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Bom dia a todos. Sejam bem-vindos à Feira Nacional da Agricultura, em especial aqui neste nosso espaço, o stand do Lidl. O meu nome é Ana do Carmo e ao longo desta semana vou estar por aqui convosco a debater temas muito importantes para o tema desta feira. É um gosto enorme ver este espaço cheio de gente, com pessoas que partilham esta mesma paixão pelo que é nosso. Ao longo desta semana, este vai ser o ponto de encontro para debates, temas atuais, pertinentes e cruciais para o futuro do setor. E é por isso que é um prazer estar aqui convosco. A nossa sessão de hoje é verdadeiramente especial. Estamos aqui todos reunidos para falar do "Da Minha Terra", que arranca hoje com uma nova edição. Este é o programa que orgulhosamente carrega um forte histórico e um legado de profundo apoio à produção nacional. Para darmos início, vamos olhar para o panorama macro e entender o espaço que esta iniciativa que o Lidl ocupa. Quero apresentar, antes de mais, Alexandra Borges, diretora-geral de compras do Lidl. E vamos agora aprofundar, Alexandra, esta dimensão operacional e acima de tudo, vamos olhar para as novidades desta edição do programa "Da Minha Terra". Aproveito para acrescentar que ao lado da Alexandra está o Hélder Rocha, o CEO do Lidl Portugal. Sejam todos os dois bem-vindos. Alexandra, começo por si. Fale-nos um bocadinho sobre esta ação do Lidl, que já traz um histórico.
Sim, problemas técnicos resolvidos. Hoje estamos aqui para celebrar efetivamente um marco muito importante para o Lidl, para a economia nacional, que é o arranque da terceira temporada do projeto "Da Minha Terra". O "Da Minha Terra" surgiu em 2020, numa altura muito complicada, num contexto pandémico difícil, em que muitos dos nossos produtores atravessavam dificuldades sérias, onde perderam muitos canais de distribuição dos seus artigos e portanto, o Lidl sentiu que no seu DNA, é na sua missão, espírito de missão, que tinha que ajudar e tinha que ajudar de uma forma realmente rápida. Abriu a primeira edição do projeto "Da Minha Terra", onde pretendia ajudar as pequenas e médias empresas a terem um canal de distribuição. E assim foi. Falar deste projeto é falar com muito carinho, com muito orgulho, porque acaba por ser um espelho de um espírito de resiliência, de um espírito de superação, de um espírito de elevação do nosso tecido empresarial, dos nossos portugueses. E isso enche-nos verdadeiramente de orgulho. Aumentámos o nosso portfólio de parceiros, aumentámos o nosso cardápio de artigos nas nossas prateleiras, mas mais do que falar de produtos, de números, é falar de histórias, é falar de empresas. Temos connosco hoje aqui alguns dos parceiros que estiveram connosco nestas duas iniciativas. A Casa Paixão, por exemplo, que viu aumentar a sua faturação em cerca de 400%. Temos também a Confeitaria Monte Verde, que viu também aumentar a sua faturação, que permitiu reinvestir em tecnologias, contratar mais pessoas. E não se trata só do impacto direto nestas empresas, trata-se também de toda a economia circular, em toda a economia adjacente nas localidades, porque note-se, se vão começar a fornecer o Lidl, uma cadeia com 290 lojas, têm realmente de se preparar com material de embalagem, com matérias-primas e portanto acaba por dinamizar toda uma economia local. Isto é, de facto, muito interessante e merece o maior orgulho. E temos produtos de norte a sul do país, não esquecendo as ilhas. Temos o folar de Olhão, por exemplo, temos queijos regionais, temos o bolo da Madeira, o bolo típico da Madeira. É uma imensa variedade de produtos que retrata um bocadinho o que melhor se faz em Portugal. Temos, de facto, este orgulho de ser do Lidl Portugal e de estar há 30 anos cá com uma missão, um propósito. Propósito de dinamizar a nossa economia, de apoiar o nosso país, os nossos empresários. E por isso, com muito orgulho, estamos aqui hoje para o lançamento desta terceira edição, que traz algumas novidades. Hoje em dia, uma das primeiras novidades é que vamos aumentar o ângulo em que os fornecedores se podem propor, nomeadamente não só restringir a pequenas e médias empresas. Todos os produtores poderão candidatar-se, torna-se assim um projeto mais inclusivo também. Vamos manter as categorias que tivemos na primeira edição, a parte de queijos, de enchidos, de bolos, de padaria, de azeites, de condimentos, o que seja. Mas vamos trazer também aqui um elemento surpresa, que é um elemento de inovação. Portugal está a tentar desenvolver, imagino, uma cajada típica de Serpa com pistácio, por exemplo. Vamos tentar também premiar e ter um prémio, uma candidatura específica para esta tipologia de artigos, de inovação, não só a tradição, mas também a inovação, tentando premiar assim ou tentando apoiar este espírito de inovação, de criação e de tentar ir mais além. É um pouquinho a nossa missão. Vamos criar também uma rede de apoio com esta experiência toda. Esta já é a terceira edição, portanto, há muitas histórias de superação, há muitas histórias de apoio e nada melhor do que ter uma rede de apoio, uma rede que possam realmente os fornecedores comunicar de uma forma salutar, partilhar experiências e tentarmos assim também reforçar estes laços e reforçar a presença dos mesmos.
