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Vez agora do deputado do partido Chega, André Ventura.

Nota que após a comunicação do senhor presidente da República hoje ao país e a marcação de eleições para o dia 30 de janeiro, não era a data que preferíamos e a data que tínhamos indicado, como aliás a generalidade dos partidos. Compreendemos, porém, os argumentos que o senhor presidente da República aqui apresentou, de haver algum espaço para debates, nomeadamente os debates televisivos, para evitar que isso se cruzasse com o período do Natal e do Ano Novo. E por isso parece-nos que a data 30 de janeiro, não sendo a data que estava consensualizada pelos partidos representados aqui no Parlamento, possa ser uma data aceitável. Gostava de dizer o seguinte: ficou claro na mensagem do senhor presidente da República, a quem o presidente da República aponta o dedo por esta crise política. Ao falar de divergências menores que se tornaram divergências maiores, ao dar o seu próprio exemplo enquanto líder do PSD, que viabilizou, nas palavras dele, orçamentos de que não gostou, de que discordou em grande parte, o presidente deixa claro quem são os responsáveis pela crise política que estamos a viver, e esses responsáveis são o governo do Partido Socialista e os seus parceiros, que durante anos viabilizaram o orçamento, o PCP e o Bloco de Esquerda. Portanto, se isso acontece, o presidente da República deixou claro pela forma, pelo conteúdo e pelo estilo que os responsáveis são estes que hoje formam maioria nesta Casa. Gostava, evidentemente, de dar nota de que o Chega, assim como outros partidos que não fizeram nem nunca fariam parte desta solução da geringonça, registra e concorda que, de facto, com o nível de divergência que foi assumido no debate para o orçamento e com a falta de consenso em áreas tão fundamentais, desde a legislação laboral até matéria orçamental e o fator de sustentabilidade nas pensões, tornava-se impossível manter esta maioria. E só não via isso quem queria manter artificialmente um Parlamento a funcionar, quando já sabíamos todos que se não fosse agora, seria daqui a três meses, ou quatro, ou cinco, que o faríamos. Esteve bem, na nossa perspectiva, o presidente da República, ao chamar os portugueses novamente a votos, devolver a palavra ao povo. Em democracia não se pode ter medo do povo. Da parte do Chega, estamos mais do que preparados para estas eleições. Estamos há muito tempo preparados para voltar a ouvir os portugueses e é com grande energia e grande entusiasmo que vamos voltar pra rua, voltar a ouvir os portugueses e voltar a apresentar o nosso projeto e o nosso programa para evitar que a geringonça volte a ter uma maioria nesta Câmara parlamentar. E é para isso que vamos lutar.

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