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Começa agora uma nova edição do "Iuvensoré" das manhãs 360. Nos próximos minutos damos notas de 0 a 20 aos principais protagonistas da atualidade e para isso hoje estão conosco a Sara Antunes de Oliveira e também o Miguel Santos Carrapatozo. Esta manhã vamos às contas certas, aos recursos, às sondagens, aos dias de reflexão. Mas Júlio, vamos começar pelos agricultores, porque começou aqui um protesto que não sabemos como é que vai acabar.

É verdade. Começo eu.

Sim.

Sim, embora concorde parcialmente com o Miguel Pinheiro, não se pode parar as estradas, mas às vezes as pessoas chegam a um limite em que se não os ouvem tantas vezes e ao longo de tantos anos, a medida que há é tomar medidas radicais em relação aos governos. E os governos fazem isto muito. Vejamos o que com os médicos, que andam há dois anos em reuniões para resolver o problema, com os professores não andam, depois chegam as eleições, dizem que vão resolver o problema e se calhar depois das eleições já não resolvem nada. E a determinada altura, quem está no terreno, quem sofre com as consequências de tudo o que acontece, que não tem dinheiro, quando lhes alteram as regras a meio do caminho, a determinada altura, se não os ouvem, se não resolvem os problemas deles, a única hipótese que depois se tem é tomar medidas mais radicais e esta é de facto uma medida radical que afeta muita gente e milhares de pessoas. Esse é um ponto, mas o ponto mesmo que eu queria trazer aqui para dar nota positiva aos agricultores é que apesar de tudo, é uma manifestação pacífica e não é uma manifestação radical. Ou seja, olhando para o que se passa em França, para o que se passa em Bruxelas e para o que vemos lá fora, em quase todas as manifestações em que há uma violência desmesurada, em que a polícia é obrigada a intervir, em Portugal continuamos a ser um país verane dos costumes, como disse há pouco. Há pessoas que gostam, há pessoas que acham que devíamos ser menos veranes, mas apesar de tudo somos um país tranquilo. E a nota positiva é mesmo essa, que queria dar aqui aos agricultores, é que este é um protesto difícil, é um protesto que afeta milhares de pessoas, sobretudo quem não é agricultor e que vai trabalhar, tem hoje a sua vida e ontem também teve a sua vida alterada por causa de um protesto das fronteiras, dos bloqueios das estradas. Mas apesar de tudo, é um protesto pacífico, ordeiro.

Como tem sido o dos polícias também.

Como tem sido o dos polícias também. E isso acho que apesar de tudo, é algo que também nos diferencia um bocadinho em relação ao resto do mundo e ao resto da Europa e pelo que vemos por aí fora, e por isso vai um 14. Sendo que sei que, na verdade, parar estradas e fronteiras afeta milhares de pessoas.

Para quem nos está a ouvir parado.

E para quem nos está a ouvir parado também não gosta disto, como é óbvio. Mas é um momento também para quem governa perceber que tem que ouvir as pessoas, porque não basta dizer que o Estado tem muito dinheiro, tem contas certas, tem uma economia muito saudável e o que nós vemos no país é tudo menos isso.

Um 14 então para os agricultores, para os agricultores e para a forma como têm protestado em Portugal. É um sinal. Temos outros sinais, outras leituras das sondagens, nomeadamente, Miguel, há uma hoje que mostra que o Chega está claramente em crescimento e que fica mesmo confirmado como terceira força política e as contas estão cada vez mais difíceis quando se fala num pós-eleições.