Portanto, muitas novidades boas nesta edição do "Da Minha Terra", com destaque particularmente para a parte da inovação e para também aqui uma lufada de ar fresco e também uma esperança para outros produtores, não só as pequenas e médias empresas, não é?
Exatamente. Só relembrar que as candidaturas abrem hoje
Estão abertas no nosso site até 31 de julho. Temos candidaturas através do site. Naturalmente, há alguns padrões de seleção. Qualidade, sem dúvida, para o Lidl é crucial. Vamos dar primazia a certificações como IGP e DOP, portanto, a tradição em grande relevo para nós. Cá estaremos para receber todas as candidaturas e contamos, em janeiro de 2027, ter os produtos selecionados nas nossas lojas.
É tudo mais fácil para quem está a ver e ouvir. A ideia é mesmo candidatar-se, porque quem não se candidatar não vem.
Sem dúvida. Já são 290 lojas, um canal de distribuição muito interessante. Só referir que não só o Lidl Portugal, com as suas 290 lojas, é um mercado interessante e muito relevante para os nossos parceiros, como também para exportação. O Lidl está presente em 31 países. Temos exemplos de produtores que estiveram presentes na primeira e na segunda edição, como a Tradifarma, que hoje em dia já exporta para alguns países do grupo.
Aliás, a Tradifarma vai estar connosco daqui a pouco. Vamos conhecer um pouco mais a história da Tradifarma. Para já, muito obrigada pelas suas palavras.
Muito obrigada.
Vou querer ouvir também palavras acerca do CEO do Lidl Portugal. Novamente, bom dia, bem-vindo a este espaço, que também é o seu espaço. Queria saber qual vai ser a importância estratégica do apoio do Lidl à produção nacional.
Alexandra, praticamente já disse tudo. Nós chegamos aqui ao mercado português em 1995 com o objetivo de trazer e disponibilizar no mercado português qualidade ao melhor preço. Em 30 anos, demonstramos mais do que isso, demonstramos que somos um parceiro para a economia portuguesa, um parceiro para os produtores portugueses. Eu recordo que nós temos nas nossas marcas próprias um veículo para promover a qualidade dos produtos que escolhemos em Portugal. Temos no nosso sortido fixo mais de 80% de marcas próprias e, destes, mais de metade são produtos nacionais feitos por produtores portugueses, não só pequenas e médias empresas. Por isso, é também uma grande oportunidade de grandes empresas poderem também participar neste programa da "Minha Terra".
É, portanto, para si e para o Lidl em geral, um orgulho servir de canal para pequenos e médios produtores.
Sem dúvida. Nós podemos incentivar a profissionalização de pequenos e médios produtores, porque obviamente, para disponibilizarmos os artigos nas nossas 290 lojas de norte a sul do país, temos de obedecer a rigorosos critérios de certificação. Nós apoiamos os nossos produtores, os nossos parceiros, para estas certificações e, como a Alexandra referiu, abrimos também as portas a um mercado internacional, porque nós estamos presentes em 31 países e permitimos levar também a portugalidade para além-fronteiras.
Hélder, eu gostava de ter estado presente na reunião de brainstorming em que surgiu esta ideia. "Vamos fazer este programa da 'Minha Terra'." O Hélder com certeza que estava lá. Como é que acolheu esta ideia? Achou logo à partida que sim, que era uma ideia, um projeto com pernas para andar, ou se calhar no início pensou: "Bom, vamos ver, vamos investigar, vamos estudar"?
