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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto. Olá, sejam bem-vindos a mais um "Isto é Ser Mãe", um programa dedicado às maiores preocupações do dia a dia dos pais. Eu sou a Fabíola Carletis, consultora de moda e beleza da MAG e mãe da Francisca, de dois anos e meio.
E eu sou a Catarina Balster, jornalista da MAG e tenho uma filha com dois anos, a Carmo. E hoje no "Isto é Ser Mãe", temos-nos a nós, não é, Fabíola?
É verdade. Estamos muito bem acompanhadas, não é?
Sim, exatamente. Além de mãe da Carmo, vou ser mãe da Clara, algures no início de dezembro, se aguentar até lá. Fabíola vai ser mãe do bebê sem nome.
Exatamente, ainda não há nome.
Sabemos que é um rapaz.
Já é qualquer coisa.
Mas queremos falar hoje desta experiência de estarmos grávidas, basicamente do mesmo tempo, de um segundo filho.
Exatamente.
E vou começar por aí, por te perguntar isso, Fabíola, qual é a maior diferença desta segunda gravidez pra primeira, pra gravidez da Francisca?
Basicamente eu sou daquele time de mulheres que adora estar grávida. Eu sei que tu não, nós normalmente temos visões bastante opostas no que toca à gravidez, mas foi uma gravidez muito diferente. Eu já estou de 32 semanas, ou seja, oito meses, e muito cansada. Eu da gravidez da Francisca, nem me lembrava basicamente que estava grávida sem ser pela barriga, porque estava ali uma coisa a mais.
Apesar de teres trabalhado também o tempo inteiro.
Trabalhei o tempo inteiro. Aliás, eu trabalhei terça e quarta, tinha o parto marcado e fui ter a Francisca, por isso eu estava impecável. Nesta gravidez não é bem assim, até porque a pessoa já tem uma criança pra tomar conta e o cansaço apodera-se de nós. Tenho tido mais contrações, algumas dores, ou seja, coisas que não tive na outra gravidez, mas felizmente nunca tive enjoos e vômitos e aquelas coisas que algumas grávidas infelizmente têm muito e por isso continuo a gostar de estar grávida.
Com a Francisca também não tiveste.
Também não, felizmente. Mas eu acho que a principal diferença é essa, é o fato da pessoa ter outra filha pra cuidar e sentir-se muito mais cansada, ainda por cima com o trabalho na MAG, com o Looking Fab, com tudo ao mesmo tempo, o "Isto é Ser Mãe".
Tu trabalhas em três frentes: escreves, televisão e rádio.
E para ti, quais foram as maiores diferenças?
Olha, pra começar, sinto que é um pouquinho estranho, porque apesar de achar que esta gravidez passou muito mais depressa, comecei a me preocupar muito tempo antes, porque a gravidez da Carmo foi completamente inesperada. Eu descobri que estava grávida com 10 semanas, ou seja, quase ali no limite das 12 e daquela fase mais chata que se costuma falar. Desta vez, como foi uma gravidez algo planeada, achei que ia demorar mais meses a engravidar, mas já estava mais atenta. Descobri que estava grávida com três, quatro semanas, nem isso. Ou seja, todo aquele primeiro trimestre foi mais recheado de preocupação, o que é um pouquinho estranho.
Porque não tinhas tido da outra vez.
Exatamente. Supostamente, as segundas gestações são mais tranquilas, porque já sabes o que esperar. Pra mim, não, porque aquela parte toda era nova pra mim. Também estou mais cansada, porque na minha primeira gravidez tive uma gravidez de risco, fui pra casa mesmo muito cedo, algures às 20 e tais semanas, vulgo cinco meses e tal. Desta vez estou a trabalhar até praticamente ao fim. Vou parar acerca de um mês, se ela vier a tempo e não antes do tempo. E sim, partilho da tua opinião, que com uma criança em casa é um pouquinho mais complicado.
Ainda por cima agora nesta fase em que começam as doenças, a febre, as preocupações são constantes e custa mais.
Mas falando da criança que já temos em casa, como é que tu achas que vai ser a reação da tua filha? Estás preocupada com isso? É algo que te tira o sono, digamos assim?
Estou um pouquinho preocupada, é normal, porque fala-se tanto dos ciúmes e da regressão. Ou seja, a Francisca já não usa fralda.
