Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está no ar o Euromilhões, é a página de desporto aqui da tarde em direto, sempre no ar antes do jornal das 19h00. Hoje, edição com o João Filipe Cruz. Olá, João, bem-vindo, boa tarde.
Viva, Nelson. Obrigado.
Vamos ao tema do dia, véspera de clássico entre Benfica e Futebol Clube do Porto e, naturalmente, as palavras de antevisão que já foram ditas pelos treinadores.
Claro, nestas coisas já sabemos, muitos elogios, muita humildade, muito respeito. Sérgio Conceição falou primeiro, foi ao início desta tarde. Reconheceu que ia enfrentar o campeão em título, e até focou em parte a diferença de orçamentos entre Benfica e Porto e, sobretudo, a diferença de avaliação de plantel em termos monetários. Depois reconhece que o Benfica fez também uma aposta forte e mais um ano de investimentos fortes. Quanto a Roger Schmidt, foi pelo mesmo tom, o respeito. O técnico do Benfica até tem uma expressão curiosa, dizer que agora já tem mais experiência neste tipo de jogos. Até mudou o paradigma com a entrada de Schmidt no Benfica, porque até aqui, e na verdade continua a ser, Conceição continua a ter supremacia nos duelos contra o Benfica. Mas a verdade é que com a entrada de Roger Schmidt, o paradigma muda. Muda a breve trecho, porque está há pouco tempo, mas agora tem um salto positivo, o Benfica com Schmidt, coisa que não tinha se apenas olhássemos para o clube Benfica frente a Sérgio Conceição. E depois ficamos, Bruno, com sensações diferentes, sobretudo quanto às disponibilidades para amanhã nos dois plantéis. Temos um Roger Schmidt a dizer que toda a gente treinou. Bernat está disponível, Gonçalo Guedes está disponível, toda a gente treinou no Benfica. E do outro lado, no Futebol Clube do Porto, tivemos apenas uma novidade. Danny Namaso está apto para o jogo de amanhã, mas Pepe vai ser até à última. Isto aqui também pesa. Suponho, não sou treinador, mas é diferente teres todos os jogadores disponíveis e, neste caso, Sérgio Conceição estar até à última para perceber se tem o capitão.
Sim, é um jogador muito importante e essa importância viu-se até na última jornada, em que Sérgio Conceição falou sobre o assunto hoje. Ficou um bocadinho agastado com o departamento médico do Porto.
Mas hoje disse que percebeu.
Agora. Na altura, ficou porque não lhe deram de imediato uma explicação para a indisponibilidade do Pepe. E o Pepe é um jogador fundamental na estratégia do Porto, na liderança dentro de campo, ainda mais com a saída de Uribe e de Otávio, essa importância ainda se reforça. E também com a ausência de Marcano, que é um jogador com muita experiência e também com peso no balneário.
E que Sérgio Conceição diz que ainda tem mais épocas, plural, de carreira. Vamos lá ver.
Se mantiver o nível que tem agora e se não tiver tantas lesões como tem tido, porque tem tido algumas, o ano passado também esteve fora alguns jogos, e jogos importantes. Estando em condições, é fundamental para este Porto, ainda mais, como eu dizia, com a ausência de Marcano no centro da defesa, o que obrigaria, e muito provavelmente obrigará o Porto a jogar com David Carmo e Fábio Cardoso. São dois centrais com potencial, mas não são a dupla Pepe e Marcano. Por exemplo, Fábio Cardoso oferece garantias ao mesmo nível de Marcano, não terá depois a preponderância no ataque quando é preciso chegar lá à frente um defesa para marcar gols, mas é um central fiável. David Carmo, ainda estamos para perceber o que ele poderá valer no Porto de Sérgio Conceição, mas será sempre o Pepe um elemento determinante. Não jogando, fica fragilizado, quanto a mim. Da parte do Benfica, Roger Schmidt foi questionado sobre a possibilidade de entrar Di María e Neres, de conciliar estes dois talentos, talvez os dois maiores talentos individuais a par de Rafa, isto no ataque.
Já é insistente a pergunta.
