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Tudo tem procurado fazer para dar resposta aos problemas dos portugueses e tudo fez para evitar esta crise política, procurando, até ao limite do que considerou ser o interesse nacional, alcançar um acordo para a aprovação do Orçamento do Estado. Os partidos rejeitaram as propostas do governo, sabendo que o presidente da República havia anunciado que convocaria eleições se o orçamento fosse reprovado. Compreendemos, pois, e respeitamos a decisão do senhor presidente da República. Fizemos um esforço imenso para chegarmos até aqui, em Portugal e na Europa. Tivemos que vencer os momentos mais críticos da pandemia e proteger as nossas condições de vida. Conseguimo-lo. Apresentámos uma boa proposta de Orçamento do Estado. Previa mais investimento público na saúde, na educação, na habitação, nos transportes e na mobilidade. Tinha apoios muito significativos para as empresas e também para o conjunto da economia. Com o Partido Socialista não haverá vazio de poder. Procuraremos que esta situação prejudique o menos possível o interesse de Portugal e o interesse dos portugueses. Tudo faremos para garantir a atempada e eficaz aplicação dos fundos europeus. Tudo faremos para, no estrito cumprimento da lei, manter o país em condições de recuperar a sua economia e melhorar as condições de vida dos portugueses, assegurando a continuidade de trajetória de crescimento económico e de convergência com a Europa, que os últimos indicadores conhecidos confirmam estar a acontecer. Apelamos, por isso, à forte mobilização dos portugueses para esta eleição, para garantir certeza, segurança e estabilidade, fatores que são essenciais à recuperação do país.

Eu queria perguntar, em relação à data, tinham pedido 16 de janeiro, se consideram que esta não é uma data tardia?

Respeitamos a decisão do senhor presidente da República na sua plenitude e a data permite que todos possam participar ativamente e conscientemente nesta campanha eleitoral, esclarecer os portugueses sobre os projetos que os partidos políticos têm para Portugal e garantir uma decisão livre e consciente sobre o futuro do país.

O presidente da República disse também que este chumbo não foi uma questão pontual, foi uma questão de fundo, uma divisão de fundo na base de apoio do governo. Como é que vão partir para estas eleições neste sentido?

O Partido Socialista, como foi dito, no exercício de funções governativas, conseguiu garantir nos momentos mais críticos da pandemia, na vida de todos nós, conseguiu garantir a proteção na saúde, conseguiu proteger emprego, conseguiu proteger as famílias, conseguiu proteger as empresas e a economia. Chegamos a uma fase de controle da pandemia em que Portugal está mesmo entre os primeiros países que melhor sucedidos foram na vacinação, com níveis de crescimento económico que nos permitiram, de novo, recuperar economicamente e recuperar mais que a média dos países da União Europeia. Crescemos mais que os países da média europeia em 2017, crescemos mais que a média dos países da União Europeia em 2018, crescemos de novo mais que a média dos países da União Europeia em 2019, e por isso convergimos, e agora, de novo, estamos a ter níveis de crescimento económico acima da média da União Europeia. E temos níveis de desemprego que estão ao nível de 2003, o que mostra que as políticas e a resposta que o governo deu a esta crise de saúde pública, mas também à proteção das condições de vida económica e social, surtiu efeitos e que é uma boa política por compatibilizar a proteção da economia, a valorização do crescimento com níveis elevados de justiça e de solidariedade social. E esta prova está nos indicadores que muito recentemente foram de novo conhecidos.

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