos piores.
Muita gente pode ter boas notas nisto ou pode sair vencedor disto, mas não me parece que seja o caso. Acho que isto vai abrir a porta a situações muito complicadas, porque se calhar vai haver pessoas que nunca mais vão conseguir apanhar um goro na vida se tiverem um ou dois azares seguidos e tiverem más notas. Mas também porque parece que são perdedores nisto logo à partida por uma questão de princípio, que é o fim do teto para as tarifas dinâmicas. Até aqui havia uma majoração em 100% em relação à média dos preços das 72 horas anteriores. Isso acabou. Se neste momento já é muito difícil apanhar um destes carros assim que começa a chover, é imediato, toda a gente já teve essa experiência. Eu estou a imaginar que vamos todos ver preços absolutamente exorbitantes nesses momentos de pico ou à saída de festivais. E não me parece, com franqueza, razoável. Acho que isso é um desligamento total do custo real do serviço e vai abrir a porta a um aproveitamento que não parece justificado. O último vencedor vai parecer críptico, eu não vou fazer nenhum spoiler, e parece que não tem nada a ver com isto, mas tem tudo a ver com isto. E é o final do último episódio do podcast Plus do Espião Traidor. Tem tudo a ver com isto, não vou dizer mais, depois de ouvirem agradecem.
Foi impressionante. Eu fiquei a pensar: "Será que..."
Não faças spoiler.
Não vamos fazer spoiler, porque aquilo é espetacular pra quem não-
Será que...?
Será que...? É só será que...?
Então e será que nota é que vamos ter para terminar isto?
A minha nota é um 19, porque eu sou um ótimo cliente de tudo e mais alguma coisa e reclamo sempre com jeitinho.
Não estás com medo da tua nota.
Não, não vou ter.
Dá uma nota alta pra te darem uma nota alta a ti também.
Claro.
Exatamente. Já estás a pensar no futuro.
Já estás a viciar o sistema, Bruno.
Aliás, eu ouvi sempre isto, todo este programa com este detalhe todo, e mesmo aí ido ao questionário, pensei: "Será que há aqui alguém a pensar no dado de atividade profissional?"
Vamos lá.
Um part-timezinho.
Bruno, há aqui um apelo que chega lá de fora das Nações Unidas relativamente a projetos de lei do PSD, Chega e CDS sobre identidade de gênero. Como é que vês estes avisos que vêm lá de fora?
Chega lá de fora, mas é um bocadinho cabe dentro. Porque esta análise, esta carta que é enviada pelo gabinete do alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, uma carta enviada ao presidente da Assembleia da República e que já terá sido distribuída aos deputados, parte de uma queixa de Fabian Figueiredo, deputado do Bloco de Esquerda, e de Catarina Martins, eurodeputada também do Bloco de Esquerda, às Nações Unidas sobre a possibilidade de reversão da lei sobre a autodeterminação de gênero. E é aí que surge esta carta que, honestamente, me parece um pouco estranha, um pouco excessiva, até vinda do alto comissário para as Nações Unidas, que eu imagino que tenha outros assuntos muito mais prementes e muito mais urgentes com que se preocupar, mas lá encontrou tempo, ele ou o gabinete de Volker Türk, que é alguém muito próximo de António Guterres e cuja nomeação para este cargo, aliás, foi criticada precisamente por ter sido uma nomeação direta de António Guterres, do seu gabinete ter é que encontrado tanto tempo para analisar estes projetos de lei da direita. Isto é uma notícia que está no Público, e fazendo de uma forma muito crítica, muito pormenorizada, muito detalhada e muito crítica, porque além da carta assinada pelo alto comissário, junta-se uma análise, diz a notícia, uma análise crítica dos três projetos de lei da direita, à luz das normas e padrões internacionais de direitos humanos e em linha também com a Constituição portuguesa, nomeadamente o artigo oitavo. E tudo isto me parece realmente muito surpreendente, que haja esta disponibilidade, esta atenção ao detalhe de projetos de lei