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Que a Iniciativa Liberal pensa também. A primeira leitura é que a solução governativa que tivemos desde 2015 ruiu. Ruiu por divergências bem mais profundas do que aquelas que resultavam apenas da discussão do orçamento pra 2022 e que, portanto, é urgente dar voz de novo aos portugueses. A segunda leitura é de que a decisão que nessa eleição terá que ser tomada pelos portugueses merece uma campanha esclarecedora, que não é compatível com calendários que coincidam com a quadra festiva. Tal como dissemos, começar debates na altura do Natal e do Ano Novo não seria certamente um bom serviço prestado ao esclarecimento que os eleitores vão precisar, nem seria uma forma de combater a abstenção. E a terceira leitura é que, chegada uma situação de crise que ninguém desejava, a democracia tem sempre soluções e temos que encarar estas situações com normalidade, com serenidade e com sentimento de esperança também, porque vamos ser chamados de novo a decidir sobre o nosso futuro coletivo. E estas três leituras do senhor presidente levaram-no a marcar as eleições pra 30 de janeiro, que não por coincidência, foi também a data que achamos desde o início e que transmitimos isso publicamente, que era a data mais ponderada, mais razoável para realizar as eleições. E também como dissemos desde o início, a Iniciativa Liberal estaria preparada pra eleições qualquer que fosse a data. Estamos habituados a trabalhar sob pressão e com poucos recursos, mas entendemos que pra um cabal esclarecimento das opções que estão perante os portugueses, a data fixada pelo presidente da República, 30 de janeiro, é uma data correta, uma data razoável e da nossa parte, poderão contar os portugueses com uma campanha que ficará claro que teremos por oferecer alternativas de governação, alternativas de novo rumo pro país, com energia, com novas ideias e com exigência, que o país já se habituou a ver na Iniciativa Liberal.
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