Nós viemos para Portugal com o objetivo de impulsionar também a economia portuguesa e isso temos demonstrado ao longo dos últimos 30 anos. A ideia do projeto da "Minha Terra", promover a portugalidade, e muitos podem questionar uma empresa internacional promover a portugalidade é algo que pode não soar muito consensual. Pelo contrário, nós definimos o conceito. Nós pegamos na produção nacional e fazemos com que ela tenha ainda mais capacidade, que tenha mais qualidade e que tenha visibilidade não só regional, mas como dizíamos, além-fronteiras.
Hélder, antes de nos despedirmos, gostava só de convidá-lo a deixar umas palavras aos produtores que nos estão a ver e a ouvir para os incentivar, de alguma forma, a participarem nesta edição do "Minha Terra".
Para os produtores que nos estão a ver e ouvir, o Lidl Portugal está com o coração em Portugal e com os olhos no mundo. Por isso, a portugalidade, vamos escrevê-la e construí-la em conjunto. Convidamos a participar. Esta é uma história da qual vocês também fazem parte, hoje e amanhã.
E hoje é então só apenas o primeiro episódio, o primeiro capítulo desta história, que garantidamente terá futuro para andar para estes produtores que nos estão a ver e ouvir, que se vão candidatar, não vão só ficar a olhar, a ver outros candidatarem-se. Muito obrigada aos dois. Eu agora convido-vos a continuar desse lado e a si também convido a ver um vídeo que nós vamos assistir agora mesmo, um vídeo feito de histórias, as histórias que nos trazem também daqui a pouco os convidados que vão estar aqui a representar os produtores nacionais.
Em 2020, arrancámos com a primeira edição do projeto "Da Minha Terra". Com empenho e quase espírito de missão, fizemos com que o projeto saísse do papel. Portugal aceitou o desafio e o Lidl cumpriu a promessa: dar destaque aos produtos e produtores nacionais. Escolhemos os melhores produtos, recebemos artigos de todo o país e não poderíamos estar mais felizes com o resultado.
Se não fosse este projeto, provavelmente a Casa Façanhos já não estaria em funcionamento.
Aumentámos os postos de trabalho, aumentámos a produção, produzimos e faturamos mais, dinamizando a economia local e aumentando os postos de trabalho. A Casa Paixão faz parte da minha vida, da vida da minha família e da minha terra, dar-nos uma segunda oportunidade que estamos a agarrar com todas as nossas forças. Por isso, se queres fazer o teu negócio crescer e dar asas a um sonho, aproveita esta oportunidade, aproveita a Da Minha Terra.
O revolvimo vale mesmo a pena.
E depois de vermos este vídeo, que na verdade é o reflexo daquilo que tem sido a vida das minhas convidadas, que vou passar a apresentar, está aqui comigo e também com a Alexandra, a Tânia Brás, da Tradifana, que já ouvimos aqui anteriormente, e ainda a Ana Isabel Paixão, da Casa Paixão. Sejam bem-vindas. A Alexandra eu já apresentei. Sejam bem-vindas. Gostava de conhecer um bocadinho a vossa história e de saber como é que surgiu a vossa ligação ao programa Da Minha Terra. Pode começar.
Bom dia. Obrigada pela oportunidade que me estão a dar. O início deste projeto surgiu no pós-covid. Nós tínhamos uma fábrica nossa, à mão, que produzia alguma semana de faturação. Com a covid, com o fechar da faturação, nós pensamos: "O que é que nós vamos fazer das nossas vidas?". Com a Ana, um dia, vejo nas redes sociais um projeto novo da Minha Terra. E então nós pensamos: "É mesmo isto, vamos tentar e fazer".
A Tânia não se deixou ficar com o medo de "e se...".
Não, eu não posso ter medo. Quem tem um negócio não pode ter medo, porque isso só nos traz problemas e muitas dores. Se tentarmos, não conseguimos.
Ana, eu queria saber como surgiu a ligação da Casa Paixão a este programa Da Minha Terra. Como é que isso aconteceu?
Ainda mais complexa, porque além de estarmos em covid, em pandemia, eu estava grávida e a minha única colaboradora, ou seja, nós éramos duas funcionárias, também estava grávida. E então entre em desespero.