Mas fala-se que as pessoas podem começar a ter isso de novo.
Podem regredir, exatamente. Ou seja, o fato de ela já não usar fralda e praticamente já não usar chucha, eu tenho medo que ela venha a precisar outra vez das fraldas ou fazer mais xixi nas cuecas ou na cama. Ou que precise mais da chucha, mais atenção. Há muita gente que fala nisso da regressão e eu tenho medo por aí. Por outro lado, ela está superentusiasmada com a gravidez, está sempre a dar festinhas na barriga e beijinhos e fala com o irmão. Ele não tem nome ainda, então diz que vai chamar Mano.
Mano sem nome.
Exato. Por isso, sim, tenho algum receio, porque ela está habituada a ter atenção 100% e eu ainda por cima sou uma mãe que faço questão de estar sempre muito presente e estou sempre muito em cima dela e estou sempre a brincar com ela.
Estás a pensar como é que tu vais dividir isso.
Exatamente. A minha questão é essa, ainda por cima se tiver outra cesariana, durante pelo menos uma semana, não posso pegar na Francisca, não posso brincar com ela, rebolar no chão como faço hoje, até com barriga. Por isso, por aí, acho que ela vai sentir um pouquinho, mas vamos fazer aqueles truques todos que nos ensinam.
Que aprendemos.
Levar um presente pra maternidade.
Fazer o nenenal.
Que foi o irmão que trouxe e ainda a gente tem que pensar no presente. Por isso, não sei. Vamos ver.
Vamos ver. E diz-me só uma coisa, falaste aí de uma coisa engraçada. Tu tiveste uma cesariana no parto da Francisca.
Sim, é verdade.
O que é que querias pra esta segunda gravidez?
Olha, eu nunca pensei muito nisso, nem da Francisca, nem Nem agora do bebé sem nome.
Tu quase pareces uma personagem de Guerra dos Tronos.
Só para não chamar No Name Boy, porque é demasiado associado ao Benfica. Eu sei que tu gostas, mas deste lado não. Da outra vez foi de cesariana, porque a Francisca era um bebé pélvico, ou seja, estava sentado e desta vez ele também está sentado, sendo que ainda tem algum tempo para virar, mas já estou convencida que não. A recuperação da cesariana, pelo menos no meu caso, foi dolorosa, uma semana bastante dolorosa, mas também há partos normais que não correm assim tão bem e que a recuperação também não é incrível. Por isso, sinceramente, eu só quero que seja o que for melhor para o bebé em primeiro lugar e para mim também, claro. E droguem-me, que eu não quero sentir dores.
Eu partilho, obviamente, da tua opinião, que queremos que aconteça o que for melhor para a criança e para mim e tudo isso, mas eu morro de medo de cesarianas.
Porquê?
Eu não consigo perceber. Até falámos disto há uns tempos aqui no programa que tivemos com a Rita Silva Freire, que lançou o livro "Partos Há Muitos", com vários tipos de parto, abordámos isso no nosso programa. E uma das coisas que se diz muito, aqueles julgamentos fantásticos entre mulheres e mães, é que a cesariana é o caminho fácil. Eu não poderia discordar mais. A mim faz-me muita impressão.
Não é de todo o caminho fácil.
Basicamente, eu peço imensa desculpa se vou ser gráfica, mas de cortarem a barriga. Eu sei que também há muita coisa no dito parto normal, igualmente gráfica e um bocadinho assustadora.
E que também envolve cortes.
Sim, mas não sei se é aquela questão de supostamente, e estamos a falar, obviamente, de isto correr sempre pelo que é normal e não haver problema nenhum. Supostamente, o teu corpo está preparado para isso. Portanto, se o bebé virar, se tu estiveres a fazer a dilatação, se não houver problema nenhum de saúde.
É mais natural.
Exatamente. Eu gosto de pensar: "Ok, mas é para isto que supostamente isto está feito." O corte, eu sei que há pós-partos de cesarianas incríveis, que as pessoas passado duas horas estão a andar de um lado para o outro. E no parto normal, a mesma coisa, mas a mim faz mesmo muita confusão a ideia de operação. Não sei porque é que as pessoas acham que é a saída mais fácil, porque eu acho que é mais complicado. Mesmo quando corre tudo bem nos dois tipos de partos, digamos assim, acho que é mais complicado. Não queria nada que acontecesse, se tiver de ser. E isto que eu passei 26 horas em trabalho de parto, portanto, imagina o pânico que eu não tenho de cesariana. Mas com drogas. Sempre a favor das drogas. Eu sei que há muitas pessoas que gostam de passar pelo processo.
