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Na Rádio Observador, abrimos agora espaço para conhecer a quinta edição da competição KPMG Private Enterprise Tech Innovator. É uma iniciativa da KPMG Portugal que vai eleger a startup de inovação tecnológica mais disruptiva e promissora do mercado nacional. Para isso tenho comigo hoje João Sousa Leal, é Head of Advisor da KPMG Portugal. Muito bem-vindo à Rádio Observador, João. Boa tarde.
Boa tarde, Nelson. Obrigado pelo convite.
João, vamos começar por perceber que iniciativa é esta e que balanço é que podemos fazer também das edições anteriores, uma vez que estamos aqui à porta da que é a quinta edição desta competição.
Certo, esta é a quinta edição. Na realidade, não é uma iniciativa apenas da KPMG Portugal, é uma iniciativa da KPMG Global, em que a KPMG Portugal participa desde o início e em que temos tido várias startups envolvidas e temos tido ao longo destes cinco anos, um sucesso bastante grande e a iniciativa tem vindo a ganhar bastante dinâmica, com cada vez mais concorrentes e com um aliciante, quer para as startups, quer para os investidores em startups, que é a presença desta iniciativa no Web Summit e dentro do que é a participação também da KPMG no Web Summit.
Já vamos falar um bocadinho dessa participação no Web Summit, mas o que é que os jurados procuram valorizar nas suas avaliações? Quais são os critérios que podem fazer de uma startup a vencedora desta iniciativa?
Há dois fatores fundamentais. Um deles é o potencial de disrupção tecnológica e de inovação. Este é um fator essencial para qualquer startup. E depois um segundo, que nós valorizamos muito e os jurados que nós convidamos para fazerem parte desta iniciativa também valorizam, é a capacidade de escalar negócios, ou seja, a capacidade destes negócios terem crescimento no futuro. Nós não queremos que os negócios que são selecionados para a fase final sejam negócios que tenham pouco potencial de crescimento ou pouca escalabilidade. Esses são os fatores essenciais.
João, para além da exposição que este prêmio dará ao seu vencedor, a KPMG de alguma forma torna-se também um parceiro dessa empresa. Isto acontece de que forma?
Isso acontece de várias formas. Nós temos vindo a tornar esta iniciativa cada vez mais relevante para a KPMG. Uma das formas, que é muito imediata, é: o vencedor nacional tem acesso a 12 meses de consultoria e de assessoria gratuita. O que isto quer dizer? Nas três áreas de negócio que nós temos na KPMG, as três grandes áreas de negócio, quer seja auditoria, mais na lógica de accounting, quer seja no advisory, a área que eu lidero, quer seja na área de fiscal, estas empresas passam a ter o acompanhamento nosso e uma disponibilidade total para os apoiarmos neste processo de crescimento durante 12 meses, sem qualquer custo. Isto é muito relevante. E depois é o palco a que têm acesso, o palco no Web Summit. Novamente, referir o Web Summit. Nós estamos lá presentes, somos patrocinadores fundadores do Web Summit desde o primeiro dia, quando o Web Summit ainda não tinha esta dimensão, e temos uma presença relevante dentro do Web Summit e estas empresas, estas startups, têm acesso ao nosso stand e no nosso stand podem promover o negócio delas. E por isso têm aqui dois fatores que são bastante atrativos, mas eu diria que o primeiro é mais relevante pela experiência e capacidade que nós trazemos em fazê-las crescer com modelos de governance mais robustos, com apoio contabilístico, com apoio fiscal. Por isso, tudo isso, estas startups, as vencedoras, têm acesso a facilidades que não são tão comuns neste ecossistema das startups em Portugal.
Falemos então um bocadinho dessa competição mais global, mais internacional, que decorre durante o Web Summit e onde vai participar a vencedora deste Private Enterprise Tech Innovator in Portugal. Que competição é esta? E se nos anos anteriores isto tem acontecido, como é que as empresas nacionais concorrem numa competição em que estão junto de outras internacionais? Estamos bem preparados? Estamos ao nível delas?
