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As notícias. Começa agora o Jornal das Duas com edição de José Rafael Lopes. E começamos com a depressão Bruna. O mau tempo na Ilha da Madeira está a provocar constrangimentos, incluindo no aeroporto.

Pelo menos 20 voos foram cancelados. A ANA Aeroportos avisa que nos próximos dias a operação pode continuar condicionada devido ao mau tempo e, por isso, apela que os passageiros confirmem o estado do voo antes de se deslocarem ao aeroporto. Desde a meia-noite que foram canceladas nove chegadas, 11 partidas e há também um registo de oito voos que tiveram de ser desviados por não conseguirem aterrar no aeroporto da Madeira. Entretanto, foram também sinalizadas quase 150 ocorrências devido ao mau tempo. A Madeira esteve em aviso laranja até à meia-noite. Agora está com aviso amarelo. As próximas horas ainda preocupam. No município de Santa Cruz, na Madeira, uma família ficou desalojada. São cinco pessoas. A autarca, Hélder Ascenção, explica à Rádio Observador que a família passou a noite em casa de familiares. A presidente da Câmara de Santa Cruz avisa que está previsto um novo pico de mau tempo por volta da 13h e, por isso, deixa recomendações.

Estamos a contar agora por volta de 13h, novamente, de novo pico. Mas, uma vez mais, temos já um dispositivo de prevenção. Temos, pelo menos, uma estrada encerrada, porque foram duas árvores de grande porte, nomeadamente a Estrada Regional 202, entre o Poiso e o Santo da Serra. Aproveito para pedir especial cuidado durante a condução a quem tiver que se deslocar, porque também peço para que se cinjam à circulação ou ao estreitamento necessário.

Pico de mau tempo na Madeira em vigor a esta hora, com avisos da Câmara Municipal para esta tarde. O arquipélago da Madeira continua com avisos amarelos emitidos para chuva, agitação marítima e também para o vento. A presidente da Câmara de Santa Cruz avisa também que é preciso ter atenção aos avisos dados pelo IPMA para esse vento, que pode chegar até aos 100 km/h.

E em Lisboa, a campada está a discutir a possibilidade de retirada da Praça do Rossio. Ontem a proposta já foi rejeitada.

Não houve acordo na Assembleia Popular e, por isso, mais de 70 tendas continuaram montadas no local durante toda a madrugada. Renata Cambra tem esta sugestão, até quarta-feira, de retirar as tendas e decidir outro local para a acampada. A proposta não foi consensual, gerou discussão na Assembleia Popular e acabou por ser remetida para o plenário de delegados, que é um grupo mais pequeno de responsáveis pela acampada, que votou pela permanência no local esta noite. Ainda assim, o tema continua em discussão. Está em cima da mesa a possibilidade dos manifestantes abandonarem o Rossio. Isto numa altura em que se espera muita chuva para a capital portuguesa. O IPMA já emitiu mesmo um aviso amarelo para o distrito de Lisboa por causa da chuva. O aviso entra em vigor às 18h e vai prolongar-se até às 06h desta segunda-feira.

E no Porto, o presidente da Câmara Municipal garante que não se vai subjugar perante uma minoria de protestantes.

Pedro Duarte continua a dizer que não vai falar com os manifestantes na Praça Dom João I, mas apela ao diálogo com respeito institucional. Em entrevista ao JN e à TSF, o autarca do Porto reitera a disponibilidade para receber os manifestantes na Câmara Municipal e explica que o presidente não se pode subjugar perante o que descreve como uma ultraminoria. Deixa também um aviso Pedro Duarte: a Praça Dom João I não é privatizável. Entretanto, a Câmara mantém os planos para construir a habitual pista de gelo na Praça Portuense, onde têm decorrido os protestos. A construção deve arrancar no dia 13 deste mês.

E na saúde, o presidente do INEM garante mais ambulâncias disponíveis para este inverno.

Luís Cabral aponta dificuldades nos tempos de resposta aos doentes mais urgentes e garantiu que o INEM está a trabalhar para resolver o problema através da modernização tecnológica que está em curso. Sobre o inverno, período crítico para a área da saúde, o líder do instituto diz, em entrevista ao Observador, que há mais ambulâncias que estão prontas para ser disponibilizadas aos bombeiros.