Uma sondagem da Síkie do Expresso que aponta para 29% do PS nas intenções de voto, 27% do PSD nas intenções de voto e 21% para o Chega, isto já com distribuição de indecisos. Acho que não vale a pena estar a repisar todos os argumentos sobre como, de alguma forma, houve um menosprezo, uma subvalorização do Chega. Acho que 21% já nos permite a todos, mesmo aos mais céticos, perceber que este partido não representa apenas racistas, xenófobos, gente de extrema-direita. Vimos isso em todo lado, em vários pontos do mundo, em que insistentemente se olhou para esse tipo de fenômenos como sendo apenas parte de um movimento de extrema-direita. Não são só isso. Tem também muita gente que se sente abandonada, descontente, de alguma forma ignorada durante muitos anos pelos partidos moderados de centro que deveriam ter dado resposta e não deram. E portanto, chegamos até aqui a este ponto. Acho que vai acontecer em Portugal também, como aconteceu noutros sítios, mas acho que não vale a pena repisar muito isto. Eu queria tentar perspetivar o que pode acontecer no futuro e o que será a atitude de PS e PSD daqui em diante. Acho que os dois partidos têm particular responsabilidade a partir deste momento, em que é para todos óbvio que o Chega vai de facto disputar estas eleições com seriedade. E portanto, acho que está nas mãos de PS e PSD arranjarem uma alternativa e uma forma de combaterem politicamente o Chega. E isso só se faz através de ideias e só se faz através do debate. E vamos entrar de facto numa fase muito determinante da pré-campanha, que são os debates, precisamente. E aqui o Partido Socialista terá a responsabilidade de uma vez por todas decidir o que é que quer fazer, se quer de facto continuar a alimentar o fenômeno artificialmente, criando uma competição virtual entre PS e Chega para enfraquecer o PSD, se é isso que o Partido Socialista quer fazer e se está disposto depois a assumir as consequências disso mesmo, portanto, é a implosão do sistema tal como o conhecemos. E o PSD tem de decidir se vai continuar a ignorar o Chega Ignorar no sentido de não o combater ativamente no plano das ideias, mais uma vez, e se vai continuar a olhar ou a subvalorizar o André Ventura. Luís Montenegro tem insistido muito nessa estratégia, deixando para Nuno Melo esse combate. Ora, o CDS, como vemos, não tem essa força. Nuno Melo não tem essa força pelas circunstâncias em que está. Portanto, Luís Montenegro bem pode querer continuar a ignorar o elefante no meio da sala, mas arrisca-se a ser atropelado por ele. Aqui há os dois movimentos: ou o Partido Socialista continua a insistir em insuflar o Chega por motivos puramente táticos, isso terá consequências, como já está a ter, em que o sistema passa a ser tripartido e não bipartido, e o Partido Social-Democrata tem de decidir se quer ou não, de uma vez por todas, pôr-se também no plano do debate político com o Chega e combater as ideias do Chega com as ideias do PSD. Se o PS insistir na estratégia que está a seguir até aqui e se o PSD continuar a ignorar o Chega, depois de 10 de março, poderão ter surpresas desagradáveis.

A quem dás nota, Miguel?

Vou dar um 10 a PS e PSD. Acho que é um momento definidor para os dois partidos e, portanto, têm agora que assumir as responsabilidades.

José Manuel, esta sondagem é um sinal de alerta para a estratégia que os, até agora, dois principais partidos do país têm seguido?

É um sinal de alerta, mas não é surpreendente. Eles castigam nos últimos tempos por aquilo que nós percebemos andando na rua, ouvindo os comentários, está a tornar cada vez mais claro que o Chega, para muitos eleitores, está a aparecer como realmente uma alternativa para mudar alguma coisa. E há uma vontade em muita gente de mudar. E não é por acaso que neste momento o partido onde a gente tem mais dados interessantes, e um desses dados interessantes e muito reveladores, é o fato de, neste momento, o Partido Socialista basicamente depender dos reformados. Metade dos eleitores do Partido Socialista têm mais de 65 anos. Isto pode ser bom em termos de resultado eleitoral, são os eleitores que habitualmente mais se deslocam às urnas, mas há aqui um divórcio muito grande entre o partido que nos tem governado e as pessoas que em Portugal ainda trabalham ou preparam-se para começar a trabalhar, que são as mais novas. E aí, o peso do Partido Socialista é quase inexistente. Só 6% dos eleitores do Partido Socialista têm menos de 35 anos. Portanto, quem pensa no futuro de Portugal, aparentemente não pensa no Partido Socialista como alternativa de voto. Ao olhar para os dados da sondagem, temos também que olhar para estes elementos para tentar perceber o que se está a passar num país que também aqui parece muito bipolar e bipolarizado. Portanto, eu concordo muito com aquilo que disse o Miguel Carrapatooso, mas acho que temos que acrescentar também estes elementos relativamente àquilo que os outros partidos são hoje.

