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Este programa tem o apoio de Renault Eco Plan.
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O futuro em direto.
Nos próximos cinco minutos, o futuro está em direto na Rádio Observador, com o apoio da Renault. Vamos tentar estabelecer ligação com o repórter Luís Reinaldo, o nosso enviado especial ao futuro, mais precisamente a 2050, o ano em que está previsto Portugal atingir a neutralidade carbónica. Luís, consegues ouvir-nos?
Boa tarde, João. Consigo ouvir-te. Hoje tenho perfeitíssimas condições. Apesar da distância temporal que nos separa, é como se estivesses aqui ao meu lado a falar-me ao ouvido, sem ruído e também sem delay. A tecnologia evoluiu bastante em 30 anos, João.
Ainda bem. Estamos muito curiosos sobre a tua experiência aí em 2050. Sei que nos vais falar sobre vários temas e antecipar a forma como lidaremos com eles daqui a 30 anos. Por isso queria começar por perguntar-te que temas escolheste para começar esta série de intervenções em direto do futuro.
Para começar, escolhi um tema óbvio, João, que está na agenda do dia a dia, tanto aí em 2020, como aqui em 2050, o ambiente e as alterações climáticas, João.
Excelente escolha. Espero que tragas boas notícias a esse respeito.
Tenho boas notícias e más notícias, João. A boa notícia é que, ao contrário das previsões mais pessimistas, ainda existe o planeta Terra e a civilização humana não acabou, como podes comprovar, estou aqui. A má notícia é que ela não está em grande forma e o risco de extinção da humanidade continua a existir.
Como assim, risco de extinção? Não conseguimos atingir a neutralidade carbónica na data prometida?
Conseguir, conseguimos, é um facto, mas a verdade é que nem todos os países o fizeram e por isso não estamos a conseguir reverter as principais alterações climáticas. Por isso, e mais do que nunca, os seus efeitos continuam a fazer-se sentir diariamente nos boletins meteorológicos, João.
Consegues dar-nos um exemplo prático desses efeitos, Luís?
Para que os nossos ouvintes tenham uma ideia, neste ano em que me encontro, 2050, é perfeitamente normal que o primeiro mergulho do ano se dê logo a 1 de janeiro. Não por razões festivas ou de superstição, como acontece aí em 2020, mas sim porque a subida da temperatura atmosférica e da água do mar permite que seja, de facto, muito agradável desfrutar de um dia de praia em janeiro, João.
Como assim, mais ainda do que no verão?
Muito mais do que no pico do verão, certamente, em que alguns dias superam mesmo à beira-mar a barreira dos 45 °C. Aliás, com essas temperaturas convém ficar longe da praia. Os casos de insolação são frequentes e as águas de muitas praias nacionais, que estão mais quentes do que nunca, têm sido invadidas por medusas venenosas que põem em causa a segurança dos banhistas.
É assustador ouvir isso, Luís. O que queres dizer é que a temperatura da água vai subir, mas vamos ter de ficar longe da praia. Isso soa-me a tortura.
Infelizmente, é isso mesmo. Daí que em 2050 seja mais comum falar em férias de primavera do que propriamente de verão. No verão, sabe melhor estar dentro de portas, à mercê de sistemas de refrigeração à base de água, que, claro, não emitem gases poluentes.
Os ares condicionados do futuro.
Do presente, no meu caso.
Isso. Olha, e diz-me uma coisa, é assim em todo o planeta, mesmo nas zonas que atualmente são mais amenas?
O clima está extremo em todo o planeta, João. Essas zonas amenas são cada vez menos e tão depressa acontecem períodos de seca severa e incêndios, como inundações e desabamentos terríveis provocados por tempestades e chuvas intensas. Para teres uma ideia, em 2050 já não se dão nomes aos furacões e às depressões.
Ora essa, por quê?
Porque eles são tantos que se estava a gastar o alfabeto todo nas primeiras semanas do ano. No último ano em que se fez isso, a depressão Zacarias chegou logo em março.
E como é que as populações têm lidado com esses efeitos que descreves aí em 2050?
É como podem. Se no Ocidente a tecnologia tem ajudado a mitigar os efeitos, noutros pontos têm ocorrido migrações em massas e crises humanitárias provocadas por este aquecimento global. Repara, há zonas do planeta que se tornaram inabitáveis, sobretudo no hemisfério sul, seja devido ao calor ou à subida do nível do mar.
Para primeira conversa, não estás a traçar um cenário animador de 2050.
Tenho de admitir que sim, mas, por outro lado, este cenário não tem que se concretizar obrigatoriamente para quem ainda está em 2020, ou seja, para ti, João, e para os nossos ouvintes. Todos vocês têm uma hipótese de reverter este futuro. Aliás, o que mais se ouve por aqui é a velhinha expressão: se soubesse o que sei hoje e pudesse voltar atrás no tempo.
E tens alguma sugestão nesse sentido que nos possas dar?
Cada um de vocês deve transformar-se num ativista ambiental.
Como assim? Faltar ao trabalho e à escola para fazer manifestações?
Não, nada disso, João. Por ativista ambiental entenda-se ser um agente de mudança de comportamentos próprios e promover essa mudança junto de todos os que vos rodeiam. Família, amigos, colegas de trabalho. Como é urgente agir, e acredita, é urgente, não se pode ficar à espera de leis ou de ações dos governos, ou da tão prometida neutralidade carbónica para mudar o comportamento.
Portanto, pelo que percebo das tuas palavras, é preciso mais ação e menos protesto, é isso? Podes dar-nos sugestões dessa mudança de comportamento?
Por exemplo, não se pode ficar à espera que o Estado proíba a circulação de automóveis a diesel para trocar o carro lá de casa por uma outra solução de mobilidade mais sustentável. Não se pode esperar que o Estado imponha limites à utilização da eletricidade para tornar as casas mais eficientes energeticamente. Não se pode esperar que o Estado ponha informações nos rótulos dos alimentos para evitar aqueles cuja produção é mais prejudicial ao ambiente. É por aí, João.
Muito bem, obrigado pela tua contribuição. Só por curiosidade, o que vais fazer agora, Luís?
Agora vou comer qualquer coisa, que estou com fome. Talvez uma garrafinha de leite de ervilhas e uma sandes de alface.
Como?
Eu depois explico num próximo programa.
Muito bem, foi o futuro em direto com o nosso repórter Luís Reinaldo e apoio da Renault. Voltamos para a semana com mais histórias a partir de 2050.
O futuro em direto.
Este programa teve o apoio de Renault Eco Plan.
A Renault quer afirmar-se como líder da mobilidade elétrica. Por isso, vamos ajudar a tirar os carros poluentes das ruas com o Eco Abate. Vamos facilitar o carregamento com o Eco Charge e reconhecer quem não polui com a Classe Zero. Este é o Renault Eco Plan. Conheça as iniciativas em renault.pt.