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Membros do Governo, senhoras e senhores deputados. Sr. Primeiro-Ministro, quero hoje falar-lhe de dois países distintos: o país da ficção e o país real. O país da ficção é o país das previsões do Governador Mário Centeno. O país real é o país das contas nacionais publicadas ontem pelo INE. Quais são as diferenças? De acordo com Mário Centeno, o país em 2024 iria crescer apenas 1,7%. O país real cresceu 2,1%. De acordo com Mário Centeno, o investimento em 2025 nunca poderia ultrapassar os 2,1%. No país real, o investimento está a crescer 2,8% no primeiro semestre. De acordo com Mário Centeno, a taxa de desemprego em 2025 iria atingir 6,4%. No país real, a taxa de desemprego está a cair para 5,9% no segundo trimestre, atingindo mínimos históricos. E finalmente, de acordo com Mário Centeno, em 2025, o país iria ter um déficit orçamental de 0,1%. No país real, o país está com excedente orçamental de 1% no primeiro semestre e estamos a caminho de ter o segundo excedente orçamental consecutivo pela primeira vez na história da democracia portuguesa. E, por isso, Mário Centeno enganou-se em toda a linha. Errou nas previsões, falhou nas estimativas e antecipou cenários pessimistas que nunca aconteceram. Felizmente, o país real é muito melhor que o país imaginado por Mário Centeno. Mas, Sr. Primeiro-Ministro, como se explicam estas diferenças tão grandes? Será azar? Será incompetência? Ou será apenas falta de independência do Governador do Banco de Portugal?