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Já era de alguma forma esperado, em que decidiu não só convocar eleições, mas também anunciar uma futura dissolução da Assembleia da República. O PAN desde o primeiro momento que defendeu que a convocação de eleições e a eventual dissolução deveriam acautelar dois aspetos essenciais. Por um lado, que os portugueses possam vir a ter um orçamento do Estado o quanto antes, pois temos uma crise socioeconômica que não pode esperar por respostas, sendo urgente que volte a esta Assembleia da República um futuro orçamento do Estado, ainda que agora condicionado no tempo por força do ato eleitoral. Por outro lado, também que teria que ser dado tempo à Assembleia da República para concluir processos legislativos que estavam em curso da maior importância, para concluir também aquela que era necessariamente uma função fiscalizadora e deliberativa deste órgão de soberania. E neste sentido, não nos podemos esquecer da importância que a Assembleia da República assume num contexto em que ainda esta semana tivemos contratos a serem assinados que põem em causa valores ambientais ou até mesmo do ponto de vista de outra atividade do governo, nomeadamente a eficácia da utilização dos fundos comunitários. Apresentando-nos ao ato eleitoral, o PAN não deixará de dizer presente. Aliás, dissemos presente em momentos complexos que o país atravessou nestes dois anos de mandato, seja quando tivemos que convocar e declarar o estado de emergência, seja quando tivemos que dar respostas socioeconômicas ao país. Diremos também presente neste ato eleitoral, até porque o PAN tem marcado precisamente a diferença no combate às alterações climáticas, na proteção ambiental e é fundamental garantir que continuamos a ter uma rota não só de respostas àquela que é a crise socioeconômica e de garantir o combate à pobreza, mas também garantir que a classe média, à semelhança do que já estávamos a fazer neste orçamento que ficou pelo caminho e que o PAN procurou que desse respostas às famílias, inclusive ao nível do ordenado médio, mas também em matéria ambiental e em matéria de proteção animal, onde o PAN tantas vezes vota sozinho e isoladamente. Não deixaremos de dizer presente no próximo dia 30 de janeiro, esperando efetivamente que as pessoas também correspondam com uma forte participação às urnas, porque tínhamos aqui dois anos pelo caminho para procurar combater a abstenção e esse é também um trabalho que de alguma forma ficou agora ultrapassado por este momento que vivemos. O que temos a certeza absoluta é que esta crise orçamental, esta crise política, era algo que os portugueses não desejavam, mas não deixaremos evidentemente de contribuir para que as respostas e soluções cheguem o mais brevemente possível.
Se concorda com a data de 30 de janeiro.
O 30 de janeiro, pese embora seja no final do mês de janeiro, de alguma forma acautela não só que a campanha eleitoral não colide com o Natal nem com o Ano Novo, as pessoas precisam ter alguma normalidade dentro daquele que foi o contexto sanitário que o país viveu e ainda vive, e não nos podemos esquecer desta dimensão. Por outro lado, também é importante que todos os partidos possam participar de forma democrática no ato eleitoral, seja através daquela que é a sua campanha nas ruas, seja dando a conhecer às pessoas os seus programas e também envolvendo a participação cidadã nos seus programas. Pelo caminho, temos, de facto, algo muito importante que é a COP26, algo que não foi prioritário para o nosso Primeiro-Ministro ao não marcar presença. Portanto, não nos podemos esquecer que se, pelo menos, naquela que é a agenda política que até aqui tem imperado, é fundamental que no ato eleitoral, todos possam dizer presente na chamada e que todos estejam nas mesmas condições de participação.
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