Não sei se queres dar nota à sondagem ou se queres passar para o outro tema do dia da reflexão nos Açores.

Prefiro dar nota ao dia de reflexão nos Açores, ou melhor, prefiro dar nota à Comissão Nacional de Eleições, que acha que por ser dia de reflexão nos Açores, a política deve parar no continente e deve parar no resto do território nacional. Isto não faz sentido nenhum. O dia de reflexão em si já faz muito pouco sentido. Tem inúmeras regras que são um disparate completo. Nós que somos jornalistas e temos que editar jornais televisivos, jornais radiofónicos, jornais online, sabemos que não faz sentido nenhum que a Comissão Nacional de Eleições exija que os órgãos de informação sejam de Marte no dia de reflexão, como se em Portugal não se passasse nada, uma coisa qualquer idílica, não se pode ter nada referente às eleições numa homepage. Aquilo que se passa numa campanha eleitoral é que, na prática, por exemplo, os comícios de encerramento não são no encerramento da campanha, são na véspera do encerramento da campanha para poder haver notícias ainda sobre esses comícios no dia seguinte. Tudo isto é um disparate completo. Já devíamos ter mudado estas regras.

Há que desafiar isso, José Manuel.

Claro, há que desafiar isso. Eu no passado já tive responsabilidades em alguns desafios à lei, designadamente publicar sondagens quando elas eram proibidas de publicar durante um período incomensurável, e depois a lei mudou, felizmente.

Porque havia sempre sondagens a circular nos meios de dados políticos, só que não podiam ser tratadas públicas. Havia alguma assimetria de informação.

Havia sondagens que eram publicadas em Espanha, por exemplo. Houve até uma vez uma que era completamente manipulada, que foi publicada num jornal espanhol e que andou por aí a circular por todo lado. Isto não fazia sentido nenhum. E esta ideia de que é preciso congelar todo o país por causa de umas eleições nos Açores, não creio que isso decorra da lei, sinceramente, e sobretudo decorre de cabeças um bocado quadradas que parecem ser aquelas da Comissão Nacional de Eleições neste aspecto, que em outros aspectos também já têm tido avaliações daquilo que é a ação dos órgãos de informação também bastante obtusas. Portanto, para esta deliberação da Comissão Nacional de Eleições ou esta comunicação da Comissão de Eleições, eu hoje, apesar de ser sexta-feira e até agora só temos notas positivas, eu vou estragar a média, vou dar um zero direto, porque eu estou muito saturado destas regras e da forma como elas são interpretadas.

Fica o teu zero e fica também a recomendação para o explicador de hoje, que é precisamente sobre o assunto e com o porta-voz da CNE e também um representante da Iniciativa Liberal.

Antes que o Paulo fale, deixa-me só dar uma novidade ao Paulo.

Diz-me.

Eu já tenho um trator. É pequenino, não dá para bloquear estradas, mas se quiseres, posso-te emprestar.

Dá para bloquear seguramente ainda.

Em estradas mais do que de Sintra.

O Miguel Pinheiro já não precisa de comprar. Obrigado, José Manuel.

Eu de repente imaginei Paulo Ferreira e Miguel Pinheiro, cada um no seu trator em cima da Ponte Vasco da Gama, foi uma imagem.

Teria que andar em Zambujo. Ia comandar as tropas.

No meu trator. Vamos conseguir continuar com o que nos falta do vencedor com esta bela imagem. Sara, se calhar também vais baixar a média depois do zero do José Manuel Fernandes, porque queres dar nota a mais um recurso na Operação Marquês.

Vou, posso dizer já, vou dar o mesmo zero, mas acho que transita já em julgado.

Não há recurso.

