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Está no ar o Euromilhões, é a página de esporte da tarde em direto. Hoje tem edição do Bruno Vieira Amaral, que escolheu para tema do dia o novo Sporting. O que esperar do novo Sporting, Bruno?
Pois, ainda há algumas indefinições, ainda não se sabe se o plantel vai ficar assim. Ainda vai correr muita água debaixo das pontes por causa do mercado de transferências. O Sporting fez já uma boa venda com a saída de Manuel Ugarte para o Paris Saint-Germain, mas isto tudo depende das propostas que apareçam. Tem-se falado, por exemplo, em possíveis saídas de Paulinho ou até de Schär. E os adeptos ainda estão à espera da estreia de Gyökeres, que é a contratação mais cara da história do clube e que em condições normais deverá ser a referência no ataque da equipa de Rúben Amorim. E não se sabe se com Paulinho ao lado, com Schär, sem nenhum deles e com Trincão. Isso ainda se está para ver, vai depender muito de quem ficar no plantel. Se estes jogadores todos ficarem no plantel, Rúben Amorim tem aqui várias opções para a frente de ataque e hoje dizia no "Campeão" que isto até poderá ajudar Paulinho a libertar-se daquele peso de ter de marcar gols. Pode ser benéfico para Paulinho e pode ser benéfico para este novo ponta de lança do Sporting. Daquilo que já se pôde ver, está reservado um novo papel para Gonçalo Inácio e tem-se falado muito no exemplo de John Stones no Manchester City, um central que sobe para o meio-campo para criar jogo, o que faz sentido tendo em conta a qualidade técnica de Gonçalo Inácio, e que pode dar à equipa também uma outra capacidade para desmontar adversários que se fecham mais e que são a maioria no Campeonato Português. O Sporting no ano passado revelou algumas dificuldades nesses jogos, também não apresentou a mesma consistência defensiva em relação, por exemplo, ao ano em que foi campeão. Estes adversários já percebem mais ou menos como é que funciona o Sporting do Rúben Amorim e agora temos um Rúben Amorim a diversificar as abordagens ao jogo, talvez menos teimoso, apontou-se muito o defeito de teimosia a Rúben Amorim, sabendo que não dispõe dos mesmos recursos dos adversários e que terá mesmo de tirar coelhos da cartola para nivelar uma competição que à partida está inclinada para o Benfica, que não só manteve a base como se reforçou, suprindo a saída de Grimaldo, por exemplo, e para o Porto, que mantém, tudo indica, os dois grandes trunfos, que são o treinador Sérgio Conceição e Otávio, e que ainda deverá ter reforços para o meio-campo. No Sporting, além de Gyökeres, os adeptos esperam que Daniel Bragança funcione também como um reforço, porque esteve afastado um ano após uma lesão muito grave, e também esperam os adeptos que jogadores como Trincão e Edwards tenham um nível exibições mais constante, porque serão eles os desequilibradores, a par de Pote também, mas Pote tem tido um rendimento mais consistente ao longo das últimas épocas. O ano passado o que se viu foi Trincão e Edwards em certos momentos a brilharem, mas o que se pede numa equipa grande é que esse rendimento seja mais constante. Está tudo isto ainda para definir ao nível da composição do plantel e ver também como é que estes jogadores que já estavam no plantel se vão comportar nesta temporada, que será um grande desafio para o Sporting, que parte, eu diria, um pouco atrás em relação aos principais rivais.
Vamos ao futuro. Colocas aqui o Tour de France, a decisão da Volta à França termina domingo, mas quer dizer, se há alguma hipótese ainda para Pogačar, será amanhã.