Não, not me. Não, a questão de ser fácil eu também não consigo perceber, porque realmente o parto é facílimo, porque a pessoa com a epidural deixa de sentir tudo muito rápido e em dois minutos o bebé está cá fora. Por aí é fácil, depois é mais meia hora, 40 minutos de operação. Eu ia dizer que a pessoa não sente, mas não é verdade. A pessoa sente, mas não sente dor, mas sente ali a mexer lá dentro, que é um bocado esquisito. Depois fica-se umas horas no recobro, mas o bebé já está conosco, já está a começar a mamar, por isso também passa rápido. O pior é mesmo depois, a partir do momento em que se tem que fazer o levante, levantar e aí as dores começam, porque é uma operação abdominal. Custa muito.
Claro que sim.
Mas pronto, olha, seja o que vier.
E tens assim algum medo nesta segunda gravidez que não tiveste na primeira? Eu pergunto porque eu acho que em certa medida a ignorância é uma bênção nas gravidezes.
Às vezes é.
A quantidade de informação que eu tenho hoje em dia, não só por já ter sido mãe, mas também pelo trabalho que faço diariamente na Mark, lido muito com parentalidade, eu desta vez acho que me preocupei, mais uma vez, preocupei mais. Tiveste algum medo nesta...?
Eu por acaso também acho que estou mais preocupada com tudo que é doenças desta vez do que da primeira. E se calhar por ter mais conhecimento.
Acesso à informação.
Exatamente. E muito também pelos artigos que fazemos na Mark.
A quantidade de histórias que ouvimos.
Exatamente. Eu sempre pedi para não me porem a escrever coisas sobre doenças de crianças, porque a pessoa começa a chorar, quase. Mas sim, eu acho que tenho tido mais medos, nada em específico, mas muitos. A questão das trissomias, por exemplo, a cada ecografia eu ia com o coração nas mãos e que se fosse só as trissomias, a quantidade de coisas que pode acontecer. E depois as histórias que se ouvem, então ainda agora com estes últimos acontecimentos com os bebés que nasceram.
Com malformações não detetadas.
Por isso, sim, acho que por aí tenho mais medos. Não sei. Estou nervosa.
Não, eu também sou dessa opinião. Olha, e nós já gravámos vários programas, já foram para o ar ao longo de, não vou dizer aqui o número, porque vou alegar o cérebro grávida, mas já foram bastantes.
Isso também serve para bastantes coisas.
Já foram bastantes. Houve alguma coisa que, aliás, acho que deve ter havido muita coisa que aprendeste, mas alguma coisa que te recordes que foi extremamente eficaz para ti, alguma coisa que nunca tinhas pensado antes e que pensaste: "Ipa, isto faz todo sentido." Se algum programa que tenha...
De nunca ter pensado, talvez não, mas aprendi imensas coisas. Por exemplo, o programa sobre higiene íntima. Acho que foi dos que eu aprendi mais, porque principalmente pela questão de eu agora ter um rapaz.
Que é completamente diferente.
Muito diferente e isso é uma das coisas que me deixa um bocadinho ansiosa agora com o facto de ter um menino e não uma menina.
Eu estava muito a favor da segunda menina por isso.
Mas pronto, por isso acho que nesse programa aprendi bastante. Claro que depois a prática é completamente diferente, mas o programa com a Ana Gomes sobre alimentação também acho que foi muito interessante, porque não é preciso falarmos da alimentação em termos de bebés vegetarianos, mas aquilo que podemos dar, aquilo que nas escolas exigem para não darmos determinado alimento, como aconteceu com ela, por exemplo, para não comer carne, teve que levar uma declaração do médico. Ou seja, esse tipo de informações que a pessoa nem imagina que existam, que seja preciso fazer uma coisa destas, acho que foi bastante útil. E aquele programa do sono também acho que aprendemos todos bastante com a Constança Cordeiro Ferreira. E para ti, qual foi aquele mais marcante?
Olha, acho que houve obviamente coisas em todos que nos ensinaram alguma coisa ou que nos deram mais informação. Repetindo-me, gostei muito do programa que fizemos sobre os partos, porque antes disso ambas tivemos acesso ao livro e realmente abriu um pouco o meu horizonte para a quantidade.