É. E eu acredito que não tendo dado uma resposta taxativa, Roger Schmidt deu uma forte indicação do que irá acontecer amanhã: é que só vai jogar um dos dois e muito provavelmente será Di María.
Privilegia o banco. Ele disse isso na resposta a essa pergunta. É bom ter soluções no banco.
É importante ter bons jogadores em campo e também ter essas boas alternativas. Quanto a mim, isso indica claramente que um dos dois não irá jogar e será Neres, a não ser que haja algum problema físico com Di María, de não estar a 100%.
Vamos ao futuro e ao caso Osimhen, no Nápoles. O clube já reagiu a esse caso TikTok.
Está aqui um imbróglio, não encontro palavra melhor. Foi hoje que o clube italiano reagiu àquela infeliz publicação na conta na rede social TikTok, um vídeo a ridicularizar, a palavra é mesmo esta, uma grande penalidade falhada pelo nigeriano num jogo frente ao Bolonha a contar para o campeonato. E em comunicado, o clube napolitano escreve mesmo: "Para acabar com o assunto, esclarecemos que nunca quisemos ofender ou fazer pouco de Osimhen, a grande figura da nossa equipa. Foi por isso que durante o mercado de verão rejeitámos todas as propostas de transferência que recebemos. É do conhecimento público que as publicações do TikTok são sempre feitas com criatividade e humor, sem que, neste caso, com Osimhen como protagonista, houvesse qualquer intenção de fazer troça do jogador." Termina o Nápoles dizendo: "Se Osimhen levou a publicação como uma ofensa, não era essa a nossa intenção." Mas, de facto, cai mal, ainda por cima tendo em conta que foi O jogador ridicularizado foi apenas o jogador que levou a equipa às costas na época passada e que permitiu, estou a exagerar, obviamente, mas foi um dos grandes responsáveis pela reconquista do Scudetto por parte do Nápoles. E agora, Bruno Vieira Amaral, rejeitaram propostas de verão e não sei se o valor do Osimhen caiu a pique depois disto. Não sei se resolve este comunicado.
O valor do departamento de comunicação do Nápoles caiu certamente a pique. Acho que ninguém os vai contratar para outro clube, porque tu dizias que é pior ser este jogador, que é um jogador que tem esta importância no clube, mas seria mau para qualquer jogador.
É só esquisito ser o melhor.
É verdade que sim, pode haver e deve haver criatividade na comunicação. Agora, ridicularizar um jogador da própria equipa parece-me que cai fora dessa definição de criatividade. Não é um tiro no pé, acho que é quase um tiro na cabeça, para a motivação do jogador, porque temos agora um jogador revoltado e desmotivado.
Eu não sei se viste o vídeo dele a passar por colegas sem os cumprimentar.
Mas eu queria acrescentar uma coisa que já disse aqui no "Campeão" ontem. Parece-me que há problemas preexistentes, que têm a ver também com essas propostas que terão surgido no verão e do Nápoles também dificultar a saída do jogador, e penso que já existia esse mal-estar prévio antes desta gota de água que fez transbordar o copo. Agora, que é um episódio muito infeliz da parte do Nápoles em relação ao seu maior ativo, isso certamente. Resta ver como é que irão resolver esta situação. Já tentaram conter o problema, minimizar os estragos. A resposta definitiva, se resolveram bem ou não o problema, será dada em campo pelo comportamento do jogador. Esse episódio que tu mencionaste, dele ter passado pelos colegas sem os cumprimentar, não dá bons indícios, mas o que conta depois é o rendimento em campo.
Seguimos então para a memória de hoje. Há 19 anos estreou-se Wayne Rooney.
É sim, senhor, aquele inglês.
Veio do box, não é?
Exatamente.
Com um ar de pugilista.