Na verdade, eu estava aqui na dúvida sobre se dava uma nota positiva por ver alguém cumprir uma promessa, como sabemos, isso é cada vez mais raro, ou se dava uma nota negativa, como vou dar, por ver um antigo primeiro-ministro lidar com a justiça como vemos que José Sócrates lida. Estarão recordados que na semana passada, quando o Tribunal da Relação ressuscitou a Operação Marquês e mandou julgar Sócrates por corrupção, o antigo primeiro-ministro prometeu logo que ia contestar a decisão de todas as formas e já está a cumprir. Aqui está. Não tinham passado sequer sete dias e aí está o primeiro passo, uma reclamação, que já agora soma uma outra que já tinha entrado. Diz José Sócrates agora que duas das três juízas que decidiram contra ele foram transferidas de tribunal em setembro, quando estavam no meio da decisão, e por isso a decisão é nula e o processo tem de ser entregue a outros juízes. Sim, estão a ouvir bem, é isso mesmo. Outros juízes tinham de pegar do zero no recurso do Ministério Público e fazer tudo outra vez. O meu ponto não está exatamente nesta alegação, que já agora é uma alegação de secretaria, não tem absolutamente nada a ver com a forma como a prova foi avaliada ou o processo foi investigado, é só de secretaria.

Mas têm sido muitas de secretaria ao longo deste processo.

Certo, é mais uma.

É mais uma.

Mas eu queria deixar uma nota. As juízas estavam em exclusividade com este processo. Elas foram de facto colocadas no Porto e em Guimarães quando já estavam a analisar o recurso do Ministério Público, mas decidiu-se logo que a mudança, que resulta do movimento ordinário dos juízes, só seria efetiva depois de elas decidirem sobre a Operação Marquês. Mas enfim, mais uma vez, o meu ponto não é a alegação propriamente dita, é outro. É que eu nunca vi uma pessoa com tanta, mas tanta certeza da própria inocência, fazer tanto, mas tanto para não ir a julgamento provar essa mesma inocência. E depois ainda alegar que se não lhe derem razão, é o fim do Estado de Direito e a Justiça ultrapassou todos os limites. E já agora, só mais um ponto, não é preciso nem horóscopo, nem cartas de tarot para perceber que isto está só a começar. E daí o meu zero, que transita já em julgado.

Sem recurso.

Sem apelo nem agravo.

Sem apelo nem agravo, um zero para mais este recurso. Paulo, já prometeste que queres dar nota de vencedores à dívida abaixo dos 100%. Vai inteirinha para Fernando Medina?

Não vai inteirinha para Fernando Medina, vamos lá com calma. Aliás, Fernando Medina ontem fez questão de deixar a sua marca, aquela conferência de imprensa é claramente para encerrar o mandato, para dizer que aquilo foi ele, não só ele, mas foi ele que conseguiu. Aliás, ele fez tudo, Fernando Medina, nas últimas semanas do ano passado, ele, o Tesouro Português, o Estado português, fizeram tudo para atingir esta marca, porque esta marca não ia lá necessariamente só pela dinâmica das contas públicas e dos calendários de pagamento de dívida. O que é que o Ministério das Finanças, Fernando Medina, fizeram nas últimas semanas do ano passado? Andaram a comprar dívida aos bancos, que os bancos são grandes financiadores do Estado português, também dos Estados, e portanto, ficam com esses títulos de dívida. E o que o Estado português andou no final do ano passado a fazer foi recomprar esses títulos aos bancos, no fundo, amortizar a dívida, a pagar a dívida que tinha aos bancos, que é para, se quisermos no ponteiro, baixar abaixo dos 100%. E cá chegamos, então. Houve aqui uma tentativa deliberada de fechar o assunto no ano passado. Não era indiferente ser agora ou ser a meio deste ano. Claramente, por questões políticas, na altura já se sabia que o país ia para eleições. E portanto, Fernando Medina ontem foi buscar o seu troféu, conferência de imprensa, dívida nos 98,7, que é o número curioso.