Aliás, tu tiveste um parto diferente do que tu pensavas.
Descobri uma coisa. Exatamente, eu achava que tinha tido um parto dito normal e afinal não, foi um parto instrumentado devido à ventosa, neste caso, porque também poderia ser fórceps, mas no caso da Carmo foi a ventosa. Porque há muita coisa que se passa que nós não sabemos. Eu assumo que achava que estava recheada de informação e que desde o tipo de partos, desde o que tu podes, não digo como mãe exigir, mas saber os direitos que tu tens, não é chegar com uma lista de exigências, porque óbvio que os profissionais de saúde à partida saberão o melhor para ti. Mas aprendi muito com esse programa. Estava-me aqui a lembrar de outro. Gostei muito do programa que fizemos também com a Susana Almeida sobre as mães perfeitas, porque é um tema que me diz muito, porque eu dou em louca com aqueles grupos de mães no Facebook, confesso.
Já sofremos as duas bastante com esses grupos.
Sim. E um dos temas polêmicos, que não é para nós, mas no mundo da maternidade, tal história da amamentação ou do leite-fórmula. Eu na minha primeira filha tentei amamentar e amamentei depois com complemento durante cerca de um mês, um mês e uma semana, mas no hospital eu não tinha, não estava preparada, eu não tinha leite, não tinha nada disso e senti-me muito pressionada. Não até por uma parte negativa, eu acho importante que nos hospitais deem esse apoio, mas é uma coisa que se o cenário for exatamente igual desta vez e eu não tiver, eu não quero ser forçada a isso. Agora eu tenho mais segurança de dizer.
Sentes-te julgada, se calhar, também.
Um pouco, se calhar. E na altura, apesar de eu ter muito para mim, ok, mas eu sei que, sem dúvida alguma, leite materno, melhor alimento que tu podes oferecer a um recém-nascido, não é isso aqui que está em discussão, mas a alternativa, se não existir alternativa ou se a mãe quiser a alternativa, seja por que motivo for, é válida. E eu naquele momento, imagina, eu tive a minha filha no hospital público, eu dividia o meu quarto com mais uma mãe, éramos duas, duas camas, e traziam-me bombas e tentavam que eu estivesse ali uma hora com pessoas a entrar e a sair, porque ainda por cima era a cama ao pé da porta, as pessoas tinham de passar, mesmo com as cortinas.
Sem grande privacidade.
Mesmo com as cortinas, exatamente, é desconfortável. E eu ficava ali uma hora a tentar fazer alguma coisa, não saía nada e senti que tinha de fazer aquilo para não me julgarem. É uma coisa que desta vez, se acontecer, eu tenho toda a segurança de dizer: "Moça, eu se quiser tento em casa." E é comigo, se eu quiser fazer ou não.
Essa é a vantagem da segunda gravidez.
Sim. Acho que te dá mais segurança. Não vou dizer aqui a idade, porque é uma diferença tão pouca. Eu fui mãe com...
Ainda nem três anos.
Sim, a Carmo nasceu com 29, esta há de nascer mesmo ali perto do meu aniversário, mas comigo a ter 30, 31. Portanto, não foi os dois anos que eu amadureci assim tanto. Acho que tem a ver com a nossa segurança enquanto mães.
Catarina, olha, outro programa que eu achei interessante foi o da Sofia Correia sobre viagens, porque eu realmente acho que sou uma mãe bastante mais complicada do que eu imaginei vir a ser. E só de pensar em ir com dois filhos pra Tailândia.
Só pensas em viver com dois filhos. Vamos começar por aí.
Só pra começar. E depois ir, por exemplo, pra Tailândia, como a Sofia foi com duas crianças pequeninas, uma delas com dois anos, ou ainda nem sequer tinha feito dois anos, e a levar apenas o essencial. Ou seja, ela ensinou-nos a descomplicar, a fazer malas de forma muito tranquila e estar na viagem e aproveitar ao máximo e eu acho que os truques que ela nos passou que foram úteis, agora só falta marcar a viagem.