Quando tomámos posse, há cerca de um ano, tínhamos 470 ambulâncias contratualizadas com os bombeiros. Vamos entrar neste inverno com 581, ou seja, mais 111 ambulâncias do que aquilo que tínhamos há cerca de um ano. É um crescimento muito significativo e que me parece que vai salvaguardar muitas das situações que nós possamos-

Vê-se agora em que regiões é que houve esse reforço.

Por todo o país. Principalmente, obviamente, e tem sido essa a nossa preocupação e continua a ser essa a nossa preocupação, na região de Lisboa, na margem sul, também no distrito de Santarém, porque temos em consideração as outras áreas do país e o Algarve também, uma das necessidades.

Luís Cabral afasta para já a necessidade de contratualizar o transporte de doentes não urgentes através de empresas privadas. Entretanto, nesta entrevista ao Observador, e numa altura em que está prestes a completar um ano de mandato, o responsável pode estar de saída da presidência do INEM.

E em Espanha, com eleições antecipadas à porta, o presidente do Partido Popular diz que uma coligação com o Vox não depende dele.

Alberto Núñez Feijóo coloca essa decisão nos eleitores espanhóis. As sondagens apontam para um resultado que resulte numa maioria de direita, com margem para uma coligação de governo maioritária entre o PP e o Vox, partido de extrema-direita de Santiago Abascal. Em entrevista ao jornal El País, o atual líder da oposição, presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, afirma que a prioridade continua a ser garantir a maioria nas urnas.

Formar ou não uma coligação de governo com o Vox não depende de mim. Tenho muito claro o que quero, a minha proposta política. Sempre que falei com o líder do Vox, tenho de reconhecer que nunca se falou sobre ministérios. Nunca falámos um segundo sobre isso.

De Estado, de não Estado, de primeiro rango, de segundo rango. Nunca hemos hablado nem um segundo.

O presidente do PP diz que, neste momento, o objetivo é claro: obter uma maioria suficiente no Congresso e no Senado, tentar fazer acordos parlamentares com a terceira força política, o Vox. As eleições em Espanha são a 29 de novembro.

E o líder da oposição a Benjamin Netanyahu, Gadi Eisenkot, é indigitado hoje como primeiro-ministro israelita. No gabinete de guerra da Rádio Observador, o especialista Marco Serronha diz que Netanyahu foi punido pela própria política de guerra.

Eisenkot foi escolhido pelo presidente Isaac Herzog para formar governo, apesar ter ficado em segundo lugar nas eleições legislativas de Israel. O candidato da oposição reúne o apoio de 67 deputados, número suficiente para construir maioria no Parlamento israelita. Benjamin Netanyahu, por outro lado, diz que a eventual inclusão dos partidos árabes num acordo de governo vai significar o fim do Estado de Israel. O especialista Marco Serronha diz que o ainda primeiro-ministro do país cansou os israelitas de uma política demasiado voltada para a guerra.

Algum criticismo relativamente à forma como Netanyahu geriu a parte da segurança de Israel no sentido de criar uma situação mais estável. Dá a ideia que o que nós percebemos, e que a grande maioria da população israelita percebia, é que Netanyahu estava numa postura de quanto mais guerra, melhor, porque isso era favorável à manutenção do seu governo. E jogou muito nessa postura. E é evidente que muitos dos israelitas começam a ficar também cansados desse tipo de postura.

Marco Serronha diz ainda que Gadi Eisenkot tem vários desafios pela frente, a começar pela desmilitarização do Hamas.

Não quer dizer que se ponha de lado a ideia e a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas relativamente aos dois Estados, mas não haverá capacidade de o implementar. Isso, com certeza, não vai parar a resistência palestiniana, que temos visto na Cisjordânia. E há o problema de Gaza para resolver, naturalmente, com a desmilitarização do Hamas, embora Eisenkot diga que espera no espaço de 18 meses ter a Faixa de Gaza relativamente pacificada e o Hamas desarmado e fora do leque político, por assim dizer, ou fora do leque político-militar de Gaza.

A análise de Marco Serronha no gabinete de guerra, no dia em que Gadi Eisenkot vai ser indigitado como primeiro-ministro israelita. Deve acontecer durante a tarde, por volta das 15h.

E assim que fechamos o jornal das 14h, edição do jornalista José Rafael Lopes.