Será amanhã e há quem diga, e é muito difícil que amanhã Pogačar consiga recuperar do atraso que tem para Jonas Vingegaard, mas amanhã é de facto o dia decisivo deste Tour. É a última etapa, é uma etapa muito difícil, com muita montanha, é a última etapa antes da etapa de consagração, com a chegada aos Campos Elísios. Embora talvez a organização da prova esperasse que pelo traçado que desenhou para esta edição, a competição neste momento estivesse mais renhida. Mas Vingegaard tem estado intratável e Pogačar na etapa de quarta-feira confessou, mesmo ainda durante a etapa, que estava acabado, estava morto e perdeu demasiado tempo para ainda ter esperanças realistas de roubar amanhã a camisola amarela ao dinamarquês. É uma diferença de sete minutos e 35 segundos e mesmo com uma etapa muito difícil, ainda mais difícil seria Pogačar recuperar todo este tempo. Teria que haver um desfalecimento quase ou um incidente grave para que Vingegaard perdesse toda esta vantagem. E a atuação do dinamarquês tem sido tão soberba, a sua superioridade tem sido tão avassaladora que, como é norma no ciclismo, já se começaram a levantar suspeitas em relação ao ciclista. Isto nomeadamente após a cronoescalada de 22 km em que Vingegaard ganhou mais de um minuto e meio a Pogačar, que ficou em segundo. Ou seja, nem se pode atribuir a diferença nesse contrarrelógio a uma quebra do esloveno. Ele esteve bem. Vingegaard é que parecia que ia de moto. E até há suspeitas, não em relação a Vingegaard, mas no ciclismo, da utilização de algumas bicicletas com motor, o que poderia explicar a vantagem de Vingegaard. O ciclista dinamarquês já vai dizer que está limpo, que não toma nada que não pudesse dar à sua filha e que não usa os mesmos métodos de Lance Armstrong, o ciclista que ganhou por sete vezes o Tour, depois foram-lhe retirados Quando se descobriu o sofisticado esquema de doping que tinha montado. A suspeita está aí, mas para já, isso pouco interessa, pelo menos até que surjam provas, claro, se é que vão surgir. Para já, o que interessa é a competição e a possibilidade do que para Tadej Pogačar seria um milagre e para Vingegaard seria uma derrocada, que seria trocarem de posto na penúltima etapa do Tour, que mesmo assim será uma etapa a acompanhar.
Vamos ao passado. Neste dia, em 2002, Michael Schumacher conquistava o quinto título mundial de Fórmula 1. Igualou, nessa altura, Juan Manuel Fangio.
Pois, eu trouxe aqui esta efeméride a pensar em ti. Sei que esta é a tua pista. Em 2002, o campeonato de 2002 foi histórico para a modalidade, não só por esse facto, mas claro, também por esse facto. Pela primeira vez um piloto conseguiu igualar os cinco títulos mundiais de Juan Manuel Fangio, uma lenda, talvez a maior lenda desta modalidade. E Michael Schumacher tratou de igualar este recorde em grande estilo, estabelecendo vários recordes pelo caminho. Desde logo, sagrou-se campeão no Grande Prêmio de França a 21 de julho, há precisamente 21 anos, quando ainda faltavam disputar seis grandes prêmios, que na altura foi um recorde. Durante o campeonato, Schumacher só por uma vez não terminou nos dois primeiros lugares. Foi na Malásia, a segunda corrida do ano, que curiosamente foi vencida pelo irmão Ralf Schumacher. São os únicos irmãos a ganharem grandes prêmios na Fórmula 1. Mas mesmo nesse grande prêmio em que não terminou em segundo, Michael Schumacher conseguiu o terceiro lugar, ou seja, acabou no pódio de todos os grandes prêmios daquela temporada. Venceu 11 dos grandes prêmios, o que na altura também era um recorde, ultrapassando os nove que ele próprio tinha vencido noutras três ocasiões e Nigel Mansell também tinha conquistado nove grandes prêmios numa temporada. O Schumacher viria a bater esse recorde com 13 vitórias, um número depois igualado por Sebastian Vettel e que foi finalmente batido ano passado por Max Verstappen, com 15 vitórias em grandes prêmios numa só temporada. O companheiro de equipa de Schumacher na Ferrari, lembras-te quem é que era?
Não, por acaso, não. Em 2002?
Em 2002.
Já não me lembro.
Era o Rubens Barrichello. Terminou o campeonato em segundo lugar, naquela que foi uma dobradinha para a escuderia italiana. E em terceiro ficou quem? Quem é que ficou em terceiro, lembras?
Epá, já não me lembro.
Juan Pablo Montoya, da Williams.
Colombiano.
Colombiano, que tem um recorde também qualquer que tem a ver com as conquistas dele, porque eu acho que conquistou já as 500 Milhas e as 24 Horas de Le Mans, se não estou em erro.
Ele depois fez carreira mais nas competições norte-americanas do que propriamente na Europa, mas acho que é campeão também da Fórmula Indy.
Sim, eu vou confirmar isso mais tarde. Neste ano acabou em terceiro, medalha de bronze, por assim dizer. Claro que o campeonato de construtores ficou também na Ferrari. Os dois pilotos da equipe italiana fizeram mais pontos do que todos os outros pilotos juntos. Foi um domínio absoluto e para o qual muito contribuiu o conhecimento e a qualidade de Michael Schumacher.
Sem dúvida, este fim de semana há Grande Prêmio da Hungria. Fica por aqui o Euromilhões com o Bruno Vieira Amaral.