Não, eu também gostei logo do primeiro programa de todos, que fizemos com a Sónia Morais Santos sobre os ecrãs e as crianças. É um tema que cada vez me preocupa mais, porque efetivamente a minha filha fica muito presa aos YouTubes da vida, por mais que esteja em fase de desmame há umas semanas. Isto é tão estúpido, mas é mesmo verdade. Um dia que ela passa, normalmente aos fins de semana, que ela vê mais bonecos, seja na televisão ou seja no tablet, ela sonha com aquilo. Ela acorda a gritar, passa publicidade quase, mas não me pagam, pandicaricas. Isto é um pouco assustador. Portanto, acho que também é um tema que às vezes parece que já está muito batido, mas eu acho que é muito bom as pessoas continuarem a falar sobre isso.
É bom continuar a reforçar. Olha, hoje a Francisca acordou e a primeira coisa que disse, antes de dizer "bom dia, mãe", foi: "Quero ver a Macha e o Urso."
Estás a ver? Devíamos ser patrocinadas por eles.
Pelo Panda. Catarina, então não sei se te lembras do Vou Contar até Três, a nossa rubrica que apresentamos aos nossos convidados todas as semanas, que são uma série de questões rápidas para responder de forma espontânea. E agora vamos responder nós a estas perguntas.
Muito rapidamente.
Vamos a isso. Amamentação ou leite-fórmula?
Leite-fórmula.
Como é que vamos falar nisso?
Maioritariamente leite-fórmula, sim, foi o que aconteceu.
No meu caso, amamentei durante um mês e meio em exclusivo, depois também acabei por ficar sem leite, por isso mais meio mês com leite-fórmula e depois ficou só com leite-fórmula.
Quando é que a Francisca foi para a quartela?
Foi aos seis meses, mas já voltou para nós, já voltou para o dela, agora está no dela. Tem dois anos e meio, mas nem sempre é fácil.
Carmo foi por volta dos nove meses e tem-se mantido. Chucha até que idade?
Ela ainda usa para dormir. Durante o dia não se lembra dela, mas se a vir, pede. Ou seja, convém que ela esteja escondida, mas à noite ainda sinto que precisa. E agora quando vier o irmão, não sei.
É exatamente a mesma coisa. Usa de noite e também se ela tiver à vista em casa Usa.
Até que idade? Ainda usa fraldas, no teu caso.
Ainda.
E estão a tirar na escola?
Não. E falámos naquele programa que gravámos com o Nuno Pinto Martins, falámos um bocadinho da história da regressão com o segundo irmão. Nós começámos a tentar em setembro, não estava a funcionar muito bem e falámos disso ao pediatra e ele basicamente, por miúdos, trocou-nos no balde à pé.
Que agora já não vale a pena.
Já saíste num sítio por causa de uma birra?
Não.
Eu também não. Tentei acalmar. Já recorreu ao tablet? O que me leva é à próxima pergunta: tablet ou telemóvel para controlar uma birra ou para entreter?
Para controlar birra, por acaso, felizmente, a Francisca não é muito birras, mas para entreter, sem dúvida. Então se formos jantar fora ou almoçar fora e ela não tem que estar completamente entretida sozinha durante duas horas.
É a mesma coisa então. Baby wearing, acessórios para carregar o bebé. Usaste?
Tenho. Usei muito pouco porque não me conseguia adaptar.
Eu também não. Também não usei. Assumo que também nunca fiz nenhum curso, nunca me interessei muito pelo tema.
Nunca fomos às consultoras.
Nunca fomos às consultoras, mas pode ser um tema a abordar.
Acho que sim. Grupos de mães no Facebook, já falámos um bocadinho sobre isso.
Medo. Não é para mim.
Pois, acho que não é para nenhuma das duas.
Catarina Balester, olha, gostei muito de gravar contigo este "Ser Mãe", estes episódios todos em que aprendemos todos muito, nós e os outros pais que nos estão a ouvir.
E somos tão dadas à causa que engravidámos ao mesmo tempo só para gravar isto com mais legitimidade.
Vestimos a camisola a sério e viemos cá partilhar tudo também convosco. E vamos voltar em breve, provavelmente em 2020.
Exatamente.
Depois da nossa licença de maternidade. Agora vamos dedicar-nos aos nossos bebés, àquelas que já existem e àqueles que ainda vão por aí, à Clara e ao bebé sem nome.
E ao bebé sem nome.
Eu sou a Catarina Balester, estivemos com a Fabíola Carletis. Ai, meu Deus, isto parece tão programa.
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