Desafio.
Desafio, entrei em desespero e fui tentar arranjar emprego para conseguir injetar capital na empresa, porque nós apenas trabalhávamos com cafezinhos, mercearias, coisas pequenas e ficámos sem clientes, sem faturação. E é um colaborador do Lidl que me diz, quando eu vou à procura de emprego: "Isso tens que fazer formação, isto não é a solução, mas porque é que não experimentas aquilo?". E eu olho e vejo o cartaz do programa Da Minha Terra, digo: "Ok". Achando eu que era para fornecer a loja local. Eu ninguém percebi bem qual que é que ia. Eu acho que só percebi bem qual que ia no dia do pitch.
Ana, antes de avançarmos a nossa conversa, diga-me só para quem nos está a ouvir, quais são os vossos produtos.
Nós entrámos para o Lidl com o queijada serra, que é um produto tradicional, regional, que é o produto de princípio na nossa terra, além do queijo serpa, portanto, é feito com um subproduto do queijo serpa, que é o requeijão de ovelha, e entrámos com esse produto. Neste momento, estamos com as pupunas de azeite, que é também um produto bastante tradicional do Alentejo e que no nosso caso é feito com azeite em vez da banha que encontramos tradicionalmente.
Tânia, e quais são os produtos da Tradifana? Já agora verificamos também essa área.
Nós temos quatro referências, que são os biscoitos de limão e canela e as bolachas de limão e mel, e nós tivemos duas outras referências, mas entretanto saíram.
Alexandra, como é que estas duas empresas se destacaram e foram selecionadas para fazer parte Da Minha Terra, deste projeto?
É um orgulho tremendo ouvir tanto a Tânia como a Ana falar do projeto e do arranque do projeto.
Isso mudou a vida delas.
Isso mudou a vida delas, efetivamente. Nós tivemos o período de candidaturas, normal, portanto cada uma das empresas submeteu a sua candidatura, foram selecionadas, tinham que ter alguma capacidade de fornecimento de pelo menos uma das nossas bases. Nós temos quatro bases e lembro-me perfeitamente do pitch da Ana, em que eu fui para a sala para receber os fornecedores, para ouvir o pitch, a apresentação, e a Ana estava com o bebé, com o Leonardo, que é o bebé Lidl, como lhe chamamos, deste tamanho, um bebé amoroso. E a Ana disse que ia só amamentar o meu filho e já ia fazer o pitch. Se isto não é um exemplo de resiliência, dedicação, superação, não sei o que será. E portanto, não só o que eu falava sobre a capacidade de fornecer pelo menos uma das nossas bases, a qualidade dos artigos, a regionalidade dos artigos, e tanto a Tradifana como a Casa Paixão têm produtos excecionais, de qualidade elevadíssima e que precisavam realmente do apoio, de um empurrão e de um canal de distribuição para os seus artigos. As queijadas da Ana são deliciosas, as pupias maravilhosas são, os bolos da Tradifana, senhores, os biscoitos de canela, de limão, são qualquer coisa.
A Alexandra estava a dar água na boca.
É verdade.
Eu queria saber também o que mudou na vossa realidade desde que começaram a colaborar com o Lidl. Começo se calhar por si agora, Ana.O que mudou no seu dia a dia, na sua realidade?
Para nós mudou tudo. Saímos da realidade em que estávamos para uma completamente diferente. Passamos para seis colaboradores, com a Alexandra visto, aumentámos drasticamente a nossa faturação. Tivemos imensos desafios, porque eu disse que sim a tudo no pitch.
Desculpe interrompê-la, explique como é que foi o seu pitch. A Alexandra vai já falar do pitch. Como é que foi o seu pitch?
Eu estava muito à espera que me ligassem. O Leonardo tinha 10 dias de vida.
Foi umas horas depois.