Ó Paulo, tu vais dar uma nota positiva. Não tens de dar uma nota negativa à falta de educação do Governador do Banco de Portugal, que resolveu tentar estragar a festa do Fernando Medina.

Tentou estragar, tentou talvez chamar a si logo de manhã os lotes.

Pois, mas é de um mau caráter que é difícil de imaginar mais.

Sim, é assim.

Isso o Mário Centeno nunca nos surpreende.

Certo, mas oficialmente o número é do Banco de Portugal, isto é, aquela estatística que foi ontem divulgada é uma estatística que compete ao Banco de Portugal calcular e divulgar. A falta de cortesia de divulgar o número antes da divulgação normal, que é eletrônica, o Banco de Portugal não costuma pronunciar-se sobre isso, despeja para os e-mails das redações e publica no site a estatística, a hora marcada, o dia marcado. Obviamente que aquilo houve ali, deliberadamente da parte de Mário Centeno, a necessidade de se colocar ele próprio, antes de mais ninguém no palco, e ele fez isso de manhã. Toda a gente começou, naturalmente, a citar Mário Centeno, que estava numa conferência, que disse: "Hoje vamos divulgar a dívida abaixo de 100%". Ele claramente quis ser o primeiro a colocar-se no palco deste número. 98.7, que é o número que nos é caro, é a frequência da Rádio Observador na zona de Lisboa, é a dívida em porcentagem do PIB do final do ano passado.

É bonito. Aconteça o que acontecer.

Aconteça o que acontecer. Eu acho que além desta briga entre Mário Centeno e Fernando Medina, que são os dois, obviamente, já agora também responsáveis por isso, de João Leão lá no meio. Já agora, podemos recuar um bocadinho mais. A trajetória de descida da dívida, depois do disparate de 2011 e 2012, não começou com eles. Eu sei que isto custa engolir muita gente. Vítor Gaspar, Maria Luís Albuquerque, se não tivessem feito o trabalho sujo naquela altura, não estávamos com a dívida que temos agora. Mas há aqui um longo caminho e depois nesta reta final, em dois anos, houve a ajuda aritmética da inflação, isso foi determinante para esta descida rapidíssima. A inflação provocou uma subida de PIB nominal muito acima daquilo que é normal e como estamos aqui a falar de um ratio, quando aumenta o denominador, diminui o peso, como é evidente, e depois a carga fiscal, como é evidente. Há aqui louros repartidos para ministros das Finanças. Fernando Medina fez esta reta final, no fundo é uma estafeta em que ele corta a meta.

Passa o testemunho.

A inflação e o contribuinte. Já agora, Fernando Medina, só uma nota final, escusava de ter estragado com uma declaração completamente fora do tom, quando ele disse ontem: "Conseguimos chegar aqui" e cito: "Não deixou de ser feito nada". Não é verdade. Na execução orçamental do ano passado, e bastaremos a 2023, o governo cortou 2.500 milhões de euros de investimento em relação àquilo que estava previsto. Das duas, uma: ou o ministro das Finanças coloca no Orçamento de Estado, quando faz, um valor absolutamente aleatório para o investimento público, sem ter projetos concretos onde iria aplicar esse dinheiro, e isso é uma má prática orçamental, no fundo, está a fazer um orçamento relativamente de alguma forma mascarado, ou então cortaram aqui 2.500 milhões de euros. Muita coisa deixou de ser feita para chegarmos a este ponto. Eu acho é que é uma boa notícia para o país.

Como é que vais distribuir a tua nota?

Fernando Medina, não fosse esta tentativa de torcer a realidade com a história do investimento público, levava uma nota maior. Assim leva só um 10. O contribuinte eu acho que tem que ser o grande obreiro, porque é ele que paga impostos para que isso aconteça. E depois é ele que ainda por cima sofre o facto de os serviços públicos não terem a qualidade que deviam ter, por causa dos cortes no investimento, e o contribuinte leva aqui um 16.

Um 16 para o contribuinte. Bom fim de semana para vós.

Um bom fim de semana.

E o Vencedor está sempre ao sábado e ao domingo, depois das notícias das 10h30. Até segunda.