Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
É a vez do líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio. É ele que vai usar da palavra em nome do partido nesta sessão de 25 de abril.
Sr. Presidente da República, Sr. Presidente da Assembleia da República, Sr. Primeiro-Ministro e restantes membros do Governo, Sr.as e Srs. Deputados, Excelentíssimos convidados, minhas senhoras e meus senhores. Começo por evocar o Papa Francisco, atentas as circunstâncias que vivemos. Um homem que cativou crentes e não crentes pela simplicidade, fé, entrega e humanismo. Um peregrino da esperança, um pastor humilde e corajoso, uma testemunha incansável da misericórdia, que conduziu a Igreja com sabedoria, compaixão e espírito missionário, especialmente presente nos pobres, nos doentes e em todos os que sofrem. Um Papa que denunciou a cultura do descarte e celebrou, com o seu próprio exemplo, uma cultura de e pela vida. O Papa Francisco foi um peregrino do bem e um digno sucessor de Pedro. Por isso, a minha primeira palavra é de reconhecimento e de agradecimento pela vida e pelo testemunho luminoso do Papa Francisco.
Aplausos de deputados de várias bancadas, sobretudo do PSD.
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, neste 25 de abril de 2025, não celebramos apenas a queda de um regime autoritário sem soluções internas ou externas. Lembramos outra data importantíssima: os cinquenta anos das primeiras eleições livres e democráticas em Portugal. Recordamos o entusiasmo sem par dos portugueses. Noventa e dois por cento foram às urnas, decidindo voto a voto o destino da sua nação pela primeira vez. 25 de abril de 1975, o dia em que se conferiu a vontade popular e para sempre ficou à vista que o povo português queria uma democracia europeia e ocidental, e não queria uma tutela político-militar no regime democrático. É bom lembrar que houve quem não quisesse que as eleições se realizassem. Houve quem apelasse à abstenção e quem impedisse partidos políticos de concorrerem. E os mais radicais do 11 de março diziam, e cito: "As conquistas da revolução não podem ser postas em causa pela via eleitoral", fim de citação. Para uma minoria, era um voto condicionado, mas para a larga maioria era, e só podia ser, um voto inteiramente livre. Há cinquenta anos, o povo português assumiu definitivamente o seu estatuto soberano e derrotou todos aqueles que se tentavam apropriar da revolução e que se diziam donos e senhores da vontade popular. No dia 25 de abril de 1975, o povo português confirmou que tinha maturidade política, ao contrário do que pensava o antigo regime, e sublinhou que pensava e votava livremente, ao contrário do que pretendia a ala radical do MFA e a extrema-esquerda. Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o CDS esteve em risco de não concorrer às eleições da Assembleia Constituinte. Lembro, por isso, os 16 deputados democrata cristãos que foram eleitos, apesar da violência, apesar das ameaças e apesar dos cercos. Mas como disse na altura Adelino Amaro da Costa, não se pode construir uma democracia em Portugal sem o CDS. O testemunho dos deputados do CDS foi essencial para marcar a diferença e afirmar o personalismo nos debates da Constituinte. O nosso voto contra uma Constituição muito marcada pela visão socialista, e até marxista, das políticas económicas e sociais e pela tutela do Conselho da Revolução estava certo e muitos o reconheceram depois. A Constituição foi sendo revista, adaptada e alterada. E de cada vez que foi revista, melhorou. Quer dizer que o CDS viu mais longe e antecipou a história nesse corajoso voto fundador. Como afirmou Vítor Sá Machado na declaração de voto, votamos contra um documento paternalista que amarrava o texto constitucional ao socialismo. E por isso, o voto contra do CDS foi um verdadeiro hino à liberdade e à democracia pluralista em Portugal. Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados. O povo votou como quis em 25 de Abril, mas ainda faltava o denominado "Verão Quente de 75", uma tentativa de sequestrar a liberdade política e a liberdade económica em Portugal. Por isso, celebramos igualmente este ano os 50 anos do 25 de Novembro. Como o CDS sempre existiu, os dois 25 são continuação um do outro. Em abril, ganhámos a liberdade, em novembro evitámos perdê-la. Por iniciativa do CDS, esta Casa, a Casa da Democracia, celebra anualmente a vitória da liberdade e da democracia pluralista sobre os extremismos nas urnas e nos quartéis. Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados, em menos de um mês, Portugal voltará às urnas. Como são as terceiras eleições em quatro anos, há quem tema um regresso à instabilidade crônica da Primeira República e, por isso, a AD, a coligação PSD/CDS, pede aos portugueses para não deixarem a estabilidade nas mãos das oposições que se entendem para destruir, mas não para construir. Em 11 meses, houve um governo AD que aumentou salários, melhorou pensões, reduziu impostos, trabalhou pela paz social, decidiu obras importantes, garantiu crescimento bem acima da média europeia. E tudo isto com excedente orçamental e com a dívida pública a descer. É isto que anima a classe média portuguesa a reforçar a sua votação na AD nas próximas eleições. E é isto que preocupa e assusta as oposições. Um centro-direita que é moderado na política, bem-sucedido na economia, justo no social, regulador na imigração e certo, certinho nas contas públicas. É isto que assusta e preocupa as oposições. E quero lembrar-vos, senhores deputados, que desde 1979, a fórmula AD, iniciada por Sá Carneiro e Pinto Balsemão, Freitas do Amaral e Amar da Costa e Gonçalo Ribeiro Telles, nunca perdeu eleições legislativas. Ficou sempre em primeiro lugar. É a preferência do país e voltará a sê-lo, porque todas as supostas alternativas implicam ou implicariam riscos severos de extremismos. Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados, o 25 de Abril abriu a democracia pluralista em Portugal. A 18 de maio, os portugueses vão escolher entre avançar ou retroceder. Estamos confiantes. Avançaremos. Muito obrigado!