Eu fui para o pitch. Pedi à minha melhor amiga, que é também a nossa designer, que me fizesse a apresentação, porque eu não estava com capacidade de fazer uma apresentação. E vi a apresentação no caminho de Carcavelos. Foi uma coisa extraordinária. E quando me começaram a perguntar: "Então, vocês têm capacidade de entregarem palete?" "Sim, tenho." "Então e têm capacidade de fornecer estas quantidades?" "Sim, tenho." Como a Tânia disse muito bem, a gente não pode é ter medo. E eu fui um bocado ingénua, no sentido de, para mim, naquela altura, era tudo fácil, porque eu só queria mesmo que o negócio voltasse a correr bem. Mas foi incrível a Lidl ter uma equipa incrível, extraordinária, a apoiar-nos em todo o sentido, seja nas embalagens, na logística, no "eu agora não sei como é que faço isto", "nós vamos arranjar alguém que ajude". Foi tudo muito desafiante, mas foi tudo muito apoiado. E nesse sentido, começámos a trabalhar com a Lidl e foi galopar do dia para a noite. Passámos de dois colaboradores para seis colaboradores. Aquilo foi uma mudança estrutural gigante, mas foi das coisas que a nível empresarial me deu mais gosto até ao dia de hoje, que foi entrar neste desafio e trabalhar para a Lidl.
Tânia, fale-me agora do crescimento da sua empresa. Também foi uma mudança do dia para a noite?
A minha mudança surgiu na exportação, mas inicialmente, quando começámos, nós tínhamos já a capacidade instalada, tínhamos diminuído a faturação e conseguimos manter com as máquinas e com os recursos que nós tínhamos, conseguimos manter a produção e conseguir fornecer a nível nacional.
Mas a diferença foi quando começou a exportar, é isso que me está a dizer?
Sim.
E o que é que sentiu nessa altura?
Foi muito giro, porque ligaram-me e perguntaram assim: "Então, Tânia, tem capacidade de exportar?" E eu disse: "Sim". "Então e consegue fazer tal quantidade de paletes?" Eu digo: "Claro que sim". O problema foi depois.
Eu acho que noto aqui uma característica comum, é que são todos muito destemidos, não é?
Não, não há como não ser. Se nós formos e não conseguirmos, e perguntar: "Consegue fornecer a nível nacional?" Nós temos que dizer que sim. Não é questão de dizer assim: "Não, não consigo a Lidl." Não funciona.
Alexandra, o medo é uma característica, é um fator que não pode entrar nesta equação.
Não pode.
E estes dois senhores, então.
Em contrapartida, talvez nas despedidas, estas duas senhoras são de facto destemidas. E um dos exemplos que estava a dizer a Ana, também muito claro, muito comum, de facto somos uma equipa tremenda, a Lidl Portugal é uma equipa tremenda em todos os seus eixos, todos os seus departamentos. E, de facto, um parceiro, um fornecedor, não é simplesmente um fornecedor que entrega uma palete, nós encomendamos uma palete, entrega uma palete, está feito, acabou a nossa relação. Não, é uma parceria e todo este acompanhamento que a Ana estava a retratar, eu subscrevo a 100%, porque era dizer paletes e como é que eu vou filmar a palete? Uma coisa tão simples como essa, colocar as caixas na palete, filmar a palete para não se danificar no transporte. E termos da parte de toda a equipa, uma equipa muito dinâmica, muito heterogénea, esse apoio. Sentem esse apoio, "não, calma, vamos ajudar, vamos falar com os nossos colegas de logística, vamos falar com os nossos colegas de operação". Há um acompanhamento diário, até porque nós vamos começar a entrar em velocidade de cruzeiro, e uma velocidade de cruzeiro é naturalmente interessante para todos. E é de facto um projeto de apoio, não é um mero slogan, "a Lidl apoia a produção nacional". Não é. O exemplo disso é todos estes anos de apoio consecutivos ao lançamento desta terceira edição, é a presença do nosso CEO connosco aqui na Feira Nacional de Agricultura de Santarém, a marcar este momento de uma forma muito icónica, em que eu acho que passa e transmite a veracidade e o sentido de missão, de responsabilidade, com que nós encaramos o apoio à produção nacional.
Eu queria saber da parte da Ani e da Tânia como é que é trabalhar com os padrões de qualidade deste retalhista. Pode começar a Tânia.
Para mim é fácil. Nós já tínhamos uma certificação, era a 22000, e já tínhamos o sonho de um dia vender ao Lidl, e já estávamos a implementar a BFS. Somos certificados. Isso para nós foi já não ter sentido um recurso no caminho.
Ana.
Para nós também foi relativamente tranquilo, porque embora não tivéssemos nenhuma certificação como a ISO e BFS, temos padrões de qualidade muito elevados e privamos em primeira instância por isso. Nesse assunto não mudou nada.