Temos estado ao nível e ainda não ganhámos, e queríamos ver se este ano selecionamos a startup portuguesa que vai à competição internacional e é a vencedora. É uma competição em que participam, dentro do que é a presença global da KPMG, este ano vão participar 20 países. Já tivemos vencedores do Brasil, do Japão, da Suécia, do Reino Unido. Ainda não tivemos um vencedor português. E por isso as empresas ao candidatarem-se, e em todo o mundo é igual, candidatam-se pelo nosso site e têm acesso no nosso site aos requisitos de candidatura, e eu já falo um pouquinho disso mais à frente. E ao vencerem a competição portuguesa, e o vencedor é selecionado em setembro, nós ainda não temos a data final fechada, ao vencer a edição portuguesa, têm acesso à final global. A final global acontece no evento da KPMG durante o Web Summit, em que são reunidos não só os júris internacionais, mas também é uma plataforma que além das empresas, as startups fazerem o seu pitch, têm acesso a investidores que estão lá presentes, a outras empresas que estão no mesmo ecossistema, para além de um conjunto de outros convidados, mas além de pessoas da própria KPMG. E por isso é um fórum bastante interessante em que há um processo competitivo, há um pitch e escolhe-se a melhor startup.
João, vamos às questões mais práticas: quem pode concorrer, até quando e onde? No site da KPMG, onde está também o regulamento desta iniciativa.
Podem concorrer startups que tenham no máximo sete anos de vida, ou seja, tenham sido fundadas no máximo há sete anos. Os fundadores, eu diria que têm que ser maiores de 18 anos, isso também é um requisito. Podem concorrer até dia 18 de julho, nós abrimos este processo em maio e até dia 18 de julho vamos receber candidaturas. E têm que ter soluções inovadoras do ponto de vista tecnológico e convém, não vamos excluí-los à partida, mas há uma pré-seleção antes de ir à final nacional, que tenham algum potencial de crescimento e de escalabilidade dos seus negócios.
De facto, esta é uma altura em que a economia passa por tantos desafios e tanto se fala também, por vezes, dessa limitada escala dos negócios portugueses. Considera que, de facto, a inovação e a tecnologia são as chaves para esse crescimento do nosso tecido empresarial?
Sem dúvida. Eu diria que se olharmos para as economias que mais crescem e mais desenvolvidas, são aquelas que têm maior capacidade de empreendedorismo e inovação e por isso é fundamental em Portugal, aliás, temos feito um trabalho excelente nos últimos anos, criar estes mecanismos e estas iniciativas. E nós na KPMG temos isso muito claro, que não sendo no dia a dia o nosso core market e os nossos clientes target, nós temos que ter aqui uma presença assídua. Uma presença assídua não só pelo contributo que dão, como é óbvio, para o crescimento do país e da economia, mas também uma presença assídua, porque também para nós e para os serviços que nós prestamos aos nossos clientes, estamos mais próximos da inovação e do que pode vir a acontecer de novo e que pode ser disruptor. E por isso aí há um papel muito relevante das empresas, mas da KPMG também em posicionar-se neste mercado para conseguir basicamente fazer este push também e estar presente num segmento que mais potencial tem e que pode dar à economia em termos de crescimento. Não é só nesta iniciativa, tivemos há poucas semanas presença, por exemplo, no SIM Conference, no Porto, com a Startup Portugal, em que nós também somos um dos patrocinadores principais e em que fazemos algo muito parecido, que é: estamos lá presentes para apoiar as startups, para ajudá-las a promoverem-se, para explicar como é que podemos ajudá-las a crescer e também para contribuir para esse crescimento da economia, ou seja, para estarmos perto destas empresas mais empreendedoras ou destes empreendedores, para que o contributo deles para o crescimento económico seja cada vez mais relevante.
Muito bem, João Sousa Leal, Head of Advisory da KPMG Portugal. Muito obrigado pelos seus esclarecimentos. João, já sabe, se acha que a sua startup pode ser a vencedora desta quinta edição do KPMG Private Enterprise Tech Innovator, inscreva-se no site da KPMG, onde vai encontrar também toda a informação e o respetivo regulamento. A ver se é desta que a startup portuguesa que vença esta competição pode também vencer essa competição internacional que vai acontecer depois na Web Summit. As candidaturas estão abertas até 18 de julho. João, obrigado. Bom fim de semana.
Obrigado. Bom fim de semana.