Que apareceu mais ou menos na altura do nosso Cristiano Ronaldo, coabitaram no Manchester United de Alex Ferguson. Tiveram um atrito, é conhecido, no Campeonato do Mundo. E há 19 anos, precisamente no dia 28 de setembro, houve um jogo em Old Trafford, um jogo a contar para a segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. O United goleou o Fenerbahçe por 6-2 e nesse jogo o Sir Alex Ferguson decidiu lançar o jovem Wayne Rooney, que vinha do Everton, e só por acaso correu bem. Marcou um hat-trick nessa partida no dia 28 de setembro de 2004. Não foi contra o Ajax, agora estou a ver, foi contra o Fenerbahçe. E foi em Old Trafford, nesse jogo em que Cristiano Ronaldo, só por acaso, não saiu do banco e Wayne Rooney partiu para aquela que seria uma carreira, a meu ver, brilhante no Manchester United. Mas tudo começou com um menino Rooney, com um bocadinho mais de cabelo. Também já não tinha muito.
Acho que ele agora tem mais.
Não, agora já está em casa.
Para resolver esse problema. O Nelson fazia essa referência ao estilo, ao aspeto do Wayne Rooney, que tinha esse ar de pugilista, quase que de Red Bull, que fazia lembrar, se calhar, outro tipo de avançados.
Não daquela era.
Ingleses de outros tempos.
Também faz lembrar um ator de um filme do Guy Ritchie.
Exatamente.
Pode ser num filme. "Snatch: Porcos e Diamantes".
Exatamente, aqueles enforcers.
De casaco de pele e lenços.
Aquele tipo, os cobradores, ele tem esse aspeto. Mas, ainda há pouco ouvi a esse propósito outras coisas, que o Diabo está nos detalhes, Deus também está nos detalhes. E o detalhe que faz toda a diferença no Wayne Rooney é que ele tinha uma técnica muito refinada para um jogador com aquele aspeto. Pensava-se que seria só força, garra, luta e desgastar as defesas. Ele tinha muita técnica. Tu dizes, e é verdade, teve uma carreira brilhante, conquistou tudo a nível de clubes que havia para conquistar no Manchester United, mas mesmo assim eu acho que ficou aquém das expectativas.
Das expectativas, claro.
Sim, até fazendo essa comparação com o nível que Cristiano Ronaldo atingiu, que é uma carreira mesmo assim brilhante, no clube e na seleção. Também não conquistou nenhum grande título, mas marcou 53 gols ao serviço da seleção inglesa. Prometeu mais nesse início, quer no Everton, quer também no início no Manchester United. Não conseguiu cumprir isso tudo, também um pouco afetado por lesões. Talvez também não tivesse aquele empenho, aquele profissionalismo.
E o peso também foi uma questão.
Pois, mas a não ser que houvesse algum problema, uma questão de saúde que pudesse justificar, também indicia alguma falta de empenho, digamos assim, que por outro lado nunca faltou a Cristiano Ronaldo e isso talvez justifique as carreiras diferentes. Eu lembro-me, no Euro 2004, dois jogadores que estavam ao mesmo nível. Wayne Rooney, por ser inglês, se calhar até havia mais expectativas em relação a ele. Saiu lesionado no jogo contra Portugal, no Euro 2004. Portugal acabou por vencer, mas nessa altura estariam os dois ao mesmo nível. E depois Cristiano Ronaldo claramente teve uma carreira estratosférica em comparação com a do Rooney.
É atualmente treinador do D.C. United, Wayne Rooney. Pelo menos é o que diz aqui a Wikipedia. Estava-me a lembrar disso.
Passou por lá, jogou lá.
Porque há uma imagem espetacular dele a fazer um tackle num jogo do D.C. United.
Sim.
Em que ele vai atrás, recupera a bola e depois vai assistir para um gol. Se calhar é um dos melhores momentos da carreira de Wayne Rooney.
É um grande highlight, presente em grandes vídeos de highlight de futebol nesse YouTube.
E agora quando comenta também de vez em quando gosta de picar o Cristiano Ronaldo.
Muito bem, vamos continuar a acompanhar a carreira do Wayne Rooney, agora já fora dos relvados, fora das quatro linhas, melhor dizendo. E foi o destaque hoje no Euromilhões aqui com o João Filipe Cruz. Um abraço, até amanhã.
Um abraço.