E foi necessário reinventar alguns processos.
Sim, claro. Quando nós passámos de fazer 80 queijadas por dia para fazer 2000 ou 3000, é impossível que não tenha que haver uma elevação no processo de fabrico.
Vocês também da tradição, não é?
Sim, quando passámos de uma palete para 30 ou 60
Para a primeira entrega, a máquina só começou no segundo dia.
Eu fiz na tapa.
Isto correu muito bem.
O primeiro foi Finlândia, Roménia, Suécia, Alemanha e Irlanda.
Isto é o primeiro. Isto é uma data primeira.
Primeiro ano.
Primeiro ano.
Alemanha foi quem fez assim um papel, foi a maior quantidade. Bélgica, Eslovénia, Letónia, Chipre, Holanda e Roménia este ano. Portanto, um bom estado do plano.
Isto pode ainda este ano ir para estes países todos?
Sim, na ação Solimar.
Alexandra, tinha a noção que este projeto ia enervar tanto algumas empresas portuguesas, empresas que se candidatavam, evidentemente?
Tínhamos, naturalmente, a esperança e a crença que iríamos apoiar e queríamos estar ao lado destas pequenas e médias empresas. Que seria uma rota de lançamento tão impactante para algumas destas empresas, não quer dizer que foi uma surpresa, mas foi de facto algo que nos surpreendeu.
Superou, até mesmo, as vossas expectativas.
Sim, este grau de exportação e, como dizia a Tânia, todos estes mercados para onde a Tradifarma atualmente está a vender, não é qualquer cadeia. O Lidl Portugal funciona como um facilitador destas exportações, é um embaixador do melhor que se faz em Portugal para todos os outros países. E a Tradifarma está presente em cerca de 10 países, de um ano para o outro, numa ação Solimar, que também prima mostrar o melhor que se faz em Portugal, é de facto muito enriquecedor. Estes 10 anos de apoio constante, mais de 10 anos de apoio constante à exportação é de facto algo que enche de orgulho. São à volta de mais de 770 milhões de euros que ajudámos a exportar ao longo destes últimos 10 anos.
Ana, já sabemos que na Casa Paixão houve aqui uma alteração, uma mudança gigante na estrutura, na equipa. Como é que a sua equipa reagiu a esta mudança, a este crescimento? Havia uma equipa que inicialmente eram duas pessoas, não é?
Sim, que depois ao longo do tempo vai sofrendo muitas transformações, porque isto, ao fim e ao cabo, é um trabalho também que é muito repetitivo e que acaba por entrar e sair pessoas da fábrica. A equipa que se mantém, que ao fim e ao cabo é uma equipa familiar, sou eu e o meu marido, a forma como nós lidamos com isto é um pouco louca, penso, porque se nos perguntarem agora: "Vamos?", se calhar continuamos quando é que sim. Tentamos sempre dar a resposta que precisamos dar e a melhor.
Tânia, e a sua equipa, como é que reagiu a este crescimento progressivo?
No fundo, ficam todos contentes, porque no início eles não têm muito complicado. Estávamos habituados a trabalhar muito e com sempre clientes e devoluções e tudo mais, de repente, tudo à baranda. E quando eles veem o posto de trabalho deles, no fundo, garantido, é ótimo. A exportação aperta um bocadinho com eles.
Isso é bom, é muito bom. Esta pergunta volta para as três. Podemos começar com a Tânia, que tem o microfone. Tânia, em jeito de feedback, o que é que gostaria que acontecesse? Não é feedback, na verdade, é perspetivar o que vai acontecer. O que é que gostaria que acontecesse daqui a alguns anos com este programa?
A mim?
Sim.
Eu adorava ficar a vender-se todo o ano em vários países. Pode ser o próximo desafio.
Vou passar à ação.
O que eu gostava mais? Acho muito importante o projeto não acabar, para todas as empresas terem a possibilidade, todas ou algumas, as que conseguirem.
Importante é se candidatar, também.
Sim, e poderem passar por isto, porque isto é muito enriquecedor, dá-nos a certeza de que também conseguimos, não precisamos de ter uma empresa gigante. Não são os grandes, mas pequenos neste plano também conseguem.
Ana, do seu lado, o que é que gostaria de ver acontecer na sua vida, nesta relação com o Lidl?