que ainda não entraram em vigor, poderão entrar em vigor A ONU e o Alto Comissariado para os Direitos Humanos ter tanto empenho, tanto tempo disponível para dedicar a esta análise e dar-se ao trabalho de enviar esta carta, como se de repente estivéssemos no Afeganistão ou na China, ou em países que violam claramente os direitos humanos, e não estivéssemos num país da União Europeia. É claro, a lei pode ser criticada e os fundamentos da lei podem ser criticados. E já foram por instituições, organizações em Portugal e algumas dessas organizações nem sequer têm um cariz político. Mas, de facto, parece muito estranho a ênfase e a atenção dedicada pelas Nações Unidas, pelo seu Alto Comissário para os Direitos Humanos a este tema de legislação em Portugal, havendo aqui, claro, um nítido enviesamento político, porque sublinha-se isso, estes projetos da direita, como se o Parlamento português não tivesse o direito de legislar como bem entende, obviamente havendo críticas políticas. Mas a mim o que me parece é que isto, mais do que uma carta e uma análise crítica feita a estes projetos de lei por parte do Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas, parece-me uma crítica feita pela esquerda e em particular pelo Bloco de Esquerda, que leva um carimbo das Nações Unidas e que as Nações Unidas se prestem a este papel, eu acho péssimo. E sabendo da ligação, sendo conhecida essa ligação, essa proximidade, porque estiveram juntos também no Alto Comissariado para os Refugiados, de Volker Türk a António Guterres, uma vez mais eu também tenho de dar uma nota negativa a António Guterres. Já que Volker Türk fez questão de fazer estas críticas a estes projetos de lei, seria bom lembrar o papel que António Guterres teve em Portugal para que não fosse descriminalizado o aborto. Não sei se Volker Türk tem conhecimento do papel político que António Guterres teve ao não avançar com essa lei, optando pela solução do referendo, mas se calhar era bom que tivesse uma ideia desse histórico de António Guterres. Isto parece-me um exagero, de facto, esta carta, estas recomendações das Nações Unidas. Eu acho que têm muito mais assuntos com que se preocupar do que propriamente a legislação no Parlamento português.
Então a tua nota é negativa?
Eu vou dar um dois às Nações Unidas, por encontrar tempo para se dedicar a estas minudências.
E temos ainda tempo, dois minutinhos, mais ou menos, Pedro, para falar desta polémica em torno da eleição para reitor da Universidade Nova de Lisboa. Continua a dar muito que falar.
Pois é, temos aqui a Universidade Nova de Lisboa, instituição conceituadíssima, elite do país, e não consegue eleger o reitor. Desde outubro do ano passado, em polémicas várias. Agora foi o tribunal que anulou a eleição, porque este ato eleitoral não foi convocado com a antecedência exigida por lei. O tribunal é muito claro ao dizer que as regras não podem ser alteradas consoante as circunstâncias. Isto é uma péssima imagem para a universidade, que tanto precisa dessa reputação, até em termos internacionais. Um péssimo exemplo para os alunos. E acho que sai muito mal a Universidade Nova de Lisboa disto e o próprio candidato a reitor, que mais uma vez não conseguiu ver a sua eleição consagrada. E portanto, vamos continuar nisto, que não se sabe quanto mais tempo, que é um jeitinho que se calhar vai durar mais de um ano até a resolução de todo este processo. Acho que sai muito mal a Universidade Nova de Lisboa disto.
A tua nota vai ser negativa, não é?
A minha nota é negativa, é um quatro para isto. É um chumbo direto.
Do 19 passas para o quatro. É os extremos, quase. Este quatro fecha este "O Vencedor" das manhãs, mas está de regresso mais logo também na tarde política.
Às 18h10, numa versão alargada. Esta quarta-feira as notas vão ser dadas pelo Judite França, pelo Anselmo Crespo e também pelo Alexandre Borges.