Eu ficava muito satisfeita que esta relação se mantivesse durante bastante tempo, porque, aliás, é uma excelente relação. E acho que é importante que as pessoas percebam que efetivamente isto é uma oportunidade brutal, é gigante aquilo que o Lidl faz com este projeto da minha terra, porque não só porque lá está só grandes empresas, mas há empresas de duas pessoas. É uma oportunidade de um virar de página, de um virar de via, que eu acho que é mesmo de agarrar. Desculpa, é mais fácil vender ao Lidl do que falar em público.
Alexandra, temos aqui dois casos de casamento com o Lidl, uma coisa linda e séria. Dois casamentos com o Lidl. Do seu lado, o que perspetiva para os próximos anos para este projeto?
O que eu perspetivo e o que eu desejo. Em primeiro lugar, desejo que os produtores que nos estiverem a ver e que tiverem acesso a esta campanha, que virem no nosso site, nos nossos panfletos, que se inspirem na história destas duas senhoras que acabaram de ouvir e que se candidatem. Portanto, para nós é de uma riqueza incalculável recebermos cada vez mais candidaturas, ver os parceiros e futuros parceiros a acreditarem e a confiarem no Lidl para conduzirem os seus destinos e conduzirem as suas empresas para uma maior solidificação. E é disso que se trata, porque para nós, a Tradifarma, como dizia, ter o Lidl foi relevante, mas mais relevante foi esta exportação para 10 países.
sólida, mais forte a nível económico, estamos a munir essa empresa de maiores ferramentas para serem mais competitivas. Para agirem, como dizia a Tânia, para estarem em permanente, serem competitivos, terem artigos, terem uma logística eficiente e poderem estar em permanente noutros países do grupo. No caso da Ana, uma pequeníssima empresa com duas pessoas, tratou-se naquele caso de fechar as portas ou de crescer. E crescer. E sentir que fizemos parte desse crescimento destas duas empresas e de tantas outras de que poderíamos estar aqui a falar, é de facto enriquecedor. Portanto, a minha esperança para os próximos dois meses é que os futuros parceiros se inscrevam, que acreditem, que sejam destemidos como estas duas senhoras, e que nos próximos anos continuemos a ver, como dizia o Anossiel, 50% ou mais de produtos nacionais nas nossas prateleiras e quem sabe, fora as fronteiras também em permanência.
Eu só queria saber, junto da Ana, para que país é que vocês exportam?
Nós não exportamos ainda.
Ainda, esse é o próximo passo. E eu gostava também de saber qual foi a vossa reação quando souberam que os vossos produtos iam não só estar nas prateleiras do Lidl de todo o país, mas também no caso da Tânia, no estrangeiro. O que se sente?
É muito bom. E ainda melhor com uma taça de champagne.
Não é que estão a queixar-se.
Não, nós começamos logo com outras preocupações, porque uma das primeiras perguntas foi: "Vocês não nos vão dar a encomenda um dia antes?". E depois começou a pensar: "Como é que nós vamos fazer?". Acho que, no fundo, é eu perspectivar o próximo ano, como é que vamos conseguir.
Ou seja, não teve muito tempo para euforia. Teve logo que começar a implementar e a organizar.
Sim.
Ana, nós gozamos um bocadinho mais do momento. Eu e o meu marido íamos a todas as lojas Lidl onde passávamos só para olhar para as prateleiras.
É claro.
Nós ficámos muito satisfeitas, porque na verdade isto para uma pequena empresa é um sonho. Parece que está muito longe, que é uma coisa inatingível, mas não, está perto, pode acontecer. Claro, sem esquecer que o Lidl prima pela qualidade, pela excelência e queremos estar prontos para dar essa resposta. Mas começa por uma candidatura.
Ana, Tânia, Alexandra, muito obrigada pela vossa disponibilidade para estarem aqui connosco, em particular a que estas nossas parceiras que foram destemidas, que foram afoitas e decidiram candidatar-se a este projeto do Lidl da Minha Terra, que hoje lança a sua terceira edição. E fica desde já feito o convite para os pequenos produtores, grandes produtores, médios produtores, participarem nesta edição do Lidl. Quanto a nós, está tudo por aqui na Feira Nacional de Agricultura em Santarém. Temos encontro marcado novamente aqui amanhã, no stand do Lidl. Obrigada a todos os que estão aqui e também aos que acompanham em casa.